segunda-feira, 4 de agosto de 2014

EBD Editora Betel - A Visão de um Líder Chamado por Deus


Super-Treinamento de Liderança



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Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 07 – 17 de agosto de 2014
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Graça e Paz!

São 19:35h de sábado: terminamos! Bom descanso e boa aula a todos!

Shalom

R.S. Costa


Ferramentario do Trimestre

Clique aqui e leia nossa lista de estudos, artigos, apostilas, teses e dissertações que irão te dar bases bíblicas ministeriais, acadêmicas, humanísticas e técnicas poder periciar as lições deste trimestre. Leia, releia, anote e assista aos vídeos tantas vezes quantas forem necessárias. Tente ler todos os livros indicados (ao menos os examinem).

Texto Áureo

“Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo”. Hc 2:2

Verdade Aplicada

Visão é a capacidade de ver não somente o que é, mas o que pode vir a ser uma realidade.

Numa empresa de pequena dimensão, o cuidado no acompanhamento dos recursos humanos deve ser visto como uma questão estratégica para o futuro da empresa. De uma forma geral, uma boa parte dos empresários não possui competências para gerir de forma eficaz os seus recursos humanos, o que origina uma gestão pouco eficiente.
Um empresário com visão olha os seus colaboradores como parceiros e tem uma noção clara de que colaboradores motivados geram melhores resul­tados e contribuem decisivamente para a promoção de uma boa imagem da empresa no exterior. Um empresário com visão, não hesita em investir na formação dos seus colaboradores, porque sabe que um colaborador sa­tisfeito dificilmente fugirá para trabalhar para a concorrência. A aposta na equipa deverá ser entendida como um investimento estratégico.

Como Criar uma Empresa de Organização e Gestão de Eventos – Portugal Empreendedor

Objetivos da Lição

Explicar o que significa uma visão e qual sua fonte;
Expor, de forma clara, o conteúdo e a finalidade de uma visão;
Apresentar como deve ser intrínseco o relacionamento entre o Líder e a Visão.

Textos de Referência

Gn 15:3 - Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Gn 15:4 - A isto respondeu logo o Senhor, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro.
Gn 15:5 - Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.
Gn 15:6 - Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.
Gn 15:7 - Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.


Introdução

Quando Deus chamou Abraão, deu-lhe um encargo e lhe fez grandes promessas. A partir de então, uma visão passa a dar sentido a sua vida¹. Todavia, essa visão precisava se desenvolver e tomar forma, vindo a tornar-se clara com a experiência do tempo e do convívio ao lado de Deus. O desenvolvimento e a compreensão dessa visão fizeram de Abraão um homem esperançoso e cheio de fé no Deus que chama a existência as coisas que ainda não são.

Ora disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai. A Narrativa Bíblica esclarece que antes de migrar para a Palestina, Abrão teve duas residências. Passou seus primeiros anos de vida em Ur e então um longo período em Harã. Cada uma dessas comunidades foi o seu lar. Ele teve de deixar amigos, vizinhos, e parentes quando saiu de Ur e outros tais quando partiu de Harã. Em cada caso, o triplo laço de terra, povo e parentes foi seccionado. O Bispo Ryle diz que Abrão recebeu a ordem de "a) renunciar às certezas do passado, b) enfrentar as incertezas do futuro, c) olhar e seguir a direção da vontade de Deus" (Gênesis na Cambridge Bible, pág. 155). Foi uma grande exigência (cons. Hb 11:8). Provações severas estavam à espera dele Este chamado deve lhe ter sido feito enquanto ele ainda vivia em Ur (Atos 7:2). Foi renovado muitos anos mais tarde em Harã.

