terça-feira, 4 de novembro de 2014

EBD Editora Betel - Elias e a Batalha dos Deuses

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 09 de novembro de 2014
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Texto Áureo

“Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?” Jr 32:27

Nada é Impossível para Deus, nenhuma montanha é alta demais para Ele escalar, ultrapassar porque Ele é Deus. Quando não podemos ver nada, Ele pode e nos mostrará o caminho lançando luz sobre as nossas veredas porque Ele é Deus. Quando o caminho é tortuoso, Ele pode endireitar e torná-la vereda de justiça por amor do seu nome porque ele é Deus. Por mais que ousadamente pensemos sobre a grandeza de Deus, Ele ainda é e sempre será muito maior por mais que o peçamos, por maior que seja a nossa aflição. Ele pode fazer muito e muito mais do que imaginamos que possa (Ef 3:20).
Nada é Impossível para Deus porque Jesus já obteve vitória sobre todos os nossos problemas. No mundo, nesse sistema conjuntural de coisas nós temos tribulações, provações, tristezas, frustrações. Mas a Palavra do Senhor nos encoraja a termos bom ânimo, a sermos confiantes, resolutos, destemidos porque Ele já venceu por nós todas essas realidades (Jo 16:33). Neste sentido, o que nos compete é tão somente desviar nossa atenção dos nossos insignificantes problemas que nos cercam e dirigi-la Àquele que é o único Todo-poderoso e Supremo Vencedor de todas as nossas lutas e aí conservá-la.
Não há limites para aquilo que o nosso Senhor pode fazer e que fará, se tão-somente nele confiarmos com fé forte e inabalável.

Fernando Evangelista (editado) – www.profetico.com.br

Com grande delicadeza Deus insiste com Jeremias a que tenha mais fé, retomando a declaração do próprio profeta (v. 17), como se lhe perguntasse: "Jeremias, você realmente crê no que disse?".

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular


Verdade Aplicada

O Mal só pode triunfar enquanto os bons estiverem calados, a missão da Luz sempre será o extermínio das Trevas.

Objetivos da Lição

Apresentar a vida espiritual da nação e a necessidade de uma voz profética para despertá-la;
Ensinar sobre o trabalhar de Deus na vida do profeta, e a maneira como realizou tal proeza;
Mostrar como a aliança entre Acabe e Jezabel tornou legal a atuação de Satanás na nação.

Textos de Referência

I Rs 18:30, 32, 35, 35, 39.


Introdução

A batalha de Elias contra Baal e seus profetas prefigura a luta do Bem contra o Mal. De todos os milagres retratados aqui, esse pode ser considerado singular, porque não é um milagre pessoal, mas um sinal que desmascara um governo espiritual dominante.

O altar é o nosso coração

Semelhantemente é preciso endireitar os nossos caminhos, e consertar o altar do Senhor, o nosso coração, por uma transformação interior, pela renovação do entendimento sobre o perdão a fé e o sacrifício vicário de Jesus.

O altar de Elias falava de remissão, do retorno.

É necessário voltar ao caminho, ao ponto onde tudo se perdeu, recomeçar tudo outra vez e rever valores e conceitos, reconstuir uma relação não apenas entre servos e seu Senhor, mas como afirmou Jesus, ter uma profunda comunhão de amizade com Deus, entendendo-o como um Pai que deseja estar à mesa com seus filhos.
E comprender que Ele mesmo se fez em sacrifício por nós, oferecendo a sua própria carne para ser consumida por amor de nós. Quando assim compreendemos, pacificamos o nosso ser e podemos reunir forças com o seu Espírito, para recomeçar e voltar ao primeiro amor.

Elias e os Profetas de Baal no Monte Carmelo – http://www.rudecruz.com



1. A crise espiritual e o surgimento de Elias

Deus tem seus elementos surpresas. Elias é um profeta que surge do nada, sem referência, sem genealogia, mas com uma palavra fulminante, que tornou inerte o “deus” da chuva e da fertilidade numa época em que ser profeta era passar pelo fio da espada.

