quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EBD Editora Betel - Três Jovens e o Milagre da Fornalha

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 21 de dezembro de 2014
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Graça e Paz!

Amado leitor, 

Estamos totalmente dificultados em prosseguir nosso trabalho. Possivelmente haja um cessar em janeiro/2015. Tentaremos terminar amanhã bem cedo. 
Temos apresentado isto diante do Senhor e de irmãos em Cristo. Há tempos que pedimos auxílio aqui no site, mas ninguém se voluntaria. Ore por nós...

Shalom

Texto Áureo

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” Tg 2:14

É o que os gregos chamavam de diatribé, isto é, “questões e objeções que são postas na boca de um crítico imaginário” (F.F. Bruce); recurso literário que Paulo usou muito na carta aos Romanos. Leia este versículo em outra versão: “Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações” (NTLH). Tiago não está simplesmente desafiando alguém de maneira inconsequente, ele só declara que a fé sem obras não é uma fé genuína e não pode ser provada.
Por toda a epístola de Tiago fica claro que o problema dos irmãos destinatários não era a ortodoxia (doutrina correta), mas a ortopraxia (prática correta). Eles não tinham problemas com o “crer”, mas com o “fazer”. É um desafio para todos nós, que enfatizamos tanto a salvação pela fé em Cristo Jesus, e constantemente nos esquecemos que nossas obras serão julgadas.

Fé e Obras – José Humberto de Oliveira


Verdade Aplicada

Jamais saberemos o alcance da nossa fé até que sejamos postos diante de uma escolha que peça a renúncia daquilo que mais estimamos e revele quem somos diante da circunstância.

Objetivos da Lição

Deixar evidente que a fidelidade é inegociável mesmo diante da opressão e das ameaças;
Mostrar que ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha;
Ensinar que todo aquele que é forjado no calor da provação torna-se puro e flexível.

Textos de Referência

Dn 3.13-16


Introdução

Poucas pessoas podem compreender até que ponto a Fé pode ser capaz de renunciar. A magnífica história de Sadraque, Mesaque e Abednego nos ensina que quando o assunto é fidelidade ao Senhor, nem mesmo a Morte poderá amedrontar aos que nele estão alicerçados. (Sl 125:1).

Impressiona-nos a maneira que alguns servos de Deus procederam no passado, mesmo sofrendo ameaças não negaram a fé no Deus Todo Poderoso; quando questionados pelo rei a respeito do livramento da fornalha, responderam que a confiança que tinham no Deus que tudo pode, não estava baseada em resultados, e sim no que Deus significava para eles; certamente poderiam ser salvos, mas se isso não ocorresse, não iria interferir no relacionamento que mantinham com o Pai Eterno.
Em certas ocasiões em nossa vida, o Senhor não nos livra da fornalha, mas do fogo; não nos livra do deserto, mas no deserto, não nos livra das provações mas nas provações. Cabe a nós permanecermos fiéis, independente da situação e resultados.
A fidelidade de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, fez com que o rei Nabucodonosor confessasse que “não há outro Deus que possa livrar como este” (Dn 3:29). Temos a oportunidade de glorificarmos a Deus em nossa vida, demonstrando fidelidade a Ele nos momentos difíceis.
Como foi dito por Calvino: “Deus não nos pede resultados, Deus nos pede fidelidade”. Deus continua sendo Deus, independente de opiniões de reis e adversários, pois nada o abala. Estejamos certos de Sua presença constante na vida daqueles que o temem.

Fidelidade a Deus – Ismael D. C. Junior 



1. Fiéis não se vendem nem retrocedem diante do fogo

Nabucodonosor era um rei sagaz que oferecia aos príncipes escravos uma faculdade gratuita, uma posição de destaque no reino, e um salário digno. Esse tipo de persuasão fazia com que os cativos se esquecessem de sua terra e vivessem sob a égide de seu domínio, abandonando suas raízes e se tornando parte de seu reino.

