quarta-feira, 24 de setembro de 2014

EBD Editora Betel - O Agir de um Deus Sobrenatural

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de outubro de 2014
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Ferramentário do Trimestre

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Texto Áureo

“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” II Co 4:18

Que se vêem representa o particípio presente de skopeo (um verbo que aparece em outras passagens do N.T, só em Lc 11:35; Rm 16:17; Gl 6:1; Fp 2:4; 3:17). Não se deve "vigiar o que pode ser visto". Consulte Hb 11:1, 7, 13-15, 26 que têm o mesmo pensamento.
A palavra temporais (proskairos; em outra parte do N.T., só em Mt 13:21; Mc 4:17; Hb 11:25) define o efêmero e o evanescente em contraste com o permanente e eterno. A eternidade é o agora que não acaba; vivemos no meio dela, embora não possamos vê-la. No estado glorificado nós a conheceremos inteiramente (cons. I Co 13:12) e a veremos inteiramente (cons. I  Jo 3:2). Agora andamos pela fé.

Comentário Moody

Verdade Aplicada

Um milagre é uma ação que acontece dentro da experiência humana onde as operações da natureza se tornam inertes por ocasião de uma intervenção Divina.

Objetivos da Lição

Ensinar o que significa um milagre juntamente com seus termos etimológicos;
Mostrar a diferença entre curas, sinais e maravilhas;
Fazer com que se compreenda o poder de Deus e sua finalidade.

Textos de Referência

Sl 77:11-16

Introdução

A crença nos milagres Bíblicos sempre foi uma característica central da fé cristã (Jo 4:48), sabemos que milagres não são acontecimentos do passado, pois estão presentes no dia a dia da igreja cristã. Neste trimestre estudaremos apenas alguns milagres registrados no Antigo Testamento a fim de extrair deles grandes revelações para edificação da nossa fé.

Nesse caso, o que vinha ao encontro de Jesus não era a fé que ele procurava. Aqui ele está sendo buscado como o milagreiro que precisa ajudar na aflição da enfermidade, como os benzedeiros. Jesus, porém, acaba de vir da Samaria, onde pessoas despertaram para a verdadeira fé nele como Salvador do mundo sem qualquer “sinal e prodígio”. Esse fato deve ter influenciado na palavra dita aqui. Os judeus, aos quais também pertencia o oficial da corte, não são capazes do que os samaritanos foram. Contudo, não é correto compreender a palavra de Jesus como uma rejeição fundamental a todos os sinais e prodígios. O evangelista acabou de recordar o milagre do vinho em Caná, acerca do qual ele próprio testemunhou que fortalecera a fé dos discípulos. No entanto, como também ficou explícito em Jo 2.23-25, a fé que brota da experiência de milagres traz consigo o perigo da deformação e não possui raízes suficientemente profundas diante de provações severas. É por isso que Jesus inicialmente rejeita a solicitação do oficial do rei: por amor, e não por dureza. É justamente dessa forma que ele engendra uma história que leva esse homem à fé genuína. Seguramente podemos lançar um olhar para a história da mulher cananéia (Mt 15.21-28). Também ali se passa de uma rejeição brusca para uma “fé” que o próprio Jesus chama de “grande”.

Comentário Esperança

Todos os milagres tinham um propósito - provar que Deus não é como mais ninguém, que Ele tem o controle completo da criação e que, se Ele realmente puder fazer todas essas coisas milagrosas, então nada em nossas vidas é muito difícil para ele lidar. Ele quer que confiemos nEle e saibamos que Ele pode fazer milagres em nossas vidas também. Se os milagres não ocorreram, então como podemos confiar no que a Bíblia diz? Como podemos confiar nas boas novas da Bíblia sobre a vida eterna através de Cristo? Quando começamos a duvidar de qualquer parte da Escritura, toda a Palavra de Deus perde a sua credibilidade e abrimos a porta para as mentiras e distorções que Satanás tenta trazer às nossas vidas para destruir a nossa fé (1 Pedro 5:8). A Bíblia é para ser lida e entendida literalmente, inclusive as narrativas sobre os milagres.

