terça-feira, 7 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - Noé, o Milagre do Livramento e da Cura

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 12 de outubro de 2014
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Ferramentario do Trimestre

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Texto Áureo

“Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca” Gn 7:23

Quando Deus faz uma ameaça, ninguém deveria duvidar de que Ele a cumprirá. O mundo nunca tinha visto um dilúvio, entretanto, ele veio de qualquer maneira. Da mesma forma, os homens ficarão surpresos quando Cristo retornar (II Pe 3:4). Nos versículos 11 e 12, nós somos informados a respeito da fonte das águas do dilúvio. A chuva caiu dos céus durante quarenta dias e quarenta noites, e os reservatórios subterrâneos foram abertos. Homens convertidos como Dr. Henry Morris, que também é um cientista, têm algumas teorias a respeito do modo como isto ocorreu. Embora elas sejam interessantes, nos é suficiente saber, que Deus preparou tudo isso antecipadamente.
Como mencionado nas lições anteriores, o dilúvio foi de ordem universal. A terra toda foi coberta com pelo menos 6,5 metros de água. Nenhuma criatura que respirava, sobreviveu fora da Arca.

Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis – Ron Crisp

Verdade Aplicada

Livramento e cura são dois aspectos pertinentes a salvação, uma graça exclusiva oferecida por Deus aos seus filhos.

Objetivos da Lição

Demonstrar a importância de sermos um milagre de Deus para a nossa geração;
Apresentar a necessidade de trabalharmos naquilo que Deus nos fala para a nossa salvação;
Mostrar o valor da salvação conferida pela graça de Deus para todos os que creem.

Textos de Referência

Gn 6:5-7, 17

Introdução

Diante de uma sociedade perversa e corrompida, Noé achou graça diante de Deus, e foi escolhido juntamente com sua família para se tornar o salvador de seu tempo. Sua missão era construir uma arca, anunciar um dilúvio, e preparar-se para o dia final.

Em elaboração


1. Noé, o milagre do livramento

Nos dias de Noé a corrupção humana chegou a tal ponto que o Senhor se entristeceu de ter feito o homem (Gn 6:6). Salvar os justos e reiniciar uma nova civilização foi o único meio que Deus encontrou para aquele mundo imperdoável.

A tal ponto chegou a pecaminosidade da humanidade que Deus “se arrependeu de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”(6:6). A intensidade e a frequência do pecado levou Deus a uma medida drástica, revelada em sua fala de juízo: “Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis, e as aves dos céus, porque me arrependo de os haver feito” (6:7). Deus decide, então, destruir a terra com um dilúvio de proporções até então desconhecidas (6:17). O dilúvio representa, na sua essência, um desfazer da criação. O dilúvio faz parte de uma série de juízos registrados na Bíblia.
A expulsão de Adão e Eva do Paraíso, a destruição de Sodoma e Gomorra, as pragas nos dias de Moisés no Egito, são atos divinos que revelam maravilhosamente o caráter e o poder de Deus. A santidade de Deus não pode conviver com a maldade humana, e todos os juízos do passado são uma garantia do maior juízo de todos, o juízo final (At 17:31, Ap 20:11-15). Mas antes de por em prática o seu juízo, Deus oferece um sinal de graça para a humanidade. Ao mesmo tempo em que decide pela desconstrução, Deus provê a solução para o recomeço. Chama Noé para construir uma arca, já que estava decidido a mandar um dilúvio, e assim garantir a sobrevivência da raça humana e dos animais. Deus não escolhe Noé por acaso.
Ele sabe com quem pode contar para realizar seus planos, e não é necessariamente a pessoa mais habilitada, mais talentosa ou destacada na sociedade. É, na verdade, a pessoa que diariamente anda com Ele, que ouve sua voz e segue sua liderança. Num mundo corrompido, Noé emerge como o melhor de uma geração má, e não somente isto, mas também como alguém que, a exemplo de Enoque, andava com Deus (6:8-9). O mundo estava condenado mas Deus preparou salvação para quem lhe era fiel. Deus apresenta o projeto, e Noé crê no Senhor e obedece a ordem de construir a arca.

Deus Justo e Restaurador – Claudio Duarte e Ana Lucia Bedicks


1.1 A corrupção generalizada daqueles dias

A despeito da ausência de aparelhagens meteorológicas sofisticadas, o Dilúvio dos tempos de Noé não veio sem aviso. Deus revelou Seu plano de um juízo global catastrófico aproximadamente um milênio antes a Enoque, que deu a seu filho o nome de Metusalém para celebrar a memorável revelação. O nome Metusalém transmite um mau presságio e significa literalmente, “Quando ele morrer, isso será enviado”.[1] Não é por coincidência que Metusalém morreu apenas alguns meses antes do grande Dilúvio e que sua vida seja a mais longa registrada em toda a história.
Desde o tempo da expulsão de Adão e Eva do jardim do Éden até o Dilúvio, houve uma determinação cada vez maior por parte da humanidade em desafiar os preceitos de Deus.

Noé - Oito Sobreviveram – Charles E. McCracken

Hoje, a devassidão e a corrupção em todos os níveis da sociedade têm sido expostas nas redes e mídias sociais e, tristemente, algumas vezes, tem sido aclamadas e admiradas. Meninas não possuem mais sua própria identidade devido seus relacionamentos fracassados. Pais e filhos colocam-se uns contra os outros. Drogas tem sido espalhadas em todo o mundo. O discurso da “liberdade” tem invadido escolas, lares. Entretanto, a verdadeira liberdade é ter o nome escrito no livro da vida. Ora, lembremo-nos hoje de que Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7). Outro exemplo, temos as cidades de Pompeia e Herculano que em 79 d. C  no auge da seu pecado foi aniquilada pelo Vulcano Vesúvio.  Não pensemos que Deus está cego para com o sacrifício do seu filho, Jesus.  Haverá justiça. O inferno é real e todos os que estão apartados da glória de Deus irão ser jogados nele. Deus não tem netos, Deus tem filhos. Isso tão somente nos leva entender que: A salvação é individual, “cada um dará conta de si a Deus”. Até quando iremos brincar com o sacrifício da cruz? “E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.” (Mt 24:39-42 )

A Vinda do Senhor está às Portas – José Pedro

O mundo no qual Noé nasceu era pior do que qualquer sociedade que já existiu, o que significa que deve ter sido muito ruim. Com pessoas vivendo por quase mil anos, não é difícil imaginar como o mal podia se tornar enraizado na sociedade, a tal ponto que Deus se arrependeu de ter criado as pessoas!
Como devemos entender a ideia de que Deus Se ‘arrependeu’ de ter criado a humanidade? Isso significa que Deus não havia previsto o que aconteceria? Por quê?
Deus não se arrepende com se arrepende o homem, nesse contexto da humanidade antes do dilúvio, pesou no coração de Deus o estado pecaminoso do povo, isso O levou a uma mudança de atitude, embora, em Sua onisciência já soubesse o que ocorreria. O texto de Deuteronômio 31:15-17 nos revela claramente esta realidade.
Quais foram algumas das coisas que essas pessoas fizeram que desagradaram a Deus? Essas coisas estão relacionadas com a sua lei? Mistura de fiéis com infiéis; sujeição às paixões carnais; violência e maldade; injustiça, desonestidade e incredulidade. Essas coisas existiam por falta de comunhão com Deus e obediência a suas leis.
Considere a descrição de Noé em Gênesis 6. Que tipo de homem ele era, especialmente em um mundo tão corrompido? Ao mesmo tempo, por que Noé necessitava de ‘graça’ aos olhos do Senhor? O que isso nos diz sobre a relação entre a fé e a lei de Deus, mesmo naquela época? Noé achou graça diante do Senhor. Ele era justo e íntegro e andava com Deus. Sua obediência às leis divinas era o resultado da graça e da salvação em sua vida.

De Noé a Abraão – R. C. Mendonça (editado)

Continua...

1.2 O juízo de Deus para o fim daquela sociedade

A tal ponto chegou a pecaminosidade da humanidade que Deus “se arrependeu de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração”(6:6). A intensidade e a frequência do pecado levou Deus a uma medida drástica, revelada em sua fala de juízo: “Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis, e as aves dos céus, porque me arrependo de os haver feito” (6:7). Deus decide, então, destruir a terra com um dilúvio de proporções até então desconhecidas (6:17). O dilúvio representa, na sua essência, um desfazer da criação. O dilúvio faz parte de uma série de juízos registrados na Bíblia.
A expulsão de Adão e Eva do paraíso, a destruição de Sodoma e Gomorra, as pragas nos dias de Moisés no Egito, são atos divinos que revelam maravilhosamente o caráter e o poder de Deus. A santidade de Deus não pode conviver com a maldade humana, e todos os juízos do passado são uma garantia do maior juízo de todos, o juízo final (At 17:31, Ap 20:11-15). Mas antes de por em prática o seu juízo, Deus oferece um sinal de graça para a humanidade. Ao mesmo tempo em que decide pela desconstrução, Deus provê a solução para o recomeço. Chama Noé para construir uma arca, já que estava decidido a mandar um dilúvio, e assim garantir a sobrevivência da raça humana e dos animais. Deus não escolhe Noé por acaso.

Deus Justo e Restaurador – Claudio Duarte e Ana Lucia Bedicks

A Humanidade não tinha desculpa, pois pela idade imensa alcançada pelos antediluvianos, sem dúvida  teria havido comunicação direta de Adão a Metusalém e deste a Noé. Adão conhecia pessoalmente a Deus antes de ser expulso do Jardim  do Éden, e os seus descendentes, particularmente os da linha até Noé, descritos no capítulo anterior, estavam conscientizados do que era justo e agradável a Deus. Enoque profetizou em seu tempo, anunciando a vinda do SENHOR  no futuro, com seus santos, para instalar seu reino na Terra.
Aos quinhentos anos de idade, Noé teve três filhos, chamados Sem (Châm = nome, ou renome), Cão (khawm =  quente) e Jafé (yepheth = expansão). Estes nomes sugerem: “semita”, o nome dado aos israelitas, as partes mais quentes da terra onde foram morar os camitas, e uma expansão  pela terra pelos jaféticos.
A esta mesma altura Deus se comunicou diretamente com Noé (não sabemos como - mas decerto da mesma forma como ele se comunicou com outros na antiguidade, como o próprio Adão e Caim), e deu-lhe instruções específicas  para  construir uma arca.
Não era nenhum navio ou barco,  pois sua finalidade não era navegar, mas apenas flutuar, abrigar Noé com sua mulher, seus filhos e suas noras, ao todo oito pessoas,  e muitos animais e suas provisões.
Tudo indica que Noé levou 120 anos na construção da Arca, o que constituiu um grande testemunho público da palavra que recebera diretamente de Deus. Enfrentando provavelmente o sarcasmo e a zombaria do povo que o cercava durante este tempo ele os preveniu contra o castigo que estava para vir.

Noé – R. David Jones

Apesar de que todos haviam se corrompido nos dias de Noé, o Criador conhecia o viver e o interior  de servo. Então, Deus o tomou e encheu de seu Espírito: fez dele o instrumento da Justiça Divina (II Pe 2:1 – 5). Temos muitos exemplos ruins de líderes e/ou falsos profetas em nossa época. Apesar de eles distorcerem a verdade da Palavra de Deus, necessitamos ficar firmes e fiéis. Tenhamos uma vida de temor e santidade, já que Deus é imutável!  Na carta aos Romanos (11.22) lemos que precisamos ter a bondade e severidade de Deus em consideração. Aquilo que plantarmos iremos colher (Gl 6.7). Na Bíblia o Senhor falou por muito tempo através de Noé. Então, ele recolheu Noé e toda a sua família na Arca. Houve uma espera silenciosa por 7 dias (alguns afirmam sombra profética), até que veio o dilúvio, através da chuva que era novidade (

Continua...

1.3 Noé, o homem com quem Deus contou

O livro de Gênesis refere-se a Noé como “homem justo e íntegro entre o povo da sua época” e afirma que ele, à semelhança de seu bisavô Enoque, “andava com Deus” (Gn 5.22; 6.9). Mas o original hebraico diz mais do que isso. Daí a paráfrase da Bíblia Viva: “Noé era o único homem reto, de todos os que viviam naquele tempo. Ele procurava viver sempre de acordo com a vontade de Deus”. O comentarista Derek Kidner vai além e afirma que, “num mundo corrompido, Noé emerge como o melhor elemento de uma geração má [e] como um homem de Deus notavelmente completo” (Gênesis: Introdução e Comentário). O grande feito de Noé foi manter esse excelente comportamento em meio aos seus contemporâneos. Noé estava em um extremo e todos os demais estavam no extremo oposto. Antes de ser um sobrevivente do dilúvio, ele foi um sobrevivente da corrupção globalizada da sua geração. Ele vivia entre pessoas infectadas sem se contaminar. 

A Terra está Cheia de Violência – www.ultimato.com.br

Apesar de viver em meio a uma geração cheia de corrupção e maldade, Noé teve uma vida reta e íntegra diante de Deus. Vejamos alguns aspectos do seu caráter:

1. Noé era Justo e Reto: Não é à toa que Moisés, inspirado por Deus, declara que Noé era varão justo e reto em suas gerações (Gn 6.9). Esta declaração foi feita exatamente para revelar o contraste entre o comportamento de Noé e o dos seus contemporâneos, que, com certeza, praticavam injustiça. Ele também é descrito como justo em Ez 14.14,20.
2. Noé andava com Deus: Tal qual Enoque, Noé também é descrito como um homem que andou com Deus (Gn 5.24; 6.9). A expressão “andar com Deus” aponta para a sua conduta, caracterizada pela vida de comunhão e obediência a Deus.
3. Fé: Noé é um dos integrantes da Galeria dos Heróis da Fé. O escritor aos hebreus diz: “Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.” (Hb 11.7). Quando avisado sobre o dilúvio, Noé não hesita e nem questiona. Ele crê! E foi por causa de sua fé, que, tanto ele como a sua família, foram salvos da destruição.
4. Obediência: A obediência de Noé, era, sem dúvidas, uma das principais características do seu caráter. Podemos ver isto, pelo fato de que Noé obedeceu a voz de Deus: Ao construir a arca (Gn 6.22); Ao entrar na arca juntamente com sua família (Gn 7.13); Ao colocar os animais na arca (Gn 7.8,9,14); Ao sair da arca, junto com os seus (Gn 8.15-18). Por duas vezes as Escrituras afirmam que Noé fez “conforme a tudo o que o SENHOR lhe ordenara” (Gn 6.22; 7.5).
5. Devoção: Ao sair da arca com sua família, Noé edificou um altar e ofereceu holocaustos ao Senhor (Gn 8.20). Isto demonstra que Noé cultivava uma vida de devoção a Deus, pois, altar e holocausto representam oração, adoração e consagração a Deus.

Noé, um homem justo e incorruptível – personagembiblico.blogspot.com.br

Como Pregoeiro da Justiça (II Pe 2:5), possivelmente ele pregou por quase 120 anos (Gn 6:3). Entretanto, somente sete conversos (sua esposa, seus três filhos e suas noras) é um resultado intrigante. Nós teríamos continuado pregando com tal fruto?
Deus nos envia a pregar sua palavra, independente dos retornos visíveis. Muitos pregam sem ver muito, talvez nenhum, efeito. Isaías viu Deus destruir as cidades onde ele pregou  (Is 6:9-11). Jeremias frustrou-se por não prestarem atenção na sua mensagem (Jr 6:10-11). Ezequiel pregou sabendo que era improvável mudanças (Ezl 2:3-5). O Senhor queria que eles pregassem apesar da resposta negativa. Analisando os 'resultados' da obra de Noé podemos pensar que ele fracassou (somente sua família atendeu).
Ser diferente é doloroso. Agir como a maioria nos dá mais segurança. Mas, estar com Deus é ser a maioria, não importa quantos estejam com ele (Rm 8:31). Noé possuia coragem, confiança no Senhor, e obstinada determinação. Ficar só exige muito de nós! Teríamos continuado a pregar quando ninguém estava ouvindo?
Jesus nos alertou sobre os dias de Noé, e o que antecede sua vinda é a corrupção generalizada, crise de integridade, sodomia, e profanação a tudo o que se considera sagrado. Noé não se intimidou, começou e terminou, não teve medo de testemunhar a verdade em meio à corrupção. De igual modo, o Senhor conta com os justos, somente eles podem brilhar em meio às trevas (Fp 2:15).



2. Os trabalhos de Noé em prol da Salvação

Não devemos pensar que somente a justiça de Noé lhe salvaria juntamente com sua família. Sua fé deveria ser acrescida de obras, ou seja, ele precisava trabalhar por sua salvação e garantir a vida de tudo quanto Deus lhe confiou (Hb 11:7; Tg 2:14-18).

Noé poderia ter dado muitas desculpas para não entrar na arca no tempo indicado por Deus. Ele poderia ter dito que era inconveniente, embaraçoso ou que ele não estava pronto. Mas Noé não o fez. Ele entrou na arca e o Senhor fechou a porta. Deus decidiu salvar aqueles que tinham entrado na arca antes que a porta fosse fechada. Depois que começou a chover muito forte, se Noé tivesse aberto uma janela ou porta, ele poderia provavelmente ter recebido uma grande multidão querendo entrar, mas esse não era o plano de Deus. Noé poderia ter argumentado que eles eram honestos e sinceros e que certamente o Senhor queria salvá-los. Mas Noé não tentou alterar o plano de Deus de salvação. Hoje em dia os homens freqüentemente começam a duvidar do que Deus disse sobre aqueles que Ele escolheu e tentam mudar as condições para que as pessoas achem mais fácil entrar nas bênçãos de Deus. Mas a vontade do Senhor não está sujeita a nossa modificação ou crítica. O caminho é estreito, muitos são excluídos (Mateus 7:13-14; Lucas 13:2-30). Quando a porta da salvação for fechada, será muito tarde (Mateus 25:1-13). Nós mesmos teríamos entrado na arca? Teríamos tentado salvar outros mesmo depois que Deus tivesse fechado a porta?

Se Você Tivesse Sido Noé... – Gary Fisher

O Senhor não trata apenas com indivíduos, mas também com famílias. É claro que a salvação é individual, e a fé e a escolha (com suas consequências) também. O juízo vindouro também tem essa característica, e é por isso que a Palavra de Deus declara: “Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12). Contudo, quando falamos a respeito de propósito (não de responsabilidade), percebemos que a Bíblia apresenta um Deus que pensa em termos de famílias, e não apenas de indivíduos.
Observe que o Senhor fala de multiplicar a família de Abrão com o propósito de abençoar TODAS as famílias da terra. Ou seja, Deus está prometendo abençoar uma família para, através dela, poder abençoar todas as demais famílias do planeta (em todas as épocas). É evidente que o Criador, em seus planos e propósitos para a humanidade, pensa em termos de família. Encontramos este padrão (salvação individual mas propósito familiar) nas histórias bíblicas. Basta recordar o que aconteceu com Noé.

A Importância da Família – Luciano Subirá

Continua...

2.1 Noé recebe instruções

A Epístola aos Hebreus ressalta uma qualidade de Noé que está explícita em Gênesis: “Pela fé Noé, quando avisado a respeito das coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família” (Hb 11.7). Construir uma embarcação de três andares de 3.037,5 metros quadrados cada um, em terra seca, longe de rio ou mar, ao longo de 120 anos, sem nenhum registro histórico de inundação e antes de qualquer sinal visível de que tal coisa poderia acontecer, firmado unicamente na revelação de Deus — é um gesto de fé tão grande quanto o de Abraão ao se dispor a sacrificar o próprio filho na certeza de que Deus o ressuscitaria (Hb 11.17-19). 

A Terra está Cheia de Violência – www.ultimato.com.br

Deus preveniu a Humanidade por meio de uma família de profetas começando com Enoque; depois, o filho de Enoque, Metusalém; o neto, Lameque; e finalmente, o bisneto, Noé. Noé pregou sobre a vinda do julgamento global a uma geração cada vez mais perversa. Em preparação para o Dilúvio, Deus ordenou que ele construísse uma arca de refúgio (v.14). Assim que foi terminada, a arca era um sinal de juízo iminente, uma vez que Noé continuava pregando para um mundo que não se arrependia.

Noé - Oito Sobreviveram – Charles E. McCracken

Nos admira o fato de Sem, Cam e Jafé e suas esposas terem entrado na Arca (Gn 7:13), devido a impiedade universal. Nossos filhos teriam entrado? Noé muito provavelmente ensinou bem os seus filhos. Tiveram o pai como um exemplo constante, consistente e inspirador de fidelidade a Deus. A maioria de nós pode enganar muitos amigos ou pessoas da igreja; convencê-los de que sermos servos fiéis e sinceros de Deus. Já quanto a enganar nossos filhos, é outra história! Eles nos conhecem bem. Se eles nos virem tentando viver o que pregamos, provavelmente seguirão nossas vidas (não nossas mensagens ou estudos). A missão de Deus para nós é educar nossos filhos "na disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef 6:4). Podemos educá-los para serem fiéis a Deus mesmo em um mundo ímpio. Você teria preparado seus filhos adequadamente, no lugar de Noé?
Após passar mais de um ano naquele barco com todos os animais, Noé ergueu um altar e adorou o Senhor da Salvação. É comum receber bênçãos de Deus e gozá-las e não (ou ninca?) agradecer ao doador. As muitas atividades da Vida tendem dominar nossos pensamentos. Precisamos nos voltar para o Senhor (em todas as situações). Ao sair da Arca, você teria lembrado imediatamente de adorar a Deus?
Será que isso vale à pena? Claro que não! Por isso, quem tem ouvidos ouça o que Cristo diz às igrejas, porque hoje vivemos os dias proféticos anunciados por Jesus (Mt 24:37-39). Eis diante de nós o grande exemplo de Noé e das palavras do Senhor Jesus com uma severa advertência. Ser fiel a Deus de modo integral.

Continua...

2.2 Noé executa diligentemente as ordens de Deus

O propósito divino era fazer com que o dilúvio fosse, tanto destrutivo como construtivo, pois, através do dilúvio Deus estaria destruindo aquela geração e estabelecendo um novo começo para a humanidade. Três coisas novas acontecem:

1º Uma nova geração: Tendo em vista que aquela geração ímpia pereceu nas águas do dilúvio, a raça humana começa a multiplicar-se, através de Noé e de seus filhos. De certo modo, Noé tornou-se o segundo pai da raça humana (Gn 9.18,19);
2º Um novo estilo de vida: Ao sair da arca, Deus abençoou Noé e sua família e lhes deu orientações sobre o modo de vida que eles deveriam ter, apartir de então (Gn 9.1-8);
3º Um novo pacto: Deus estabelece um pacto com Noé, e lhe promete que nunca mais haveria dilúvio para destruir a terra (Gn 9.11). Um arco, então, foi colocado nas nuvens, como sinal daquele pacto (Gn 9.13,17).

A história de Noé nos leva a refletir sobre o nosso viver de maneira íntegra, em meio a uma geração má e perversa. Noé não se deixou ser levado pelas práticas pecaminosas de sua geração. Por isso, achou graça diante de Deus e foi poupado, juntamente com sua família daquela inundação.

Noé, um homem justo e incorruptível – personagembiblico.blogspot.com.br

A esposa de Noé deve ter ficado espantada ao ouvir que Deus o mandou construir um barco para salvar quem cresse na Palava de Deus, já que a Humanidade em massa continuou pecando. Ele e sua sua família lá dentro estariam a salvo! Certamente isso não era os planos dela, mas obedeceu ao que seu esposo determinou.
Muitas vezes, temos de nos colocar (nossos planos) de lado, ou até nossos sentimentos. Obedecer é importante, já que tanto nosso Deus, como pais e líderes, desejam o melhor para nós.
Deus sabia que Noé o amava. Noé obedecia a Deus e ele iria fazer tudo o que Deus quisesse.
Todas as normas, materiais, medidas e orientações de como deveria ser o barco lhe foram passados. Demorou muito para ficar pronto: mais motivos para as pessoas ficarem indesculpáveis (tiveram muito tempo para refletir). Após da entrada miraculosa dos animais, ele mesmo proprio entrou no barco com sua família. Começou a chover sem parar e continuou chovendo muitos e muitos dias. Tudo foi coberto (casas e árvores, os montes e as pessoas) e desapareceu nas águas... Mas todos estavam seguros dentro do barco. Deus cuidou da família de Noé porque ele obedeceu.


2.3 Noé, o pregoeiro da justiça

Noé obedeceu a Deus, vivendo no meio de uma geração corrompida e violenta.  Ele não encontrou eco, nem par na sua obediência.  Deus olhou para a humanidade e só achou Noé.  Daquela geração (Gn. 6:5), sabemos a grande maldade: que seus pensamentos eram malignos; bebiam, comiam, casavam-se e se davam em casamento, sem discernir o juízo que sobreviria (Mt. 24:37-42).  Noé, porém, andava com Deus (Gn. 6:9) e obedeceu a ordem de Deus de construir a arca.  A construção da arca demorou 120 anos.  Não foram 120 dias, mas 120 anos.  Ele perseverou em obedecer.  Enfrentou zombarias e deboches, mas continuou obedecendo.  Durante todo este tempo, ele foi pregoeiro da Justiça (II Pe. 2:5).  Sua vida e a arca eram o “outdoor” da justiça de Deus na terra.  Todavia, aquela geração continuou comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento,  e desobedecendo a Deus.   Noé, por sua vez, obedecendo.

Noé: Exemplo de obediência – Eber Jamil

A pregação de Noé era tríplice: ele pregava por meio de seu estilo de vida (era justo e íntegro), por meio da construção da arca (levava Deus a sério) e por meio da palavra (não se calava). Nas duas primeiras vias, a pregação de Noé era captada visualmente; na terceira, era captada audivelmente. Quando se tratava das coisas de Deus, os contemporâneos de Noé tinham olhos, mas não enxergavam; tinham ouvidos, mas não ouviam. É por isso que a Epístola aos Hebreus afirma categoricamente que, “por meio da fé, ele [Noé] condenou o mundo” (11.7). Simon Kistemaker lembra que “a construção de uma embarcação em terra seca ofereceu muitas oportunidades de se pregar a justiça aos habitantes perversos do mundo”, mas ninguém deu ouvidos ao “arauto da justiça”. Curiosamente, centenas de anos mais tarde, outro pregoeiro da justiça foi enviado por Deus a uma grande cidade cuja maldade havia subido à sua presença, para convencer seus habitantes do pecado, da justiça e do juízo iminente. E o resultado foi totalmente diferente daquele da pregação de Noé: “Os ninivitas creram em Deus. [...] E todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco” (Jn 3.5)!

A Terra está Cheia de Violência – www.ultimato.com.br

Deus menciona alguns poucos homens nominalmente a título de currículo e feitos e para dar pareceres sobre o que fará ou não. Noé é um destes mencionados por Deus: como um entre três justos - Jó e Daniel são os outros dois (Ez 14:13-20). Lemos em II Pedro 2:5 que Noé foi “pregador da justiça”.
Todos eles, pela sua justiça somente salvariam sua própria vida dos quatro maus juízos de Deus: a Espada, a Fome, as bestas-feras e a Peste. Notemos que a ninguém mais (nem familiares, amigos ou seus próprios filhos). Lembram de Abraão suplicando em favor das cidades impenitentes? Como ele sabia que não havia nem cinquenta, nem trinta e nem mesmo dez justos, parou de clamar (Gn ).
Explique ao seus alunos(as) que assim como a Arca livrou a família de Noé e as criaturas que nela estavam, da mesma forma , a morte de Cristo irá libertar a Criação da escravidão do Pecado (Rm 8:18-23).



3. Noé e o valor da salvação alcançada por ele

A Arca é uma imagem luminosa de nossa salvação em Cristo (I Pe 3:18-22). Jesus falou que muitos estariam desatentos para esse evento, e que Ele viria de forma inesperada, como um ladrão. Noé já estava na arca quando veio o Dilúvio, e nós onde estaremos? Será que sabemos o valor desse dia?

Todos entendem que Noé tipificava a Jesus Cristo, isto é, era a figura de Jesus, baseados em Mt. 24:37. Quando Jesus disse: “E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do filho do homem”, a figura não casa, pois o salvador Noé se salvou e toda a humanidade morreu, e no caso de Jesus, metade dos condenados serão salvos. “Estando dois no campo, será levado um, e deixado outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma e deixada outra” (Mt. 24:40-41).
Comparemos, portanto, os dois acontecimentos, para saber com clareza se Noé foi figura de Jesus, ou de outro personagem bíblico.
Noé pregou a justiça da condenação, enquanto Jesus se fez condenar em lugar dos condenados. A respeito de Noé; Pedro declarou: “Jeová não perdoou o mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios” (II Pd. 2:5). Sobre o sacrifício de Cristo, Paulo disse: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co. 5:21). Este texto está explicando que Jesus assumiu os pecados dos homens, e em lugar deles morreu, para os tornar justos diante de Deus. A justiça de Noé não é figura da justiça de Cristo, pois são opostas.

Noé – Pastor Olavo S. Pereira


3.1 O valor do livramento

É tremendo observar o contexto dessas histórias e trazê-las para perto de nós, sabendo que o mesmo Deus que conduziu o homem desde a sua criação é o mesmo que cuida de mim, de você, de todos nós. E a cada um, em particular. No meio da multidão, Deus está atento as batidas do nosso coração.
Ele nos individualiza, como se fossemos únicos para Ele. Na história lida, diz a Palavra, que Deus achou graça em Noé (Gn 6:8-9). Isso se referindo a ele como alguém que o adorava, que seguia os seus mandamentos. Deus deu um grande livramento a Noé e à sua família porque ele era obediente à Sua Palavra.
Deus cuida daqueles que o buscam, jamais desiste de quem o ama e o adora (Is 54:10). A aliança que o Senhor quer hoje com as famílias é um pacto de fidelidade, de obediência e retidão. Se nós caminharmos na Sua presença, mesmo que haja tempestades em nossas vidas, podemos ter a certeza de que estaremos seguros, porque Ele é conosco.

Noé - Um pacto de aliança com a família – cursobiblicoinfantil.blogspot.com.br

De onde surgiu a idéia de construir um altar? Em quem Noé se inspirou? Qual foi seu estímulo?
Na verdade, partiu dele a iniciativa de construir um lugar onde pudesse apresentar um sacrifício de honra a Deus. Era sua manifestação de amor em retribuição ao grande livramento. Noé era justo e integro entre o povo de sua época e tinha comunhão com Deus; um homem de caráter aprovado. O seu sacrifício foi um aroma tão agradável para Deus, que o SENHOR estabeleceu um decreto irrevogável para o benefício de toda a humanidade! “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem...” (Gn 8.21)
A iniciativa de adoração que Noé teve após o Dilúvio estabeleceu um princípio que se perpetuou pelas gerações. Abraão, Jacó, Moisés voluntariamente levantaram altares de adoração a Deus, sacrificando suas ofertas ao Senhor. Somente depois que o povo de Israel foi liberto do Egito é que Deus estabeleceu a primeira lei sobre o altar (Ex 20.22-26).

Não precisamos esperar estímulos externos para adorar a Deus; a adoração já está em nós. Precisamos ter iniciativa de adoração! Saber agir de maneira que cada ato de nossa vida manifeste adoração, e que de nossos lábios flua um louvor espontâneo ao Senhor.

Edificando um Altar a Deus – Davi e Patrícia Fenner 

Devemos correr enquanto é tempo para que não nos suceda o que aconteceu com a geração de Noé. Quando deram por si, a porta já havia se fechado, e de igualmente modo, as virgens néscias também ficaram de fora (Lc 21:18).


3.2 O valor da cura

Para fazer tudo novo, não é necessário eliminar completamente o velho. Tome como referência o homem velho na hora de regeneração. O homem velho não é destituído, eliminado, mesmo que “tudo se fez novo” (II Co 5:17, “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”) Deus cria o homem novo e o velho homem é suplantado, feito submisso à nova natureza. Também pense nos que perecem no lago de fogo. Perecem, mas permanecem. Não serão eliminados mas castigados numa condenação eterna. Podemos considerar a destruição da terra pela água no dilúvio. Deus disse a Noé: “... porque a terra está cheia de violência; eis que os desfarei com a terra.” Gn 6:13; 7:4 (Am 9:5). Todavia, sendo desfeita não foi eliminada completamente. Se uma vez aconteceu assim será que o novo céu e a nova terra são ‘novos’ da mesma maneira?
Mesmo que os céus e a terra não serão eliminados ou reduzidos a nada, serão purgados, ou seja, serão desfeitos e limpos pelo fogo (II Pe 3:7, 10-12). O importante é entender que todas as obras pecaminosas do homem na terra serão eliminadas pelo fogo purificador de Deus. O resultado é um novo céu e uma nova terra, sem nenhum mar. Que lugar será! A terra será sem nenhum resquício da maldição do pecado e sem o abominável sangue do homem inocente que foi derramada nela. Purificada, cristalina, tudo novo!

O Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém – Calvin Gardner

O Pecado traz consequências naturais e castigos divinos. Foi assim na época de Noé. A depravação humana provocou a Ira Divina que se derramou como água sobre a Terra. Foi uma crise de grandes proporções causada pelo Pecado, mas realizada por Deus.
Noé foi avisado, mas o que ele poderia fazer? Orar para que o Dilúvio fosse cancelado? Expulsar os demônios das tempestades? Não era o caso. Há tempo de orar, tempo de expulsar o mal, mas precisamos reconhecer que algumas crises são determinadas por Deus e só terminam quando seu propósito estiver concluído. O Dilúvio seria um meio necessário para a purificação da Terra. Crises podem ser purificadoras. Podemos ser melhores depois que elas passarem. É o que acontece nos processos de limpeza, reforma e restauração.
Noé não poderia impedir o Dilúvio, mas preparar-se. Sendo um servo de Deus, seu modo de vida era uma preparação constante para tudo o que o futuro lhe trouxesse. Ele vivia sintonizado com o céu. Noé andava com Deus (Gn 6:9). Então, o mal não lhe surpreenderia. Noé ouviu a perfeita previsão do tempo: “Vai chover, e muito”. Quem não estava ligado em Deus, seria candidato à destruição.
O Dilúvio veio para destruir os pecadores e Noé era um deles. Por que então ele escapou? Por causa de sua fé e obediência, pelas quais alcançou a graça e a misericórdia de Deus.
Temos nessa história três elementos importantes: saber, crer e obedecer. Noé sabia que o Dilúvio viria. É possível que milhares de pessoas também tenham tomado conhecimento. Entretanto, Noé cria, enquanto muitos eram incrédulos. A Fé, porém, não é um fim em si mesma. Crer sem obedecer é como receber uma prescrição médica, acreditar nela, mas não cumpri-la. Não terá valor algum. Noé obedeceu a Deus ao construir a arca. Seria uma realização difícil. Geralmente, estamos dispostos a fazer apenas o que é fácil.

O Dilúvio – Anísio Renato de Andrade


3.3 O valor eterno

Enquanto alguns fixam sua atenção no pecado e na devastação do Dilúvio, outros tentam encontrar seu significado concentrando-se nos mecanismos da inundação. Embora esteja certo de que aqui existe muita coisa interessante para as mentes científicas, deixe me simplesmente preveni-los de que, muitas coisas propostas em nome da Ciência, são apenas teoria e especulação. Não desejo de forma alguma desacreditar ou desencorajar tais esforços. Só desejo dizer que não ousamos construir nossas vidas sobre eles, e ressaltar que este tipo de abordagem não enfoca o propósito principal do relato do Dilúvio em Gênesis.
Os versos 9 a 12 do capítulo 6 e os últimos versos do capítulo 8 são os mais importantes desta passagem, porque eles ressaltam as razões para o Dilúvio e o propósito fundamental de Deus para a História. Por esta razão dedicaremos a maior parte de nossa atenção aos primeiros e aos últimos versos concernentes ao Dilúvio e às passagens do Novo Testamento que tratam desse mesmo assunto.
Enquanto que a intenção do Dilúvio foi a destruição da Raça Humana, a Arca foi designada para salvar Noé e sua família e assegurar o cumprimento do Propósito Divino para a Criação e da promessa de salvação de Gênesis 3:15. A chave para o nosso entendimento do acontecimento está na compreensão do contraste entre Noé e seus contemporâneos.
As inclinações perversas do Homem estão pairando no Inferno Flamejante por causa da sugestão ou crença de que, ainda que Deus exista, Ele não se preocupa com o Pecado nem intervém na História Humana para tratar dele. Esse tipo de pensamento é fatal.
Deus não ocultou Seus propósitos de Noé. Ele revelou a ele sua decisão de destruir a perversa civilização daquela época e ainda assim preservar Noé e o descendente através do qual a promessa de salvação seria concretizada. Foi revelado a Noé que esta destruição aconteceria através de um dilúvio, e que a salvação para ele e sua família seria por meio de uma arca.
Ainda que não fosse necessário para nós o registro de todas as instruções para a construção da Arca, devemos notar que os detalhes dados são específicos, mesmo no que se refere à coleta de alimento. A Arca era um barco inacreditável, 450 pés de comprimento, 75 pés de largura, e 45 pés de altura (6:15). Serviria para salvar tanto o Homem quanto os animais.

O Dilúvio – Robert L. (Bob)Deffinbaugh 

Como o Mundo foi criado? Foi uma grande explosão chamada de Big Ben que gerou todos os planetas e a Terra? Como o Homem foi criado? Seria ele uma evolução do Macaco?
Não. De maneira nenhuma. Deus criou os Céus e a Terra. Criou as estrelas, o Ar, as plantas, os animais e finalmente criou o Homem. Tudo foi criado pela palavra de Deus e para o propósito de Deus.
No livro do Gênesis encontramos toda a história da Criação, portanto, se você ainda crê que o Homem veio do Macaco e que a espécie humana é fruto da Evolução, leia o livro do Gênesis e veja a maravilhosa obra de Deus.
Logo depois do primeiro pecado de Adão e Eva as pessoas não pararam de pecar. O Homem que fora criado para servir a Deus tornou-se contra Deus, cometendo todo tipo de pecado. Então Deus resolveu mandar o Dilúvio. No livro do Gênesis encontramos esta história onde os homens comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento. Então veio o Dilúvio e acabou com todos.
Mas o Dilúvio não resolveu o problema do Pecado. Depois do Dilúvio o homem continuou a pecar, afinal, a Natureza Humana já estava corrompida pelo Pecado. Então Deus intervém novamente, desta vez prometendo um Salvador.
Deus escolheu um homem chamado Abraão e disse a ele que ele seria pai de uma grande nação e que da sua descendência nasceria o Salvador (Jesus Cristo). Ele venceria o Pecado e através dele o Homem voltaria a ter a comunhão com Deus, comunhão esta que o Pecado havia tirado.

Gênesis: A Criação do Mundo, o Dilúvio e a Promessa de Deus – www.evangelizacao.blog.br

Quando as trombetas anunciarem a vinda gloriosa do Senhor para sua igreja, somente os salvos ouvirão. Não haverá mais tempo para se aprontar, e esse dia será de grandes surpresas. Devemos vigiar enquanto é dia, pois a noite virá e não haverá mais tempo para o arrependimento (Mt 24:42).



Conclusão

O Dilúvio foi o antídoto para curar a perversão da Humanidade; Durante cento e vinte anos ele trabalhou para garantir a salvação da Raça Humana, representada apenas por oito pessoas. Noé foi o milagre de Deus para aqueles últimos dias. Deus quer que façamos o mesmo em nosso tempo.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 02
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os milagres na Bíblia ser interpretados literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
Deus Justo e Restaurador (link)
A Terra está Cheia de Violência (link)
A Vinda do Senhor está às Portas (link)
Noé (link)
De Noé a Abraão (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Noé - Oito Sobreviveram (link)
Coloque Deus na sua Arca (link)
Escolhendo Obedecer (link)
Noé - O Pregoeiro da Justiça (link)

Dilúvio de Noé: Só não acredita quem não quer (link)

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