1. Ergue-se majestosa a grande Babilônia de Nabucodonosor. É a maior e mais soberba cidade do mundo. O império da Babilônia alarga suas fronteiras, domina as nações. Até mesmo os judeus são subjugados. Toda a terra está sob o domínio desse arrogante e truculento império.
2. Nabucodonosor era um homem embriagado pelo poder. Estava cego pelo próprio fulgor da sua glória. Ele não se contentou apenas em ser rei e o maior rei da terra. Ele quer ser adorado. Ele quer ser Deus. Ele quer que os seus deuses sejam adorados. Edifica uma estátua de ouro e ordena que todos os súditos a adorem. A vontade do rei era lei absoluta. Ninguém podia recusar a obedecer suas ordens. Ele era um homem mau, truculento e sanguinário.
3. O poder dos tiranos e dos déspotas poderosos sempre encontram seus limites em pessoas fiéis a Deus. Os três jovens hebreus provocaram uma nota dissonante no meio daquela sinfonia de servilismo. Eles se recusam a pecar. Eles são ameaçados. Distoam da multidão. São intransigentes. São inconformistas. A verdade é inegociável. Não transigem com os absolutos de Deus. Não vendem a consciência. Preferem a morte que a infidelidade a Deus. Estão prontos a morrer, mas não a pecar.

O Quarto Homem da Fornalha – Hernandes Dias Lopes


1.1 Nabucodonosor e seu inferno particular

Nabucodonosor usou o poder para produzir mais poder. Construiu uma estátua pessoal. Decretou adoração a si mesmo. Todas as vezes que vejo a palavra poder no Novo Testamento, inclusive o poder espiritual, principalmente quando usada por Jesus, vejo que esse poder tem sempre um fim, um propósito. Em Atos 1.8 o poder visa um fim: o testemunho às nações; Em Lucas 19.10 o poder visa um propósito: pisar serpentes e escorpiões etc. O poder nunca é um fim, ele é apenas um meio, um meio de realizar a obra de Deus, de glorificar a Deus, de fazer o bem etc. A grande pergunta então é por que e para que alguém quer poder, quer autoridade, quer um cargo, uma posição. Qual sua motivação. Os que só almejam o poder, quando o possuem geralmente se isolam numa torre de vidro, num escritório etc. O poder é só um meio, o fim é glorificar a Deus e ganhar almas para Jesus. O fim é maior que o meio. O líder maduro é motivado pela missão, o imaturo pela posição, pelo cargo, pelo poder. Qual sua motivação maior? Pense ao responder, você será testado mais cedo ou mais tarde.
Nabucodonosor simplesmente desejou que todos se ajoelhassem aos seus pés. Fez uma estátua, mandou a banda tocar e todos tinham que adorá-lo como a um deus. Não se trata aqui de honrar o rei, respeitar e obedecer aos detentores de autoridade, isto é correto e até bíblico (Romanos 13.1,2; I Ts 5.12). A questão aqui é que o líder usou o poder para se tornar um deus, para brilhar e se tornar o centro de todas as atenções. Queridos jamais nos esqueçamos que Jesus é o centro. Respeito sim, obediência a liderança sim, mas adoração só a Deus, só a Jesus. Se você é líder saiba elogiar, saiba reconhecer o brilho do outro, promova novos líderes, e as,  vezes até mesmo lave seus pés (João 13).

As 5 Tentações do Poder: Nabucodonosor e Daniel – Anderson Caleb

Conhecer a Cristo não é tudo: Nabucodonosor já havia reconhecido o Senhor como um grande Deus (Dn 2:47). Ele continuou com coração obstinado. Contruiu um ídolo (estátua de ouro) para o louvor de si mesmo; forçou seus súditos a adorá-lo. Os desobedientes seriam mortos (lançados na Fornalha de Fogo Ardente). Quando o coração humano não glorifica a Deus, passa a glorificar a si mesmo (também tenta fazer com que todos o adorem), ou adora a ídolos falsos ou a outros homens.
A Bíblia aconselha aos cristãos a obedecerem aos governos e às leis (Rm 13:1-8). Todavia, também deixa muito claro que os cristãos não podem desobedecer a Deus a fim de obedecer ao governo terreno (At 4:19; 5:29). Quando o governo tenta controlar nossa consciência e nos dizer como adorar, nós obedecemos a Deus em vez de submetermo-nos aos seres humanos, sem levar em conta o preço a pagar por isso.