Devem os milagres na Bíblia ser interpretados literalmente? – www.gotquestions.org



1. Milagres, sua origem e seu significado

Por que Deus se apresenta com sinais tão maravilhosos? O que Ele deseja que venhamos compreender quando os realiza? (Rm 1:19-20). Segundo Tomás de Aquino “quando Deus faz qualquer coisa contrária à ordem da natureza que nós conhecemos e estamos acostumados a observar, nós chamamos de milagre”. Poderíamos definir milagres como: “intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem natural, mediante o agir de Deus”.

Uma vez que nos relatam a história do plano redentor de Deus, não admira que os livros históricos do Antigo Testamento contenham um certo número de milagres, especialmente o Pentateuco e outros livros posteriores. Sirvam de exemplo a travessia do rio Jordão, a queda dos muros de Jericó relatados em Josué, as façanhas de Sansão descritas no livro dos Juízes, e os milagres dos profetas Elias e Eliseu tão pormenorizadamente narrados nos livros dos Reis. Ainda que muitos críticos ponham em dúvida a historicidade de tais narrações, não passa de subjetiva a argumentação que apresentam. O Senhor é um Deus que “opera maravilhas”, sem que por isso vá de encontro às leis da Natureza. Já que a redenção da humanidade é o Seu maior milagre, não seriam de esperar outros milagres para que se realizasse essa magnífica obra? Nada melhor para conhecermos Deus que esses sinais e manifestações do Seu poder, que se faz sentir, sobretudo, nas grandes crises da história do Seu povo. Em muitos casos, é possível que os acontecimentos resultassem de causas naturais; efetivamente, assim por vezes o indica a Bíblia. Mas, supondo que se apresentassem semelhantes explicações, há sempre a considerar o milagre da precisão do acontecimento. 

O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson

Parece óbvio, mas muitas vezes queremos dar uma mãozinha para DEUS. Ficamos especulando como resolver aquela situação dramática que estávamos passando. Perdemos noites com insônia, querendo dar uma “deus”, tentando achar uma solução. O versículo 21 diz que a Sunamita colocou seu filho morto na cama do profeta, fechou a porta do quarto e foi atrás de Eliseu. Ela sabia que aquele momento somente a mão de DEUS poderia fazer alguma coisa. Assim nós devemos também agir. Temos que nos conscientizar que há momentos que não podemos fazer mais nada, ou ainda, que se tentarmos fazer alguma coisa poderá piorar.
Ficamos desnorteados, precisando ouvir a voz e a direção de DEUS quando estamos passando por situações difíceis na vida. É como se tirassem o nosso tapete, ficamos “sem chão”. Nessas horas os incautos vão consultar horóscopos, cartas de búzios, tarô, médiuns, espíritos de luz, etc. Todos esses “caminhos” a Bíblia condena e DEUS não está aí.
Infelizmente por outro lado, na Igreja evangélica temos uma multidão de aproveitadores, que como abutres ou lobos, sedentos, tiram proveito das pessoas que estão em desespero. Pregam mensagens mentirosas, falam em nome de DEUS sem que o Senhor tenha dito nada. O que querem é espoliar as pessoas dos seus bens em troca do “favor divino”. A pessoa para se ver “curada”, por exemplo, é capaz de dar todo seu dinheiro e bens, e esses infiéis “homens de DEUS” estão prontos a receber em troca da oração “forte” ou do “sacrifício”, muitas dizendo: “Não existe a benção de DEUS sem sacrifícios pessoais”, mas esses sacrifícios geralmente são de bens materiais.

Coisas que Precisamos Saber sobre Milagres – Álvaro Roberto


1.1 O milagre em sua etimologia

Segundo o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, maravilha, atestado desde o século XIII, evoluiu do latim 'mirabĭlĭa', «coisas admiráveis», plural neutro substantivado do adje(c)tivo 'mirabilis', «admirável, maravilhoso, espantoso, singular».
Maravilhar (incluindo a forma na conjugação pronominal reflexa maravilhar-se) é um verbo derivado de maravilha, já no âmbito da própria língua portuguesa.
Milagre provém de 'mirācŭlu-', «prodígio, maravilha, coisa extraordinária» (José Pedro Machado, op. cit.). A palavra terá sofrido influência culta, provavelmente eclesiástica. Na Idade Média existiu a forma intermédia "miragre". (http://www.ciberduvidas.com)

