segunda-feira, 20 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - Ana e o Milagre da Cura da Esterilidade

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 26 de outubro de 2014
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Texto Áureo

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”. Ef 3:20

Ele é poderoso não só para fazer tudo o que pedimos ou pensamos, mas para fazer tudo além do que pedimos ou pensa­mos, para fazer tudo muito mais abundantemente além do que pedimos ou pensamos.
O final do verso 20 mostra ainda como recebemos a resposta de nossas petições, conforme as palavras ali indicam: "segundo o poder que em nós opera". Que poder é esse? Não é poder intelec­tual ou físico, nem poder moral. É o poder do Espírito Santo que opera a partir da obra de regeneração. É o poder que nos coloca acima dos poderes de Satanás, do Mundo e do Pecado. É o poder para testemunhar de Cristo (At 1:8). É o poder que nos torna capazes de alcançar a plenitude de Deus.

Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral

Verdade Aplicada

Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

Objetivos da Lição

Ensinar sobre a necessidade de Ana e o projeto de Deus para sua vida e sua nação;
Falar acerca da entrega de Ana, e o que a conduziu a um voto tão audacioso;
Mostrar como Ana obteve respostas que lhe foram além da importância de ser mãe.

Textos de Referência

I Sm 1:1-5


Introdução

Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

Quando Deus quis dar um salvador a Israel, escolheu Ana. Quando quis dar o Salvador ao mundo, escolheu Maria. Ana era temente a Deus e desejava ser mãe, mas era estéril e sofria as injúrias da sua rival. Mas o Senhor ouviu sua oração e lhe deu um filho que se tornou um tipo de Jesus em seu triplo ministério: sacerdote, profeta e rei. Samuel foi o último juiz em Israel e julgou o povo durante toda sua vida (1 Sm 7:15).

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br



1. Ana, uma mulher atribulada

Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (I Sm 1:15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

Em seu íntimo ela ora silenciosamente, enquanto Eli, sentado junto à porta, observa com interesse. Ele vê o movimento de seus ombros, enquanto ela soluça em grande aflição e chora amargamente (1:10). Não ouvindo suas palavras, Eli tira a conclusão errada, presumindo que ela tenha festejado demais e que sua alegria seja pura embriaguez. Ele a repreende pela embriaguez e lhe diz para abandonar a bebida (1:13-14).
Rapidamente Ana lhe assegura que não está embriagada, mas que está derramando sua alma perante o Senhor (1:15). Ela suplica que ele não a julgue como filha de Belial (1:16). Ironicamente, a expressão usada por Ana (“filha de Belial”) é o mesmo termo usado pelo autor no capítulo 2 (verso 12) para descrever os dois filhos de Eli. Ela lhe diz que, até agora, esteve expressando a agonia de sua alma. 
Todos sabemos, como talvez Eli também soubesse, que entre as palavras soluçadas por Ana está um voto. Ela promete a Deus que, se Ele lhe conceder um filho, ela o devolverá a Ele como nazireu (1:11, ver Nm. 6:1-21; Jz. 13:2-7). Eli lhe assegura que Deus lhe concederá seu pedido e a abençoará (1:17). Desse momento em diante, Ana já pode participar da cerimônia de adoração. Ela faz a refeição e seu rosto agora irradia alegria e não tristeza.

I Samuel – Bob Deffinbaugh


1.1 Ana, Penina e Elcana

Através da vida de Ana, mãe do profeta Samuel, aprendemos alguns segredos importantes para ter uma vida feliz e abençoada. Nesta história, O Senhor nos mostra que se quisermos uma vida cheia de anos alegres e prósperos, é preciso passar pelo “tempo da mudança”, sem o qual, nossa vida se limitará a uma repetição contínua das mesmas tristezas e fracassos. Abra a sua Bíblia em I Samuel 1:1 a 28 e abra também o seu coração para compreender as três fases na vida de Ana: os anos da tristeza, o ano da mudança, e os anos da alegria.