1.2 Sadraque, Mesaque e Abedenego

A verdade é que não sabemos onde estava Daniel, por ocasião da adoração da estátua. Conhecendo bem o caráter desse profeta, como é mostrado no livro que leva seu nome, podemos estar certos de uma coisa: se ele estivesse presente àquela cerimônia, também não teria se prostrado. Ele era tão fiel às suas crenças que preferiu morrer devorado por leões a negar a fé (Dn 6). Só não morreu porque Deus o protegeu miraculosamente, fechando a boca daqueles animais (Dn 6:22).
A seguir, eis algumas hipóteses sobre o não comparecimento de Daniel à adoração da imagem de Nabucodonosor:
1. Poderia estar enfermo. Que geralmente Daniel tinha boa saúde pode ser inferido do cuidado que ele tinha com sua alimentação (Dn 1:8,11-15). Mas ele não estava totalmente imune à doença, como pode ser visto em Dn 8:27: “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias…”
2. Poderia ter recebido uma missão especial do rei e, assim, estaria em viagem pelo reino. Um exemplo de viagem pelo reino é encontrado em Daniel 10:4, 7, quando o profeta teve uma visão “à margem do grande rio Tigre”, no tempo do rei Ciro.
3. Poderia ter sido dispensado daquele ato de adoração pelo próprio Nabucodonosor.

Adoração da Estátua: Onde estava Daniel? – Ozeas C. Moura

Nem todos, porém se prostraram diante da estátua. Dentre aquela multidão, apenas três hebreus descumpriram a ordem do rei. No entanto, alguns ambiciosos caldeus, líderes de um grupo étnico dominante, movidos provavelmente por inveja por causa das honras e posições de responsabilidade dadas aos três hebreus: Sadraque, Mesaque e Abednego, alegremente aproveitaram a oportunidade para denunciá-los ao rei (Dn 3:8-12).
Eles tinham fortes motivos de não abrirem mão dos seus princípios neste assunto de curvar-se diante da imagem de ouro. Eles aprenderam que só existe um Deus que deve ser adorado (Is 45:5) e que deviam adorar somente o Deus Criador (Is 64:8; Ap 14:2). Os três amigos de Daniel recusaram quebrar a lei de Deus (Ex 20:3-5), que proibia adoração aos ídolos. Era mais importante para eles obedecer a Deus do que aos homens. Não se importaram se Deus os livrasse ou não. Eles decidiram não prestar culto de adoração aos deuses da Babilônia. Hoje, infelizmente, bilhões de cristãos sinceros adoram um deus dual ou mesmo aquele deus triúno criado pela Babilônia apocalíptica. Há, porém, uma minoria espalhada pelos quatro cantos da Terra, que está decidida em atender as orientações de nosso Senhor Jesus . Ele disse que “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem” Jo 4:23.

