sábado, 14 de junho de 2014

EBD Editora Betel - Perdão, O antídoto para o Rancor

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 11 – 15 de Junho de 2014
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Base para o Trimestre

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Texto Áureo

“E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.” Lc 15:20

O fato de que o pai o avistou de longe constitui uma prova de que o amor do pai pelo filho perdido jamais se extinguiu. Diariamente o pai havia olhado com saudade para longe, esperando pelo retorno do filho. Quando este finalmente veio, já de longe o descobriu com o olhar aguçado do amor. O estado deplorável de seu filho retornado comoveu seu coração paterno com compaixão misericordiosa. Sem reservas o pai amoroso corre ao encontro do filho que retornava, abraça e beija-o como se seu relacionamento com o filho nunca tivesse sido turbado. Que maravilhoso e estranho: ao invés de o filho abraçar o pai, é o pai quem o abraça. O filho não esperava por uma recepção tão extraordinária. Nem uma palavra sequer de reprimenda, nenhuma crítica acerca da vida terrível e dissoluta do filho se ouve dos lábios do pai. O pai é também aqui o grande calado, que silencia cheio de amor. Isso é bondade e amizade demais para a pessoa que retorna. Já nem sequer consegue expressar o pedido de ser apenas contratado pelo pai como diarista. A recepção do pai foi grandiosa e sublime demais para ele.

Comentário Esperança – Fritz Rienecker

Verdade Aplicada

O Perdão é remédio para o Rancor, e o combustível do Perdão é o Amor.

Objetivos da Lição

Explicar o que é rancor;
Mostrar como se desenvolve o Rancor;
Apontar o caminho para a cura.

Textos de Referência

Lc 15:11 - E disse: Um certo homem tinha dois filhos.
Lc 15:12 - E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
Lc 15:20 - E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.
Lc 15:29 - Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.


Introdução

Segundo o dicionário de língua portuguesa, Michaelis, o Rancor é definido pelas seguintes palavras: ódio inveterado, oculto, profundo. Grande aversão não manifestada; antipatia. Ressentimento. Ira secreta e malquerer. Ao analisarmos as palavras que definem rancor, podemos concluir que esse sentimento não é nem um pouco benéfico ao ser humano, pois chegamos à conclusão que ele causará mais sofrimento do que prazer, logo, se causa sofrimento, lembra dor e consequentemente lembra doença. Destarte rancor pode ser visto, também, como uma das enfermidades da alma.

Rancor=Aversão profunda ou ressentimento amargo, não raro sopitado ou reprimido, ocasionado por algum ato alheio que causa dano material ou moral. Recordação tenaz e hostil de tais atos ou de acontecimentos análogos. (montesiao.pro.br)

Ressentimento= É a raiva que a pessoa tem de algo multiplicada pelo tempo. Esse sentimento tende a ficar escondido no coração de tal maneira que as pessoas não percebem, todos acham que está tudo bem, mas um dia ele explode para fora.
O Ressentimento é como uma cadeia que te prende em coisas que aconteceram no passado e te impede de ser e ver o que Deus lhe deseja para hoje.
Pessoas até vão diante de Deus e dizem perdoar os que lhe prejudicaram, mas lá na frente, na primeira oportunidade que aparecer elas se vingam (dão o troco, pagam na mesma moeda). Não permita que a raiz de amargura nasça e cresça dentro de você, ela é como uma erva daninha que se espalha e faz com que você viva aprisionado te fazendo ser o mais prejudicado da historia.
Sem falar no momento em que se fica sabendo que aqueles que te prejudicaram um dia caíram ou se deram mal em alguma coisa e você começa a sentir uma pontinha de satisfação, alegria por isso. Se você tem sentido isso, saiba que Deus quer te dar um coração puro. A mente de uma pessoa que ama a Deus deve pensar apenas coisas boas das outras pessoas (janivaldobispo.com.br)



1. Rancor, uma ferramenta de destruição

Qualquer sentimento que permaneça oculto não pode ser encarado como algo prazeroso. O ódio inveterado leva a momentos de profundo negativismo, pois esse sentimento vai trabalhar em nosso coração como uma fonte de enfermidade e ferramenta de destruição, agindo internamente como uma bomba relógio armada para explodir a qualquer momento.