Entende-se por milagres um acontecimento que sai fora do curso estabelecido pela natureza, obrado pela intervenção do próprio Deus, para atestar alguma verdade divina, ou a autoridade de algum mensageiro divino. Geralmente ele é acompanhado de um aviso prévio de que é feito conforme a vontade e o poder de Deus.
Aquele que tem o poder de estabelecer as leis da natureza, pode, pelo mesmo princípio, suspendê-las à vontade. Acontecimentos comuns são chamados naturais. Acontecimentos fora do comum se dizem milagres.
Parece razoável que uma revelação de uma Divindade seja apoiada por milagres. Esses são o seu selo, pelo qual se prova ser a comunicação divina. 1Re 17.21-24; Jo 9.29-33; 10.37, 38.
Os milagres registrados na Bíblia SÃO FATOS REAIS, capazes de serem verificados, como quaisquer outros fatos históricos.
Os principais milagres mencionados no Antigo Testamento são em número de cinquenta e quatro, compreendendo uma grande variedade na demonstração do poder onipotente. Eles não se apoiavam em ocasiões triviais, como os prodígios da mitologia grega e romana, e sim em ocasiões dignas de intervenção divina. Eles são absolutamente necessários para explicar a existência da nação judaica, tão intimamente envolvidos estão com a sua origem e história.
Os milagres da Bíblia, no seu conjunto, podem suportar a prova de Leslie no seu “Método breve e fácil de tratar com os deístas.” Suas quatro regras célebres para determinar a veracidade dos fatos em geral são: 1) Que o fato seja tal que com os sentidos exteriores, os olhos, os ouvidos – os homens possam julgar dele. 2) Que ele se dê publicamente em face do mundo. 3) Que não somente se erijam monumentos públicos em sua memória, mas se execute alguma ação exterior. 4) Que tais monumentos, tais ações e observâncias sejam instituídos e comecem do tempo em que o fato se deu.”
O Judaísmo com seus ritos, e o Cristianismo com seus sacramentos, são fatos e monumentos e observâncias desta ordem.

Compêndio de Teologia – Amos Binney

Cada um dos dons do Espírito é milagroso. São todos sobrenaturais. No sentido geral da palavra “milagres”, todos os dons do Espírito são milagres, mas no sentido etimológico o dom de operação de milagres é um ato específico. Por exemplo, quando Eliseu dividiu as águas do rio Jordão com um golpe do seu manto, ocorreu uma operação de milagre! Houve uma intervenção no decurso usual da natureza. Não conheço mais ninguém que com um golpe de uma capa abrisse um caminho pelo meio de um rio (II Rs 2:14).


1.2 A definição do termo milagre no Antigo Testamento

Tudo que Deus faz é milagroso em certo sentido, mas não é sempre um milagre do tipo de transformar água em vinho simplesmente ao falar uma palavra – isso é operação de milagres! A água transformada em vinho mediante o processo da natureza é um milagre da natureza, mas água transformada em vinho por uma palavra falada, conforme Jesus fez em João 2, é o resultado do dom espiritual da operação de milagres.
A operação de milagres destacava-se mais no Antigo Testamento do que no Novo testamento, embora as pessoas fossem curadas e os dons  de curas estivessem em operação no Antigo Testamento os dons de curas eram mais prevalecentes no Novo Testamento.
A operação de milagres foi usada para o livramento milagroso do povo de Deus da escravidão do Egito e houve uma seqüência de milagres para que o povo saísse do Egito. Arão lançou a vara ao chão e ela se transformou em serpente, a água do Rio Nilo transformada em sangue, o pó que vira piolho, as trevas do lado dos egípcios e claridade do lado de Israel, tudo isso é milagre.
Houve uma intervenção sobrenatural no curso usual da natureza!
Quando Moisés estendeu a vara e tocou o Mar Vermelho abrindo passagem, ocorreu operação de milagre. A natureza foi obrigada a obedecer a voz do Criador. Aconteceu algo sobrenatural!
Observe como os dons trabalham juntos! A operação de milagres dividiu o Mar, mas foi necessário o dom da fé para manter o mar dividido.