Comentário Bíblico Moody

Embora convencido de que comunicar adequadamente a visão ministerial tenha um papel importante no cenário eclesiástico, minha reflexão aqui se dará mais no campo da legitimidade da visão ministerial e do próprio líder à frente do ministério em questão. Visões ministeriais legítimas transmitidas por líderes legítimos deveriam ser o fundamento dos ministérios que prevalecem, pois a essência deve preceder a estratégia de comunicação no que tange a obra de Deus. Entretanto, esta nem sempre é a realidade estabelecida no cenário eclesiástico nacional e mundial.
O entusiasmo na comunicação, a paixão pela realização, assim como o carisma persuasivo do pastor podem comunicar de maneira contagiante uma visão ministerial, mas infelizmente podem também estar divorciados da verdade Bíblica e, portanto, da aprovação de Deus. A história tem demonstrado que pastores e líderes desqualificados e, portanto, ilegítimos também têm mobilizado com eficácia e persuasão, sendo na verdade agentes do inimigo nas suas investidas contra o Reino. Basta vermos as multidões que têm assimilado as visões ministeriais de várias seitas heréticas e até mesmo de várias igrejas que se distanciaram da sã doutrina adotando para si objetivos e caminhos que não são os de Deus conforme Sua Palavra.

Visão e Persuasão no Ministério Pastoral – Vlademir Hernandes

¹ Podemos dizer que Abrão vivia sem sentido? Cremos que não há como sabermos se ele estava vivendo em desalento, exceto quanto à falta de descendentes. A Chamada Divina deu a ele uma direção antes não pensada (ele desconhecia ao Senhor profundamente), já que havia muitos deuses em sua Terra. É bem possível que ele adorasse alguns ou vários destes e que não servisse ao Senhor. Preferimos dizer que agora ele se tornou mais produtivo, próspero e grandioso. Afinal, ele já possuia terras, bens, empregados e fortuna.
Obs.: Ele era o Primogênito de Terá. Herdeiro legítimo de todos os privilégios e as responsabilidades que cabiam ao patriarca de um clã (família).



1. A aquisição de uma visão

O que é uma visão? Visão é a habilidade de enxergar além do que nossos olhos físicos conseguem ver (Mc 6:34a). A capacidade de não apenas ver o que é, mas também o que pode vir a ser realidade. E como se adquire uma visão? Visão é um conceito que é inspirado por Deus no coração de um ser humano. Nós podemos enxergar e ao mesmo tempo não ter visão (Is 6:9). Vejamos alguns aspectos de uma verdadeira visão:

Jesus viu as pessoas como ovelhas sem pastor (Sl 23.1,2), pois:

1) Carecem de alimento espiritual e da Água da Vida (Jo 6.35).
2) Necessitam de direção para encontrar o Aprisco Eterno (Jo 10.16) e 3) Precisam de proteção contra o Inimigo (Jo 10.28).

