segunda-feira, 13 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - O Milagre do Maná, o Suprimento Divino

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 12 de outubro de 2014
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” Jo 6:32

Em todas as ocasiões Jesus confirmou com fé indubitável a história de Deus na Escritura Sagrada. Para ele Moisés foi, como Abraão, um personagem honorável com incumbência divina. Ele não visa diminuir a “Moisés” com sua afirmativa. Contudo, precisa dirigir o olhar dos galileus dos instrumentos humanos, aos quais glorificam de forma errada, para Aquele a quem unicamente cabe a honra. Afinal, não foi Moisés pessoalmente que lhes deu o maná. O maná era dádiva de Deus. E acontece que Israel, que o ser humano ainda precisa de um pão bem diferente, que transcende em muito o maná. Ele é o pão “verdadeiro”, i. é, o “pão do céu” essencial e real. Esse não é dado por Moisés, ele é dado apenas pelo Pai de Jesus, que o dá em Jesus, o Filho.

Comentário Esperança – Werner de Boor

Verdade Aplicada

Jesus é o alimento essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar, e Sua salvação nos confere dois grandes privilégios: vida no presente, e no futuro.

Objetivos da Lição

Oferecer aos alunos uma dimensão espiritual do milagre do maná;
Demonstrar os principais ensinos que esse milagre nos revela;
Comentar acerca da relação entre Cristo e o maná na Escritura.

Textos de Referência

Ex 16:14-18


Introdução

O Milagre do Maná no Deserto do ponto de vista humano é o maior e mais extraordinário milagre de provisão Divina. Além do escopo pessoal de saciar a fome daqueles hebreus recém saídos do Egito, em tal milagre residem verdades análogas mais profundas, com preciosas lições como veremos a seguir.

Em Êxodo 15:1-2, encontramos os filhos de Israel cantando cânticos para Deus pela grande libertação do Egito. Somente três dias depois os encontramos murmurando contra Moisés (Ex15:22-24). Esse parece ser o modelo constante para eles e sua descendência.
É apenas um mês e meio depois que eles entram no deserto de Sim, próximo ao monte Sinai, e lá os encontramos dizendo: "Quem dera tivéssemos morrido no Egito" (Êxodo16:1-3). É nesse ponto que Deus lhes dá o maná do céu e codornizes para que comam tanto quanto possam; ainda assim, os murmúrios nunca parecem cessar. Considere o testemunho sobrenatural que deve acompanhar o pão vindo do céu e codornizes sendo trazidas pelo vento; eles ainda murmuraram. Considere que conheciam a obra sobrenatural de Deus ao mover o coração do faraó para retirá-los do Egito e em conduzi-los através do Mar Vermelho, ainda assim acusam Moisés por guiá-los pelo deserto (Êxodo 16:2-3). O milagre do maná foi uma mensagem diária e semanal de Deus. Recebiam-no durante apenas 6 dias e, nos 5 primeiros, não deveriam armazená-lo, ou cheiraria mal e criaria bichos. Entretanto, no sexto dia, colheram o dobro, para ninguém abater no sábado, e a porção extra que colheram para o sábado não cheirou mal nem criou bichos. Além de reclamarem, agiram como se Moisés os tivesse conduzido para o deserto e Deus nem sabia que estavam lá. Observe Êxodo 16:6-8. Conforme se mudam, enfrentam a necessidade de água, mas buscam a Deus? Não, novamente, murmuram e acusam Moisés. 

Israel no Deserto! Parte 1 – Forrest Keener



1. A grandeza do Suprimento Divino

Quando o povo saiu do Egito não demorou muito para ter necessidade de comida e água. Isso para Moisés representou um teste de confiança na provisão de Deus, ele, porém, não vacilou em sua fé, e o milagre de provisão foi realmente grande em relação ao seu povo.

E aconteceu que no dia em que o povo chegou à terra produtiva de Jericó, pôde se alimentar do fruto da terra, então não precisava mais do Maná. Quando precisamos de uma intervenção sobrenatural, o milagre é um, quando podemos produzir, o milagre é outro. Tão divino quanto receber integralmente dos céus a nossa provisão como num milagre, é nossa capacidade e possibilidade de produzir o que precisamos, com os recursos que recebemos de Deus. Desprezar nossa capacidade, inteligência, força física e todos os recursos naturais que Deus disponibilizou é um desrespeito, e toda vez que tais elementos estão disponíveis Deus não intervém de modo sobrenatural. É preciso sacralizar o natural e não banalizar o sobrenatural.
Este também é um princípio espiritual. Deus sempre nos sustenta, algumas vezes de modo unicamente sobrenatural, que costumamos chamar de milagre, na maioria das vezes através de nosso trabalho, esforço e sabedoria em utilizarmos os recursos naturais que nos são disponibilizados.
Portanto, trabalhe, estude, melhore, produza, se esforce, alegre-se com o resultado de seu trabalho, tenha prazer em sentir-se útil no mundo, compartilhe do fruto de seu trabalho com outros e descanse, porque se o resultado de seu esforço não for natural, Deus mandará Maná.