Era um período de inversão de valores: Em meio a crise e à Miséria, o Rei Acabe parece estar mais preocupado com os cavalos e as mulas do que com os súditos do seu reino; pois ele chama Obadias, e saem à procura de água para preservar a vida dos animais (I Rs 18:5 e 6). Possivelmente movido pelo desespero, o próprio Acabe sai à procura de água com Obadias, o que não era um fato comum, pois, como rei, ele podería apenas ordenar a seus servos que saíssem à procura de água.
Era um período de abuso de poder: No capítulo 21 de I Rs, está registrado que Acabe desejou adiquirir uma vinha que pertencia a Nabote. Como Nabote recusou-se vender a sua vinha para Acabe, Jezabel enviou cartas aos anciãos e aos nobres da cidade, com o Selo do Rei (como se estivesse sido escritas por ele), e mandou colocar duas falsas testemunhas contra Nabote, acusando-o de blasfêmia contra Deus e contra o Rei, e, depois, o apedrejassem; fazendo com que seu marido possuisse a vinha que pertencia a Nabote (I Rs 21:1-16), numa demonstração de que, tanto Acabe como sua esposa Jezabel, eram capazes de fazer qualquer coisa para conseguir seus objetivos, até mesmo, mandar matar pessoas inocentes.
É em meio a essa crise social, moral e espiritual, Deus levanta o profeta Elias para combater o Pecado, proclamar o Juizo e chamar o Povo ao Arrependimento.

Elias, Um Profeta Humilde e Determinado – www.ensinodominical.com.br


1.1 A crise espiritual e a união de Acabe e Jezabel

Era um período de crise: Quando Acabe, influenciado por sua esposa Jezabel, substituiu o culto à Jeová pela adoração à Baal (I Rs 16:31-33), Elias apareceu repentinamente perante o rei para anunciar a ausência de chuva e orvalho sobre a Terra (I Rs 17:1). Como a Chuva é um dos principais elementos de sustentação da Natureza, a falta dela provocou seca, fome e miséria. As Escrituras dizem que “… a fome era extrema em Samaria” (I Rs 18:2). Isto fez com que Acabe se irasse ainda mais com Elias, pois achava que ele era o culpado daquela calamidade.
Era um período de idolatria e perseguição aos profetas: Jezabel, esposa do rei Acabe, ocupa o lugar de esposa mais ímpia da Bíblia. Além de controlar o seu esposo (I Rs 21:25), ela levou a nação de Israel a adorar seus deuses (I Rs 18:19 e 20). Como se não bastasse, intentou matar a todos os profetas do Senhor (I Rs 18:4). Foi nessa ocasião que Obadias, um homem temente a Deus e servo do rei Acabe (possivelmente um mordomo ou camareiro do palácio), conseguiu esconder cem profetas do Senhor e os sustentou com pão e água, pondo em risco a sua própria vida, pois, caso fosse descoberto, tanto ele como os cem profetas, seriam mortos à mando de Jezabel.

Elias, Um Profeta Humilde e Determinado – www.ensinodominical.com.br

Esse casal não aparece por acaso nas Escrituras. Tal união trouxe apenas dificuldades, primeiro para o próprio Rei, depois, para seus descendentes, para o Reino e, finalmente, para Judá, a nação escolhida de Deus.
Na queda do Homem no Éden, Deus sabia que no casamento poderia haver disputa pelo poder. Para evitar destruições no casamento e na personalidade de cada um, disse: "O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará" (Gn 3:16).
Se tal padrão fosse seguido (como planejou por Deus), sendo "o marido o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o Salvador do corpo" (Ef 5:23), haveria amor e respeito no Lar. Invertendo-se os papéis (a mulher exercendo a autoridade), ou o esposo sendo autoritário, o plano de Deus é profanado e a infelicidade toma conta de tudo. No lar de Acabe e Jezabel, que exerciam um cargo de grande influência e domínio, tudo se tornou em loucura, tendo consequências maoires, inclusive para sua descendência. 

A verdadeira adoração a Baal não havia encontrado eco entre os ismaelitas até que fosse introduzida por meio do casamento legal de Acabe e Jezabel, que trouxe como bagagem sua herança religiosa: a adoração idólatra a Baal. Quando a adoração a Baal entrou no reino de Israel, trazendo suas práticas pagãs e os sacrifícios bárbaros, a impiedade da terra cresceu de forma volumosa.


1.2 A necessidade de uma luz em dias de trevas

A perseguição só fez complicar o estado de espiritual de Israel. Agora, os profetas do Senhor estavam escondidos ou mortos. Foram cortadas todas as fontes de orientação divina. Israel se encontrava em densas trevas espirituais. A perseguição dos homens de Deus é o sinal mais evidente da batalha espiritual. Jesus advertiu seus discípulos quanto a essa realidade ao dizer “não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós” (Jo 15:20). Não estamos falando de um desentendimento isolado, da atitude má de alguns homens maus. Como odiou o Mestre, o mundo odeia os discípulos que Jesus escolheu do mundo (Jo 15:18 e 19). Esse ódio vai desde o riso de zombaria até o ataque direto e mortal e é uma das manifestações do poder do Anticristo sobre esse mundo. Tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento, somos informados sobre o forte ataque que os santos sofrerão no último tempo (Dn 7:25; Ap 13:7).

O Evangelho e a Batalha Espiritual –  Editora Cultura Cristã

Para concluir a história, precisamos ler o versículo 40, em que Elias diz ao povo: “Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou”.
Josefo acrescenta o detalhe de que o povo na verdade realizou o feito “instigado por Elias”.
A aparente brutalidade disso nos deixa perplexos. Numa lição posterior, falaremos de tudo o que está envolvido nesse ato; mas, por ora, vamos ponderar apenas alguns comentários: a lei ordenava que falsos profetas fossem exterminados (Dt 7:1–5; 13:13 e 14). Isso deveria ter sido feito pelo rei, mas não foi; de fato esses profetas estavam sob a proteção dele. Elias demonstrou mais uma vez que os homens precisam respeitar as leis de Deus.
Olhando para a situação de outra maneira, havia uma malignidade na nação. Como um médico trata um câncer maligno? Ele não remove apenas uma parte dele, e sim o tumor inteiro e até os tecidos ao redor. Ele precisa remover tudo para curar seu paciente. Foi essa a intenção aqui.

Elias, A hora da decisão – David Roper


1.3 Elias, o perturbador de Israel

A pergunta de Acabe nos deve trazer uma grande reflexão sobre a postura dos profetas de nossa atualidade. Quem são hoje os “perturbadores” de Israel?
Perturbar é "desarranjar, atrapalhar, embaraçar, envergonhar, confundir, provocar tonteira ou atordoamento em; aturdir, atordoar, estontear, desnortear, desorientar." Ou seja, é tudo que um servo de Deus não intenta fazer, independentemente de quem seja o alvo da perturbação.
Exceto se este alvo for o Diabo, ou mesmo os seus seguidores. Estes serão perturbados inevitavelmente. Foi o que aconteceu com Acabe. O profeta de Deus, o homem chamado de "santo homem de Deus", aquele que orou e multiplicou o azeite e a farinha da viúva, que deitou sobre uma criança e ela ressuscitou, que determinou que não chovesse e não choveu, para Acabe e os seus asseclas, era "o perturbador de Israel".
Nitidamente Israel viveu essa perturbação descrita por Acabe, pois a inimizade era algo que realmente, nesse caso específico, interessava ao reino de Deus. Amizade do Mundo é inimizade contra Deus!

Seria Elias o Perturbador de Israel? – Carlos Elias de Souza Santos

O Profeta Elias anunciou a Palavra de Deus e tentou convencer Acabe e o resto do povo a se arrependerem, quando Deus parou as chuvas e o orvalho durante mais de três anos (I Re 17:1), mas eles continuaram a desafiar a vontade do Senhor. Notamos a apostasia da nação em I Re 16:29-34.  Tal relato é seguido por “então Elias... disse a Acabe...” (17:1) e “vai-te daqui... e esconde-te...”. Assim, entende-se que a sentença de Elias seria motivo de ser morto. Quando ele se reencontra com o Rei, é chamado de perturbaor, não apenas pela seca, mas por ter ridicularizado o culto a Baal e o casamento de Acabe (16:31 e 32). Quando o Rei viu Elias, perguntou: "És tu o perturbador de Israel?" A resposta de Elias frisa algo importante. Quem prega a verdade e corrige o erro não é subversor da Sociedade. A fonte dos problemas sociais é o Pecado. Quem nele continua contribui para o sofrimento de todos! "Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor e seguistes os baalins" (I Reis 18:18).
Elias foi o profeta enviado por Deus para silenciar um governo maligno e aterrador. Deus não ficou sem voz profética, e Elias foi o precursor de um avivamento na vida de sua nação, seu profetismo incluía denuncia e pronuncia.



2. Elias, uma luz em meio às trevas

Durante muitos anos Israel viveu sob a égide da descrença e da impiedade de seus governantes. Como se não bastasse, Acabe e Jezabel, sua parceira dominadora, eram os piores da turma. Naquele instante, surge no cenário um profeta sem referências, que não marca audiência, e entra na presença do rei com dedo em punho dizendo: a partir de hoje não chove mais em Israel (I Rs 17:1).

Não é possível ficar indefinidamente no esconderijo. Em Sarepta ou nas cavernas, os profetas do Senhor encontraram sustento e proteção contra as investidas de Jezabel. No entanto, Israel definhava em trevas. Por isso, em sua misericórdia, Deus ordenou a Elias que se apresentasse a Acabe. Esse não seria um encontro fácil. Depois de três anos procurando, o ódio de Acabe por Elias só podia ter aumentado. Obadias tem medo até mesmo de anunciar que Elias voltou. Ainda assim, Elias está disposto a obedecer a Deus, enfrentar a perseguição e apresentar-se diante do rei.
Essa apresentação de Elias nos aponta para o envio de Jesus ao mundo. Ele foi enviado para manifestar a glória do Pai, é a luz que vinda ao mundo ilumina a todo o homem (Jo 1:9,14 e 18). Ao enviar seu Filho, Deus demonstra todo seu amor e cuidado com a humanidade. No entanto, em vez de receber a Jesus com júbilo, Israel e o mundo de forma geral rejeitaram e se rebelaram contra o amor de Deus. Israel não aceitou a sua palavra e uniu-se para crucificá-lo (At 4:27).

O Evangelho e a Batalha Espiritual –  Editora Cultura Cristã


2.1 Elias um profeta declarado

Diante de um homem que é fiel a Deus e aos seus princípios o que fazer? Essa era a pergunta de Jezabel a grande aliada de Acabe (gente sem escrúpulos terá sempre aliados sem escrúpulo algum). Decidiram puxar o tapete de Nabote (vs. 6-16). O plano era uma verdadeira maquinação do mal e vindo da Rainha Jezabel, envolvia: falsificação de documentos (v. 8), hipocrisia deliberada (em nome da religião) (vs. 9 e 12), suborno (v.10) e perjuro (v.10). Observe-se aqui que tudo isso nos parece prática comum ainda nos dias de hoje. Era por tudo isso que Israel se mostrava perturbado e perseguido. 
É exatamente aqui que entra “Elias”, o Homem de Deus. Ele como servo de Deus recebe a ordem para ir ao encontro de Acabe e fazer-lhe enxergar o mal que cometera. Não há acordo, nem meio termo. O Profeta de Deus não poderia deixar de falar do que tinha visto e ouvido. E agora? Acabe responde: INIMIGO MEU.
Não há alianças da luz com as trevas, não pode e nunca poderá ser assim. Sendo assim, em tempos de corrupção como hoje, em que nosso povo procura dar um "jeitinho" para que suas falcatruas pareçam corretas, seu comportamento leviano seja aceito ou ao menos tolerado. É certo então que Elias continuará a ser considerado: INIMIGO DE MUITOS, um PERTURBADOR de Israel. 

Seria Elias o Perturbador de Israel? – Carlos Elias de Souza Santos

Elias foi um profeta no Reino da Samaria durante o reinado de Acabe (século IX a.C.), de acordo com os Livros dos Reis.
- Elias era chamado perturbador de Israel.
- Por que perturbador de ISRAEL?
- Israel estava em pecado.
- Israel não estava seguindo os mandamentos do Senhor.
- Como está Israel hoje?
- Como está a Igreja do Senhor hoje?
- Estamos ai diante de várias situações desagradáveis da Igreja do Senhor.
- A igreja do Senhor viveu e vive momentos difíceis.
- Você está sendo chamado perturbador de Israel?
- Como está sua postura de crente?
- Nossa postura de crente está chamando a atenção das pessoas ímpias?
- Os ímpios tem nos julgado de que forma?
- As pessoas estão vendo diferença em nossas vidas?
- Nossa postura de crente tem que fazer a diferença na vida das pessoas?
- Como estamos sendo chamados?

Qual a Capa que Você esta Usando? – Paulo Ricardo

Jesus nos ensinou a julgarmos os profetas pelos seus frutos. Paulo e João  nos instruíram a ‘provar’ ou ‘julgar’ os profetas (I Ts 5:21; I Jo 4:1; I Co 14:29). Não distinguimos isto pelos sentidos naturais, nem de modo intelectual — deve ser de modo espiritual. “Mas o que é espiritual discerne bem tudo...” (I Co 2:13 e 15). Ao nos arrependermos e limparmos nossos corações de impiedades (aceitando a verdade de Deus), ficamos aptos à direção do Espírito Santo.
Existiam ministros que “exteriormente pareciam justos aos homens” (Mt 23:28). Por dentro estavam cheios de hipocrisia e iniquidade. Boa aparência, mas péssimo e caráter. Eram como o solo e o coração ruins que produzem frutos pecaminosos (Mt 13.1-23; 15.17-20). O que temos sido e o que pregamos ser? O que nossas obras declaram sobre nós?
Elias entrega o pacote. Ele toca o alarme para acordar aquele povo indiferente e hostil. Enquanto a sua volta só existia evidências gritantes da adoração a Baal, Elias põe a cabeça a prêmio declarando-se servo do “Senhor” (I Rs 18:22;19:18).


2.2 Três anos de treinamento e disciplina

1. Elias aprendeu a confiar em Deus: Profetizar no tempo de Elias não era uma tarefa fácil. Era colocar a sua própria vida em risco (I Rs 18:4). E Elias foi chamado para profetizar exatamente contra aqueles que tinham o poder nas mãos: o rei Acabe e sua ímpia esposa, Jezabel. Mas Elias não vacilou: Profetizou a falta de chuva e de orvalho (I Rs 17:1); combateu o pecado de Acabe, chamando-o de perturbador de Israel (I Rs 18:18); desafiou os profetas de Baal (I Rs 18:22-40) e predisse a morte do Rei Acabe e de sua esposa Jezabel (I Rs 22:17-24). Somente uma confiança inabalável em Deus poderia levar um homem a profetizar naqueles dias.
2. Elias aprendeu a depender de Deus: Ao contrário do que muita gente pensa, depender de Deus não é uma tarefa fácil. É preciso ter fé. A trajetória de Elias nos ensina isto: ora bebendo água de um ribeiro e se alimentando de pão e carne trazidos pelos corvos (I Rs 17:1-6); ora sendo sustentado por uma pobre viúva (I Rs 17:8-16); ora alimentando-se de pão e água trazidos por um anjo (I Rs 19:5-7). Com certeza, a confiança de Elias não estava depositada nos corvos, nem na viúva, nem mesmo no anjo, e sim, no Jeová Jireh, o Senhor que provê.
3. Elias aprendeu a ter intimidade com Deus: O Ministério de Elias não foi marcado apenas por profecias, mas também, por muitos milagres, tais como: multiplicação de azeite e farinha (I Rs 17:16); ressurreição (I Rs 17:22); fogo no altar (I Rs 18:16-46); morte dos soldados do Rei Acazias (II Rs 1:9-14); divisão do Rio Jordão (II Rs 2:8). Todos estes milagres demonstram claramente que Elias era um homem que vivia em íntima comunuhão com Deus. A maior prova disto é que, semelhante a Enoque, Deus o tomou para si (II Rs 2:11 e 12).
4. Elias aprendeu a se fortalecer em Deus: Quando Elias foi ameaçado por Jezabel, após a morte dos profetas de Baal, perdeu o ânimo e desejou a morte (I Rs 19:4). Parecia o fim da jornada daquele destemido profeta. No entanto, Deus envia um anjo para lhe dar pão e água (I Rs 19:5-7). Com a força daquela comida, Elias caminhou quarenta dias e quarenta noites até chegar à Horebe (I Rs 19:8). Ao chegar em Horebe, ele esconde-se em uma caverna, onde tem um encontro com Deus, que lhe fala numa voz mansa e delicada (I Rs 19:12). Sua forças, então, são renovadas, fazendo com que ele saísse daquela caverna e executasse os propósitos divinos (I Rs 19:15-21).

Elias, Um Profeta Humilde e Determinado – www.ensinodominical.com.br

Continua...

2.3 O desafio e a resposta Divina

A resposta à oração de Elias parece por fim a toda a questão. No entanto, quando voltamos ao início do capítulo, percebemos que o propósito de Deus para aquele encontro era outro. “Vai, apresentate a Acabe, porque darei chuva sobre a terra” (18:1).
É nesse ponto que muitas pessoas se perdem quando pensam na batalha espiritual. Imaginam que a vitória está na resposta de Deus às nossas orações. Tudo o que querem é ter suas necessidades e desejos atendidos por Deus. No entanto, o processo se conclui apenas quando os propósitos do Senhor, declarados em sua Palavra, se cumprem na vida se seu povo. Por saber disso, Elias voltou à oração. Agora pedindo chuva, mas a resposta não foi imediata como a anterior. Por seis vezes, Elias mandou seu moço olhar para o mar em busca de um sinal de chuva e nada se viu. Em situações como essa, começamos a pensar se  realmente o que Deus disse vai se cumprir. Nossa confiança no poder de Deus, tão firme em outros momentos, se abala e somos tentados a retirar esses tópicos de nossa oração. Note que não estamos falando de nossos desejos e necessidades. Eles foram tratados no item anterior. Aqui estamos falando sobre o governo de Deus sobre as nações, sobre a conversão dos povos da Terra, sobre o retorno de Cristo, sobre o fortalecimento da Igreja e do Evangelho. O  verdadeiro  soldado  de  Jesus  está comprometido  com  os  propósitos  de Deus para esse mundo. E mesmo que os sinais que confirmem esses planos sejam mínimos ou  até mesmo  invisíveis, não esmorecerá em sua oração até ver a glória do Senhor encher toda a Terra, como as águas cobrem o Mar.

O Evangelho e a Batalha Espiritual –  Editora Cultura Cristã

Elias sabia que Baal era adorado como o deus do sol (o fogo do universo) e como o deus controlador de todas as colheitas e da produtividade da terra. Um deus assim com certeza teria raios e trovões em seu arsenal de armas! Se ele era capaz de fazer qualquer coisa, então poderia dar início a um incêndio. Assim, criou a oportunidade para desmascará-lo e trazer o povo de volta a Deus.

Continua...


3. A verdade por trás da batalha

Quando a situação da nação era de declínio espiritual e o povo estava em cima do muro, Deus encontrou coragem em um homem para confrontar o que era errado. Todavia, a verdadeira batalha não era no campo físico, mas sim, no espiritual. Vejamos algumas lições importantes:

De forma semelhante, Jesus nos enviou para ser sal da Terra e luz do Mundo. Mais do que ninguém, ele sabe dos perigos que nos ameaçam nessa missão. Ele mesmo disse que nos enviava como ovelhas para o meio de lobos, recomendando prudência e simplicidade diante dos tribunais e açoites a serem enfrentados (Mt 10:16-18). No entanto, ele não nos deixou desprotegidos. Em sua oração sacerdotal, Jesus não pediu que fôssemos retirados do Mundo, mas que o Pai nos guardasse do Mal (Jo 17:15). Por isso, não podemos recuar diante do desprezo ou da maldade dos homens. Somos embaixadores chamando homens rebeldes ao Arrependimento (II Co 5:18-20). Não podemos nos calar. É preciso levar a Luz da Palavra de Deus ao mundo que nos cerca, de modo a resgatar das Trevas todos os que tiverem seus corações dispostos a ouvir a mensagem do Senhor. O confronto com o Mundo é necessário para a salvação dos homens.
No entanto, o maior confronto se dá no coração dos homens, em nosso próprio coração. Precisamos lembrar que não é possível servir a Deus e às riquezas (Mt 6:24), que é preciso servir inteiramente ao Senhor (Js 24:14-16). Por isso, Elias reuniu o povo e deixou clara a decisão que precisavam tomar: “Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o” (I Rs 18:21). Tristemente, após séculos de cuidado divino e três anos e meio de seca, o Povo ainda não estava pronto para abandonar a confiança em Baal. Ninguém respondeu ao desafio de Elias, porque não sabiam como responder. O próprio Obadias estava dividido. Queria servir ao Senhor, preservando e sustentando os profetas, mas continuava servindo a Acabe, o rei inimigo de Deus. Ele estava a serviço de Deus, desde que isso não colocasse em risco sua vida e sua posição no Reino. O Evangelho nos chama a atenção para o desafio de negar a si mesmo para seguir a Jesus (Mc 8:34-38).
Quando a Bíblia nos ensina sobre os deuses deste mundo, exige que abandonemos a confiança e a esperança que, devido à nossa condição caída, depositamos nas riquezas, no trabalho, no poder, nos prazeres, na beleza, etc. Qualquer um que queira viver de acordo com esses valores não pode manter comunhão com Deus (I Jo 1:6; Ef 5:11). Infelizmente são muitos os que hoje continuam tentando conciliar sua fidelidade a Deus com a fidelidade ao Mundo. Apenas se esquecem de que isso é impossível (Tg 4:4).

O Evangelho e a Batalha Espiritual –  Editora Cultura Cristã


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3.1 Uma aliança demoníaca

Quando o povo de Deus deixa de confiar em Deus para confiar no braço da carne, daí pode viver sua própria ruína
• Para fugir do domínio Egípcio, Judá em vez de buscar o Senhor, fez aliança com Babilônia. E a Babilônia a dominou, saqueou, trazendo-lhe grande infortúnio. Quando deixamos des confiar no Senhor para fazer alianças perigosas, conceções suspeitas, entramos numa rota de colisão e caímos no abismo.
• Nenhum inimigo pode ser mais perigoso para nós do que os amigos que tomam o lugar de Deus na nossa vida e confiança.

Quando Deus Disciplina o seu Povo – Hernandes Dias Lopes

Influenciado por Jezabel, Acabe edificou casa e altar a Baal em Samaria (I Rs 16:32). A legalidade e institucionalidade idólatras estavam evidentes no culto a Baal, que estava suplantando o verdadeiro culto a Deus. Satanás usa uniões ou associações de cristãos com não cristãos para minar valores morais e espirituais e elevar práticas e costumes que são contrários aos princípios cristãos. Evitemos uniões ou associações pagãs. A Bíblia condena esses tipos de alianças (Dt 7:3; II Co 6:14 e 15), pois daríamos legalidade espiritual ao nosso inimigo, aumentando suas ações em nossa vida. Podemos fazer aliança com o Paganismo mesmo que isso traga algumas vantagens políticas, sociais ou financeiras? Pense muitas vezes antes de compactuar com coisas ou alguém do paganismo!
É preciso ter cuidado, e discernir com quem nós juntamos forças. Podemos como Acabe, nos encontrar dormindo ao lado do inimigo. Adultério espiritual também é pecado!


Continua...

3.2 O duelo dos deuses

O grande confronto entre os deuses, profetas e entre as falsas e a verdadeira adoração começara. Chegara o grande momento de Deus mostrar-se o único verdadeiro! O Senhor convocou Elias (1 Rs 18:1) que ordenou ao Rei que reunisse todos os profetas de baal e dos pagãos para o grande duelo no Carmelo (I Rs 18:19). Toda a nação para serviria de plateia e veria o verdadeiro Deus (I Rs 18:19-21). Baal e Asera eram os maiores deuses da Cananéia (I Rs 16:31). Não eram apenas os principais em Israel, mas também oficiais (I Rs 18:19). Baal era tido como pai dos outros deuses, e Asera era a deusa-mãe (“Astarote”, a deusa da fertilidade humana, animal e das colheitas). Este confronto marcaria definitivamente a separação entre a verdadeira e a falsa adoração. O verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu!