Dom de Operação de Milagres – Lineas Domiciano

A despeito do grande número de citações do Antigo Testamento e de sua autoridade, houve quem cresse que nem Jesus, nem os apóstolos confirmaram, de fato, a inspiração e a confiabilidade dessa parte da Bíblia. Em vez disso, afirmam tais estudiosos, os autores do Novo Testamento estariam conciliando seus textos às crenças judaicas aceitas na época. Trata-se de hipótese refinada, mas sem substância. É teoria que não se coaduna com os fatos das Escrituras, nem com as vindicações de Cristo. As referências mais numerosas e significativas quanto à genuinidade e à inspiração divina do Antigo Testamento vêm dos lábios do próprio Jesus, que jamais demonstrou tendência para a conciliação. A expulsão dos cambistas de dinheiro de dentro templo (Jo 2.15), a denúncia dos "guias cegos" (Mt 23.16) e dos "falsos profetas" (Mt 7.15) e a advertência aos mestres em evidência (Jo 3.10) dificilmente seriam tidas como sinais de conciliação.
Aliás, Jesus repreendia sem rodeios as pessoas que se aferravam às tradições e não à Palavra de Deus (cf. Mt 15.1-6). Seis vezes num único capítulo (Mt 5), Jesus contrapôs a verdade a respeito das Escrituras às falsas crenças que haviam surgido e se expandiam. O Senhor as denunciou assim: "Ouvistes que foi dito" (e não "está escrito") e "eu, porém, vos digo". Jesus não hesitava em declarar "Errais" (Mt 22.29), quando os homens estavam errados. Mas, quando os homens entendiam a verdade, o Senhor os estimulava, dizendo-lhes: "Respondeste bem" (Lc 10.28). O ensino de Jesus a respeito da autoridade divina do Antigo Testamento é tão incondicional e tão isento de transigências, que não se pode rejeitar esse ensino sem rejeitar as palavras de Jesus. Se alguém não aceitar a autoridade do Antigo Testamento como Escritura Sagrada, tal pessoa põe em dúvida a integridade do Salvador. Seja o que for que se diga a respeito da inspiração do Antigo Testamento, uma coisa é certa: o próprio Antigo Testamento reivindica a própria inspiração. E o Novo Testamento a confirma de modo maravilhoso.

A Inspiração do Antigo Testamento, “Introdução Bíblica”, Norman L. Geisler & William E. Nix


1.3 A escatologia do milagre

O milagre antecipa a situação de um futuro escatológico: então não haverá enfermidade, nem sofrimento, nem morte, senão a vida (Ap 21:4). Os milagres são sinais visíveis da antecipação do Reino entre nós (Lc 10:19; 11:20). Eles possuem, portanto, um valor de revelação, na medida em que expressam o poder e a glória de Deus sobre a criação. Assim, pois, o milagre segue sendo um sinal que provoca a reflexão e o discernimento; ele não é realizado somente na ordem da natureza ou na parte física da pessoa, também se manifesta sobre tudo, no silêncio da transformação do coração humano.
O milagre é a intervenção livre de Deus dentro da criação, e no homem para expressar a vitória sobre o mal e a chamada a participação em seu Reino. O milagre se distingue do prodígio: na verdade, ele tende a enfatizar o caráter extraordinário e portentoso de um evento, enquanto que o prodígio é um chamado para que à fé se torne mais genuína e se reconheça a presença de Deus.

Em elaboração


2. Curas, sinais, e maravilhas

É imprescindível conhecermos as definições de alguns termos para entendermos de forma mais ampla tanto a profundidade do evento quanto a diferença que existe quando nos referimos aos milagres operados pelo Criador. Vejamos:


Continua...

2.1 A cura

O grego do Novo Testamento apresenta muitas palavras que descrevem os processos de cura. Vamos nos deter apenas em três principais. São elas: “iasis” - que descreve o ato de curar (Lc 13:32); “therapeúo” - que significa curar, honrar. É dessa palavra que se deriva a palavra terapia (Lc 9:11); “iáomai”- que é um termo muito mais completo, pois não engloba somente a cura física, mas inclui ser livre de pecados, ou ser salvo (At 10:38). Neste sentido, a cura se manifesta tanto como um dom na vida dos cristãos, quanto como um direito legal outorgado pelo sacrifício vicário de Jesus Cristo.
Um milagre jamais nasce de cálculos racionais, ele sempre está ligado a uma atitude de fé (Hb 11:1-3). O Sino Naamã, não mergulhou sete vezes no Jordão porque foi convencido pela medicina; Paulo teve que ver algo extraordinário diante de si para abandonar todo o curso de sua vida e seguir aqueles a quem tinha por hereges.