O Milagre que não Cai do Céu – Alexandre Robles

A Provisão de Deus (com vídeo)

1.1 O significado do maná, uma figura de Cristo

Maná, o alimento provido sobrenaturalmente a Israel durante a jornada no deserto (quanto a detalhes, veja Ex 16 e Nm 11). O equivalente hebraico é dado em Ex 16:15 manhu (man-ha). As traduções são: “o que é?”; “é maná”. Nenhuma das substâncias naturais, chamada de maná deve ser identificada com o que deus proveu para Israel. (Dicionário Vine – CPAD [editado])

Mas o benefício que ele tão mal reconhecia não deixou de cair do céu, durante o tempo de sua peregrinação de 40 anos pelo deserto, Êx 16:35; Dt 8:3, 16; Ne 9:20; Sl 78:24, e somente parou no dia em que atravessaram o Jordão e se acamparam em Gilgal, quando começaram a se alimentar dos frutos de Canaã, Js 5:10-12. O maná foi uma substância criada especialmente para o povo no deserto, ou seria ele um produto natural, miraculosamente multiplicado? Há várias plantas que produzem uma substância semelhante ao maná, emanação espontânea da planta, ou resultante de uma operação realizada por um inseto. Estas planta é conhecida técnicamente por Tamarix mannifera, variedade de Tamarix gallica, que se encontra na península do Sinai, e entre uma substância amarela que passa a ser branca, quando cai sobre as pedras e que se derrete ao calor do sol. A sua produção é de seis a  dez semanas durante a metade do ano, sendo o mês de junho o de maior colheita. Alhagi maurorum e A. desertorum são duas espécies de espinhos de camelo que também fornecem uma substância parecida com o maná, e assim diversas outras plantas. Os Árabes usam os produtos da planta maná em lugar de manteiga e de mel. Atualmente a colheita anual em toda a península é menos de meia tonelada nos melhores anos. Nunca usam este maná em lugar de pão. Tomado em dose um pouco elevada, tem efeito purgativo. Mesmo que fosse abundante, seria difícil identificá-lo com o maná das Escrituras.

Dicionário Davis – John Davis

Observe isto. Em Deuteronômio, vemos que as Escrituras dizem que o homem não vive de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor. E segundo o texto, o que saía da boca do Senhor? O Maná! Agora veja, Jesus usa estas mesmas palavras ao ser tentado pelo Diabo no deserto, e o interpreta ao dizer: Nem só de pão viverá o Homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus. Ele substitui a expressão “maná” por “Palavra de Deus”, que era o significado desta figura, que não tinha a imagem exata, mas era sombra de um bem vindouro.
O Maná, portanto, é um tipo da Palavra de Deus: é o alimento que vem do Céu para o sustento do seu povo. E qual é a figura da Arca da Aliança? Ela representa a presença de Deus no meio dos homens. Veja os textos bíblicos que autenticam esta afirmação: Quando, pois, a arca partia, dizia Moisés: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. E quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel. (Nm 10.35-36). Quando a arca partia, Moisés dizia: “Levanta-te ó Deus…”, e quando ela pousava, dizia: “Volta, ó Senhor…”, porque a Arca representava a presença de Deus que estava entre os querubins, como ele mesmo dissera a Moisés. Vemos também que em Primeira Samuel 4.21-22, quando os filisteus tomaram a Arca, dizia-se em Israel: “Icabode – de Israel se foi a Glória!”
Se a Arca representava a presença de Deus no meio dos homens, então ela figura Jesus! No Novo Testamento, é Ele quem é chamado EMANUEL, que traduzido é “Deus conosco” (Mt 1.23). E dele escreveu João, o apóstolo do amor, dizendo: E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do pai. [...] Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. (João 1.14, 18.) A Arca, portanto, é figura de Cristo, a presença de Deus no meio dos homens.

O Significado do Maná – Luciano Subirá

No Santo Lugar ficavam três objetos revestidos de ouro: a mesa dos pães da proposição (25:23-30; 37:10-16), um candelabro com sete hastes (25:31-40; 37:17-24) e o altar de incenso (30:1-10; 37:25-29). Estes três objetos são associados a conceitos do NT. JESUS se refere a si mesmo como pão da vida (Jo 6:32 e 35) e luz do mundo (Jo 8:12) e sumo-sacerdote que apresenta nossa oração ao pai, nosso intercessor(Rm 8:34). Também a oração (representada pelo incenso) deve ser o modo de vida do cristão (I Ts 5:17).
O Santo dos Santos abrigava a arca da aliança que simbolizava a presença de DEUS (25: 10-22; 37:1-9) e continha as duas tábuas da lei, um pote de maná e o bordão de Arão que havia florescido (cf. Ex 16:33; Nm 17:10; tb. Hb 9:4). O maná e o bordão de Arão eram uma lembrança de como DEUS havia conduzido os israelitas e provido suas necessidades. Esses objetos serão descritos em detalhes mais adiante.