A História de um Orgulhoso Rei – verdadeemfoco.com.br

Não foi fácil para Sadraque, Mesaque e Abedenego permanecerem de pé enquanto todas as outras pessoas “dançavam conforme a música”. Não tiveram medo de negar adoração a outro deus e, assim, desobedecer ao Rei Nabucodonosor. Tiveram que enfrentar Nabucodonosor afirmando que Deus era o único que poderia livrá-los da Morte, por isso a Fornalha foi aquecida sete vezes mais (Dn 3:13-19).
Três amigos e servos de Deus foram lançados ao fogo. O Rei não esperava o que aconteceria: estava vendo ver quatro homens passeando pelo fogo, sem nada acontecer (Dn 3:20-25). Eles desafiaram o Sistema. Estavam alicerçados nos ensinos de nação, família, e, embora, fosse a Babilônia ostentadora (e tentadora), eles não trocariam a comunhão com Deus por nada. Um fato curioso que mostra o poder envolvente da Babilônia e que alguns judeus já haviam se vendido, é a qualidade dos instrumentos que deveriam tocar para que todos se curvassem, entre eles estavam alguns de ordem semita como: a Flauta, a Harpa, e o Saltério (Dn 3:5).
Tal firmeza em não se deixar levar por ordens contra Deus, os fez passar por uma experiência geradora de fé às gerações futuras. Se houvessem desistido, não teriam sido testemunhos vivos do poder da salvação de Deus.
O medo de sofrer preconceito, represálias ou mesmo enfrentar a Morte não deixa que as pessoas reconheçam quem é Deus e seu poder. Este testemunho de gerou salvação, vida e livramento. Estejamos firmes na fé em Jesus, para poder viver grandes experiências.


1.3 Babilônia, o sistema de Satanás

Foi precisamente naquele tempo que os sacerdotes começaram a usar mitras em forma de cabeça de peixe, em honra e veneração a Dagom, deus dos peixes e senhor da vida.
Durante os séculos, esses costumes pagãos influenciaram aquela que se denominava igreja cristã. Diversas práticas pagãs foram absorvidas pelos líderes, baseados em interesses políticos e/ou financeiros, gerando um processo gigantesco de apostasia.
Por isso, acreditamos haver uma íntima relação entre a apostasia e o surgimento da grande Babilônia como sistema religioso mundial dos últimos tempos. 
A grande Babilônia, esse sistema religioso maligno que tem atuado durante séculos e que nos últimos tempos alcançará o clímax, está relacionado na Bíblia à prática da prostituição.
O termo usado no Apocalipse é porne, palavra grega derivada de pernemi, que significa "vender". A prostituição espiritual ocorre quando o relacionamento com o Pai é deturpado pelas alianças humanas em torno do dinheiro, do poder e do engano espiritual.
Nem sempre caracteriza-se por "negar" abertamente o nome do Pai e o relacionamento com Ele, mas aplica-se a deturpar com sutileza os direcionamentos divinos, buscando relacionar-se com o Eterno de uma forma falsa, de acordo com os próprios interesses e ganância, chegando até mesmo a mercadejar princípios espirituais.
Eis aí a grande diferença entre a noiva (igreja) e a prostituta (Babilônia). Enquanto que a noiva se mantém pura à espera do amado noivo (Cristo), a prostituta se relaciona espiritualmente com todos os segmentos malignos, buscando a realização de seus próprios interesses. Se prostitui a nível político e a nível religioso

A Grande Babilônia – Jesisel Rodrigues

Na Bíblia, “Babilônia” é mais que uma cidade ou império; ela representa um sistema Satânico. Babilônia se iniciou através da obra de Ninrode, que com um audacioso projeto, desejava conquistar o mundo através do esforço humano, sendo impedido por Deus, que confundiu às línguas e dispersou seu reino pelo mundo afora por causa da sua arrogância (Gn 10:8-10; 11:1-9). Nabucodonosor desejava fazer o mesmo, ele possuía um esquema centrado no homem, que tentava conquistar o coração, a mente, e o corpo das pessoas, e nesse sistema não havia espaço para Deus. O nome “Babel” significa: “portão de Deus”. Ela finge ser o caminho para o céu. No entanto, é o caminho para o inferno.
Os verdadeiros crentes não participam desse sistema mundano (Ap 18:4-5). Como os três jovens hebreus, devemos permanecer firmes contra a Babilônia e testemunhar a verdade da Palavra do Senhor, mesmo que isso custe nossa segurança.