Continua...

3.3 Deus precisa de um homem na brecha

Na Bíblia da Família, Jaime Kemper faz um comentário sobre o texto em evidência (acima).Ele diz: Você crê que as coisas acontecem como resultado das nossas orações e, por outro lado, deixam de acontecer porque não oramos? Em Ezequiel 22:30, o profeta transcreve o desabafo de Deus. “Procurei alguém que construísse  uma muralha…. porém não encontrei ninguém”.
  Deus está buscando pessoas que se coloquem nas brechas e tapem os buracos que surgem no muro que impede Satanás de invadir nossa vida. Essa tarefa envolve, especificamente, a oração intercessória. O Senhor honra nossa intercessão em prol do seu Reino. Encontramos várias confirmações nas Escrituras.
* (Gn 18:22-33): Abraão intercedeu pela família do seu sobrinho Ló; que morava muito próximo das cidades de Sodoma e Gomorra. Deus afirmou que, se ele encontrasse dez pessoas justas naquelas cidades, ele não as destruiria. No entanto, Abraão não conseguiu encontrá-las. Então, o Senhor tirou Ló, sua esposa e filhas dali e depois destruiu Sodoma e Gomorra.
* (Êxodo 32:9-14; Dt 9:18): Moisés intercedeu a favor do povo de Israel. O Senhor ia destruir a nação israelita por sua insistência em pecar contra ele. Moisés e colocou na brecha entre o buraco que se abriu no muro e o oportunismo do inimigo, que tentava dominar completamente os israelitas, e orou clamando a Deus que não destruísse o povo. Então o Senhor mudou de idéia e não fez cair  sobre o povo a desgraça que havia prometido (Ex 32:14).
* (Êxodo 17:8-13): Novamente, Moisés intercedeu pelo povo de Israel quando eles batalhavam contra os amalequitas . Enquanto o patriarca mantinha suas mãos erguidas, em sinal de intercessão, Israel prevalecia na batalha. Porém toda a vez que ele as abaixava, os amalequitas reagiam. Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés de sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Desse modo seus braços ficaram levantados até o pôr-do-sol. E assim Josué derrotou completamente os amalequitas.
* (Neemias 1:4-11): Neemias orou em prol da reconstrução da cidade de Jerusalém. Deus tocou no coração de um rei pagão, que deu a Neemias, um escravo, permissão para partir e coordenar a reconstrução, a certeza de que sua vida e a vidas das pessoas envolvidas no projeto estariam seguras e, além disso, todo material necessário para realizar a obra.Isso aconteceu porque Deus honrou a oração de Neemias.

Deus Precisa de Você – www.calvario.org.br

Elias não se intimidou em nenhum momento. Nada nos deixa mais temerosos e inseguros do que não ter certeza de estar dentro da vontade de Deus.


Continua...


Conclusão

Assim como Deus fez através de Elias, o Senhor Jesus confirmará sua Palavra dada a nós, mesmo que para isso Ele mande fogo dos céus. Esse fogo será uma resposta não apenas para o seu povo acuado, mas também aos seus inimigos, para que temam e se convertam de seus pecados.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 06
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
Cinco Coisas que Deus não Pode Fazer (link)
Elias, Um Profeta Humilde e Determinado (link)
Seria Elias o Perturbador de Israel? (link)
O Evangelho e a Batalha Espiritual (link)
Qual a Capa que Você está Usando? (link)
Quando Deus Disciplina o seu Povo (link)
Deus Precisa de Você (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

A Grande Batalha Espiritual – Adriano C. da Silva, Luiz F. Martins, Marco A. de Araújo, Osvaldo Chaves e Silas B. de Menezes (ebook)

Comportamento do Crente (link)

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