O Evangelho Segundo Marcos – pt.scribd.com

Jesus já vira muitas vezes o afluir de grandes multidões. Desta vez, como estavam à margem antes da chegada dele, como se posicionadas por Deus, a cena provocou os sentimentos de Jesus. As testemunhas constataram sua emoção carismática. Era como se o pastor reencontrasse seu rebanho há muito procurado e aflito. Como que caído do céu, aí está ele à sua frente. É claro que estas pessoas não tinham fugido dele, mas ele delas. Mas a ele não pareceu assim. Para ele a presença destas pessoas não representou um incômodo, mas fazia parte do isolamento ansiado, no qual elas foram incluídas por Jesus. Este rebanho provocou sua manifestação como pastor.
No Antigo Oriente gostava-se de chamar os reis de “pastores” e seu povo de “rebanho”. O pastor e rei de Israel era, com ênfase, o próprio Deus (Gn 48.15; Sl 23.1; 95.7; 100.3; Jr 13.17; Mq 7.14; Zc 10.3). Como pastores subordinados tinham sido instituídos os oficiais israelitas, especialmente os sacerdotes, que anunciavam a vontade de Deus. Neste contexto, o grandioso capítulo dos pastores, em Ez 34, é significativo. Ali se diz que os pastores subordinados tinham explorado o rebanho de Deus em vez de cuidar dele. Eles “apascentaram” a si mesmos. Por isso Deus diz: “Porei termo no seu pastoreio. […] Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei, […] apascentá-las-ei, […] suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará e […] lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, lhes serei por Deus.” (Ez 34.10-24; cf. Nm 27.17; Is 40.11; Jr 23.3s; 31.10). Jesus é este “próprio Deus” de Ez 34, este “um só pastor”, no qual a misericórdia escatológica de Deus está presente. Com isto está ligada uma indireta contra os líderes judeus, que às vezes eram chamados de “pastores” (Bill. II, 537).
A continuação mostrará que o fator motivador da compaixão não era a carência material da multidão reunida, mas exatamente sua carência de pastoreio. Neste contexto a pequena frase adicional merece atenção: E passou a ensinar-lhes muitas coisas. Ele conduziu o rebanho para o pastoreio do ensino, no sentido da mensagem de 1.14s. É claro que a ênfase não está neste processo que durou horas, mas na alimentação como ponto alto do dia. Para este relato, por sua vez, a introdução dos v. 35-40 e o epílogo dos v. 42-44 é chave. Esta moldura faz do milagre do v. 41 uma lição objetiva específica para os discípulos. Por isso este diálogo longo de Jesus com eles, no qual ele os guia de um degrau a outro, até lhes revelar sua glória (cf. Jo 2.11). O povo, com seus sentimentos e motivações (diferente de Jo 6.14s), fica de fora. Marcos relata da perspectiva de um ensino do círculo interno dos discípulos.

Comentário Esperança – Adolf Pohl

Em muitos aspectos administrar uma igreja se parece com administrar uma empresa. Na verdade, grandes grupos internacionais estão nos fazendo achar ser assim por estarmos vendo tudo ficar assim. Por isso colocamos sempre alguns textos de Gerência Empresarial...
Administrar uma igreja é o mesmo que administrar uma sociedade, um grupo ou equipe, mais a missão salvífica e cuidadora; não é uma empresa com metas de cotas, dividendos e valores financeiros. Colocamos os comentários acima por serem as referências da introdução e tratarem a Igreja como um aprisco, as pessoas comoovelhas e os pastores como o Sumo Pastor, Cristo.

Uma igreja não é uma empresa e não pode se guiar por regras de empresas seculares. Aponto algumas razões.
A primeira: uma empresa, para ser saudável, precisa ter, acima de tudo, bom plano de receitas e bom saldo. Isto é óbvio. Uma igreja, para ser saudável, precisa ter planos de receitas e gastos. O que motiva o povo de Deus a contribuir não é Malaquias 3.10. Porque o povo, de quem se pede que cumpra a Bíblia, espera ver a liderança cumprindo a Bíblia. Quer ver seriedade. Se não a vê, Malaquias não resolverá. A igreja deve ser criteriosa em arrecadar, mas mais ainda em como e onde gastar. Deve ter visão missionária e usar os recursos na expansão evangelística e em projetos sociais que empolguem e comovam. Eu me recusaria a ser dizimista numa igreja que pensa apenas em arrecadar dinheiro e aplicá-lo em fundos bancários. Não é de saldo que nossas igrejas precisam, como as empresas. É de gasto.
A segunda: uma empresa, para crescer, precisa ser competitiva, predar e até mesmo destruir a concorrência. Os outros são adversários a vencer. Uma igreja, para crescer, precisa ser cooperativa. Isto é mais que contribuir para o plano cooperativo. A pessoa que hoje ocupa o cargo de executivo do campo amazonense declarou, certa vez, que era seu dever levar sua igreja a não contribuir para o plano cooperativo se discordasse da aplicação dos recursos. Ser cooperativo é mais que contribuir para o plano. O que quero dizer é que a igreja precisa ver suas irmãs mais fracas, e colaborar com elas. Precisa olhar para regiões onde o evangelho está engatinhando e fazer projetos cooperativos. Com cinqüenta, cem dólares mensais, se sustenta um missionário em terras hindus e muçulmanas. Mais do que isto gastamos em passeios e reuniões de confraternização para gente que está sempre junta. Para uma igreja, os outros não são adversários. São oportunidades de serviço.
Terceiro: uma empresa pesquisa para saber o que as pessoas precisam e lhes oferece o produto desejado. Uma igreja não amolda seu produto, não o desfigura, não o metamorfoseia. Ela prega a velha mensagem de "Cristo crucificado, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê". Ouço hoje pessoas falando da necessidade da igreja dialogar com o mundo. Não sei, exatamente, o que significa isto. Mas sei que a igreja não dialoga. Ela proclama. Ela anuncia uma mensagem de cujo anúncio não se pode furtar. Não se preocupa com a opinião do mundo sobre seu produto. Sabe que é o único produto verdadeiro, não o camufla, não o distorce, não mente sobre ele. É apaixonada por ele.
Quarto: uma empresa precisa de lógica, de extrema racionalidade, de frieza matemática. A igreja precisa de boa dose de loucura. "Estás louco, Paulo, as muitas letras te fazem delirar". A loucura de se prender a uma mensagem que julgam ultrapassada, a loucura de sonhar, de idealizar, de fazer planos ousados e impossíveis. Disse Berdiaev que "a Igreja tem quanto quer ter". É verdade. Muitas vezes não tem porque não sonha, não ousa, não perde o juízo humano extremamente racional. Algumas pessoas pensam que a igreja precisa ter certo valor em seu caixa para ter segurança. Infeliz da igreja cuja confiança está no seu caixa.