Comentário Bíblico Africano - Editora Mundo Cristão

Alguns intérpretes veem nas tábuas da Arca da Aliança que estas representavam Deus Pai, que deu a Lei aos israelitas por mão de Moisés, o medianeiro; o Maná representaria Jesus Cristo, o pão descido do Céu e a vara de Arão que floresceu seria a representação do Espírito Santo, que dá vida e revelação a tudo que o Pai projeta e o Filho executa tornando relidade.
Por quase quarenta anos, foi satisfatório e fortalecedor para a Nação alimentar-se do Maná (Jo 6:48-50). Tudo que precisamos como alimento espiritual é Jesus Cristo, o Pão Celestial enviado por Deus. Devemos nos banquetear com o pão que nunca nos deixará famintos.


Nota MDA .: Não somos acordes com a revista ao dizer (sobre o Maná) que “era redondo, símbolo da eternidade de Jesus”. Sabemos que o Senhor é eterno. Ele é o próprio Criador! Entendemos que isto nos remeteria ao fato do Senhor Jesus abranger toda a Humanidade, toda a Terra, até mesmo o Universo (por igual; esférico), mas não sobre eternidade.

1.2 A continuidade do milagre

No que se referia à geração sobrevivente, a peregrinação do deserto fora planejada como um período de exame para te provar – (v. 2b; cons. 13:3) e de instrução necessária (v. 3c). Fora uma disciplina paternal e contribuíra para suas bênçãos definitivas (v. 5 ; cons. 16c).
E te sustentou com o Maná. O significado da humilhação de Israel, por Deus (v. 2), é ilustrado pela referência à sua extraordinária provisão de cada necessidade durante os quarenta anos (vs. 3:4; cons. 29: 5,6), particularmente enviando o Maná (veja Ex. 16, esp. v.4). A humilhação consistiu da privação e então da provisão do "o que é isto?", o desconhecido, o sobrenatural pão do céu, que compeliu o povo a reconhecer sua dependência de Deus (cons. Dt. 8:16a,b).
A moderna exegese naturalista identifica o maná bíblico com excreções de cochonilhas semelhantes ao mel encontradas em moitas de tamargueiras na região do Sinai. Seja qual for o papel explícito que foi ou não foi representado por essas excreções, o pão do céu era, nada mais nada menos que um produto claramente miraculoso em sua natureza e maneira de provisão. Mais ainda, uma simples mudança de um gênero de alimento normal e apetitoso para outro, por mais exótico que fosse, jamais teria humilhado Israel nem lhe teria ensinado a verdade que o maná ensinou: não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem.

Comentário Moody – Ed. Batista Regular

Ver milagres acontecerem não é tudo. Aquela geração que saiu do Egito certamente foi a geração que mais viu a manifestação de milagres em todos os tempos. Viram os sinais e pragas sobre o Egito. Viram o Mar Vermelho se abrir diante deles, e depois afogar os egípcios que os perseguiam. Foram guiados quarenta anos por uma coluna de nuvem de dia e por uma coluna de fogo de noite. Viram água sair da rocha.
Comeram o maná, o pão do céu, por quarenta anos. Todos os dias quando se levantavam, Deus estava com eles. Suas vestes não se envelheceram, nem tampouco as suas sandálias. Foram guardados e curados de enfermidades. Viram Deus enviar uma "chuva" de codornizes quando queriam comer carne. Viram a terra engolir os rebeldes que se levantaram contra Moisés. Viram o Monte Sinai tremer e fumegar por causa da glória de Deus ali manifestada. Viram a vara de Arão florescer.
Esta geração viu TANTO da parte de Deus! Nunca antes e nem depois uma geração viu o Senhor fazer tantas coisas, mas isto não é tudo. É preciso corresponder com Deus e sua vontade, e trilhar seus caminhos.

A Outra Face do Milagre – Luciano Subirá

Esta provisão divina durou 40 anos. Atendia as necessidades diárias e cessou um dia depois de o povo comer do fruto de Canaã-a terra de leite e mel (Js 5: 10-12). Vemos uma continuidade totalmente recionada. Contínua, mas racionada. Tanto que, uma vez que a necessidade dele findou, de repente deixou de cair. O Criador nunca desperdiça seu poder! De idêntico modo, Cristo é o Maná Celestial. Nós, seu povo, nos alimentaremos até chegarmos ao nosso descanso prometido (Mt 28:19 ).
            Examinando os relatos durante a jornada no Deserto, vemos que havia outros tipos de alimentos disponíveis, ao menos para sacrifícios, é fato inegável. Carne de gados e de aves (Lv 1:1-17; 17:3; 24:5), Pães, Farinha de Trigo e Azeite (Lv 2:1; 24:2, 5), Mel, Sal e Fermento (Lv 2:5, 11 e 13). Possuiam dinheiro (talvez Prata e Ouro) para comprar comida – seriam outros alimentos variados? (Dt 2:6; Js 1:11).