Ana, uma Mulher Disposta a Mudar a Vida – Elton Melo

Deus honra esse tipo de fé diante dele e amor a sua causa, então, abençoou Ana e ela concebeu e teve um filho, o qual chamou Samuel, que significa "ouvido pelo Senhor," pois ela sabia que esse filho era a resposta a sua oração.
Depois do nascimento de Samuel, Ana não foi a Siló no tempo de costume, mas disse que iria esperar até desmamar sua primeira criança. Então, levaria ele consigo e o apresentaria a Deus, como havia prometido em sua oração. Depois que Samuel foi desmamado, levou-o à casa de Deus, em Siló, e deixou-o lá para servir o Senhor.
Isso pode parecer muito estranho para nós, mas agradou ao Senhor, porque tinha grandes planos para Samuel. Tornar-se-ia um grande profeta de Deus. Quanto a Ana, Deus a abençoou muito por sua devoção e obediência. Mais tarde, teve três filhos e duas filhas. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, Ele sempre resolve nossos problemas melhor do que podemos fazer.

Ana – Forrest Keener

Penina exibia-se como mãe para Ana (I Sm 1:1-2) por esta não poder dar herdeiros a Elcana, marido de ambas (I Sm 1:6-7). Não pensava em como Ana se sentia: triste por não conseguir engravidar e ver outros filhos do seu marido nascerem e crescerem.
Deveria ajudar Ana, tornar-se sua amiga! Mas não: zombava e agredia verbalmente por estar precisando de ajuda.
Quem sou eu e você? Temos usado nossas bênçãos para agredir ou mexer com o moral de alguém? Temos humildade e desprendimento em ajudar o próximo?
Muitas mulheres são peninas: agressivas, não pensam nos semehantes, ciumentas, rancorosas, e estão sempre prontas a atacar. Deviam se colocar no lugar do outro!
Elcana amava mais a Ana, mesmo não lhe dando filhos. Adianta ser fértil, ter bênçãos e não conseguir conquistar o amor do seu marido? A exibida e inescrupulosa Penina afastava relacionamentos de amor e amizade (I Sm 1:5). Deus é nosso Elcana. Temos bençãos para ajudar os perdidos ou para destruí-los?
Sua miséria era dupla: Ela não tinha filhos em uma cultura que venerava as mulheres fecundas e considerava a esterilidade uma maldição; além disso, Penina, sua rival também lhe provocava com severidade. Em Siló Ana se derramava, seu sofrimento era tanto que Eli chegou a pensar que estivesse embriagada.


1.2 O Senhor lhe havia cerrado a madre

A Ana, porém, dava porção dupla. Muitos comentários acusam Elcana de favoritismo para com Ana. Esta falsa interpretação surgiu na tradução da Bíblia de Genebra de 1560, que diz: uma porção digna, com base na tradução do Targum da difícil palavra hebraica ‘apayim’ ("de duas faces"?) para excelente. A LXX diz ‘epes-ki’, "mas", dando a entender que Elcana dava a Ana apenas uma porção, embora a amasse. O favoritismo de Elcana consistia não em sua discriminação na mesa da refeição, mas em amar Ana mais do que amava Penina.
A sua rival a provocava. Ka'as, a palavra traduzida para "provocar", indica o sentimento despertado por causa de tratamento não merecido. Usa-se em relação ao sentimento divino de triunfo sobre os inimigos de Israel (Dt. 32:27). Para a irritar. Literalmente, para fazê-la trovejar. A palavra ra'am significa provocar intimamente, perturbar, despertar comoção íntima. Mais tarde, a Versão Siríaca traduziu esta palavra para "lamento, queixa, murmuração".
Melhor do que dez filhos. Dez é um número redondo usado para expressar um grande número. "Não te sou melhor que uma grande família?" é o significado.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

O seu nome, assim como o seu modo de ser, nos apresenta uma mulher "graciosa" amável, mansa e generosa.
Apesar de possuir estas tão boas características, ela vivia triste.
A Bíblia nos diz que ela e Penina eram esposas de Elcana. Mas enquanto "Penina tinha filhos" ela "Ana não os tinha".
Num lugar mais profundo do seu coração, estava o imenso desejo de ser mãe. A sua alma ansiava por um filho mas a Bíblia diz que "o Senhor lhe tinha cerrado a madre" (I Sm 1:5b).
O seu desejo não estava coincidindo com o desejo de Deus na sua vida naquele momento. O tempo de Deus era diferente do seu tempo, assim como foi o tempo de Sara, o de Rebeca e o de tantas outras mulheres que amavam ao Senhor mas tinham também suas madres cerradas.

Ana, Mãe de Samuel – www.igrejadafamiliaemsantos.com.br

O Senhor deixara Ana estéril (I Sm 1:5), portanto, impedida daquilo que ela tanto queria: filhos. Ela unia em si dois sofrimentos: não ter filhos e com o fato de Penina, sua rival, ter os filhos que ela tanto desejava. Não receber seu milagre é diferente de ver outros recebendo bençãos e você ficar para depois.
Neste período de sua vida, Ana sofria contínua afronta de Penina que sempre a lembrava do que o Senhor fizera na vida delas, entristecendo-a. Ana ficou extremamente desgostosa (I Sm 1:15), ao ponto de não comer, não sorrir, e só reclamar e chorar dia e noite (I Sm 1:17 e 18).
Nestes tempos de tristeza, nada mudava. Ano após e nada mudava em sua vida. Todos os anos era sempre o mesmo sofrimento (I Sm 1:7 e 8).


1.3 A lâmpada de Deus se apagava

O verso um se refere a Samuel como “jovem”, um termo de uso bastante flexível, podendo se referir a um recém nascido ou a um garoto. Aqui em nosso texto, entendo que se refira a Samuel como um garoto de uns 12 anos de idade. Parece que muitos anos se passaram desde o final do capítulo 2 e que o capítulo 3 encontra Samuel em sua adolescência.
O escritor nos informa que “Naqueles dias, a palavra do SENHOR era mui rara; as visões não eram frequentes” (verso 1). Naquela época, os homens não escutavam a Deus e Deus não falava com muita freqüência. Este “silêncio” quase sempre era uma forma de juízo divino e, se não fosse quebrado, significava a ruína de Israel (ver I Sam. 28; Sl. 74:9; Is. 29:9-14; Mq. 3:6-7; também Pv. 29:18). Está escrito que a profecia era rara para que vejamos o chamado de Samuel como o fim do silêncio de Deus (ver I Sam. 3:19-21).

I Samuel – Bob Deffinbaugh

A geração de Eli deixou a lâmpada de Deus se apagar no Tabernáculo. Deus havia ordenando aos filhos de Arão que dessem manutenção diária ao candelabro, sempre repondo o óleo, para que a lâmpada não se apagasse nunca.
  Mas o sacerdócio se tornou relapso. O povo passou a distanciar-se de Deus e naqueles dias a lâmpada veio a apagar-se.
“...antes de ter-se apagado a lâmpada do Senhor” (I Sm 3:3)
O Candelabro fala do Espírito Santo de Deus. Esta figura fica claramente comprovada em duas outras porções da Bíblia: no capítulo quatro de Zacarias, quando o profeta tem uma visão do candelabro e o Senhor aplica-a ao Espírito Santo, dizendo: “não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos (Zc 4:6). E também em I Tessalonicenses 5:19 quando o Apóstolo Paulo fala que não devemos “apagar” o Espírito, o que é uma alusão ao Candelabro no Tabernáculo de Moisés que nunca deveria se apagar.
  Ora, se o Candelabro é figura do Espírito Santo e seu agir na igreja, e esta geração de Eli permitiu que ele se apagasse, então estamos diante de um fato: esta geração perdeu o mover de Deus. Como diz a Escritura: “Estas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos”. (I Co 10:11 - NVI).
No capítulo seguinte, lemos que a Arca de Deus foi tomada, e foi dito: Icabode - que significa: foi-se a glória de Israel. Esta foi uma geração que perdeu a presença do Senhor. Eles se esfriaram a tal ponto, que os sacerdotes se envolviam em prostituição na porta do templo de Deus!
Esta geração de Eli é um exemplo a não ser seguido, pois pecaram terrivelmente contra o Senhor e por isso Deus os julgou.

A Outra face dos Milagres – Luciano Subirá

            Quando a provação é intensa e tudo parece estar fechado, este é um bom sinal de que o Senhor está preparando algo muito grandioso em nossas vidas. Os filhos de Eli estavam manchando o Sacerdócio, já não tinham mais a noção do profano e do sagrado, e Ana surge no cenário para se tornar a mãe de um sacerdócio santo e incorruptível.

Antes que a Lâmpada se apague – vídeo (I) (II)


2. Ana entrega ao Senhor seu bem precioso

Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

Ela fez uma promessa a Deus. No verso 11, vemos a Ana dizendo a Deus que a benção que ela tanto desejava serviria para a glória dele mesmo. Antes de perguntarmos a Deus o que ele vai nos dar, nós é que devemos dizer a Deus o que daremos a ele. Ana redirecionou sua motivação para a benção. Qual a real motivação por trás das bênçãos que você pede a Deus? Ana mostrou ao Senhor que seu Samuel, na verdade seria o Samuel de Deus, pois ele seria do Senhor assim que fosse desmamado. Sua vitória é também de Deus ou só visa seu próprio benefício e alegria?
Ela creu na palavra de fé dada pelo profeta de Deus. Diz o verso 17e 18 que Ana creu na palavra de Eli, e a prova disso é que ela tocou a vida, voltou a comer, tirou a cara emburrada e triste, e foi para casa aliviada. Foi este verso que também impactou e mudou a vida de Martinho Lutero quando este estava no auge de suas crises e lutas. Ela redirecionou sua fé por acreditar que aquelas simples palavras do profeta de Deus era, na verdade, tudo que ela precisava para obter seu milagre. Portanto, creia na palavra de vida dada todos os dias pelos imperfeitos profetas de Deus que tem ministrado sobre sua vida!
Ela agiu. Diz o verso 19 e 20 que Ana fez sexo com seu marido e então o Senhor se lembrou dela e operou o milagre. O texto não diz que Deus se lembrou de Ana e então Ana fez sexo com seu marido, mas foi exatamente o contrário. Sabe o que isto nos ensina? Faça o possível, pois só assim Deus operará o impossível em sua vida. Apesar de crer que seu milagre já estava a caminho, Ana não deixou de fazer o que podia, e assim recebeu a benção de Deus.

Ana, uma Mulher Disposta a Mudar a Vida – Elton Melo

Continua...

2.1 Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado

E fez um voto. Seu voto foi duplo: a) serviço de levita para toda a vida; b) voto de nazireu para toda vida. Nenhuma dessas posições era necessariamente permanente entre os hebreus. Um levita servia até a idade de cinqüenta anos; o voto de nazireu era tomado por período de tempo específico (veja Nm. 6:2 e segs. com referência à Lei dos nazireus). Sansão, Samuel e João Batista foram dedicados a um nazireado perpétuo desde o nascimento.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

            Que deus tremendo! Ele sempre tem uma forma de nos atrair, e quando pensamos que a razão de nossas vidas é um determinado propósito, ele se revela sempre com algo maior e mais profundo. Deus sempre nos atrairá para certos fins, mas esses podem ser apenas a porta pela qual nos levará a realização de coisas que jamais pensamos em ser ou realizar.

Continua...

2.2 Nasce Samuel

Todo incremento de sabedoria e graça deve-se à presença de Deus junto a nós. Deus repetirá bondosamente suas visitas aos que as recebem bem. A piedade precoce será a maior honra da juventude. Deus honrará aos que o honram.
Que a gente jovem considere a piedade de Samuel e dele aprendam a lembrar-se de seu Criador nos dias da juventude. As crianças pequenas podem ser religiosas. Samuel é a prova de que agrada ao Senhor que os meninos o escutem e esperem nEle. Samuel é um padrão de todos os temperamentos amáveis que são o ornamento mais esplendoroso da juventude, e fonte segura de felicidade.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Por que ficar triste? Por que não confiar? Regozijemo-nos e confiemos que o Senhor é quem controla a nossa vida e é Ele quem deseja o melhor para nós!
A fé depositada por Ana no Senhor, finalmente foi concretizada. Ela teve um filho! Samuel nasceu e ficou com ela apenas dois ou três anos.
Ela amamentou seu filhinho e o preparou para entregá-lo a Deus.
Ela foi fiel no que havia prometido ao Senhor. Ela ensinou os primeiro passos a Samuel mostrando que havia um Deus que ela amava de todo o seu coração. Com ela ele...
1- aprendeu os caminhos de Deus, certamente, vendo o exemplo dela e sua devoção a Aquele que o trouxe ao mundo (Deus);
2- aprendeu os caminhos de Deus ao ouvi-la falar do Senhor, contando-lhe como ela conseguira engravidar;
3- aprendeu os caminhos de Deus vendo-a corrigindo-o e instruindo-o na Palavra de Deus.
Irmã, sigamos estes passos de Ana quando estamos educando os nossos filhos. Não deixemos que eles decidam que caminhos irão seguir quando já estiverem adultos. Ensinemos HOJE e AGORA os caminhos do Senhor usando a Bíblia como nossa bússola.
Entreguemos cada filho nas mãos do Senhor.
Oremos pedindo proteção espiritual para cada um deles e confiemos no amor de Deus que será derramado em suas vidas.
Agora, confiantemente, coloquemos o Senhor no centro de nossa vida e, com fé, façamos como Ana que" foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste" (I Sm 1:18).

A Vida de Ana, seus Sofrimentos e Alegrias – Valdenira Nunes de Menezes Silva


Continua...

2.3 Ana deixou de chorar para cantar

O coração de Ana se regozijava, não em Samuel, senão no Senhor. Ela olha além da dádiva e louva o Doador. Se regozija na salvação do Senhor e na expectativa de sua vinda, a daquele que é toda a salvação de Seu povo.
Os fortes logo são debilitados e os fracos logo são fortalecidos, quando a Deus lhes apraz. Somos pobres? Deus nos fez pobres, o qual é uma boa razão para que estejamos contentes, e aceitemos nossa condição. Somos ricos? Deus nos fez ricos, o qual é uma boa razão para que estejamos agradecidos, o sirvamos jubilosamente e façamos o bem com a abundância que ele nos dá. Ele não respeita a sabedoria do homem nem suas supostas excelências, senão que escolhe aos que o mundo considera néscios, e lhes ensina a sentir sua culpa e a valorizar sua salvação preciosa e gratuita.
Esta profecia olha para o Reino de Cristo, esse reino de graça do qual Ana fala, depois de ter falado longamente do reino da providência. E aqui é a primeira vez que nos encontramos com o título Messias ou seu Ungido. Os súditos do Reino de Cristo estarão a salvo e seus inimigos serão destruídos, pois o Ungido, o Senhor Jesus, é capaz de salvar e destruir.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Do verso 5 em diante, vemos uma vida de irritações e tristezas (v 5 e 6), chorava e perdia o apetite mesmo em períodos festivos (v 7) e se lamentava com quem não podia ajuda-la (v 8). No verso 9 começamos a ver mudança de atitudes e a buscar ao Senhor. Ana passou a chorar no ombro certo! Após mais um período de festejos ao Senhor, diferente do costume (chorar e reclamar com seu marido), ela com amargura chora muito (v 10). O Sacerdote imaginou que suas ações fossem devido à bebida, já que haviam comido e bebido (v 9 e 13). Ana responde que nem bebia de tão triste e atribulada (v 15). Ela redirecionou suas tristezas, sofrimentos e decepções e passou a buscar socorro em quem realmente poderia mudar sua história, o Criador, que a responde pelos lábios de Eli (v 17 a 19).
A vitória de Ana foi muito maior que sua vergonha, o que prova que Deus sempre nos surpreende além daquilo que imaginamos (Sl 40:1; Ec 3:4). Ana pode contemplar a reversão de sua esterilidade, de sua vergonha, e da frieza de sua nação.


Continua...


3. As lições do inesperado

Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (I Sm 2:21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

Aprendi que Deus não transforma em bela a feia realidade ao nosso redor. O que Deus muda são os nossos valores. O que é feio não é o que está ao nosso redor, mas sim o que está dentro de nós. Somos capazes de ver inúmeras coisas e situações ao mesmo tempo. No entanto, apenas algumas imagens e sons nos chamam realmente a atenção. Imagine fazer um passeio por um local recentemente demolido acompanhado de um skatista, um artista plástico e um arquiteto. O primeiro sonharia com as possíveis manobras que realizaria, o segundo voltaria para o seu ateliê cheio de “sucatas” que poderia transformar em ricas esculturas e o terceiro desenharia em instantes  um condomínio de luxo. 
Aprendi que não somos capazes de imaginar o que Deus vai fazer. As vezes perdemos, pelo uso comum e corrente, o valor de alguns valiosos e simples fragmentos da Palavra de Deus. Decoramos que Deus faz infinitamente mais do que podemos imaginar, mas não conseguimos alcançar  em nossas expectativas a profundidade deste texto. Vi, durante o retiro do qual participei, Deus agindo acima do impossível, pois o impossível pode ser produzido pela nossa imaginação. Nosso anseio era sim por Deus. Entretanto, nem de relance poderíamos imaginar o que o Pai realizaria na comunhão dos seus santos. Não éramos capazes de perceber que desde o início Deus estava interferindo para quebrantar corações e produzir frutos eternos. Eu mesmo seria criativo o bastante para pintar a cena de um lindo quebrantamento e de desenhar o roteiro ideal para uma celebração de intenso louvor e adoração. Mas, graças a Deus, eu nunca teria condições de criar a cena na qual os meus joelhos enfraquecidos se dobrariam e, prostrado, cairia diante da sua presença entendendo apenas que o seu poder é soberano e que ele, apesar do que dizem por aí, ainda age.

O Inesperado Deus – Daniel Bravo


3.1 Voto cumprido é recompensa certa

O início do capítulo 8 fala de como devemos nos comportar diante do rei, e é possível interpretar esses versículos como sendo o rei o próprio Deus. De fato, um rei (aqui com um significado bem abrangente, de líder, presidente, governador, etc.) deve se cercar de homens sábios como conselheiros, mas o Pregador coloca um juramento divino como garantidor da fidelidade a Deus, juramento este que mostra o rei (no caso, Salomão) como alguém ungido por Deus para esta função e este domínio sobre o povo. A Bíblia de Jerusalém entende este juramento como uma possível interpolação do texto por alguém da época em que os Ptolomeus dominavam o Egito e a Palestina (séc. II a. C.), mas isso é mera suposição, sem nenhuma evidência mais concreta. O fato é que, a meu ver, este juramento se encaixa dentro do propósito do Pregador, que no começo do capítulo 5 já havia advertido quanto às palavras e aos votos feitos ao Senhor. Assim como não devemos nos apressar a pronunciar palavra alguma diante de Deus (5:2), não devemos nos apressar em deixar a presença do rei (8:3), pois ele faz o que bem entende. Já o homem tem que carregar uma espécie de "peso do mal" sobre ele (v. 6), "porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare" (v. 7). Este deve ser um versículo que todos os clarividentes e prognosticadores certamente não gostariam de ler, pois aí está bem claro que não existe adivinhação do futuro mediante uma bola de cristal (pelo menos que seja aprovada e atestada por Deus).
Não podemos oferecer "sacrifício de tolos", na expressão do v. 1, sacrifícios esses "que fazem mal". O silêncio, a prudência, o compromisso e a reverência são qualidades indispensáveis para aproximar-se de Deus em contemplação (v. 2), como o salmista já dizia: "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" (Salmo 19:14). A tradução da Bíblia do Peregrino para o v. 2 (que nas Bíblias católicas corresponde ao v. 1) é muito interessante: "Quando apresentares um assunto a Deus, que teus lábios não se precipitem, nem o pensamento te arraste". Quantas vezes temos essa experiência, de que nos apresentamos diante de Deus em oração e pensamentos errantes nos arrastam para longe de Sua presença. Deus requer de nós inteireza de coração, e, como o salmista diz, "sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17). Assim, tolo é aquele faz um voto e não o cumpre, melhor é não fazê-lo do que desagradar a Deus (vv. 4-6).

Eclesiastes - ocontornodasombra.blogspot.com

Ana jamais pode imaginar que sua renúncia afetaria gerações futuras, que em suas entranhas estava sendo gerada a solução de uma nação que estava prestes a naufragar sem a presença do Senhor. Quando tudo estava se apagando, Ana trouxe luz a uma nova realidade, tanto em sua vida quanto na vida de seu povo.


Continua...

3.2 Ana, uma mulher de oração

E fez um voto. Seu voto foi duplo: a) serviço de levita para toda a vida; b) voto de nazireu para toda vida. Nenhuma dessas posições era necessariamente permanente entre os hebreus. Um levita servia até a idade de cinqüenta anos; o voto de nazireu era tomado por período de tempo específico (veja Nm. 6:2 e segs. com referência à Lei dos nazireus). Sansão, Samuel e João Batista foram dedicados a um nazireado perpétuo desde o nascimento.
Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma. Oração silenciosa não era característica dos antigos hebreus. A oração fora do comum de Ana levou Eli a pensar que estivesse embriagada.
Filha de Belial. Belial foi usado em literatura pós-bíblica como substituto para Satanás. Aqui significa "mulher indigna".
O Deus de Israel te conceda a petição. Comentadores judeus oferecem uma alternativa de tradução que faz Eli predizer que Deus daria a Ana um filho. O texto hebraico implica em desejo piedoso, não em predição profética.
A mulher se foi seu caminho. A LXII diz: voltou ao seu alojamento e comeu. Ambas as traduções, a E.R.A. e a LXX, dão a entender que Ana interrompeu sua rejeição para orar pedindo um filho.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

A Angústia de Ana

a - "Orou ao Senhor" (v.10). "Com amargura de alma... chorou abundantemente". Era sincera e fervorosa (v.13,15). Às vezes, temos de chorar como Ana para receber a resposta de Deus.
b - "Amargura". Com aflição, pediu um filho. Agar e Léia também (Gn 16.11; 29.32). Hoje, muitas estão evitando ter filhos e deixando de cumprir um propósito de Deus na terra.
c - Não era uma oração vingativa. Penina tinha muitos filhos e escarnecia de Ana e a irritava (v.6), mas Ana não pediu vingança contra ela.
d - Sua oração foi definida e clara (v.11). Não perdeu tempo com pedidos confusos. Pediu uma só coisa: um filho.
e - Não foi uma oração interesseira (v.11). Pediu um filho para consagrá-lo ao Senhor.
- Ana pediu Samuel a Deus, e ele livrou seu povo da decadência espiritual.
- Com três anos de idade, Samuel já adorava a Deus (v.28), e na adolescência era sacerdote (1 Sm 2.18,19)
f - Oração perseverante (v.12). Não desanimava do propósito.
- Analise as instruções de Jesus na Parábola da Viúva Persistente em Lc 18.1-8, quando Ele diz da necessidade de orar sempre e nunca desanimar.

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br

Continua...

3.3 Buscar ao Senhor de forma deleitosa

Ana misturava as lágrimas com suas orações; considerava a misericórdia de nosso Deus que conhece a alma atribulada. Deus nos dá permissão, em oração, não só para pedirmos coisas boas em geral, senão para mencionar aquilo que em especial mais necessitamos e desejamos. Falava baixinho, ninguém podia ouvi-la. Com isso testemunhava de sua fé no Deus que conhece o coração e seus desejos.
Eli era sumo sacerdote e juiz de Israel. Não nos corresponde ser rudes e precipitados para censurar o próximo, e pensar que a gente é culpada de coisas más enquanto o assunto seja duvidoso e estiver sem demonstrar.
Ana não respondeu a acusação nem recriminou a Eli a má conduta de seus próprios filhos. Em qualquer momento em que nos estejam censurando injustamente, devemos pôr dupla guarda na porta de nossos lábios para não devolver a repreensão com outra repreensão. Ana pensou bastante para ter todo claro, e assim devemos agir nós.
Eli ficou disposto a reconhecer seu erro. Ana foi embora satisfeita. Em oração ela tinha encomendado seu caso a Deus e Eli tinha orado por ela. A oração é a calma do coração para uma alma bondosa. A oração suavizará o rosto; deve ser assim. Ninguém continuará entindose desgraçado por muito tempo se usar o privilégio de ir até o trono de misericórdia de um Deus reconciliado em Cristo Jesus.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Ao final da provação de Ana nos resta uma pergunta: o que aconteceu com Penina? A partir de Samuel Penina é quem passou a ser ignorada. Ana sempre sofreu calada, e o Senhor respondeu por ela não somente com filhos, mas com honra, tornando-a a mulher mais importante da região, a mãe do maior profeta daquela época.

Continua...


Conclusão

Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se ele fechou algo para que venhamos a sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

As personagens da vida de Ana sempre aparecerão nas nossas vidas:
Penina - Ela é ruim, mas se não fosse as afrontas dela, Ana teria morrido sem filhos. Portanto, não reclame dos problemas da vida, pois são eles que nos aproximam de Deus e fazem os milagres virarem realidade em nossas vidas.
Elcana - Ele é o pior de todos, pois segundo ele, Ana não precisava de ter filhos e poderia viver como estava. Não podemos aceitar a mesmice e as bênçãos do passado. Recuse-se a viver sem o seu Samuel.
Samuel - Ele é o milagre recebido e imediatamente consagrado a Deus (reconhecer que é dele, por ele e para ele). Consagre a Deus todas as suas vitórias.
Os filhos de Penina - Eles são aqueles que temos a tendência de invejar, mas que no fundo não tem nada demais. Eles acabaram sendo irrelevantes. Não se prenda às inutilidades, futilidades e embaraços da vida. Não inveje ninguém.
Eli - O profeta de Deus, mesmo sem qualquer emoção, ofereceu a Ana tudo que ela precisava: uma simples palavra de fé! Creia na palavra de Deus. Sem isso, você já era.

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 04
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
A Oração de Ana (link)
Descobrindo Deus Nos Lugares Mais Inesperados – Philip Yancey – Ed. Mundo Cristão
O Inesperado Deus (link)
Ana (link)
É Correto o Cristão Fazer Promessas? (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Mães Dignas de Serem Imitadas (link)
Em Parte o Futuro dos Filhos Depende do Compromisso Espiritual dos Pais (link)
As 7 Virtudes de Ana X Os 7 Inimigos de sua Alma (link)
O Deus do Inesperado (link)
O que Samuel Estava Fazendo na Cama de Eli, quando Deus o Chamou para ser profeta, se aquele Lugar era o Santo dos Santos? (I) (II)

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