Quando a Igreja Troca a Teologia Pela Tecnocracia – Isaltino Gomes


1.1 Deus é a fonte da visão

Não havendo profecia. Este famoso versículo tem sido muitas vezes citado erradamente porque a palavra profecia (visão) tem sido tomada com novo significado desde 1611 A.D. No Hebraico significa "onde não há visão profética, o povo perece". A E.RA. está certa, não havendo profecia. O provérbio não se refere à necessidade de auto idealismo, como normalmente ocorre. Não há nenhum apoio para o comentário de Fritsch aqui e em 13:13 que diz que os Profetas do V.T, já tinham sido canonizados e os Escritos ainda não. (A Inspiration and Canonicity of the Bible do autor, nas págs. 138-148, dá evidências da canonização dos Escritos.) Corrompe. Antes, ignora o controle.

Comentário Bíblico Moody

Todo líder precisa ter uma visão para passar aos seus liderados, do contrário, seu trabalho não logrará êxito. A visão precisa ser escrita, gravada, filmada, falada, pregada, anunciada, divulgada, reprisada, massificada, maximizada,  até  que  as pessoas passem a respirá-la, e, aí, a coisa acontece.
Sabemos que a missão única da Igreja na Terra, é a de ganhar almas aos milhares para o Reino de Deus, entretanto, para cumprirmos nossa missão com sucesso, precisamos ter alvos claros e alcançáveis. Precisamos ter uma visão de quantas almas queremos alcançar, em que prazo de tempo queremos isso, que tipo de pessoas queremos arrebanhar, onde essas pessoas estão, que estratégia iremos usar, quanto estamos dispostos a investir, que planejamento de oração teremos. Quando temos uma visão clara e organizada de nossos alvos e objetivos, isso torna o trabalho de nossas mãos mais fácil, passamos a ter mais motivação para alcançar nossos ideais, ao passo que quando não temos uma visão para perseguir, passamos a vida correndo e voltando sempre ao mesmo lugar.
Querido leitor, se você já tem uma visão para o seu ministério, persiga a mesma até alcançá-la, caso não a tenha ainda, peça a Deus que lhe dê uma.

A Visão como Fonte da Motivação – Jorge Peclat

Hebreus 11:8 nos diz que Abraão “saiu”. Saiu para obedecer o que Deus lhe havia dito. Ele saiu “Sem saber”. Isso significa que para obedecer não necessitamos “saber”. Necessitamos somente de vontade para caminhar naquilo que Deus nos mostra. Na medida em que caminhamos, a porta se amplia, a perspectiva se aclara, e podemos visualizar mais na medida em que avançamos. Muitos de nós não vamos além porque não queremos sair. “E não sair quando Deus diz é tão perigoso quanto sair quando Ele não diz”.


1.2 A visão de uma realidade futura (Gn 15:5)

O Senhor assegurou a Abrão que não devia considerar o damasceno Eliezer como seu herdeiro, pois um filho realmente seu nasceria para rico cumprimento de cada predição. Em momentos de perigo ou desespero Abrão devia crer na proteção de Deus, no cumprimento de suas promessas e no ilimitado número de seus descendentes. Era um desafio a uma fé sublime. E Abrão era capaz de crer porque ele conhecia aquele que fizera as promessas.

Comentário Bíblico Moody

Abraão desejava um filho, pois sabia, de fonte divina, que a sua "semente" herdaria a Terra (capítulo 13:15). A Filiação e Sucessão acham-se inseparavelmente ligadas nos pensamentos de Deus: "...aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro." A Filiação é a base de todas as coisas; e, além disso, é o resultado do Desígnio Soberano e da Operação de Deus, como lemos em Tiago 1:18, "segundo a sua vontade, ele nos gerou". Em conclusão, é baseada no Princípio Eterno de Ressurreição. Como poderia ser de outra forma? O corpo de Abraão estava "morto"; pelo que, no caso, como em qualquer outro, a Filiação tem que ser no poder da Ressurreição. A natureza está morta e não pode conceber nem gerar nada para Deus. Ali estava a herança estendendo-se perante os olhos do Patriarca, em todas as suas magnificentes dimensões, mas onde estava o herdeiro? O corpo de Abraão e o ventre de Sara respondiam ambos "morte". Mas Jeová é o Deus da Ressurreição, e, portanto, um "corpo morto" era a coisa mais apropriada para agir. Não estivesse a natureza morta e Deus tê-la-ia dado à morte antes de poder revelar-se inteiramente.

Notas Sobre o Pentateuco - Genesis - C. H. Mackintosh


1.3 Visão transformadora (Gn 15:6)

Ele sabia que podia confiar em Jeová. Embora não houvesse nenhuma criança no seu lar, Deus encheria a Terra com aqueles que olhariam para Abrão como seu pai. Submissão confiante à vontade de Deus é o elemento básico na Verdadeira Religião. Isso lhe foi imputado para justiça. A qualidade daquele que anda direito diante de Deus é indescritivelmente preciosa aos olhos do Senhor. Abrão foi justificado, isto é, considerado justo, com base na sua fé.

Comentário Bíblico Moody

A atribuição da Justiça a Abraão é, aqui, fundada sobre a sua crença no Senhor como aquele que vivifica os mortos. É neste caráter que ele se revela no mundo onde reina a Morte; e quando a alma crê n'ele, como tal, isso é-lhe contado por justiça à sua vista. Isto necessariamente põe o homem de lado, no tocante à sua cooperação, pois que poderá ele fazer no meio de uma cena de morte?- Acaso pode ele ressuscitar os mortos?- Pode abrir as portas da sepultura?- Pode libertar-se a si próprio do poder da morte e sair em vida e liberdade para além dos limites do seu império funesto?- Indubitavelmente que não. Pois bem, se não pode fazer nada disto, não pode conseguir a justiça, nem tão-pouco dar-se a si próprio o lugar de filho. "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mt 22:32), e, portanto, visto que o Homem se encontra debaixo do poder da Morte e sob o Domínio do Pecado não pode conhecer a posição de filho — nem a condição de justiça. Assim, só Deus pode conceder a Adoção de Filhos, e somente ele pode imputar a Justiça, e tanto uma coisa como a outra estão ligadas com a fé n'ele como aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos .
... Se Abraão tivesse olhado para o Firmamento, ornado de inumeráveis estrelas, e então atentasse "para o seu próprio corpo já amortecido" (Rm 4:19), como poderia compreender a ideia de uma semente tão numerosa como essas estrelas? Impossível. Porém, ele não atentou para o seu próprio corpo, mas para o poder do Deus de ressurreição, e, visto que esse era o poder que havia de produzir a Semente, podemos ver facilmente que as estrelas do Céu e a Areia na praia do Mar são, na verdade, apenas figuras fracas; pois que objeto natural poderia, possivelmente, exemplificar o efeito desse poder que ressuscita os mortos?

Notas Sobre o Pentateuco - Genesis - C. H. Mackintosh

O que dizer de Paulo que sempre viveu movido por uma visão de uma realidade futura além do paganismo que imperava em seus dias. Ele ouvia o Senhor Jesus lhe dizer: “tenho muito povo aqui”, e, em cima dessa visão, trabalhava (At 18:9-10). A visão dada por Cristo sempre nos motivará a sermos agentes transformadores.

Transformando a Visão em Ação (I) (II)


2. O conteúdo da visão

Visão: Do Latim visio, “ato de ver, objeto visto”, de vedere, “ver, enxergar”.
Devaneio: Do Espanhol devaneo, de de + vaneo, “vão”, que vem do Latim vanus, “vazio, fútil, oco”.

Existe uma diferença muito grande entre visão e devaneio. E a diferença está na origem, no conteúdo e no fim de ambos. Visão tem origem em Deus e nas suas promessas, e, embora se pareça utópica em dado momento da vida, ela difere de um devaneio, cujo produto é o resultado de fantasia mental ou de delírio. Uma visão afeta positivamente o relacionamento com Deus e a realidade, enquanto o devaneio sendo uma coisa utópica nada acrescenta.

A Promessa da Visão de Deus – vídeo (I) (II)

2.1 A visão coloca os liderados em consonância com o líder (Jo 15:15)

No contexto, porém, é salientado o caráter único do que é sacrificado, a saber, a vida do Filho de Deus, que dá a si mesmo pelos seus amigos. Eles são seus amigos, se fazem o que ele ordena. Não são mais servos, mas amigos, pois o servo não entende os planos e objetivos do seu mestre.
Sendo seus amigos, Jesus lhes revela tudo quanto ouviu do Seu Pai. Tiveram o privilégio único de serem iniciados no conhecimento dos propósitos do Pai e receberam a Verdade Divina, o Ensino Celestial. Ele os escolheu.
A iniciativa no ato vem dele. E agora ele os envia ao Mundo, para completarem sua obra. Os discípulos receberam uma chamada divina que seria a inspiração da obra e a explicação do seu fruto permanente.

O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson

Outro requisito vital para a Liderança Eficaz é obter confiança. Do contrário, não haverá seguidores. Confiança é a crença na integridade do líder. As ações de um líder e suas crenças devem ser compatíveis. A Liderança Eficaz não se baseia em ser inteligente, ela se baseia, principalmente, em ser consistente (Drucker, 1996).
Liderança: De onde vim, para onde vou e tem alguém me seguindo? – Sabrina Malinoski

A Liderança Local deve saber avaliar o que há, houve ou pode haver de comum ou que se possa ser gerido, fomentado ou estimulado (tudo em torno da Visão). Veja o texto abaixo sobe criar afinidades.

As grandes cidades, sejam capitais legais, formais ou informais são um centro dominante A característica maior é a concentração de população várias vezes superior à cidade seguinte em importância. Tem primazia política, econômica, acadêmica e cultural (a área metropolitana de Tóquio é maior que a metade da população do Canadá). É também nessa situação que o líder cristão há de exercer o discipulado.
São características dos habitantes da urbis:
- Um ser solitário. Quem mora na roça vive praticamente num sistema de clã (estilo semita bíblico). Na cidade grande está perdido.
- Um ser pobre. Mora em invasão.
- Um ser que sonha. Não perdeu essa capacidade.
- Um ser que escuta. E a ele muitos "discipuladores" querem falar.
Oikos, Um Novo Velho Conceito
Oikos é o "Lar Familiar", a esfera de influência. É o Sistema Social Primário composto por aqueles que são relacionados por laços comuns de Família, Trabalho e Vizinhança. Três são as constantes culturais: o Parentesco, a Comunidade e a Associação:
- Parentesco são laços de sangue ou de afinidade.
- A Associação é voluntária com normas, autoridade, mobilização de recursos, e movidas por amizade, sexo, poder, ideais, interesses, prestígio (sindicatos, igrejas, clubes).
- A Comunidade é determinada pela geografia.
Se isso existe hoje, e é uma constante antropológica, existiu nos dias neotestamentários. É o Oikos (cf. Michael Green. Evangelização na Igreja Primitiva).

A Liderança Cristã e o Discipulado (autoria desconhecida)

A realidade presente de Abraão era de insegurança e medo, mas Deus se aproxima dele e lhe conforta por meio de uma visão (Gn 15:1). Deus conversa com ele e o anima, mostra-lhe as estrelas e as areias do mar como exemplos de um futuro glorioso, depois lhe pede um sacrifício de adoiução. O fato de Abraão cansar; e Deus passar como um fogo pelo sacrifício revela que Deus o ajudaria na realização de sua visão. Em tempos de dúvidas, Deus jamais abandona seus servos. Antes, Ele se aproxima, anima e reaviva as suas promessas (Gn 15:5,6,11,12,17).


2.2 Deus trabalha para o cumprimento da visão (Gn 15:9 e 10)

Nos tempos antigos, a forma mais forte de demonstrar lealdade e confiança era baseada na aliança descrita aqui. Os homens que desejavam fazer uma aliança matavam e desmembravam vários animais de seus rebanhos, em seguida, eles caminhavam entre as partes desmembradas. Desta maneira ficava implícito, que o que aconteceu aos animais, aconteceria com aquele que quebrasse a aliança [Jeremias 34:18-20].
Que maravilhosa graça o nosso Poderoso Deus demonstrou quando abaixou-se em fazer este tipo de aliança com os homens. O Senhor tem sempre dado ao homem a certeza de Suas intenções de manter Suas promessas [Hebreus 6:16-19].

Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis – Ron Crisp

Aspectos da visão de Deus para Abrão:

- Uma descendência numerosa. Ele creu e recebeu a justiça de Deus
- Deus daria a Abraão a terra de sua peregrinação

Aqui vemos um questionameto: Como ele teria certeza ou saber se realmente isso lhe sucederia? O Senhor o instrui sobre uma específica adoração (Gn 15:9-18). Alguns animais teriam que ser sacrificados. Algumas aves de rapina tentaram impedi-lo. Abraão lutou, mas se cansou, e Deus completou com Fogo Divino o que Ele mesmo havia pedido. Sempre haverá dificuldades em uma grande liderança. O Mal tentará impedir nossos sacrifícios de adoração a Deus. Algo traçado por Deus também é por ele concretizado (nós fazemos as menores partes). Se Deus tem um projeto a realizar em nós, sempre se unirá a quem ele concedeu a visão para a tornar realidade (Gn 15:12 e 17).

Continua...

2.3 Líderes protegem a visão (Gn 15:11)

A Vigilância de Abraão 

A visão de Abraão certamente durou de uma noite até a outra. O dia inteiro ele protegeu os animais sacrificados das aves famintas. Isto nos ensina a necessidade de vigilância em nosso relacionamento com Deus. Nossas orações e alianças com Deus exigem que gastemos tempo diante do Senhor, até que recebamos evidências de que fomos ouvidos [II Coríntios 12:8-9]. Nas Escrituras, as aves muitas vezes representam maus espíritos [Lucas 8:5 e 12]. Vamos tomar cuidado com os pensamentos vãos e as intrusões Satânicas que atrapalham a nossa vida de oração.