1.3 A quantidade do milagre

Não estou de forma alguma desmerecendo os feitos, pois falar contra eles é falar contra o Deus que os fez. Creio nos milagres e precisamos deles mais do que nunca. Mas a presença deles em nossas igrejas não deve nos roubar da progressão natural que Deus espera: que após experimentarmos os seus feitos, andemos em seus caminhos. Ver milagres não justifica deixar de lado os caminhos do Senhor.
Deus faz. Ele opera milagres, faz maravilhas, atende orações, age poderosamente em favor dos homens. Mas porque Ele faz? Qual é o propósito dos seus feitos? O propósito dos feitos de Deus é revelar o caminho. Deus nos atrai mediante seus feitos, e quando chegamos a Ele, nos mostra o seu caminho. Os feitos divinos não apenas atraem aqueles que foram diretamente tocados, mas servem para apontar o caminho a outros também.

A Outra Face do Milagre – Luciano Subirá

Queremos dar outro enfoque ao tema quantidade vinculando ao anterior, continuidade: Deus não os empanturrou de comida, mas dava-lhes o suficiente diário conforme ao comer de cada um. Ao cessar com o Maná (ao comerem do fruto da Terra de Canaã), o Senhor estava desenvolvendo o potencial humano de seu povo. Veja:

A Bíblia enfatiza a oportunidade, ao contrário do assistencialismo. O socorro é reservado àqueles que se encontram numa situação em que, absolutamente, não possuem forma alguma de prover para eles mesmos e até morreriam se não recebessem auxílio. Israel estava certamente nessas condições no deserto - e Deus proveu para os israelitas. No entanto, é interessante observar que, no dia em que pisaram a terra prometida, o auxílio cessou. No dia em que tiveram condições de suprir suas próprias necessidades, Deus encerrou o maná. Eles não tinham mais dinheiro no dia em que o maná que tinham no dia anterior foi cortado, mas agora, eles tinham a oportunidade de prover para si mesmos o sustento. A capacitação, ou o empoderamento, é um dos principais temas da Economia nas Escrituras.
Em tudo o que Deus fez com Israel, Ele estava desenvolvendo, não somente as suas circunstâncias externas, mas também, sua visão sobre eles mesmos e sobre Seu caráter. Ele queria que se tornassem autoconfíantes, não dependentes. Ele queria que eles enxergassem o que eram capazes de fazer, criar e construir. Deus estava trabalhando para o desenvolvimento de sua Economia, assim como de sua auto-imagem e caráter. A essência do discipulado é o desenvolvimento do homem interior e, quer Deus esteja desenvolvendo um Governo ou uma Economia, Ele estará trabalhando no desenvolvimento das pessoas, em como elas se enxergam e pensam. Isso nos leva ao próximo princípio.

Modelo Social do Antigo Testamento – Landa Cope

Alguns afirmam que o Maná teria sido o primeiro alimento racionado por medida diária. Os cálculos contantes na revista nos falam de uma multiplicação por 4. Não conseguimos compreender a origem deste valor, entretanto mesmo que o Senhor direcionasse ventos ou mesmo algum outro tipo de transporte que trouxesse algum alimento existente na terra de então, convenhamos, por si só seria espantoso devido ao número de pessoas (muita quantidade de comida/produção) e ter sido diário por quarenta anos. Não há plantação que desse tal vasão! Mesmo que fosse algum tipo de fruto nascido na terra, já seria extremamente impossível para o Homem natural ou para a Ciência.
Muito maior que a quantidade desse milagre, era a sua qualidade, ele veio do Céu, direto da mesa do Senhor (Sl 78:23-25). Como os judeus tinham acesso fácil ao Maná! Eles não tiveram de escalar uma montanha nem atravessar um rio profundo. O Maná caiu onde eles estavam (Rm 10:6-8).



2. A instrução pelo suprimento divino

O Maná foi concedido ao povo ao longo dos quarenta anos. O milagre da provisão pelo Maná era transitório e apontava para algo futuro dentro do Plano Divino, tais coisas eram carregadas de lições espirituais para o povo de Deus de todos os tempos.

A Sociologia diz que as necessidades do Homem basicamente são estas: a alimentação, a defesa contra intempéries, a luta contra perigos e inimigos, o trabalho em sociedade, descanso e diversão. E Deus vai usar a necessidade de Israel para lhe ensinar a Doutrina da Providência.
Eram cerca de 2 milhões de pessoas andando pelo deserto. Pergunta: Quanto de alimento e de água potável seriam necessários para alimentar diariamente aquela multidão? Sabemos que o povo possuía algum dinheiro, mas, no deserto, não havia supermercados, restaurantes ou qualquer outro lugar onde se pudesse comprar mantimentos.
Deus resolve então suprir a necessidade do povo de maneira miraculosa. Ele enviou pão e carne para o povo (Ex 16:4-8).