Em elaboração

2.2 O significado de um sinal Divino

Os falsos profetas eram identificados graças às suas profecias falsas e pela falta de confirmação miraculosa. Assim declara o livro de Deuteronômio: “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e o que disse não acontecer nem se realizar, essa palavra não procede do Senhor” (Dt 18:22). Sempre que se punha em dúvida um profeta ou se exigia sua confirmação, Deus deixava claro, por meio de milagres, a quem havia chamado. A terra se fendeu e tragou a Core e aos demais que contestaram a vocação de Moisés (Nm 26:10). Elias foi exaltado sobre os profetas de Baal, quando estes pereceram no fogo caído do céu (I Rs 18:38). Até mesmo os magos do Egito reconheceram os milagres divinos realizados por meio de Moisés, quando disseram: “… Isto é o dedo de Deus…” (Ex 8:19).

A Inspiração do Antigo Testamento, “Introdução Bíblica”, Norman L. Geisler & William E. Nix

A palavra sinal vem do grego “simeion” que indica a marca do poder sobrenatural de Deus, é o selo pelo qual uma pessoa é conhecida, ou se distingue das demais (Mt 12:38; 16:1,4). Esse termo “simeion” é usado para exemplificar um prodígio de maneira incomum e que transcende o natural (At 6:8). Deus realiza sinais para autenticar a missão daquele a quem enviou. Quando Moisés foi comissionado por Deus para livrar Israel do Egito, ele apresentou para Deus sua dificuldade: “mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz” (Ex 4:1). Os milagres credenciavam tanto Moisés quanto sua mensagem (Ex 3:20; 4:11-21).

Em elaboração

2.3 Maravilhas

“E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão” (Ex 4:21a). Em grego se utiliza o vocábulo “terás” para maravilhas, esse é um adjetivo que sempre é usado no plural. “Terás” descreve algo estranho, que deslumbra ou assombra ao espectador, e cuja procedência se atribui a um ato Divino. É conhecido de todos os estudiosos que a operação de maravilhas está alicerçada somente na fé de quem tem sobre si esse dom ou qualificação Divina, o qual dispensa a fé do beneficiado. Quem será que não se assombrou ao ver um caminho no meio do mar e dois muros feitos de água, como se houvesse uma mão a segurá-lo até que todos estivessem a salvo?
Existem expositores que afirmam que os milagres já se encerraram, e que duraram até a era apostólica. Eles afirmam que hoje não é mais preciso milagres, porque o povo já tem toda a revelação que precisa para crer no Senhor. As Escrituras não ensinam que os milagres cessariam com os apóstolos, Jesus disse que faríamos obras maiores (Jo 14:12). Tanto os sinais quanto a salvação pertecem a promessa de Jesus no texto de Marcos 16:16-17.

Em elaboração


3. Compreendendo o poder sobrenatural de Deus

Jesus nos deixou como herança uma igreja que evangelizava e que estabelecia seu reino usando um poder sobrenatural como ferramenta principal e inseparável. Mas infelizmente, com o passar do tempo, algumas ideias humanas foram sendo introduzidas na igreja, e esse poder sobrenatural foi posto de lado (Lc 10:9 e 19). Vejamos:

Muitas pessoas rejeitam o valor da Bíblia pelo flato de algumas de suas histórias serem repletas de milagres extraordinários. Isso é especialmente destacado no caso do Antigo Testamento. Algumas pessoas até sinceras chegam a perguntar: “Como pode Jonas sobreviver no ventre de uma baleia? Seria verdade que o mar Vermelho abriu-se? Como pode alguém ressuscitar? É possível fazer descer fogo dos céus?”. Muitos pensam que é impossível para um cidadão culto e bem informado acreditar em histórias tão fantásticas. Talvez isso não seja tão difícil assim! É interessante observar, por exemplo, que a maioria das pessoas acredita que Deus criou o mundo e o universo. No entanto, é muito mais difícil criar tudo o que existe a partir do nada do que fazer o mar Vermelho abrir-se. Como pode alguém acreditar que Deus criou todas as coisas e duvidar que ele tem poder para interferir no mundo criado? Se cremos que Deus é Todo-Poderoso não devemos achar tão difícil que ele tenha feito milagres extraordinários como vemos nas histórias de Moisés, Elias e Jonas.

O Antigo Testamento e a Bíblia – Luis Sayão


Continua...