No entanto, a Ira se torna um pecado quando é causada por motivos egoístas (Tg 1:20), quando o objetivo de Deus é distorcido (I Co 10:31), ou quando a ira permanece por muito tempo (Ef 4:26 e 27). Ao invés de usar a energia gerada pela ira para atacar o problema em mão, a pessoa é que acaba sendo atacada. Efésios 4:15 e 19 diz que devemos falar a verdade em amor e crescer em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, e não permitir com que palavras insensíveis ou destrutivas saiam de nossas bocas. Infelizmente, esse falar venenoso é uma característica comum do homem pecador (Romanos 3:13-14). A ira se torna um pecado quando permitimos com que transborde sem limites, resultando em um cenário no qual todos presentes se machucam (Pv 29:11), devastando tudo e todos, com consequências irreparáveis. A ira também se torna um pecado quando o que está irado se recusa a se acalmar, e acaba guardando rancor ou mágoas dentro de si (Ef 4:26 e 27). Isso pode causar depressão e irritabilidade com qualquer coisinha, geralmente com coisas que não tinham nada a ver com o problema original.

O que a Bíblia Diz Sobre a Ira? – gotquestions.org

Pequenas indiferenças, queixumes, “lembranças”, desconfianças e outros tais, são ressentimentos. Se estes se somarem gerando amarguras, surge o Rancor. Em si e por si, suas definições léxicas são semelhantes. Faça uma cautelosa e demorada análise das definições deixadas acima (Rancor e Ressentimento).


1.1 O amargor produzido pelo Rancor (At 8:23)

O Inimigo sabe que não pode atingir o espírito recriado, então ele ataca a alma, as emoções dos crentes desde o ventre materno até o momento da morte física. Não podendo tocar em nossa salvação, o Diabo vai querer impedir a produção dos frutos de uma vida santificada.
Muitos crentes vivem uma vida amarga, falando mal de outras pessoas, criticando a tudo e a todos; outros têm medos, traumas e complexos. Não conseguem crescer em suas vidas materiais e espirituais, impedindo o crescimento dos outros. Dos corações crescem verdadeiros espinheiros. Cortar apenas os espinhos, ou apenas mudar as circunstâncias, não vai resolver a causa do problema que está no coração (Hb 12:15).
A Raiz de Amargura é formada através das ofensas, agressões, injustiças, sofrimentos, prejuízos, perdas, decepções, qualquer tipo de mal ou experiências negativas que uma pessoa tenha sido vítima ao longo da vida ou em determinadas situações. Os demônios e o Mundo, através das pessoas, têm mil e uma maneiras para produzir isso em todas as pessoas. O Inferno trabalha com esse instrumento o tempo todo. E quando as pessoas usadas são evangélicas, os efeitos dessa arma são ainda maiores.
Os principais objetos contra os quais se concentram a raiz de amargura são: Pessoas, circunstâncias da vida e o próprio Deus. Muita gente vive cheia de amargura contra tudo e especialmente contra Deus. Onde houver qualquer tipo de raiz de amargura, há aprisionamentos espirituais e uma ação contínua de tormentos.

Jânio Santos de Oliveira – webservos.com.br

Nossa posição e atitudes frente ao Rancor pode torna-lo maior ou menor (Hb 12:15). Muitos dos problemas da alma podem ter causas alheias à nossa vontade (não as criamos). O Rancor sobrevive com o que fornecemos a ele: quanto mais remoermos, ressentirmos (ressentir= sentir de novo e de novo), mais rapidamente iremos a uma perda de controle nos tornando cada vez mais amargos em relação à vida (Gn 27:45)
Por se tratar de algo que nem sempre podemos controlar, o rancor acaba por se tornar mais perigoso, pois o ser humano, através de sua natureza pecaminosa, tende a nutrir sentimentos negativos, muitas vezes não valorizando um ato de reconciliação. A reconciliação será a melhor atitude pra se começar a controlar este sentimento.