Alimentados no Deserto – Igreja Rio da Vida


2.1 Qualidade do maná

No Deserto de Sim, Deus providenciou miraculosamente o Maná. Maná significa “Que é isto?”, na língua dos hebreus. Era um alimento misterioso, nutritivo e concentrado, que seria o alimento diário do Povo de Israel, até encontrar a Terra de Canaã. Foram fornecidas codornizes em abundância, quando os israelitas desejaram comer carne, como comiam no Egito.

História da Fé e da Adoração, “Tendas, Templos, e Palácios”, Rick Howard

Como era este pão do céu? Não era exatamente um pão prontinho, era o material do qual eles preparariam os bolos, que era o pão da época. Maná significa deleite, prazer e o que acontecia era o seguinte, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branca e descrita como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas.
Os hebreus moíam, coziam, e assavam, transformando aquelas sementes doces em bolos. Dizem que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite. Esta descrição passou de geração em geração no meio dos filhos de Israel.
Pois bem. Moisés e Arão não ficaram nada contentes com os seus compatriotas, afinal, eles eram apenas instrumentos de Deus e os hebreus agiam como se tivessem feito um favor para Deus, quando concordaram em sair do Egito, só pode. Os escravos eram eles, quem precisava de libertação eram eles, mas a dureza de seus corações impediu que fossem gratos ao Senhor, ao contrário, tudo era motivo para lamentar as “delícias” do Egito. É por isso que ficaram quarenta anos no deserto.

O Maná do Deserto –  sombradoonipotente.blogspot.com.br

Na revista lemos que o único alimento disponível era o Maná, mas isto não é fato incontestável (vide 1.2). Entretanto, nada podemos dizer contra a qualidade tanto do milagre, nem sobre as propriedades do Maná. A bem da verdade, como é que poderíamos aferir algo sobrenatural: Fraco, médio, excelente? Alimento calórico, danoso ou transgênico?Mesmo não podendoafirmar que era a única comida, supomos ter sido a mais consumida e por mais tempo. Logo, se fosse algo fraco ou incompleto teria dizimado o povo. Usando de uma comparação, se o Maná prefigurava Cristo (veremos no item 3), não poderia nunca ser de qualidade comum, se não sobre-excelente (Jo 6:49-51; Ap 2:17).
De nossos dias (com 24 horas), gastamos boa parte dormindo. Alguns gastam 1/3 (8h). Em transportes, procurando vaga para estacionar, em filas, lendo mensagens eletrônicas ou a correspondência, ouvindo discursos, criando desculpas, papeando, mercadejando. Quando estamos realmente fazendo algo, várias vezes sai tudo errado!
Acostumados que estamos aos dejetos, mesmo se recebermos algo que é 100% puro ouro, tentaremos separá-lo, vendo alguma provável impureza para jogar fora. Investigamos falhas na alma de um ente querido, por agendas ocultas nas amizades mais bonitas, pelo "outro lado" na mais íntegra das causas. Muitos julgam a bondade em si como boa demais para ser de verdade. Com tais mentalidades e formas de agir é normal desconfiar da qualidade do Maná. Até o povo de Deus o desprezou (Nm 21:5).
O milagre do Maná nos ensina a como depender de maneira única e exclusiva do Senhor. No deserto eles tinham pão, mas não havia mistura. Deveriam contentar-se e adequar-se aquele novo sistema de vida, crendo que o mesmo Deus que os libertou, também cuidava deles e sabia o que precisavam dando-lhes apenas o necessário e não o desejado.


2.2 Disciplina espiritual

O Deserto é o lugar onde Deus leva seus filhos para os ensinar. Deserto é escola de Deus. É necessário que reconheçamos a providência de Deus em nossas vidas e saibamos quem ele é. Seus atributos. ou suas perfeições nos levam a adorá-lo e serví-lo. Seus planos para nós são perfeitos e seus propósitos eternos são para nos fazer bem e glorificar Seu nome.
É necessário que entendamos que somente Deus sabe o que é melhor para nós. Ainda que isto signifique ter que nos repreender ou nos enviar para o deserto, a fim de nos humilhar e provar, para que nos voltemos para ele e assim tenhamos plenitude de alegria nele.
Deus tem o melhor para você. Porém, não na sua perspectiva limitada e temporal, mas sob a perspectiva eterna visando o bem da sua alma. Confie nele, pois é perfeito em todos os seus atributos.