3.1 O que significa o poder de Deus (At 1:8)

“Tempos e prazos” é somente Deus quem estabelece. E justamente agora Deus está em vias de introduzir um “tempo” completamente novo, o tempo da “igreja”. Deus deseja dar um presente muito precioso a seu Filho obediente depois que Este consumou a obra da redenção: o presente do “corpo”. Jesus não deve ser apenas o Rei de Israel, e não somente o Senhor e Juiz do mundo, mas também a cabeça do corpo. Esse corpo é convocado entre as fileiras de Israel e sobretudo das nações. Por isso a efusão do Espírito não significa a irrupção imediata do reino, mas “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas”. Começa a missão, a evangelização para a construção do corpo de Cristo. Para isso há necessidade de “poder”. Porém não bastam o poder do intelecto, da vontade humana, da retórica. “Poder do Espírito que desce sobre vós”: somente por meio dele é possível desincumbir-se dessa tarefa. Com ele, os apóstolos serão as “testemunhas” eficazes de Jesus. Prestemos muita atenção no teor das palavras. Não está escrito “deveis”. Por meio do Espírito Santo somos retirados da esfera da “lei”, das meras exigências, e incluídos no espaço dos acontecimentos factuais. Pois o Espírito atua em nós e age dentro de nós e através de nós.
Ele nos transforma em testemunhas. Conhecemos o termo “testemunha” do linguajar jurídico. Num processo judicial são interrogadas testemunhas. Não lhes cabe externar sua opinião, nem relatar seus pensamentos, mas – exatamente como fazem os apóstolos (At 4.20) – “falar das coisas que viram e ouviram”. As testemunhas estabelecem o que aconteceu na realidade. Por isso agora os apóstolos, conforme os v. 21ss, já podiam ser testemunhas de Jesus. No entanto, como se trata de realidades invisíveis, divinas, não bastam todos os testemunhos humanos para convencer o próximo dos fatos. Somente o poder do Espírito Santo pode atestar o testemunho de Jesus de forma que atinja a consciência da pessoa e ela creia ou se rebele contra a verdade, que já não pode ser negada. Ou seja, acontece o que João nos transmitiu usando palavras de Jesus: o Espírito da verdade “não falará de si mesmo”, ele “me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.13s). Os apóstolos não recebem do Espírito novos ensinamentos misteriosos, mas o testemunho eficaz de Jesus. Não dirão nada diferente do que testemunham desde já (v. 21s), mas falarão de “outro modo”, da forma sensibilizadora como Lucas nos mostrará logo adiante no cap. 2. Ademais, o termo grego para “testemunha” = “martys” nos lembra que justamente esse testemunho que atinge o coração é que conduz os mensageiros ao sofrimento, e ele somente pode ser prestado mediante o sofrimento (At 9.16).

Comentário Esperança – Werner de Boor

Uma vez que nos relatam a história do plano redentor de Deus, não admira que os livros históricos do Velho Testamento contenham um certo número de milagres, especialmente o Pentateuco e outros livros posteriores. Sirvam de exemplo a travessia do rio Jordão, a queda dos muros de Jericó relatados em Josué, as façanhas de Sansão descritas no livro dos Juízes, e os milagres dos profetas Elias e Eliseu tão pormenorizadamente narrados nos livros dos Reis. Ainda que muitos críticos ponham em dúvida a historicidade de tais narrações, não passa de subjetiva a argumentação que apresentam. O Senhor é um Deus que "opera maravilhas", sem que por isso vá de encontro às leis da Natureza. Já que a redenção da humanidade é o Seu maior milagre, não seriam de esperar outros milagres para que se realizasse essa magnífica obra? Nada melhor para conhecermos Deus que esses sinais e manifestações do Seu poder, que se faz sentir, sobretudo, nas grandes crises da história do Seu povo. Em muitos casos, é possível que os acontecimentos resultassem de causas naturais; efetivamente, assim por vezes o indica a Bíblia. Mas, supondo que se apresentassem semelhantes explicações, há sempre a considerar o milagre da precisão do acontecimento.

O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson

Todos os movimentos cristãos, sem importar sua denominação, começaram com uma visitação sobrenatural de Deus, se isso não ocorresse jamais teriam impactado o mundo. Mas onde se encontra esse poder hoje? Quantos ainda desfrutam dele? O que aconteceu? Parece que com o passar do tempo o carnal substituiu o espiritual (Gl 3:3).

Continua...