2. As promessas de uma fornalha em chamas

O Rei ficou enfurecido ao saber que seu decreto foi desobedecido. Ele deu outra chance aos jovens. Mas eles preferiram antes enfrentar o fogo a ter que se curvar a seu ídolo. Assim, eles foram lançados na fornalha amarrados com as próprias vestes. Três promessas se destacam nessa história. Vejamos:

A Fornalha de Fogo simboliza as dificuldades, sofrimentos, tribulações, momentos de adversidades, ninguém quer entrar na fornalha, mas todos nós passamos por ela. Quando Nabucodonozor observou que na Fornalha não tinha apenas os três jovens, mas havia quatro e um tinha a semelhança do Filho dos Deuses, amados quando passamos pela Fornalha o Senhor está conosco, ele nunca nos desamparará e o fogo não nos queimará pois fazemos a diferença porque o Senhor está conosco, ele disse: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

As 5 Tentações do Poder: Nabucodonosor e Daniel – Anderson Caleb

Continua...

2.1 Seguir ao Senhor não nos isenta de uma fornalha

Vos foi concedido poderia ser mais literalmente traduzido para vos foi graciosamente concedida (karizomai é a forma verbal de karis, "graça"). "O privilégio de sofrer por Cristo é o privilégio de fazer o tipo de serviço que é bastante importante para merecer o contra-ataque do mundo". Sofrer por Cristo (no interesse de sua causa) é um favor só concedido àqueles que crêem nele.

Comentário Bíblico Moody

No texto bíblico, Jesus avisou seus discípulos que eles se deparariam com tempos difíceis. Logo eles ficariam desnorteados! Jesus preparou os discípulos para essa dolorosa experiência de várias maneiras. Primeiramente, ele disse que quando o mundo os odiasse, deveriam se lembrar de que o Mundo O odiou primeiro (15:18). Por serem Seus discípulos, poderiam esperar pelo mesmo tratamento que ele recebeu (15:20). Se o Mundo tivesse escutado a Jesus, escutaria os discípulos também. Todavia, como o Mundo em geral perseguiu a Jesus, eles podiam esperar que o Mundo fizesse a mesma coisa com eles.
A perseguição por parte do Mundo, disselhes Jesus, não seria “pessoal”, mas sobreviria porque eles eram Seus seguidores (15:21). Ele queria que os discípulos soubessem que os que odiavam Jesus e os discípulos também odiavam o Pai (15:23). Jesus sabia que o que seria mais frustrante na perseguição que se aproximava era que ela não fazia sentido! Ele previu que a perseguição seria “sem motivo” (15:25). Ele esperava que o fato de os discípulos saberem isso de antemão tornaria de alguma maneira tudo mais suportável para eles.

Eu Sou a Viodeira, “João: A jornada da Fé”, Bruce McLarty (editado)

Não existe evangelho fácil. Ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha. Todo aquele que se dedica ao Senhor não está isento da provação. Nós estamos no mundo, mas não somos amigos dele, somos a contramão de um sistema que a cada dia tenta nos absorver e nos desvincular de nossa profissão de fé (Jo 15:18-20; Fp 1:29). Esses três jovens desafiaram o sistema, envergonharam o rei diante de todos, eles preferiram morrer a negar seu Deus. Eles são um exemplo para todos aqueles que creem; que ainda não se deixaram levar pelo sistema; que não negaram a fé. Mesmo sabendo que a fornalha seria aquecida além do normal, eles confiaram no Senhor, acreditaram que pela vida ou pela morte o Senhor não os deixaria.
Esses três jovens destilaram uma mescla de fé unida a uma audaciosa coragem. Eles enfrentaram a morte e como prêmio encontraram a vida. É o medo de perder que nos impede de conquistar grandes vitórias e altos níveis de comunhão como o nosso Deus.

Continua...

2.2 O Senhor jamais nos abandona durante a provação

Há dias em que tudo parece dar errado, mas isso não significa que você esteja longe de Deus; afinal, as provações vêm sobre todos. Algumas vezes, decisões erradas que tomamos nos afastam do Senhor; em outras ocasiões, atitudes do inimigo nos levam a crer que fomos desamparados pelo Pai e, por isso, desta vez, não haverá ajuda. Mas não se esqueça de que o Senhor é fiel.
Além disso, é importante saber que, para quem vive da fé em Jesus, não existe azar. Deus nos ordena que vivamos da fé (II Co 5:7); assim, veremos que, quando a provação vem, mostramos em Quem cremos. Ora, a pessoa que crê no Senhor jamais se deixa levar pelas mentiras diabólicas; por outro lado, quem acredita mais no demônio do que no Altíssimo se desespera e apela para todos os lados, sem obter nenhum amparo.
O Diabo sempre aproveita os maus momentos para atacar, e muitos são derrotados, pois não percebem que foi a falta de fé deles que os impediu de serem abençoados. Os que estão firmados na Rocha jamais desistem de confiar no Senhor, ainda que tudo prove que não há mais nada a se fazer. Eles sabem que Deus é fiel e de modo algum negará a si mesmo, ainda que sejamos infiéis (II Tm 2:13).

Deus é o seu Amparo – R.R. Soares

Fogo que Deus se faz presente sempre tira de nós o que nos impede de caminhar. Eles foram lançados no fogo amarrados, de repente, foram vistos passeando dentro do fogo. O que nos prova que somente as cordas se queimaram (Dn 3:25). Nabucodonosor avistou uma pessoa a mais com eles a passear, Deus nunca abandona os seus quando passam por provações aterradoras. Ele pode não impedir que entremos na fornalha, mas entrará conosco e nos preservará para sua glória (Is 43:2). Os homens que lançaram eles no fogo morreram queimados instantaneamente, eles, porém, além de não sofrerem nenhuma lesão, nem cheiro de fogo passou sobre eles (Dn 3:22 e 27). Deus sabe preservar os que lhe são fiéis (Hb 11:30-34).


Continua...

2.3 A fornalha produz um nível de crescimento

O Rei se enraiveceu e não pôde acreditar, 3:13-15.
3:13-14 – “É verdade?” O Rei pergunta a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Pode ter sido inacreditável para o Rei que alguém ousasse rejeitá-lo. Seguramente, ele pensou que estava mal informado; ninguém ousaria discutir a palavra do Rei ou desobedecer sua ordem.
3:15 – O Rei mostra sua imparcialidade dando-lhes outra oportunidade para provarem sua lealdade. Além do mais, qual deus poderia livrá-los das mãos de Nabucodonosor?
Não precisamos responder-te, 3:16-18.
3:16 – Estes judeus fiéis não precisavam de mais consideração ou discussão: – Não precisamos dar-te resposta a respeito disto. Em outras palavras, – Não temos que pensar mais sobre isso. Não nos curvaremos!
Muitos poderiam ter raciocinado sobre sua situação e mudado de opinião. Eles poderiam ter argumentado: 1) é inútil resistir; 2) por que jogar fora oportunidades de subir de cargo? 3) ídolo nada é, apenas um símbolo de homenagem política; 4) isto é somente uma vez, e não por muito tempo; 5) poderia fazer melhor vivendo do que morrendo; ou 6) morte numa fornalha ardente é pedir demais da minha fé.
3:17-18 – A resposta deles declarava implicitamente sua fé no Deus Todo-Poderoso que poderia livrá-los de Nabucodonosor. E mesmo se ele não os tirasse do fogo, eles ainda se recusariam a adorar os deuses de Nabucodonosor ou a imagem de ouro.

Daniel – Robert Harkrider

Somente quando atingimos o fogo é que nos tornamos cônscios da presença do companheiro Divino andando ao nosso lado, mostrando aos nossos inimigos Sua grandeza. Que privilégio para esses jovens! Eles receberam uma revelação pessoal de Cristo Salvador antes mesmo dele revelar-se para o mundo. O que uma fornalha não pode nos revelar? O fogo os livrou de suas amarras da mesma forma que sofrer por Cristo, hoje, nos liberta jubilosamente do pecado e do mundo. A experiência deles glorificou a Deus diante dos outros (I Co 6:19-20), e o rei os promoveu e deu-lhes honras. Primeiro, o sofrimento; depois, a glória (I Pe 5:1,10-11).
Esses moços não poderiam ter permanecido de pé, se não fossem sustentados por uma fé inabalável e sobrenatural. Eles não pensaram em si defender, estavam prontos a morrer se Deus assim desejasse. Eles tomaram uma atitude de fidelidade ao Deus soberano e a mantiveram independente de qualquer expectativa de libertação (Dn 3:16-18).

Continua...


3. forjados pelo fogo da provação

Nabucodonosor foi publicamente envergonhado, mas também ficou maravilhado com o que viu na vida desses três jovens. Ele se aproximou da fornalha e não se queimou (Dn 3:26), uma prova real de que a confiança em Deus nos exalta diante dos nossos inimigos. Vejamos três aspectos importantes desse capítulo.

3.1 Somos mais que vencedores

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8:37). Como podemos nos tornar tão grandes vencedores? Quando durante os conflitos de nossas vidas adquirirmos uma disciplina que não somente fortaleça a nossa fé, mas que consolide nosso caráter espiritual. A tentação se faz necessária para firmar e confirmar nossa vida espiritual, ela é como fogo para o metal mais precioso, que além de purificá-lo, o torna flexível. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, porque neles aprendemos que o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota (Dn 3:28-29).
Nosso Salvador já experimentou todas as dificuldades que agora nos impede para enfrentar, e não nos pediria para atravessá-las, se não estivesse certo de que não são difíceis demais para nós, nem estão além das nossas forças.

Em elaboração

3.2 Deus age no meio do fogo

“Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, que enviou seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, se não o seu Deus” (Dn 3:28). Em todos os lugares difíceis a que Deus nos leva, ele sempre está criando oportunidades para que nossa fé possa ser exercitada. Esses jovens pareciam iminentemente derrotados enquanto os inimigos observavam para vê-los arder naquelas chamas. Ao fim da provação nem um fio de cabelo foi atingido (Dn 3:22-27). Eles sacrificaram seus corpos, demonstrando aos seus algozes que sua fé era coerente e sua fidelidade inegociável, que lição para aqueles que sacrificam o sagrado!

3.3 A última fornalha

O capítulo três de Daniel é uma tipologia profética de Israel nos dias da Grande Tribulação (II Ts 2:1-12; Ap 13:1-18). Nabucodonosor simboliza o anticristo; sua estátua representa a imagem do anticristo que será erigida; e os três hebreus representam os crentes judeus que serão protegidos durante a tribulação. O milagre da fornalha tipifica um retrato dos eventos nos últimos dias. Daniel não estava presente quando essas coisas aconteceram. Em sua ausência o rei confeccionou seu perverso ídolo. Isso ilustra o arrebatamento da Igreja: quando a Igreja estiver fora da terra, então Satanás poderá levar avante seus planos diabólicos a fim de escravizar a mente e os corpos das pessoas.
“A vinda do Senhor está próxima”. Nós, cristãos, temos que atravessar a “fornalha de fogo” antes do retorno de Jesus. Mas não temos nada a temer, pois Ele estará conosco. E é muito melhor atravessar uma fornalha de fogo que viver em um lago de fogo por toda a eternidade.

Em elaboração


Conclusão

A Fornalha não trouxe morte, mas libertação das amarras, revelação pessoal de um Deus justo, e honra diante dos inimigos. A Tribulação produz sempre paciência, experiência, esperança (Rm 5:3-4). Parece incrível, mas esses jovens estavam mais seguros dentro da fornalha do que fora dela. Deixemos o fogo cortar nossas cordas impeditivas!


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 12
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
O Quarto Homem da Fornalha (link)
Fidelidade a Deus (link)
João: A jornada da Fé (link)
Daniel (link)
Deus é o seu Amparo (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Integridade em Tempos de Crise (link)
Como Ser um Cristão Fiel até a Morte (link)
O Tijolo de Nabucodonosor (link)
Onde Deus Está Quando as Tragédias Acontecem? (link)

Pontos Relevantes no Livro de Jó (link)

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