1.2 Rancor, enfermidade devastadora

Doenças causadas ou acentuadas pelo Rancor

 Depressão
 Dor de cabeça
 Dores musculares (principalmente nas costas)
 Fibromialgia
 Gastrites e úlceras
 Problemas cardiovasculares, como hipertensão
 Problemas intestinais, como síndrome do intestino irritável
 Problemas de memória
 Problemas de pele, como urticária
 Queda na imunidade
 Todas as doenças alérgicas, como asma
 Vertigem

Fontes: José Roberto Leite, coordenador da Unidade de Medicina Comportamental da Unifesp, e José Antônio Atta, chefe do Ambulatório de Clínica Geral do Hospital das Clínicas

O Rancor é ódio instalado no coração, perturba o sono e faz adoecer a nossa alma. É o sentimento de uma vingança que se persegue sem tréguas, é a raiz de amargura que impede o Perdão. Há, contudo, um tipo de ira que não é pecado. Trata-se da ira contra o Mal, contra o erro e contra a Injustiça, no entanto, notem, esta ira não pode gerar rancor.
Lembrem-se que o próprio Senhor Jesus Cristo expulsou os vendilhões do Templo e condenou o fariseu, mas sem qualquer tipo de rancor. Não se podem esquecer as palavras de Paulo, o apóstolo: "irai-vos e não pequeis não se ponha o sol sobre a vossa ira" (Ef 4:26)
A Ira torna-se pecado quando é guardada no nosso coração. O Ímpeto do Ódio pode ser compreendido e tolerado em certas circunstâncias, se não esquecermos que também somos feitos de emoções e a nossa estrutura é frágil, mas isso passa. Já o Rancor é sentimento de ódio enraizado na alma, que provoca a separação das pessoas, de nós próprios, e, sobretudo, afasta-nos de Deus.

Renato Victor – vivendoapalavradejesus.blogspot.com.br

O Rancor se desenvolve e sobrevive de maneira oculta e parasitária. Isto diz que somos seu “hospedeiro-alimentador”. Só se mostra claramente ao se encontrar em estágio avançado. Prevenção e monitoramentos (sadios), possivelmente aliados a um diagnóstico precoce permitem uma maior possibilidade de cura. Identificar ainda em seu início torna mais fácil de ser exterminado. Ao percebermos algum de seus sintomas devemos partir imediatamente em busca da solução (Lv 19:18). O Rancor é externado pelos atos cometidos pelo rancoroso (começa devastando a alma). Na maior parte das vezes é desenvolvido por motivos específicos, mas gera agressões em situações que não envolvem o motivo principal (Mc 6:18 e19)
Ao identificar uma mudança de hábito em relação a alguém ou a alguma coisa específica, deve o indivíduo buscar a cura, pois, se não o fizer, poderá ferir pessoas que não têm relação com as situações que o levaram a essa condição.


1.3 O Rancor também ocorre por causa do Ressentimento

O que é ressentimento?

É sentir de novo todas as emoções ruins provocadas por uma mágoa guardada no coração e enraizada pelo tempo. É sentir profundamente, estar magoado, ofendido, ferido, afligido, triste, desgostoso, angustiado.
Ressentir é trazer á tona momentos ruins dolorosos, inacabados, uma sensação de amargura, raiva ou vingança. É ficar contemplando cenas de um passado doloroso, através de imagens mentais; Reviver com as mesmas sensações fatos que nos causaram mágoas.
Esses sentimentos ruins tendem a ficar escondidos no coração de tal maneira que as pessoas não percebem de imediato. Todos acham que está tudo bem, mas um dia os frutos amargos são produzidos e ninguém mais deseja estar próximo de uma pessoa com raízes de amargura.

Benne Den – webservos.com.br

Ressentimento

O Ressentimento também causa tantos estragos quanto a Mágoa, que citamos anteriormente. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra ressentimento vem do verbo ressentir, que quer dizer sentir novamente, sentir profundamente, magoar-se. O Ressentimento é a sensação de mágoa que persiste por muito tempo após o fim de uma determinada situação e, muitas vezes, desemboca na Mágoa, no Ódio, na Raiva, na Infidelidade, no Pecado e na Separação.
Observamos hoje de forma acentuada que todos, em algum momento de nossas vidas, experimentamos esses sentimentos. Entretanto, cabe a nós mesmos darmos o devido tratamento a eles, pois quanto mais tempo gastarmos falando do que causou esses sentimentos negativos mais ficaremos angustiados e sem enxergarmos uma solução para o problema. É aí que o Aconselhamento Pastoral pode ser muito útil, pois as pessoas que compartilham suas frustrações e angústias tendem a lidar melhor com a Mágoa e o Stress.
Não podemos guardar as mágoas e ressentimentos do passado. Em II Coríntios 5:17 diz que “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. E não podemos deixar que nossa percepção do tempo presente possa ser distorcida pelas mágoas e ressentimentos do passado. Precisamos ter capacidade de reagirmos contra estes sentimentos.
Observamos que em todas as esferas da sociedade existem ressentimentos e mágoas, até na Política Nacional Brasileira. É como no Futebol, os torcedores do time que perdeu um jogo ficam ressentidos com os adversários, gerando a Raiva e Ódio até mesmo contra os próprios jogadores do seu time de coração.

Silvana Ornelas Coelho – comunidadeunida.com.br

É muito comum tratar uma aparente mágoa, dor, frustração, prejuízos como reais e grandes. Ainda que o recebamos verdadeiramente (a Humanidade tende a agigantar, materializar o que não existiu; aparências “concluídas” como fatos), não podemos nos prostrar em sentimentos ruins, já que essas situações são necessárias e até esperadas (digo isto aos crentes fieis).
Cultivar lembranças magoadas de ofensas recebidas, de fato e de verdade, ou ficar se remoendo por coisas ocorridas no passado não é produtivo. O Passado não pode ser alterado. Cabe a cada um esquecer o ocorrido e expulsar tal ressentimento que poderá culminar na enfermidade (Fp 3:13) . Caso o fato seja recente possa ser mais difícil. Se você se envolver neles, não perca tempo se martirizando por estar pecando (sic). Chorar por estar pecando não o fará sair disto. É necessário atitudes e permanência de propósitos.
O ressentimento não permite que o indivíduo esqueça de fatos ocorridos, isso irá produzir uma lembrança constante de fatos remanescentes, tais lembranças são, em sua maioria, responsável pelo crescimento da doença. Exemplifique com o caso de Herodias que nutria rancor e ressentimento contra João Batista (Mc 6:22-27).



2. O rancor contra um irmão

O texto retratado no capítulo quinze do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos escreveu Lucas, mostra-nos Jesus, apresentando aos fariseus e aos escribas uma parábola acerca do filho pródigo. No entanto não estaremos aqui observando a pessoa do filho mal agradecido que não reconheceu a importância da convivência de uma vida em companhia dos seus, mas antes preferiu levar uma vida dissoluta tomando para si aquilo que considerava pertencer a ele (Lc 15:12). Levaremos em conta o comportamento e as atitudes dos outros envolvidos na história. A figura do pai perdoador nos mostra que é possível ter um coração longânimo e saber perdoar, mesmo as maiores ofensas. Já a pessoa do irmão mais velho nos serve de advertência para não permitimos que um sentimento negativo contamine nossos corações facilitando assim, o surgimento do rancor.


2.1 Os principais envolvidos da parábola

A personagem – “Filho Pródigo” –  é um alegorismo do cristão infiel que tem uma seqüência progressiva de falhas que entristece a Deus, ou seja: a Soberba, que afronta o Pai; o Desamor, que abandona a casa paterna e a vida desvairada no Mundo.
O Filho Pródigo. Dos dois filhos o mais moço, o inexperiente, exige a sua parte na herança. Em sua irreflexão, fascinado pelos prazeres do Mundo, ajunta tudo e parte para longe. Em terra distante, esbanja seus bens numa vida dissoluta entre meretrizes.
Na tentativa de buscar a motivação que impulsionou o filho a tomar tal decisão e sair de casa, poderíamos presumir que a motivação não foi outra senão pelos atrativos do Mundo. Infelizmente, o filho de Deus pode imaginar-se cerceado em sua liberdade quando no serviço do Pai, privado dos “prazeres” intensos e oprimidos por um jugo insuportável. Assim sendo, rebela-se, afasta-se de Deus e atrai sobre si miséria e sofrimento.

Plínio Cavalheiro – ibvidanova.org.br

As personagens das parábolas de Jesus não são pessoas reais¹, são personagens pedagógicos. Jesus os apresenta e os usa para evidenciar verdades que quer transmitir aos seus ouvintes e aos seus seguidores. Assim é na Parábola do Filho Pródigo, título que ficou na tradição. Podia ser a Parábola dos Dois Filhos; podia ser a Parábola do Pai Amoroso. Mas, o incontestável nessa narrativa é que o pai desempenha o papel de Deus (ou seria vice-versa?) e o filho é a representação do ser humano. E esse filho virou o personagem tema, pois de fato o enredo gira em torno dele.
Nos acostumamos com ele e seus desacertos. O transformamos em paradigma do que o pecado faz e saímos à procura dele para ajuda-lo a voltar para o lugar ao qual de fato pertence.

ponderabilis.com.br

Na maioria das vezes, o rancor acontece desta maneira promovendo uma antipatia que pode parecer gratuita, mas que é provocada por um fato atrelado a ela ocorrido há algum tempo.

¹ Nota MDA: Excetua-se aqui a de Lázaro, que tem estrutura diferente e é catalogada como prova doutrinária, inclusive.


2.2 A atitude do Pai

O pai não recebeu o filho pelo fato de reconhecer que havia algo de valor no rapaz, ou então porque houvesse da sua parte bons atos praticados no passado que deveriam ser recompensados com o seu acolhimento. Ele fora filho no coração do pai antes mesmo de ter sido criado, mas importava que esta filiação se confirmasse pelo arrependimento e busca do pai para compartilhar da sua intimidade. Isto a parábola revela, ainda que não de modo direto.
Esta verdade está ali nela contida, sublinhada com a declaração do pai de que o pródigo se achava morto e perdido, antes de retornar ao lar.
E o que permitiu o seu acolhimento foi o arrependimento e fé na bondade e misericórdia do seu pai. Outro ponto essencial do cristianismo que não é citado nesta parábola é a ação do Espírito Santo na nossa conversão e transformação, e o esforço empreendido por Deus na sua busca incansável dos perdidos. Por isso, temos nas duas outras parábolas que nosso Senhor apresentou na mesma ocasião (Ovelha Perdida e Drama Perdida), o esforço anteriormente citado.
Sem o todo da revelação que temos em outras partes das Escrituras, e caso nosso Senhor tivesse contado a Parábola do Filho Pródigo para ser um resumo do cristianismo, o que não é o caso, nós poderíamos afirmar que se alguém está afastado de Deus, por sua própria iniciativa, como foi o caso do pródigo, então estaríamos autorizados a não fazer qualquer esforço com nossas orações intercessoras, e outros meios, para trazer o perdido de volta à vida.

Silvio Dutra – estudos.gospelmais.com.br

Tudo que o Pai tem é nosso por direito legal, mas para conseguirmos desfrutar das Suas bênçãos, precisamos ser filhos de verdade.
O filho mais moço entendia isso, o mais velho não.
É assim que o Senhor faz conosco, ele não nos manipula ao ponto de querer a nossa obediência com fardo e jugo, fazendo somente aquilo que ele nos ordena como imposição, mas ele quer que tenhamos liberdade de conversar com ele, perguntar para ele como acharia melhor que fizéssemos.
Ele quer que preparemos um banquete junto com ele por estarmos alegres e não para nos alegrarmos.
Aplicação:
Será que nós não estamos agindo da mesma maneira que este filho?
Será que este filho conseguia ter intimidade com o pai?
Será que ele tinha coragem de encostar sua cabeça no peito do pai e contar para ele todas as suas dificuldades e medos?
Será que na verdade ele não tinha uma ponta de inveja do irmão, porque ele fazia aquilo que ele tinha vontade e não tinha coragem?
Comece a dizer para o Senhor como você está.
Diga para ele que você quer ter uma aliança verdadeira com ele.
Diga para Ele que você não quer estar na casa dele como servo, mais como um filho de verdade.
Diga que você não quer mais serví-Lo com culpa e com jugo, porque você decidiu ser filho e filho serve ao pai por amor

montesiao.pro.br

Amor e perdão. Foram estas as atitudes do pai que esperançoso aguardava a volta de seu filho. O pai tinha todos os motivos para exortar o filho fujão com um longo sermão de acusações. Contudo, não o fez! Abdicou-se do direito de colocar o dedo no rosto do ingrato, para dar lugar ao perdão e a alegria por ver seu filho de volta ao convívio da família.

Plínio Cavalheiro – ibvidanova.org.br

Podemos observar que, ao retornar para casa, o jovem cultivava em seu íntimo uma certeza de que seria bem recebido. Embora o filho tivesse decepcionado o pai, este não se decepcionou com a atitude do filho. Explique ao aluno que a atitude do Pai, demonstra que o perdão é uma atitude positiva em relação a ofensa; ao contrário do rancor que é uma atitude negativa em relação ao ofensor.


2.3 A atitude do Irmão

Onde estava o filho que ficou? Onde o pai queria que ele estivesse?

Ele estava no campo, junto aos servos.
Ele se identificava com os servos.
Por que ele não estava junto ao seu pai naquele momento?
Será que a vontade do pai para ele, era que estivesse no campo junto aos servos? Será que ele se importou em perguntar ao pai qual era a sua vontade; afinal era filho e não servo.
Quando o filho mais moço voltou e pediu ao pai que o tratasse como um dos servos, não foi isto que ele fez, e sim, chamou os servos para darem a ele a melhor roupa, colocarem um anel no seu dedo e colocarem sandálias nos seus pés. Ou seja, o pai sabia diferenciar muito bem um filho de um servo.

Sua primeira atitude diante do pai com o retorno do seu irmão:
(v.28 e v. 29) Ele indignou-se. Por quê?

Porque ele achava que seu pai deveria tratá-lo melhor; achava que o pai deveria enchê-lo de presentes da fazenda, porque não entendia que tudo que tinha na fazenda também era seu. Ele não sentia-se filho, sentia-se servo, logo, não se achava no direito de desfrutar daquilo que já tinha por direito legal, por ser filho. Ele condenava a atitude do pai, que além de perdoar seu irmão, deu uma festa. No seu conceito, aquele sujeito que havia feito tudo errado, não era merecedor, ele sim, pois sempre fazia tudo para agradar, no entanto nunca havia recebido sequer um cabrito, como ele disse.
Diga: “Pai! Eu não quero ser tão egoísta e sem misericórdia, ao ponto de não saber perdoar e ainda condenar ao Senhor pela Sua infinita misericórdia com meu irmão. Ajuda-me a deixar de ser servo, e me tornar filho. Amém”.

Sua insatisfação:

Ele estava na casa do Pai, porém sentia necessidade de se alegrar com os amigos (v.29). Isto demonstra quanta insatisfação tinha no coração. Na verdade ele sentia-se obrigado a servir seu pai, talvez ele não tenha feito o mesmo que seu irmão por uma questão de moralismo, mas ele estava tão insatisfeito quanto ele, ou até mais. Isto demonstra que ele não tinha uma aliança com seu pai, o que ele tinha era medo de ser julgado pelos outros como ele julgava seu irmão.

montesiao.pro.br

Vimos que a ira secreta também é identificada pelo dicionário Michaelis como rancor. O tratamento terapêutico poderá auxiliar nestes casos, à medida que o indivíduo leva ao espaço da terapia seus mais profundos sentimentos e ressentimentos.



3. Um sentimento perigoso

O Rancor é um sentimento perigoso, que afeta, não só o ofensor, mas também o ofendido, que se permite atingir por ele (Hb 12:15). Não permitir o crescimento de sentimentos negativos é uma forma de eliminar o rancor, e alimentá-lo só irá contribuir para perdas em seus relacionamentos interpessoais.
Alguns dos grandes sofrimentos da Humanidade são gerados por atitudes individuais copiadas pela maioria de nós: olhar pelo lado do “eu; vez a dor e os prejuízos sofridos e, quase sempre, exagerá-los ou revive-los indefinidamente (ressentir). Uma excelente atitude é colocar-se no lugar da pessoa que precisa de nosso consentimento (sic). Talvez ela não queira ficar em indisposições com você, mas isso dependerá muito da capacidade de perdoá-la. Se o fizer, isso precisa ser claro.
Tenha coragem. Seja transparente. Guardar rancor é ter falta de coragem ou oportunidade para resolver (“botar pra fora” e esclarecer os fatos). Ao começar uma conversa assim, é necessário ser sincero e dizer que o ocorrido nos fez mal, mas devemos ser fortes e estar preparados para escutar uma resposta indesejada (e talvez extremamente absurda, distorcida ou tendenciosa). Não esqueça: o foco de fazer isso é para você se libertar da mágoa e conseguir a paz de espírito.

3.1 Esquecer a ofensa destrói o Rancor

O que fazer se descubro ira e mágoa em meu coração? Os “passos para o perdão” que seguem já ajudaram muitas pessoas a encontrar alegria, paz e liberdade da escravidão das mágoas. Lembre-se de que esses passos são somente parte de um processo. Não representam uma “fórmula mágica”, mas uma expressão de princípios bíblicos sobre o perdão.
1. Identificar as ofensas específicas que a outra pessoa cometeu contra mim. 
2. Arrependa-se do seu próprio pecado, confessando-o a Deus.
3. Conte o custo de não perdoar.
4. Veja a pessoa que você está perdoando pela perspectiva divina.
5. Ore pela pessoa que você está perdoando.
6. Libere as ofensas que a pessoa cometeu contra você, e cancele a dívida dele(a).
7. Reconstrua relacionamentos, dentro do possível (e sábio).
Talvez não seja possível voltar o tempo e reconstruir o relacionamento como era antes. Mas há passos concretos que podem ser tomados, tanto quanto depender de você (Rm 12.18), para reconstruir o relacionamento.

David J. e Carol Sue Merkh, Ralph e Ruth Reamer – Enfrentando Tempestades

A Raiva, a Mágoa e o Rancor são sentimentos negativos com grande capacidade de destruição. Quem convive com esses sentimentos sofre muito, pois fecham as portas para as possibilidades de felicidade. A grande arma de defesa dessa dor é o Perdão. 
Por isso, além de ser capaz de dar o Perdão, quando erramos, devemos saber também pedir desculpas e ter recursos para reconquistar a confiança e respeito alheio. Reconhecer os próprios erros e ser capaz de mudar é sinal de amadurecimento e evolução.

humanasaude.com.br

O Rancor leva impureza ao coração, pois produz algo conhecido como malquerer; desta forma, como poderá habitar o Espírito Santo em tal coração? Se quisermos ter vidas controladas pelo Espírito, devemos aprender com o Senhor, como lidar com as ofensas sofridas ao longo delas.


Continua...

3.2 Atitude divina, o exemplo a ser seguido

Perdoar é muito importante. Faz bem a mente e dá "paz no coração". O objetivo maior do perdão é trazer alívio e solução à pessoa que está sentindo raiva, ressentimento ou mágoa. Muitas pessoas confundem o ato de perdoar com consentimento e passividade. Perdoar os outros, e até mesmo a si próprio, não significa de forma alguma aceitar o comportamento que foi prejudicial, muito menos renunciar a valores que foram afetados, perdoar é outra coisa.
O Perdão é processo de conseguir finalizar a dor sentimental causada pelo ressentimento, magoa ou raiva contra uma pessoa ou si próprio, tendo como base uma ofensa percebida, diferenças de opiniões, erros cometidos, fracassos, traições, mentiras, etc. Esse mal estar gera angústia, exigência de castigo, necessidade de restituição e algo que possa compensar o sentimento de perda e engano sofrido. Com isso, a vingança e revanche, muitas vezes, é o caminho que mais parece ser útil, prático e rápido. Porém, gera mais dor e sofrimento que qualquer erro cometido; é amargo e pouco saudável.

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Ao identificarmos pessoas que possam estar sofrendo deste mal em nossas igrejas, devemos imediatamente interferir com palestras, seminários e cursos que tratem do assunto, usando profissionais preparados com conhecimento científico e teológico, pois sendo uma doença da alma age nas emoções podendo atingir diretamente a vida espiritual do indivíduo.


Continua...

3.3 Rancor, uma ferramenta nas mãos do Inimigo

É importante ressaltar o cuidado que devemos tomar com este sentimento, pois ele poderá se tornar uma arma poderosa nas mãos do Inimigo, visto que pessoas rancorosas normalmente são capazes de fazer coisas assustadoras para se vingar daqueles que, pensam, tê-las ofendido (Pv 18:9). O Rancor deverá ser eliminado sempre que exercitarmos o perdão, pois é nele que conseguimos, não só a cura para o Rancor, como também sairmos vitoriosos contra mais uma tentativa de Satanás para destruir a Igreja. No início da história do Povo Judeu, o Diabo tentou usar esta arma através de Esaú, no entanto Jeová providenciou para que o coração dele fosse quebrantado e o mesmo não feriu a Jacó. Gênesis 34:4 apresenta Esaú com o coração quebrantado por Deus beijando a seu irmão, isso nos mostra que o rancor derrotado pode evitar, até mesmo, grandes tragédias.
A oração de Jacó (Gn 32:24) fez com que o Anjo do Senhor viesse até ele. Em sua peleja, Jacó experimentou o poder de Jeová, no entanto ganhou uma marca que o faria lembrar pelo resto de sua vida a ofensa que tinha cometido contra Jeová e a Esaú, pois, ao aceitar a ideia de sua mãe em fazê-lo se passar por seu irmão, não confiou em Deus nem esperou o tempo do Todo Poderoso. Jeová não só lhe perdoou como retirou qualquer vestígio de rancor do coração de Esaú.


Continua...


Conclusão

O remédio contra o rancor é o perdão e o combustível do perdão é o amor e o amor é a essência do Evangelho (Jo 3:16). Então, já que fazemos parte do povo escolhido, devemos em todo tempo amar a todos. O próprio Cristo nos ensinou que devemos amar aos nossos inimigos (Mt 5:44), sendo assim, vamos fazer o possível para apagar de nossos corações toda e qualquer raiz de amargura que possa permitir brotar em nossa alma esta enfermidade terrível.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 12
As Doenças do Nosso Século (revista EBD) – 3º Trim/2008 – CPAD
Vencendo as Aflições da Vida (Revista EBD) – 3º Trim/2012 – CPAD
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Em Busca de Deus (Teologia da Alegria) – John Piper – Ed. Shedd
Cura e Edificação do Líder – Marcos de Souza Borges – Ed. JOCUM
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Mágoa e Rancor (link)
Enfrentando Tempestades (série Construindo um Lar Cristão – David J. e Carol Sue Merkh, Ralph e Ruth Reamer – Ed. Mundo Hagnos
A Necessidade do Perdão (link)
Guardar Rancor e Estourar de Raiva (link)
Conservar Mágoas pode Ser Desastroso para a Saúde (link)
Verdades Ocultas na Parábola do Filho Pródigo (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Perdoar Faz Bem ao Corpo, à Alma e às Relações (link)
Ritual de Alguns Povos pelo Perdão Inclui Vômitos e Sacrifícios (link)
Como Curar Nossas Mágoas (link)
Sentimentos como Rancor e Mágoa Podem Gerar Doenças Graves como a Depressão (link)
Sermão de S. Agostinho sobre o Filho Pródigo (link)

Questionário

1. O que nos faz crer que rancor é uma enfermidade?
R. Porque causa dor.
2. Como se desenvolve o rancor?
R. De maneira oculta.
3. O que sentiu o pai do filho pródigo quando o viu?
R. Compaixão (Lc 15:20).
4. Por que o rancor não deve existir no coração do cristão?
R. Porque ele não cabe no coração de Deus.
5. Por que devemos tomar cuidado com o rancor?

R. Porque é uma arma perigosa nas mãos do Inimigo.

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