Alimento Diário: O Deserto e a Providência Divina – Dani Simoncelos

O povo estava não só distante do Egito, como muito mais distante do momento glorioso que o Senhor prepara. Estavam livres, guiados por Deus e rumo a um novo lar. Entretanto, seus corações, mentes e estômagos estavam enrraizados ao cativeiro. Estavam ainda cheios dos costumes antigos e não faziam a menor questão de esconder isto (Nm 11:4-6). Neste texto vemos queixas do povo sobre os atos Deus (como que dizendo: “os tempos passados no Egito eram melhores”). Chegaram até a reclamar sobre não terem sepulturas e que preferiam servir como escravos! (Ex 14:11 e 12).
Os israelitas precisavam atender as instruções de Deus. A cada manhã haveria maná suficiente para o dia inteiro; crendo, teriam o que comer. Moisés disse que no dia sexto (o equivalente à nossa sexta-feira) colhessem maná para dois dias, (Deus não enviaria maná nos sábados). Muitos não obedeceram, pois vendo que todas as outras noites o maná que sobrava se estragava, elas concluiram que ele também se estragaria na ‘sexta’ à noite.
Porém, na noite do sexto dia não se estragou e no sábado caiu sobre a terra. Quem não colheu maná suficiente para dois dias, passauo o sábado com fome!
Após a primeira semana, todos tiveram que obedecer às instruções de Deus. Se colhessem a cada manhã o suficiente, teriam o que comer o dia inteiro.
Na véspera do sábado, tinham de colher duas vezes mais. Ao seguirem as orientações de Deus teriam alimento fresco todos os dias. Deus supriu todas as necessidades deles. Deu-lhes abundância de alimento para comer no deserto.  E Deus também supre todas as nossas necessidades.


2.3 É necessário curvar-se

Se o meu povo ... se humilhar ... e se converter dos seus maus caminhos, então eu ... sararei a sua terra. Este grande versículo, o mais conhecido de todo o livro das Crônicas, expressa mais do que qualquer outra passagem das Escrituras, as exigências divinas para uma bênção nacional, quer na terra de Salomão, na de Esdras, ou em nossa própria. Aqueles que crêem devem abandonar seus pecados, abandonar a vida que se centraliza no ego e submeter-se à Palavra e vontade de Deus. Então, e somente então, os céus enviarão o reavivamento.

Comentário Moody – Ed. Batista Regular

Há uma humilhação preparatória que acontece antes de uma transformação salvífica, que não deve ser desprezada, visto que nos aproxima de Deus, mas que, contudo, não consiste numa total submissão a Ele.
Esta humilhação preparatória, a qual muitos vêem fenecer, consiste principalmente nas seguintes coisas: em primeiro lugar, ela reside principalmente no temor de ser condenado - este temor se assemelha mais à sensação de medo. Consiste também em uma certa apreensão da grandeza dos nossos pecados, da ira de Deus que ameaça cair sobre nossas cabeças, e do perigo em que nos encontramos de sermos condenados para sempre. Ela consiste ainda em certa compreensão da loucura da qual somos culpados ao pecar, e de algum arrependimento por ter um dia cometido tais coisas, e algum remorso de consciência por isto. A isto pode se unir um certo sentimento de tristeza, sendo este expresso através de gemidos e lágrimas. Isso tudo pode ser acompanhado com confissões de pecado a Deus e a homens, lamentações por nossa miséria; em alguns, isto precede o próprio desespero. E, finalmente, isto pode levar a uma indignação contra nós mesmos, e à adoção de uma atitude de severa vingança sobre nós mesmos; sim, mais do que Deus levaria o homem a adotar; como Judas fez em se autodestruir. Este desespero e auto-execução não são parte da humilhação preparatória, mas o excesso, o seu erro, e a entrada do Inferno.

Quebrabtamento, Espírito de humilhação – Richard Baxter

Destaque para seus alunos que essa é uma clara mensagem para todos nós. Que embora não estejamos no deserto, assim como eles deveriam confiar que teriam a provisão e o cuidado alimentar de Deus a cada dia, devemos confiar que Deus cuidará, a cada dia, de todos nós! Mesmo quando hoje trabalhamos com nossas mãos para o nosso sustento, por trás de tudo, é ele quem nos dá saúde, nos preserva e nos sustenta.



3. Cristo, o Alimento Divino

Existe uma relação muito forte entre o maná do deserto e o Salvador do mundo. Cristo é o pão da vida, o alimento sem o qual a vida não pode continuar (Jo 10:10b). A vida é a nova relação com Deus, que só é possível graças a Jesus Cristo. Sem Ele e separados dele ninguém pode entrar nessa nova relação com Deus.

Cristo oferece muito mais que uma simples refeição, Ele nos proporciona um banquete com o que existe de melhor, Ele próprio: Jesus Cristo, o pão da vida.
Infelizmente a fome é uma dura realidade no mundo que vivemos. Há milhões de pessoas que vão para a cama com o estômago roncando de fome. Milhões de crianças disputam com os urubus, nos lixões, restos de comida. A fome é cruel; tortura e mata. 
Mais severa, do que a fome física é a fome espiritual. Mas onde encontrar o verdadeiro alimento para a alma? Jesus é o Pão da Vida! Somente Ele pode matar sua fome espiritual. Só Ele pode nos satisfazer!
Nenhuma religião, filosofia ou doutrina pode fazer isso. Nenhuma obra de caridade pode satisfazer sua alma. Só Jesus satisfaz seu coração. Lembre-se: Em Cristo, Deus oferece um banquete espiritual para você!