Deus Fala
Enquanto a noite se aproximava, Abraão caiu em um profundo sono. Antes de confirmar a aliança, Deus explicou para ele o Seu futuro plano. Deus sempre dá ao Seu povo algum grau de conhecimento a respeito do futuro [João 15:14-15].

Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis – Ron Crisp

Adorar com um sacrifício fez Abraão ter certeza que seria herdeiro da terra de sua peregrinação. Ele obedeceu sacrificando os animais pedidos. O Fogo Divino que passou entre aqueles pedaços foi a confirmação da visão a ele entregue: fazemos a nossa parte e Deus se compraz em confirmar através do Fogo! Do modo como Abraão lutou protegendo o holocausto das aves de rapina, oposição a seu destino profético, um líder deve proteger tudo o que Deus lhe confiou.
O que toma uma pessoa Líder é uma visão. Ele não apenas se relaciona com o presente, mas determina o seu futuro mediante tal visão. E ela que atrairá seguidores, mas nenhuma pessoa ajuizada seguirá outra pessoa que não tenha uma visão convincente, ou alguém que tenha devaneios.

Continua...


3. Relacionando-se com a visão

A Visão Divina é para todo possuidor uma fonte de esperança. A função dos olhos é enxergar, mas a Visão se estende além do Globo Ocular, quem a possui tem um alvo e um destino a chegar, vive e respira por ela, é incansável em sua caminhada, e nem mesmo a afronta e a presença da morte o pode desestimular. Abraão viveu por aquilo que Deus lhe mostrou. Ele tinha no coração a convicção de que era real e isso era sua força para viver. Vejamos alguns pontos importantes de como se relacionar com uma visão.

Todo ministro possui uma Visão Ministerial e isto não quer dizer que ele a tenha de forma organizada. Também, não quer dizer que ele saiba dizer exatamente qual seja esta visão e nem tão pouco se o povo sabe ou entende a sua visão. Simplesmente, as coisas são feitas... A Visão Ministerial gera sentido e significado na liderança, ou seja, o Sal ativo que o pastor precisa.
Ao definir Visão e, em particular, Visão Ministerial, uso a definição de John Haggai, que diz que "Visão é a imagem clara do que desejamos" e contextualizo esta da seguinte maneira: Visão Ministerial é a imagem clara que o ministro deseja para sua igreja, sua família e para sua vida. Muitos querem dividir a vida do pastor e o mesmo se torna um escravo do ministério.

O Sal dos Pastores na Visão Ministerial (parte II) – Marcio Gil


Continua...

3.1 Um líder deve amar a visão, mas priorizar a fonte

Em Elaboração

3.2 Um líder fala sem o uso de palavras

Em Elaboração

3.3 Um líder deve se manter fiel a visão

Em Elaboração


Conclusão

A aquisição, o desenvolvimento e o relacionamento de uma visão são etapas que todo líder deve passar. Quando falamos de fidelidade à visão confiada, compete-nos também passá-la adiante e não morrer com ela. Toda a visão que se encerra com a existência de um líder indica que tudo foi feito na pessoa dele próprio, por isso, ela morreu com ele. Líderes geram filhos, jamais deixam a próxima geração órfã de visão. O líder passa, mas a visão é de gerações.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Liderança Cristã – Conhecendo os segredos da Liderança Eficaz (revista EBD professor) – Editora Betel – 3º Trimestre 2014 – Lição 07
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Cura e Edificação do Líder – Marcos de Souza Borges – Ed. JOCUM
Princípios para uma Boa Liderança – Cleverson de Abreu Faria (link)
Elementos Essenciais da Liderança: Visão, Influência e Caráter – Greg Ogden & Daniel Meyer – Ed. Vida
A Alegria de uma Família Cheia da Palavra (ebook)
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Evangelho Segundo Marcos (link)
Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis (link)
Notas Sobre o Pentateuco (Gênesis) – C. H. Mackintosh – Ed. Boa Semente
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Efésios - Elienai Cabral – CPAD
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Transformando a Visão em Ação – George Barna – Ed. Cristã Unida

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