3.2 Deus se revela no espírito

Assim escreveu Paulo a Timóteo: "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça" (II Tm 3:16). Em outras palavras, o texto sagrado do Antigo Testamento foi "soprado por Deus" (gr., theopneustos) e, por isso, dotado da autoridade divina para o pensamento e para a vida do crente. A passagem correlata de I Coríntios 2:13 realça a mesma verdade. Disto também falamos", escreveu Paulo, "não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais." Quaisquer palavras ensinadas pelo Espírito Santo são palavras divinamente inspiradas.
A segunda grande passagem do Novo Testamento a respeito da inspiração da Bíblia está em II Pedro 1:21. "Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo." Em outras palavras, os profetas eram homens cujas mensagens não se originaram de seus próprios impulsos, mas foram "sopradas pelo Espírito". Pela revelação, Deus falou aos profetas de muitas maneiras (Hb 1:1): mediante anjos, visões, sonhos, vozes e milagres. Inspiração é a forma pela qual Deus falou aos homens mediante os profetas. Mais um sinal de que as palavras dos profetas não partiam deles próprios, mas de Deus é o fato de eles sondarem seus próprios escritos a fim de verificar "qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e sobre as glorias que os seguiriam" (I Pe 1:11).

A Inspiração do Antigo Testamento, “Introdução Bíblica”, Norman L. Geisler & William E. Nix

Continua...

3.3 O propósito do poder sobrenatural de Deus.

Propósito Divino: este milagre independe de fé, ocorre porque Deus quer realiza-lo. Logo no início do velho testamento encontromos um grande milagre - a própria criação do mundo - ou vai dizer que isto não é milagre? A formação de um planeta inteiro, incluindo seus habitantes e até mesmo seu satélite natural (lua) e estrelas, como o sol para iluminar durante o dia e outras para iluminar a noite. Tudo isto formado pela palavra do Ser infinito - Deus - somente os seres humanos e um jardim chamado Édem, Ele fez com as prórias mãos, como se lê emGênesis 2:7-8, todo o restante foi formado por Sua palavra, como se lê nos capítulos 1 e 2 de Gênesis; obsevemos que tamanho milagre ocorreu pela vontade e atuação Divina somente, não foi necessária a fé de ser humano algum, afinal, não haviam seres humanos até então.

Milagre – bibliaexplica.blogspot.com.br

Várias alternativas estavam abertas diante de Deus, quando decidiu escolher um meio de transmitir sua verdade aos homens (Hb 1,1). Ele poderia ter usado um ou mais dos veículos empregados em várias ocasiões, ao longo dos tempos bíblicos. Por exemplo, Deus usou anjos nos tempos da Bíblia (v. Gn 18,19; Ap 22.8-21). O lançar sorte, além do Urim e do Tumim, também foi empregado, a fim de procurar saber a vontade de Deus (Ex 28.30; Pv 16.33), da mesma forma que se ouvia a voz da consciência (Rm 2.15) e da criação (SI 19.1-6). Além disso, Deus usou vozes audíveis (1Sm 3) e milagres diretos (Jz 6.36-40).
Todos esses veículos sofriam algum tipo de limitação ou deficiência. Enviar um anjo para que entregasse cada mensagem de Deus, a cada ser humano, em cada situação, ou empregar vozes audíveis e milagres diretos, tudo isso seria difícil de administrar e repetitivo. Lançar sorte ou a simples resposta positiva ou negativa advinda do Urim e do Tumim eram limitados demais, em comparação com outros veículos de comunicação de massa com maior amplitude e melhores recursos, sendo capazes de prover descrições minuciosas. Outros meios de comunicação, como visões, sonhos e as vozes da consciência ou da criação, em certas ocasiões sofriam a influência do subjetivismo, da distorção cultural e até da corrupção. Era o que se verificava sobretudo ao compará-los com alguns meios mais objetivos de comunicação, os quais faziam uso da linguagem escrita.

A Inspiração do Antigo Testamento, “Introdução Bíblica”, Norman L. Geisler & William E. Nix


Continua...


Conclusão

O poder de Deus está à disposição de todos nós (Jo 14:12). Milagres não são coisas do passado, eles sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê (Mc 16:17). Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas de Seu poder. Que os sinais nos sigam por onde passarmos (At 1:8).

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 01
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os milagres na Bíblia ser interpretados literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida


Bibliografia Indicada (estude mais)


Sinais e Maravilhas (link)

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