Eu Sou o Pão da Vida – www.videirario.com.br


3.1 Cristo, o Maná que dá a Vida

O Mestre explicava que o maná do deserto foi um alimento perecível, que sustentou apenas a vida corporal, mas as suas palavras eram o alimento incorruptível, que dá a vida eterna, o Pão da Vida.
E Jesus se declara o novo Maná, o verdadeiro Pão da Vida Descido do Céu.
O pão da vida foi um dia partido por nós. A sua carne foi rasgada na cruz do calvário em favor de muitos. Assim como no princípio, a morte entrou no mundo por se comer o fruto proibido, assim também a vida eterna é alcançada ao se comer do corpo e do sangue de Cristo.
Hoje esse pão é oferecido. O filho tem a vida em si mesmo. Quem dele comer, nunca morrerá.

Jesus o Pão da Vida Descido do Céu

A palavra "pão" vem dos termos hebraico "lechem" e grego – "artos", que significam "um composto de farinha, água e fermento, assado no forno", "alimento", "comida", "pão". Devido à sua grande utilidade, o pão era servido nas festas, nos banquetes reais, etc. Foi também um dos elementos utilizados na instituição da Ceia do Senhor, I Co 11:23-24. Seu formato era arredondado, apresentando a forma de um prato, e para ser servido, deveria ser partido com as mãos e não cortado com facas como é o nosso costume.
Ao utilizar a expressão "Eu Sou o Pão da Vida", Jesus queria que seus discípulos vissem nele a única fonte de alimento para a alma. Assim como o pão era o principal alimento material dos judeus, Jesus é único alimento espiritual para o homem. Sem Jesus, a alma perece de fome espiritual! Hoje, queremos analisar o simbolismo do pão aplicado ao Filho de Deus.

Eu Sou o Pão da Vida – José Antônio Corrêa

Vemos que há muitas pessoas buscando a Jesus com ideais, desejos e interesses totalmente terrenos. Isto é algo muitíssimo antigo. Já no Novo Testamento, quando Jesus operava sinais e maravilhas, especialmente quando realizou a multiplicação dos pães e peixes ou nas pescas milagrosas, muitos o buscavam, apenas por interesses materiais (Jo 6:14 e 15, 26 e 27). Cristo é mais do que pão! Nos desertos por onde passarmos, seguindo e segundo a vida cristã, temos que depender da Providência Divina. Creiamos sempre que ele nos sustentará de forma miraculosa.    
            Muitos cristãos em vez de começar o dia se incinando em busca do alimento espiritual, esperam que o pastor ou professor da Escola Bíblica Dominical recolha o maná para eles e os alimente. Este é o teste de nossa caminhada espiritual: eu tenho Cristo e sua palavra em alto apreço, a ponto de iniciar meu dia recolhendo o maná?


3.2 A satisfação eterna do verdadeiro maná

O Maná, um símbolo de Cristo, produzia vida apenas temporária naqueles que dele se alimentavam, v.49, "Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram". Observe a frase "... e morreram". Mesmo sendo o maná, um tipo de Cristo, não podia garantir vida permanente, vida eterna. É por esta razão que mesmo utilizando o maná como ração diária, os filhos de Israel de toda uma geração, com exceção de Calebe, Filho de Jefoné e Josué, foram enterrados no deserto, (Nm 32.11-12), Não era este alimento, diferente de outros alimentos que comemos hoje em dia para nos manter vivos!
Porém, Cristo, o maná verdadeiro dá vida ao mundo, e vida eterna, vs.32-33, "32 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". Ver ainda o v.54, "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia".
Esta é a grande diferença entre o maná no deserto e Jesus Cristo, o verdadeiro Pão dos Céus! Somente nos alimentando de Jesus, é que podemos garantir a vida eterna. Quando Jesus disse aos seus discípulos que "comessem a sua carne e bebessem o seu sangue", v.54, não estava falando em termos literais, mas sim figurativos, representativos.

Eu Sou o Pão da Vida – José Antônio Corrêa

Jesus é o Pão da Vida. Qual vida? Aquela de Deus, a vida espiritual; aquela vida eterna. Essa vida espiritual é unicamente pela fé em Cristo.
Nicodemos foi ensinado que o espiritual é pela fé em Jesus (Jo 3:3-8). Pela ignorância Nicodemos achava que o nascimento físico traria o espiritual. Jesus explicou que não era necessário o nascimento físico, mas a fé em Cristo que a Palavra de Deus pelo Espírito Santo manifesta. Este nascimento espiritual levará a Vida Eterna. O natural não produz o espiritual. O espírito traz a benção espiritual!
Também Jesus lhe ensinou que a vida eterna é pela fé nEle e para ensinar isso, usou a serpente de metal na haste. Nisso Ele afirma que o literal apontava ao espiritual, ou seja, ao Salvador Jesus Cristo levantado na cruz para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna (vs. 14-17). Seria ignorância entender que a serpente era Cristo, ou que o literal trouxesse o espiritual. A Vida Eterna está em Cristo qual foi levantado na cruz. 
A Mulher Samaritana foi ensinada que o espiritual é pela fé em Jesus (Jo. 4.10-14, 24-26). Usando a água literal para ensinar o espiritual Jesus ensinava que a água que Ele dá satisfaz o coração, ou seja, é espiritual, é vida eterna (v. 13-14). Seria ignorância entender que a água do poço era Cristo. Não a água, mas fé em Cristo é a vida eterna. 

O Maná Verdadeiro – Calvin Gardner


3.3 Jesus, o maná essencial para a vida

A Arca figura Cristo e o Maná a Palavra de Deus. E o Maná encontrava-se escondido dentro da Arca, do mesmo modo que os tesouros da Sabedoria e da Ciência – os Mistérios do Reino, a Palavra de Deus – estão escondidos em Cristo. É importante ressaltar a expressão “escondido”. O Maná não estava apenas guardado na Arca, mas escondido! A Arca não tinha janela nem vitrine; era um baú coberto pela tampa do propiciatório sobre o qual estavam os querubins. O que se colocava dentro dela não era visto por ninguém. Jesus mesmo autentica esta verdade ao dizer à Igreja de Pérgamo “ao que vencer lhe darei do maná escondido…”, sabe o que isto significa? Se alguém olhasse para a Arca não veria o Maná escondido, exceto se fizesse um exame mais cuidadoso, abrindo a Arca para examinar seu conteúdo. 
Da mesma maneira, se você tiver um contato apenas superficial com Cristo jamais descobrirá os tesouros da Sabedoria e da Ciência! Jamais poderá conhecer os Mistérios do Reino! Do mesmo modo como ao se examinar a Arca de maneira superficial não se encontrava o Maná, assim também, um contato distante com Cristo jamais lhe revelará os tesouros escondidos! E, infelizmente, esta é a realidade da maioria dos cristãos que, servindo a Jesus por anos e anos, jamais chegam a experimentar do maná escondido. 

O Significado do Maná – Luciano Subirá

A primeira preocupação dos filhos de Israel logo ao saírem do Egito, foi saber o que haveriam de comer no deserto, e é impressionante como a memória deles era curta, pois Israel havia visto o poder de Deus através das dez pragas; viram também como Deus tocou no coração do povo do Egito para que desse tudo o que os israelitas pedissem, e o povo saiu do Egito carregado de bens e tesouros. Uma observação atenta da maneira como Deus tirou Israel do Egito, mostra que tudo o que seria necessário já estava preparado por Deus, mas também que Ele não revelou seus planos de imediato, mas foi revelando seu poder e seus planos à medida que as providências iam sendo necessárias. Cada praga veio ao tempo exato e na sua ordem; o maná veio no tempo certo e não antes; o Mar Vermelho se abriu no momento exato em que foi necessário, e nem um minuto antes; a água saiu da rocha no momento exato em que o povo precisava dela. Cada providência de Deus veio na hora exata em que o povo tinha a necessidade, e de forma alguma o povo ficou desamparado. 

O Sustento de Deus e as Novidades da Terra (2) – Otoniel M. Garcia

O sustento enviado por Deus durante os quarenta anos, cessou quando Israel atingiu a terra prometida (Js 5:10-12). Durante todo este espaço de tempo colheu e comeu das novidades da terra. A provisão de Deus nos acompanhará até entrarmos na Glória (Fp 4:19). Naquele mesmo dia comeremos das novidades da Terra Prometida (Ap 21:3 e 4)
Nós comeremos das novidades da Terra Celestial. O fruto da terra que Israel comeu já era conhecido pelos povos de Canaã. Já o que nós havemos de comer, nenhum homem jamais experimentou! Sabemos que não há nada na presente vida que se possa comparar com as novidades da terra que encontraremos na Eternidade junto de Deus.
Professor(a) você pode usar o Hino 328 de Harpa Cristã como ilustração para concluir a lição.



Conclusão

O grande privilégio de servir a Cristo é que Ele oferece: primeiro, uma nova satisfação em vida. Onde o coração humano se harmoniza e a vida deixa de ser uma mera existência tornando-se algo que é motivo de excitação e de paz. Segundo, Ele nos garante estarmos seguros até além da vida. Ou seja, Ele nos oferece vida no tempo presente, e vida na eternidade.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 03
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os milagres na Bíblia ser interpretados literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
O Significado do Maná (link)
Alimento Diário: O Deserto e a Providência Divina (link)
Deserto, a Escola Divina do Aperfeiçoamento (link)
Tendas, Templos, e Palácios (link)
Modelo Social do Antigo Testamento – Landa Cope – Ed. Jocum Brasil
Submissão à Disciplina de Deus (link)
Êxodo 16, “Um Guia De Estudo Para O Livro De Êxodo” (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Projeto Maná (vídeo)
Maná, O Pão do Céu (vídeo)
O Tabernáculo (link)
Chorando pelas Cebolas (link)
A Incredulidade do Povo (link)
A Provisão de Deus Através do Maná (link)
Lições de Êxodo 16 a 20. (1ª parte)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho