segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

EBD Editora Betel - Mormonismo, A mais Anticristã das Seitas

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 02 de Fevereiro de 2014
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II Simpósio de Liderança Multidisciplinar e Interinstitucional 2014 (EM MAIO. AGUARDEM)

Texto Aureo

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema". Gl 1:8

Não Sigam Outro Evangelho

Não sigam outro evangelho (1:1-9). Paulo começa a sua carta às igrejas da Galácia abordando a questão de autoridade. Sua própria autoridade como apóstolo veio diretamente de Jesus (1:1). A autoridade de Jesus era a autoridade de Deus, que foi pro-vada na ressurreição (1:1; veja Mateus 28:18 e Atos 17:30-31). O evangelho que Paulo pregou falou sobre a graça de Cristo, que se entregou pelos nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (1:4).
Contudo, alguns perturbavam os gálatas, pregando “outro evangelho” (1:6). De fato, não existe outro evangelho, mas estes estavam pervertendo “o evangelho de Cristo” (1:7). Perverter o evangelho quer dizer acrescentar (ou diminuir) sem a autori-dade de Cristo. Paulo disse que qualquer pessoa que “vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” — mesmo se for um apóstolo ou um anjo do céu (1:8-9)! “Anátema” quer dizer “separado para ser destruído”. Qualquer pessoa que não ensina o evangelho que Cristo entregou não tem a autoridade de Cristo e será destruída (veja 2 João 9).
A fonte do evangelho (1:10-24). Paulo afirmou enfaticamente que o evangelho que ele ensinava não veio do homem. Primeiro, se viesse dos homens, seria mais agradável a eles. Mas, Paulo está sendo perseguido por seu evangelho, até pelos próprios gála-tas! (Veja 4:16 e 5:11). Está sendo perseguido porque ele procura agradar a Cristo, não ao homem (1:10; veja Mateus 6:24).
Quando Paulo recebeu o evangelho de Cristo (1:11-12), ele não foi para Jerusalém para ser instruído pelos outros apóstolos. Antes, ele foi diretamente para Arábia e Damasco, pregando o evangelho que tinha recebido (1:15-17; veja Atos 9:1-22). Três anos passaram antes de Paulo encontrar os apóstolos em Jerusalém (1:18). Os irmãos na Judéia não o conheciam, mas apenas ouviram que ele estava pregando a mesma fé que anteriormente tentava destruir (1:22-23). O ponto dele é este: sem conhecer os outros, como ele poderia ter recebido o evangelho deles?

O Livro de Gálatas – Carl Ballard

Verdade Aplicada

Nenhuma visão angelical ou sobrenatural sobrepõe os ensinos das Sagradas Escrituras.

Objetivos da Lição

Conhecer a origem do Mormonismo;
Apresentar os Livros que os mórmons consideram sagrados;
Refutar as heresias do Mormonismo.

Textos de Referência

Gl 1:6 - Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho,
Gl 1:7 - O qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.
Gl 1:8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.
Gl 1:9 - Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.


Introdução

O Mormonismo é uma das seitas mais anticristã, pois sua doutrina é repleta de orientação e revelação angelicais. Os Mórmons ou a "Igreja dos Santos dos Últimos Dias"¹, como também são conhecidos, é uma das seitas que mais cresce no mundo, com dados de crescimento assustador, especialmente no Brasil. Todo esse crescimento é atribuído ao trabalho intenso dos missionários, denominados Elder.
Portanto é de suma importância conhecer a história e seus principais ensinos.

De acordo com o Almanaque da Igreja Mórmon, seus primeiros membros no Brasil foram os imigrantes alemães Augusta Kuhlmann Lippelt e seus quatro filhos, que chegaram ao Brasil em 1923. O marido, Roberto, foi batizado vários anos mais tarde. Entretanto, os primeiros missionários no Brasil foram os “élderes” William F. Heinz e Emil A. J.l Schindler, acompanhados por Rheinold Stoof, Presidente da Missão Sul Americana em Buenos Aires, Argentina, que em 1928, começou o proselitismo entre as pessoas de Língua Alemã.
A história dos mórmons é marcada pelo racismo, em conseqüência de sua doutrina igualmente racista. Segundo o historiador mórmon Dr. Lawrence J. Nielsen, durante anos a igreja evitou converter pessoas de ascendência africana, e os missionários desenvolveram vários métodos (até a prática de verificar alguns de fotografias) para detectar tal linhagem a fim de não batizar pessoas erradas. Desenvolveram também códigos secretos – sinais de mão – para se comunicar sem serem reconhecidos pelos negros. Segundo o pesquisador mórmon Mark L. Grover, durante os anos 50 a missão brasileira estabeleceu oficialmente como seu alvo principal a “pureza racial de todos os novos convertidos”.

Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR

¹ O nome correto é: “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”


1. O Surgimento do Mormonismo

O mormonismo teve início com a morte² do americano Joseph Smith Jr, nascido em 23 de dezembro de 1805. Uma seita que começou com seis membros (1830), um mês depois tinha quarenta adeptos e, apos seis anos, em 1836, contava com dezesseis mil membros. Há dados estatísticos indicando que, no mundo todo, atualmente, há mais de 13 milhões de Mórmons.

² Na verdade, com a morte do fundador houve divisões internas. A morte dele não criou algo que já existia. Veja a citação abaixo:

Os Mórmons constituem uma comunidade religiosa que pertence ao espectro do cristianismo, no ramo restauracionista. Segundo a versão oficial da Igreja, o nome dado pelo Senhor, pelo qual os membros da comunidade devem ser conhecidos, entretanto, é Santos dos Últimos Dias (SUD). Segundo a doutrina, “Últimos Dias” refere-se à plenitude dos tempos ou à última dispensação antes do glorioso dia da segunda vinda de Jesus Cristo.
A Igreja ensina que a verdadeira fé e sacerdócio foram restauradas por Joseph Smith Jr., através da profecia e da visitação de anjos, no início de 1820. Assim, é a única organização na Terra com autoridade para realizar ordenanças válidas (como o batismo ou o sacramento). A Igreja também pratica outras ordenanças, como o casamento celestial e o batismo pelos mortos. A sede está sediada em Salt Lake City, Utah (EUA), e estabeleceu congregações em todo o mundo. Em  2007, a Igreja relatou mais de 13 milhões de membros, com pouco mais de 1 milhão no Brasil.

Mórmons – Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife

Depois da morte de Joseph Smith, sua igreja se dividiu. A primeira facção seguiu a liderança de Brigham Young, fiel discípulo do "profeta" Smith. Como ainda eram muitas as perseguições que sofriam nessa época, Young e aqueles a quem liderava, após penosa peregrinação, em julho de 1847, chegaram ao Estado de Utah, na época território mexicano não ocupado, e, ali, onde hoje é a cidade de Salt Lake City, fundaram a sede da igreja, uma espécie de quartel-general, de onde o mundo seria alcançado pelos apóstolos do mormonismo.
A maioria, no entanto, decidiu ficar sob a liderança de um filho de Joseph Smith, e separou-se dos demais, permanecendo no Estado de Missouri. Reorganizaram a igreja e estabeleceram sua sede em Independence, Missouri. Chamaram-na "Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Esta igreja tem prosperado e ainda permanece, embora seja menor que a de Utah.
Das várias facções que surgiram depois da morte de Joseph Smith, outra digna de menção é a "Igreja de Cristo do Lote do Templo", com sede em Bloomington, Estado de Illinóis. Segundo as "revelações" recebidas por alguns líderes dessa facção, convenceram-se de que Sião, o lugar do regresso de Cristo à Terra, está em Bloomington, e não em Israel. Crêem que ele terá o seu templo em certo lote da área onde está a sede dessa igreja.

Seitas e Heresias – Raimundo de Oliveira


1.1 Origem da seita

Conceitos orientadores:

Os exercícios religiosos nas assembléias públicas devem ter este ponto de vista: que todo seja feito para edificar. Enquanto a falar em língua desconhecida, se houver presente alguém que pudesse interpretar, podem exercer-se de uma vez só dois dons miraculosos, e por eles a igreja é edificada, e ao mesmo tempo é confirmada a fé dos que ouvem. Enquanto a profetizar, devem falar dois ou três numa reunião, e um após o outro, não todos ao mesmo tempo. O homem inspirado pelo Espírito de Deus observará a ordem e a decência para comunicar suas revelações. Deus nunca ensina aos homens que descuidem seus deveres ou que atuem em nenhuma forma inconveniente para sua idade ou cargo.

Comentário Bíblico Matthew Henry (conciso) – Matthew Henry

A PRIMEIRA VISÃO (1820) — Declarou que Deus e Jesus Cristo, ambos em forma humana, lhe apareceram dizendo que todas as igrejas estavam erradas e que o Cristianismo estava perdido. As duas personagens proclamaram a iniciação de uma nova dispensação evangélica.
A SEGUNDA VISÃO (1823) — Tal visão trata sobre o Livro de Mórmon. (Vide Morôni 10:3-6) Disse ele que um anjo chamado Morôni, visitou-o em sua casa, dizendo-lhe para ir a um monte chamado Cumora. Lá encontraria um livro escrito em placas de ouro em língua “Egípcia Reformada” (em hieróglifos). Depois de copiadas as placas foram devolvidas ao anjo Morôni e enterradas e nunca mais foram vistas. Esta é a origem do Livro de Mórmon.
O Mormonismo ganhou os primeiros adeptos nos distritos rurais da Nova Inglaterra . Pôr causa de questões políticas e a pretensão de Smith em 1843 de ter recebido uma revelação divina , autorizando a prática da poligamia como doutrina da igreja, a pequena colônia teve que emigrar para o estado de Ohio e mais tarde para o Missouri e de lá para Illinois. Aí, pôr causa das suas práticas extravagantes e ditatoriais, Smith e alguns de seus seguidores foram presos e linchados pôr uma turba em 1844.
Houve neste tempo uma divisão. A maioria dos mórmons, chefiados pôr Brigham Young, emigrou para Utah, vasto território desocupado que neste tempo pertencia ao México, e fundou uma nova colônia no vale dos lagos Salgados. Finda a guerra entre os Estados Unidos e México, Utah pediu admissão como Estado na União Americana, mas, pôr causa da pequena população e a prática da poligamia pôr parte dos mórmons, que constituíam a grande maioria dos habitantes, foi constituído em “território”, sendo aceito como Estado somente em 1896 quando os líderes prometeram acabar com a prática da poligamia, embora continue até o presente como uma das doutrinas cardinais da igreja.

Seitas e Heresias – DGCEC

Conforme veremos adiante, a vida pregressa do fundador (principalmente de seus familiares), nos leva a desconfiar extremamente de qualquer tipo de testemunhos dele. Tratando-se de questões espirituais, místicas e únicas, muito mais ainda. Afinal, ele era totalmente dado a trapaças, golpes e outros (aprendeu no seio do Lar). Por outro lado, todo o relato que contradiga a Bíblia, deve ser tido como anátema (maldito). Não é recalque contra um ex-contraventor convertido, mas total confronto com as Escrituras. Por mais famoso, precisos e “bons” que sejam ou tenham sido algum profeta moderno (ou mesmo antigo), devemos julgar as profecias (Dt 13:1-5, At 3:18-26, I Co 12:10 e II Pe 1:20).
O Apóstolo Paulo, ao escrever a Primeira Carta aos Coríntios, ensinou que as profecias devem ser julgadas (I Co 14:29). Da mesma forma, as revelações devem passar pelo crivo da avaliação bíblica. Toda e qualquer orientação para a vida do cristão deve ser pautada nas Escrituras Sagradas ou ficar sujeita as heresias. Não é regra geral, porém orações, profecias e revelações que acontecem em montes ou outros lugares fora da igreja, em ambientes onde não há o julgamento ou discernimento de espírito, é um terreno fértil para o surgimento das heresias. No afã de obter uma resposta de Deus, muitos não procuram seus líderes ou mesma a Palavra de Deus. Assim, a primeira "profecia" ou "sonho", transformam-se, para estes incautos, em um dogma. Cuidado, profecias da carne, revelações sem fundamento bíblico, é o caminho para o surgimento de heresias e seitas.


1.2 Fundação da Seita Mórmon

Conceitos orientadores:

Joseph Smith cedo encontrou quem o aceitasse como profeta, pelo que fundou a "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Desde então, ficou estabelecido como um princípio doutrinário que esta era a única igreja verdadeira, e que fora dela não havia outro meio de salvação para o homem.
Uma série de "revelações" de Joseph Smith foi desenvolvendo a doutrina dessa igreja, transformando-a, através dos anos, numa forma de politeísmo. Os crentes deveriam edificar uma teocracia, isto é, teriam o assessoramento de doze apóstolos. As pretensões de domínio de Smith eram tão elevadas que ele chegou a lançar-se candidato à presidência dos Estados Unidos.
Smith e seus seguidores sofriam não poucas perseguições, razão por que eram levados a peregrinar de um a outro ponto da América, procurando onde estabelecer uma colônia e fundar o reino de Deus. Encontraram acolhida em Illinois, onde erigiram a cidade de Nauvoo. Ali, acusado de grosseira imoralidade e falsificação, Smith foi preso, e uma turba enfurecida invadiu a cadeia e, a tiros, matou Smith e seu irmão, Hyrum.

Seitas e Heresias – Raimundo de Oliveira

O trabalho de “tradução” e o seu zelo espiritual foi tão intenso que, a 15 de maio de 1829, os céus não puderam mais conter sua alegria. Assim, “João Batista” em pessoa foi enviado a toda pressa ao pequeno Estado da Pensilvânia por ordem de “Pedro, Tiago e João”, para conferir a Joseph e Oliver o “Sacerdócio Aarônico”.
Em seguida, deixando o Estado de Pensilvânia, pois agora se achava mais santificado e imortalizado pelo fato de “João Batista” haver procedido ali à iniciação de Joseph no Sacerdócio Aarônico, voltou ao Estado de Nova Iorque, dirigindo-se para a casa de Peter Whitmer, na cidade de Fayette. Permaneceu ali até terminar a “tradução” das placas e publicar e registrar o Livro de Mórmon, o que se deu em 1830. Daí em diante houve um grande crescimento desta seita.

Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR

O que aconteceria se Abrão vivesse em nossos dias e dissesse que Deus lhe falara e que teria que ir bem para longe? Idem João Batista clamando: “Arrependei-vos!”? E Jesus, se surgisse dizendo: “eu sou O CAMINHO...”? Certamente o mesmo que fazemos ao ouvir as afirmações de Smith faríamos aos três citados: desdém, um risinho disfarçado, um menear de cabeça e etc.
A grande diferença é que o que aqueles disseram e fizeram, se cumpriu e se mostrou alinhado com as profecias prévias e posteriores: alinhavado e muito bem tecido! Como tudo o que o fundador dos mórmons disse, fez, disse que viu, ou que escreveu/traduziu não condiz com a Bíblia, podemos ter certeza que não estamos dando “risos de Sara” ou fazendo “perguntas de Zacarias (pai de João Batista)”. Não estamos pecando contra o “enviado de Melquisedeque e de Arão”.


1.3 Vida de Joseph Smith Jr.

Conceitos orientadores:

Joseph Smith Jr. (1805-1844), Nasceu em Shanon, Vermont, nos Estados Unidos em 23 de dezembro de 1805. Sua família era muito pobre. Na sua infância mudou-se para o estado de New York. Seus pais eram supersticiosos e dados a crenças ocultistas, no entanto se converteram através de uma Campanha de evangelismo. Joseph Smith Jr. via muitas disputas entre as várias denominações evangélicas de sua época. Dizem que ele fugia das disputas preferindo ficar sozinho num matagal próximo de sua casa.

Seitas e Heresias – DGCEC

As sementes daquela que mais tarde seria a religião mórmon achavam-se em germinação na mente de Joseph Smith Jr., o “profeta”, que em 1816 era conhecido do povo de Palmyra, Nova Iorque, simplesmente como Joe Smith.
Seu pai era um homem místico que passava grande parte de seu tempo a procurar imaginários tesouros escondidos. Além disso, algumas vezes tentou imprimir dinheiro falso, o que, pelo menos numa ocasião, levou-o a um confronto com a policia local. A mãe era dada a idéias religiosas extremadas, e cria nas superstições mais triviais.

Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR

O “Profeta” dos Mórmons, Joseph Smith Júnior, nasceu em 23 de Dezembro de 1805, em Sharon, Estado de Vermont. Foi criado na pobreza e superstição. Não teve instrução alguma. Era filho de Joseph Smith e Lucy Smith. Seu pai era um homem místico e, segundo Walter Martins (um dos maiores heresiologistas do mundo), em seu livro O Império das Seitas ( pág.97), Joseph Smith, pai do fundador das Seita dos Mórmons, ocupava grande parte do tempo á procura de tesouros escondidos e também era ligado a um falsificador de dinheiro chamado Jack . Sua Mãe era também mística e supersticiosa.
...De N.York mudou-se para Illinois, onde dirigiu a primeira colônia dos Mórmons. Ao pregar a poligamia(1843), abriu um cisma na Seita( Smith teve 27 esposas e 44 filhos) depois de vários casos com a polícia, juntamente com seu irmão Hiram, acusado de grossa imoralidade e falsificação, Smith foi preso e uma turba enfurecida invadiu a cadeia e a tiros matou Smith e a seu irmão Hiram.
...Outro fato estranho é que Joseph Smith tentou em 1928 se filiar à Igreja Metodista, tendo sido impedido porque estava envolvido com “necromancia, advinhações e fantasmas sangrentos”, (Mormon`s Clains Answerd, pag. 8).

Herisiologia (trechos) – Centro de Educação e Cultura Pastor Pedro Valentim Monteiro

Desde o início do movimento Santo dos Últimos Dias, notou-se alguma ligação entre a maçonaria e o mormonismo. A Maçonaria desempenhou um papel considerável no estabelecimento de alguns rituais e na doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e consequentemente nos rituais e doutrinas de outras igrejas que, em um momento ou em outri vieram a separar-se desta. Em 6 de abril de 1840 foi fundada a Grande Loja Maçônica de Illinois, pelo juiz e patriarca mórmon James Adams, com sede em Nauvoo. A nova Grande Loja imediatamente estabeleceu laços estreitos com a comunidade religiosa fundada por Joseph Smith Jr., profeta e presidente da Igreja Mórmon. Em pouco tempo, a cidade de Nauvoo, então sede da Igreja, teve três alojamentos maçons, além de mais dois no estado de Iowa, onde, devido à grande adesão e membros da Igreja à maçonaria, passaram a ser conhecidas como "as lojas mórmon". A loja de Nauvoo cresceu rápidamente, passando a ter cerca de 1.550 irmãos afiliados em poucos meses. O próprio profeta Joseph Smith Jr. foi iniciado como um aprendiz maçon em 15 de março de 1842. Seu pai, Joseph Smith Sr., então Patriarca da Igreja, e seu irmão, Hirum Smith, futuro Patriarca da Igreja, eram ambos maçons. O episódio de filiação do profeta Joseph Smith à maçonaria foi documentado na ata da Loja de Nauvoo nessa mesma data, onde é dito que Joseph Smith Jr. e Sidney Rigdon "foram devidamente iniciados como aprendizes maçons no mesmo dia." 55 Os primeiros cinco presidentes da Igreja, Joseph Smith, Jr., Brigham Young, John Taylor, Wilford Woodruff e Lorenzo Snow foram todos iniciados como Maçons na Loja de Nauvoo. Alega-se que alguns ritos de A Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias ajustam ou são baseados em rituais maçônicos. Joseph Smith provavelmente usou símbolos e sinais maçonicos para ilustrar passagens da ordenança (ritual) mórmon da Investidura (ou Endowment, em inglês), a fim de facilitar o aprendizado dos membros da Igreja dos ensinamentos a serem aprendidos nesse ritual. Por algum tempo, especulou-se que entre aqueles que compunham a turba que assassinou Joseph Smith e Hirum Smith, estavam proeminentes maçons não-mórmons de Illinois, alguns iniciados na Loja de Nauvoo. Essa especulação fez com que membros da Igreja Mórmon não pudessem se unir à maçonaria e maçons não pudessem batizar-se na Igreja Mórmon por muitos anos (Brigham Young, após ter discutido com o então Grão-Mestre da Loja Maçônica de Salt Lake City, teria lhe dito que nenhum mórmon seria admitido na maçonaria, fazendo com que o Grão-Mestre dissesse que nenhum maçon poderia ser mórmon). Por muitos anos, era comum interpretar que membros da Igreja Mórmon que se unissem à maçonaria uniam-se a organizações não compatíveis com a vida de um membro da Igreja. Nos anos 2000, Gordon B. Hinckley, 15º Presidente da Igreja visitou a Grande Loja de Utah e, após conversar com o Grão-Mestre, afirmou que não há problema em um mórmon ser maçom. Desde então, os maçons não mais discriminaram os mórmons que pertenciam a seu meio ou que desejassem juntar-se a eles. Nos últimos quinze anos, é cada vez mais notória a participação de mórmons na maçonaria, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil e em outros países lusófonos.

Nos Mórmons, “Teorias Conspiratórias Maçônicas”, Wikipedia

Em sua mocidade, Smith se decepcionou com as igrejas de sua época e região. Foi nesse período que afirma ter recebido a primeira visão, na qual teriam aparecido o Pai e o Filho, denunciando a apostasia e falsidade de todas as igrejas, dizendo: "Eles se chegam a mim com os seus lábios, mas seus corações estão longe de mim; eles ensinam mandamentos dos homens como doutrina, tendo aparência de santidade, mas negando o meu poder" (O Testemunho do Profeta Joseph Smith, p. 4).
Há registros de fatos da vida de Joseph Smith Jr, nada exemplar para um homem considerado profeta, vidente e revelador. Em 1844, ano de sua morte, o jornal intitulado "Navoo Expositor" publicou matérias contendo denúncias contra Smith, que, revoltado, comandou um incêndio contra o referido jornal. Após julgamento e condenação foi preso por esse crime. Após cumprimento dessa pena, foi colocado em liberdade, mas logo em seguida, foi preso novamente, acusado de traição e insubordinação as leis estaduais. Smith foi preso por autoridades do estado do Illinois (E.U.A.), local que permaneceu ate sua morte.



2. Livros sagrados dos Mórmons

Os mórmons creem que Deus continuamente traz novas informações a igreja, não acreditando na existência de um Canon Bíblico encerrado. Assim, eles possuem muitos livros que são considerados novas inspirações para suas igrejas. Seus principais livros são:

A Igreja Cristã fracassou, pelo que o Mormonismo com toda a sua hierarquia, é hoje o único representante da Verdadeira Igreja — afirmam.
As operações do Espírito, conforme crê o mormonismo, nada têm a ver com aquelas manifestações tratadas no Novo Testamento.
A Bíblia é um livro imperfeito, precisando ser suplementada pelo O Livro de Mórmon, Doutrina e Pactos, e A Pérola de Grande Preço — alegam.
A crença mórmon na Revelação Progressiva de Deus objetiva estabelecer a canonicidade de O Livro de Mórmon, bem como das chamadas "revelações" de Joseph Smith.
O Mormonismo crê que, na manifestação de Cristo, a América do Norte, e não Israel, será a sede do seu Governo Milenar.
Enquanto admite crer nas autoridades constituídas, o Mormonismo praticamente nega obediência ao único e verdadeiro Deus.

Seitas e Heresias, Um sinal dos tempos – Raimundo F. de Oliveira


2.1 O Livro Mórmon

Conceitos orientadores:

...Contudo, para os mais fiéis, aparentemente não faz muita diferença se foi Moroni ou Nefi quem lhe levou a mensagem.
Enfim, Smith alega ter recebido em 1827 as placas de ouro, a partir das quais teria escrito o Livro de Mórmon. Pouco depois do histórico encontro das placas, que ele desenterrou no monte Cumorah, perto da cidade de Palmyra, Smith pôs-se a “traduzir” os hieróglifos nela escritos no idioma “egípcio reformado”. Para isso, utilizou uma espécie de óculos miraculosos, chamados “Urim e Tumim”, que o prestimoso Moroni teve a previsão de fornecer ao incipiente profeta.
Na época em que Joseph estava fazendo a tradução das placas (1827-29), certo professor, um mestre-escola itinerante de nome Oliver Cowdery, fez-lhe uma visita. Ali Cowdery convenientemente se “converteu” à religião do profeta, e pouco depois tornou-se um dos “escribas” que redigiram o que Joseph afirmava ser o conteúdo das placas, apesar de nunca as terem visto. Com o passar do tempo, os dois se tornaram amigos íntimos...

Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR

Livro de Mórmon. (Vide 2 Nefi 29:3-14 e 27:6-13)
A- Breve Análise.
O Livro de Mórmon se divide em quatro partes:
a- As Placas de Nefi. As Placas maiores e as Placas menores.
b- As Placas de Mórmon. Versão abreviada das Placas de Nefi.
c- As Placas de Etér. História dos Jareditas.
d- As Placas de Bronze de Labão. Escrituras hebraicas e genealogias.
B- Nomes dos Livros que o compõem:
I Nefi ; II Nefi; Jacó; Enos; Jarom; Omni; As Palavras de Mórmon; Mosiah; Helamã; III Nefi; VI Nefi; Eter; Morôni.
C- Conteúdo:
Trata-se do alegado registro sobre os antigos habitantes do continente americano, recebido, pôr Smith, pôr parte de visitantes angelicais, ma primavera de 1820 e em setembro de 1823. Teria sido capacitado a traduzir o livro através de certos óculos mágicos.
Não há qualquer evidência arqueológica que confirme diretamente a existência das tribos ali descritas. Os críticos perceberam muitos anacronismos no tocante a referências e citações, que são óbvios empréstimos verbais do Novo Testamento.
6- Outros livros reconhecidos: O Caminho da Perfeição, A Grande Apostasia, Regras de Fé, e outras publicações tal como a revista Liahona.
Os mórmons, geralmente, carregam uma pequena bolsa onde transportam a Bíblia, Doutrinas e Convênios, A Pérola de Grande Valor e o Livro de Mórmon.

Seitas e Heresias – DGCEC

A verdade acerca do Livro de Mórmon

Em 1812, um Pastor Presbiteriano aposentado chamado Salomão Spauding escreveu um livro contendo uma história fictícia dos primitivos habitantes americanos. Morreu sem publicar tal livro. O manuscrito caiu em mãos de um ex-pastor batista chamado Sidney Ridgon. Era homem douto e inteligente. Foi o teólogo de Smith. Fundaram então uma religião baseada nesse livro. Mais tarde aparece em cena Parley Pratt, que os auxilia na composição do Livro de Mórmon.
Se Samuel Spaulding soubesse que uma simples brincadeira literária de sua autoria daria nessa coisa que aí está, por certo teria queimado seus manuscritos.
O Livro de Mórmon, além de conter vários trechos do A.Testamento adul-terados, é uma fraca imitação da Bíblia. Contém vários trechos dos livros litúrgicos das Igrejas Anglicanas e Metodista. Como explicar isso se essas Igrejas foram organizadas em 1539 e 1739 respectivamente ? Contém ainda expressões e idéias modernas que não podiam ser conhecidas pelo suposto autor em 420 A.D.
...Os muitos erros gramaticais e de conteúdo do livro de Mórmon o fazem simplesmente uma obra de homem, nunca de Deus. O Livro de Mórmon é dividido em capítulos e versículos como a Bíblia Sagrada. Seu maior livro é o livro da Alma, com 63 capítulos e 1943 versículos. São os seguintes livros por ordem do Livro Mórmon: I e II Nefi, Jacó,Enos, Jaron, Omni, As Palavras de Mórmon, Mosiah, Alma, Helamã, III e IV Nefi, Livro de Mórmon, Éter e Moroni.
No seu todo o Livro de Mórmon é composto de 239 capítulos e 6553 versículos. Nele são encontrados capítulos inteiros da Bíblia. Por exemplo: I Nefi 20 é igual a Isaías 48; II Nefi 12 e 24, são iguais a Isaías 2 e 14; III Nefi 24 é igual a Malaquias 3; III Nefi 12 e 14 são iguais a Mateus 5 e 7; Moroni 10.7-20 é igual a I Cor. 12.
Não obstante o livro de Mórmon conter muito da Bíblia Sagrada, copiado descaradamente , Smith condena a Bíblia como sendo um livro incompleto e mutilado, e segundo ele cheio de erros, que Satanás usa para escravizar os homens. Ele diz isto textualmente em I Nefi 13.28,29 e II Nefi 29.3,6.
Citam Ezequiel 37.16,17 como referência bíblica ao Livro de Mórmon. Dizem que Lehi e seus descendentes ( personagens do Livro) eram da Tribo de José e seu registro ou “vara” é verdadeiramente apresentado no Livro de Mórmon, como também a vara ou registro de Judá é representada pela Bíblia.
Esse registro pode ser encontrado no Livro de Mórmon em Nefi 5.14 e III Nefi 10.17, onde diz que Lehi emigrou de Jerusalém para a América do Norte através do Pacífico com sua família e vários acompanhantes. Lá teve dois filhos : Nefi e Laman. Deus designou o filho mais novo Nefi para ser o chefe da tribo. Houve briga entre Nefi e Laman. Os Nefitas foram destruídos no ano 420 A.D. pelos lamanitas. O Profeta e líder dos Nefitas chamava-se Mórmon, o qual antes do extermínio do seu povo escreveu a revelação divina e fatos históricos em placas de ouro. O filho de Mórmon, chamado Moroni escondeu as placas no Monte Cumorah e em 1823, já “evoluído como Anjo”,e mandado por Deus revelou a Joseph Smith o local das placas. Os lamanitas, que eram judeus, segundo a história de Smith, pertenciam as dez tribos e deram origem aos índios americanos.

Herisiologia (autoria desconhecida) trechos

Na obra “O Império das Seitas (vol II)” há uma longa e detalhada análise do “Livro de Mórmon”, com reproduções de comunicações entre grandes estudiosos de Antropologia, mostrando total desencontro de dados e fatos sobre Egiptologia, Arqueologia, tipo físico dos índios americanos, materiais utilizados no Velho Mundo e vários outros dados incorretos, suspeitos e infundados, tornando impossível acreditar em uma obra dita celestial com tantos erros de conteúdo e gramática: uma fraude completa (e plágio, como já citado)!
Há várias teorias quanto a verdadeira origem do Livro Mórmon. Acredita-se que Joseph Smith traduziu uma literatura escrita por um homem chamado Mórmon, que consistia no registro da história das gerações do seu povo e os ensinamentos dos seus antepassados Hebreus. O livro mórmon, para muitos é apenas plágio das obras: a) "View of the Hebrews" (visão dos hebreus), publicado pela primeira vez em 1823, sete anos antes do Livro Mórmon; b) "The Wonders of Nature" (as maravilhas da natureza), escrito por Josiah Priest, publicado em 1826, cinco anos antes do Livro Mórmon; c) A versão autorizada da Bíblia inglesa, King James, publicada pela primeira vez em 1611; d) Os "Evangelhos Apócrifos".


2.2 A Pérola de Grande Valor

Conceitos orientadores:

Segundo os Mórmons, "A Pérola de Grande Valor" contem o Livro de Moisés, o Livro de Abraão e alguns escritos inspirados de Joseph Smith. O Livro de Moisés contem uma narrativa de algumas das visões e escritos de Moisés revelados ao Profeta Joseph Smith em junho e dezembro de 1830. Segundo os Mórmons, esta obra esclarece doutrinas e ensinamentos que se haviam perdido da Bíblia, e traz também, informações adicionais concernentes a criação da Terra. O Livro de Abraão, conforme acreditam os Mórmons, contem informações sobre a Criação, o Evangelho, a Natureza de Deus e o Sacerdócio.


2.3 Doutrina e Convênios

Conceitos orientadores:

A organização e o governo da Igreja dos Santos dos Últimos Dias baseiam-se num sacerdócio modelado ao do Velho Testamento. O sacerdócio divide-se em duas ordens: a de Arão e a de Melquisedeque. O sacerdócio de Arão cuida principalmente das coisas temporais - a colheita do dízimo, a distribuição das caridades, a administração das propriedades da Igreja e à administração do batismo e da ceia do Senhor. Seus oficiais consistem em bispos, sacerdotes, mestres e diáconos. O sacerdócio da ordem de Melquisedeque cuida principalmente das coisas espirituais e da administração geral, mesmo das coisas temporais e da propagação da fé. Os oficiais desta ordem são: apóstolos, profetas, videntes, reveladores, patriarcas, sumo-sacerdotes e setenta anciões. O cabeça da igreja, que é o administrador, o legislador e o jurista supremo, é o bispo presidente escolhido da ordem de Melquisedeque.

Seitas e Heresias – DGCEC

Para os Mórmons, este livro contem revelações sobre a Igreja de Jesus Cristo, conforme foi restaurada nestes últimos dias. Diversas seções do livro explicam a organização da Igreja e definem os ofícios do sacerdócio e suas funções. Outras seções contem, segundo eles, verdades gloriosas que ficaram perdidas por centenas de anos. Outras são uma tentativa de esclarecer os ensinamentos da Bíblia. Além dessas, há seções que contem profecias de acontecimentos ainda por vir.

Continua...


3. Principais Ensinos Mórmons

A Doutrina Mórmon é extensa, pois possui várias escrituras consideradas por eles como inspiradas. Nesta lição, serão abordadas apenas as mais relevantes de suas infindáveis heresias.


3.1 Doutrinas Fundamentais

Conceitos orientadores:

Com ensinamentos como o Politeísmo, Poligamia, negação da Divindade de Cristo, apresentam Deus como um ser de carne e osso, afirmam que Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo, mas pelo Deus-Adão e a condenação a todas as outras igrejas, as chamando de abominação (“Pérola de Grande Valor”, história 2:19), eles mesmos cancelam toda e qualquer possibilidade de serem incluído em qualquer forma ou ramificação do Cristianismo.
Os mórmons afirmam que a salvação acontece em dois níveis: 1) Salvação geral - é a salvação concedida a todas as pessoas pela ressurreição de Jesus Cristo. Conforme essa doutrina, todos os que não forem salvos por seus méritos e ações individuais, serão salvos após um período de castigo. Este ensino é uma falsa solução criada por algumas seitas que não tem respostas para aqueles que morreram antes da fundação de suas respectivas heresias ou que não pertencem a suas seitas. A Palavra de Deus é enfática ao afirmar que, mesmo os que não ouviram falar de Jesus, serão julgados conforme os critérios criados por Deus (Rm 2:12-16); 2) Salvação Individual - Esta salvação, segundo eles, acontece através da fé em Cristo, pelo batismo por imersão e pela prática de boas obras, dentre outras ações. Ou seja, exceto a fé em Jesus Cristo que é bíblica, eles agregam outros fatos como condição para a salvação. O ladrão que estava crucificado ao lado de Jesus e creu Nele, não foi batizado, e conforme palavra dita a ele foi salvo (Lc 23:43). Em relação as boas obras, as Escrituras Sagradas ensinam que o cristão deve ter boas obras, porém, não são as boas obras que salvam (Ef 2:8 e 9).

Erros, Heresias e Contradições (I) (II)

3.2 O Batismo pelos Mortos

Conceitos orientadores:

Na verdade a primeira frase representa grande dificuldade para nosso entendimento. “Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se, absolutamente, os mortos não são ressuscitados, por que se batizam por eles?” [tradução do autor]. Será que havia em Corinto o costume de que membros da igreja se deixavam batizar vicariamente por familiares já falecidos, no intuito de propiciar também a eles, desse modo, a salvação? Foi o que os exegetas deste versículo repetidamente supuseram. Contudo é justamente contra isso que se levantam dúvidas. Será que Paulo teria tolerado uma deformação dessas de sua mensagem em Corinto? Afirma-se que, na realidade, referindo-se aqui a ele, Paulo ainda não concordava com um costume desses. Não estaria se posicionando nem positiva nem negativamente diante dele, mas utilizando-o apenas como recurso na demonstração. No entanto Paulo se afligiu tanto com o véu que as mulheres em Corinto haviam retirado da cabeça que fala detidamente sobre ele, e agora teria permanecido impassível diante do fato de que na igreja a ele confiada se expandisse um entendimento tão grotesco do evangelho? Tentou-se diminuir as dificuldades recorrendo à explicação de que, no caso, se tratava de falecidos que já haviam chegado à fé, mas que pela morte haviam sido impedidos de obter o batismo. Um caso desses, porém, podia ter sucedido na igreja numericamente pequena (cf. acima, p. 224) apenas em casos muito excepcionais. Nessa hipótese Paulo não teria podido falar dos “que se deixam batizar pelos mortos” como de um grande grupo.
No entanto, tais perguntas e dúvidas quanto à substância não podem ter a última palavra para o entendimento de uma passagem. Afinal, poderia ter sido possível o que pelo conteúdo parece completamente impossível. A certeza somente pode ser obtida pelo próprio teor da passagem. Por isso cumpre-nos olhá-la com atenção. Se a frase de Paulo se referisse a um costume desses, como é aceito pela exegese corrente, então Paulo deveria ter escrito: “Do contrário, que farão os que se deixam batizar por mortos?” No entanto, ele formula “pelos mortos”, e não pode estar se referindo com “os” mortos a familiares específicos falecidos de membros da igreja. Igualmente seria impossível explicar a forma da pergunta que ele dirige a esse grupo: “Que farão?”, em lugar de uma indagação como: “Que fizeram?” ou: “Que fazem?” Completamente incompreensível seria o nexo estabelecido por Paulo com a frase seguinte por meio de um “também”: “Por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?” O que teria o risco de vida de Paulo a ver com o costume de batismos vicários por falecidos? A primeira frase ficaria estranha e desconexa diante do conjunto das exposições seguintes.

Esperança

...Outro aspecto desse grupo é que está sempre construindo templos e capelas. Os templos são dedicados especialmente à realização de cerimônias secretas como casamentos “celestiais”, selamentos, batismo pelos mortos e outras ordenanças em favor dos mortos.

Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR

O Batismo pelos mortos ou Batismo por Procuração, é a prática de alguém ser batizado em lugar de uma pessoa que já morreu, com objetivo de salvar o falecido (sic). Eles fazem imposição de mãos para que os mortos recebam o Dom do Espírito Santo (“O Império das Seitas”, vol II.). Deslocam I Coríntios 15:29 de seu contexto. Ali vemos Paulo usando o próprio argumento dos que negavam a ressurreição, e pergunta: se eles não acreditam na ressurreição, então por que batizam pelos mortos? Há neste texto uma interrogação argumentativa; não é uma doutrina: “se alguém”. Após a morte resta o juízo, não há escape, recursos ou pagamentos de dívidas (Hb 9:27).


3.3 Casamento para a eternidade

Conceitos orientadores:

Os Mórmons partem do pensamento que o matrimônio que foi consagrado para a vida presente importa pouco. Marido e mulher hão de ser unidos para toda a eternidade: “Sede fecundos, multiplicai-vos” é o grande mandamento. Do seu cumprimento depende a futura glória dos casados. A mulher não pode salvar-se sem o homem, pelo menos, não pode atingir a mais alta glória possível para a mulher. É portanto o dever do homem compadecer-se da mulher, casando-se com ela. Melhor é ser esposa pluralista que não ser esposa. Quando no porvir, o Mórmon salvo reinar, um rei em um novo mundo, suas esposas serão entronizadas como rainhas a seu lado.
“O matrimônio, na teologia Mórmon, é um contrato sagrado, ordenado divinamente. Sob a autoridade do sacerdote, um homem e uma mulher são casados não somente para essa vida como maridos e esposas legais, mas também para a eternidade”(Quem são os Mórmons, pág.13)

Herisiologia (?)

Os mórmons concebem que depois da ressurreição, a humanidade verificará a eterna união dos sexos, para renovar e continuar a obra da procriação. Assim o casamento não precisa terminar com a morte, mas pode continuar para todo o sempre, uma vez que o casamento seja feito pelo presidente da igreja ou aquele que se designará para tal fim. Este casamento celestial e eterno só poderá ser feito em templos especiais. Na Palavra de DEUS, nosso Deus Todo-Poderoso, ensina-nos que o casamento não continuará no além, isto é, depois da morte física, porque haveremos de ter outra forma na existência futura; seremos como anjos de Deus. Na ressurreição não se casam nem são dados em casamentos — Mateus 22.23-30; Marcos 12.25; Lucas 20.35 Sobre o casamento terrestre de um homem e uma mulher, leia Mateus 19.5-9; Efésios 5.13; Romanos 7.2,3; 1 Coríntios 7.39.

Seitas e Heresias – DGCEC

"Jesus Cristo foi polígamo: Maria e Marta, as irmãs de Lázaro, eram suas esposas pluralistas, e Maria Madalena era outra. Também a festa nupcial de Cana da Galiléia, onde Jesus transformou água em vinho, realizou-se por ocasião de um dos seus casamentos" (Brigham Young, Wife nfl 19, 384).
...Dizer que Jesus era casado, e que as Bodas de Cana da Galiléia foi a festa do seu próprio casamento, demonstra ignorância quanto à exegese de João 2.2. Muito mais que isto, constitui-se num abominável ultraje à Pessoa do Salvador Jesus Cristo.

Seitas e Heresias – Raimundo de Oliveira (trechos)

Segundo a Doutrina Mórmon, na viuvez, não se pode casar novamente, para ter um novo encontro com o cônjuge nos Céus e desfrutar de um casamento eterno. Afirma que os casais ao reencontrarem na eternidade, transformam-se em deuses. Em Lucas 20:7-36, Jesus ensina que o casamento existe só nesta vida. Então não é verdade que o casamento, mesmo os realizados no templo mórmon, serão eternos e tampouco a afirmação que seremos deuses. A Palavra de Deus afirma que, no céu, os salvos serão como os anjos e não como deuses (Mt 22:30).
Para os Mórmons, aqueles que são selados (casados) em um templo Mórmon tem a promessa de que seus relacionamentos continuarão para sempre, mesmo depois da morte. Afirmam que os casamentos realizados fora dos templos Mórmons, não tem validade para Deus. Pregam também que o casal quando selado no templo, os seus futuros filhos são selados a eles; assim, os Mórmons acreditam na existência da "Eternidade da Família".



Conclusão

A visão de Joseph Smith contradiz os ensinos das Escrituras Sagradas que condena outro evangelho, mesmo sendo dado por um anjo (Gl 1:8). Por esse motivo e tantos outros, como os apresentados nesta lição, o mormonismo é enquadrado como uma seita. Está recheada de falsos ensinos e deve ser refutada à luz da Palavra de Deus.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Religiões, Seitas e Heresias – Como identificar e refutar os Falsos Profetas e seus ensinos (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2014 – Lição 05
Seitas e Heresias – Diversos autores (link)
Seitas e Heresias, Um sinal dos tempos – Raimundo F. de Oliveira – CPAD
Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR (link)
Seitas e Heresias DGCEC (link)
Herisiologia (link)
Manual de Apologética Cristã – Esequias Soares – CPAD
ICP http://www.icp.com.br
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
O Império das Seitas (vol. II) – Walter Martin – Betânia
Mórmons (link)
Teorias Conspiratórias Maçônicas (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

A Unção Profética – John Bevere – Ed. Atos
Maçonaria – Amai JC (link)
Por que Joseph Smith se Candidatou para Presidente dos Estados Unidos? (link)
8 Atrocidades Cometidas em Nome da Religião (link)
Arqueologia e Antropologia do Livro de Mórmon (link)
Mormonismo (link)
Mormonismo II (link)
Principais pontos Doutrinários da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (link)

Questionário

1. Qual o nome do Fundador do Mormonismo?
R. Joseph Smith Jr.
2. Cite os nomes dos três principais livros considerados sagrados para os Mórmons:
R. "O livro Mórmon"; "A Perola de Grande Valor"; "Doutrina e Convênios".
3. Segundo a heresia dos mórmons, quem gerou Jesus?
R. Jesus para os mórmons foi gerado por Deus-Adão.
4. Para os mórmons, o casamento acaba com a morte de um dos cônjuges?
R. Não, o casamento é para a eternidade.
5. Qual versículo bíblico podemos utilizar para refutar as revelações feitas por um anjo a Smith?

R. Gálatas 1.8.

domingo, 19 de janeiro de 2014

EBD Editora Betel - Congregação Cristã no Brasil





Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 26 de Janeiro de 2014
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Texto Aureo

"E Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres". Ef 4:11

"... e outros para pastores". O ministério pastoral inclui outros títulos que representam a mesma função de pastor, tais como ancião, presbítero e bispo. Todos esses nomes têm o mesmo significado em relação ao ministério pastoral.
É o ministério mais desejado na atualidade, e isto se dá mais pela função atual de um pastor na igreja, que é o de exercer liderança sobre um povo em local fixo. Entretanto, o real signifi­cado de pastor, no grego, é "guardador de ovelhas". O exemplo mais claro desse significado está na identificação que Jesus fez acerca de si mesmo como "o bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 1.11). Em outros textos do Novo Testamento, como Hebreus 13.20 e 1 Pedro 2.25; 5.4, os escritores identificam Cristo como o exemplo do verdadeiro pastor.
No princípio do Evangelho, com a formação de várias igrejas, houve a necessidade de homens piedosos e respeitados nas congrega­ções para as dirigirem. As primeiras igrejas eram entregues aos "anciãos" locais (At 11.30; 14.25; 20.17; 28). Por serem homens idosos e de larga experiência na vida, eram colocados na direção das igrejas. A palavra "ancião" referia-se mais à idade e posição deles, mas o título mais oficial era bispos ou presbíteros. Esse título indicava a idéia de uma posição de liderança na igreja local. Em outras palavras, eram pastores locais, cujo trabalho era o de alimentar o rebanho, protegê-lo dos falsos ensinos, conservar a sã doutrina, orientar os crentes na vida diária, conduzir as reuniões com "ordem e decência" (At 20.28; 1 Co 14.40; Tt 1.9,1 l;Tg 5.14; 1 Pe5.2; 2 Pe2.11).
Até certo ponto, o pastor tem um ministério acompanhado do ensino. Ele pode exercer as duas funções. Entretanto, a função de "mestre" é específica no ministério cristão, que é ensinar a Palavra de Deus de forma lógica. Pelo fato de ser um ministério dado por Jesus, o Espírito Santo atua de maneira poderosa no sentido de aclarar as verdades divinas ensinadas aos crentes. O mestre podia ser ministro itinerante pelas igrejas. Seu trabalho era junto às almas ganhas pelos evangelistas e apóstolos. O Novo Testamento destaca Apoio como exímio ensinador; ele andava pelas igrejas ministran­do a Palavra de Deus (At 18.27; 1 Co 16.12; Tt 3.13).
É um ministério de extremo valor, mas pouco reconhecido, ou, então, prejudicado pelo sistema de governo de nossas igrejas, que, por não reconhecerem a importância de tal ministério, obrigam o "mestre" a pastorear. E como obrigar um lavrador a fazer o trabalho do alfaiate.

Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral (trechos)

VERDADE APLICADA

A incumbência de edificar a igreja de Jesus Cristo não foi dada aos anjos, mas aos homens, que a exercem através dos dons.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Levar ao aluno o conhecimento das principais práticas da Congregação Crista no Brasil;
Mostrar alguns ensinos da Congregação Cristã no Brasil que são fundamentados em versículos isolados das Escrituras;
Refutar as heresias da Congregação Cristã no Brasil.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

I Co 9:11 - Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as materiais?
I Co 9:12 - Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
I Co 9:13 - Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, par­ticipam do altar?
I Co 9:14 - Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evan­gelho.


Introdução

Denominação fundada pelo ítalo-americano Louis Francescon. Louis nasceu na Itália em 1866, converteu ao cristianismo em 1891 quando morava em Chicago, EUA. No ano seguinte, na mesma cidade, foi criada a Igreja Presbiteriana Italiana. Nesta igreja, Francescon foi eleito diácono e depois de alguns anos, ancião. Em 1907, Francescon passou a frequentar a Missão America­na, onde começou a pastorear uma Igreja pentecostal. Em oito de março de 1910, chegou à cidade de São Paulo, no bairro do Brás, onde começou a pregar o Evangelho, vindo a fundar a Igreja Pentecostal Italiana (primeiro nome da Congregação Crista no Bra­sil). Francescon faleceu em 7 de setembro de 1964, aos 98 anos de idade.



1. Práticas da Congregação Cristã no Brasil

Algumas práticas são defendidas pelos adeptos¹ desta seita, sem qualquer base bíblica.

Sectarismo: Espírito de seita; partidarismo.

O sectarismo da CCB está registrado nos tópicos de ensinamentos de várias de suas assembleias anuais promovidas pela liderança desta sociedade religiosa. Esses ensinos se tornam na prática a doutrina da CCB. Muitas razões provam que seus ensinos são antibíblicos e anticristãos. Negam ou distorcem algumas doutrinas básicas e fundamentais bíblico-protestantes.
Não podemos confundi-los com o Cristianismo Evangélico: são heréticos e podem confundir os cristãos simples de alguma igreja cristã saudável. No inicio do movimento (vemos isto lendo seus os artigos de fé) não havia heresias; com o tempo, seus líderes e ensinadores não pregam mais o que fundador escreveu.
Seus membros são desincentivados a estudos bíblicos. Daí, pregam completamente diferente do que Francescon dizia no inicio do século. Porém, há muitas pessoas dentro da CCB que não acreditam nas grandes heresias pregadas. São pessoas cristãs, comprometidas com o reino de Deus.

¹ Nota: Um provérbio popular diz: “Os liderados são o que o líder é”. Assim, sabe-se o motivo que faz a grande maioria crer no erro: o ensino dos dirigentes. Contudo, isso não impede ninguém de pesquisar, estudar e comparar, exceto a norma de serem contra estudar! (vide 1.3).

1.1 São contra o Ministério Pastoral

Conceitos orientadores:

O mesmo que levou cativos os poderes também concedeu dons à sua igreja: “os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e mestres”. Diferentemente do v. 7, onde se falava da distribuição de dons individuais para todos os membros da igreja, Paulo aqui designa determinadas pessoas como dom de Cristo. Em vista da proximidade do presente trecho com Ef 1.20-23 é preciso chamar atenção para o fato de que em Ef 1.22 o Cristo exaltado foi “concedido” como cabeça sobre a igreja toda. Logo Cristo é a “dádiva principal” para sua igreja, no seio da qual ele próprio “concede” determinadas pessoas.
De modo diverso da listagem análoga em 1Co 12.28-30, Paulo emprega aqui o artigo definido para cada uma das pessoas. Isso permitiria concluir que na carta aos Efésios não se trata da tarefa em geral, mas do grupo claramente delimitado de representantes incumbidos do serviço específico. Essa diferença também é constatável em relação a Rm 12.6s, onde são arroladas não as respectivas pessoas, mas cada uma das atividades: profecia, diaconia, exortação, etc.
No mesmo sentido Paulo havia falado também em Ef 2.20 do “fundamento dos apóstolos e profetas” e em Ef 3.5 de “seus santos apóstolos e profetas”. Diante das demais considerações em Ef 4.12ss, parece que essa ênfase refere-se especificamente às tarefas de proclamação, direção e ensino. Por isso não são mencionados aqui outros dons da graça que aparecem em Rm 12 e 1Co 12.

Comentário Esperança – Eberhard Hahn

E concedeu dons. Em algumas passagens das Escrituras menciona-se dons que o Senhor deu a indivíduos; por exemplo, I Co. 12. Aqui os dons são aquelas pessoas com diversas capacidades, as quais ele deu à igreja.

Comentário Bíblico Moody – Moody Bible Institute of Chicago

No vers. 11 são mencionadas cinco ordens no ministério, em que se explicam alguns dos "dons" do vers. 8. Os bem conhecidos termos "bispo", "presbítero" e "diácono" não aparecem, e por isso alguns sugerem que a razão para a omissão resida no fato de esses três termos se referirem aos oficiais das igrejas locais, enquanto aqui Paulo tem em vista a Igreja universal, e por conseguinte menciona os que servem à Igreja em geral.

O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson        

A Bíblia afirma que Cristo é o Sumo Pastor. A mesma Escritura nos fala (como visto na citação acima) sobre sermos supervisionados. O Ensino Bíblico mostra (em vários textos) a existência do Ministério Pas­toral. O Apóstolo Paulo ensina que o Pastor é um dom de Deus a sua Igreja, o Ministério Pastoral tem propósitos específicos dentro do reino de Deus e coopera com o aperfeiçoamento dos santos e a edificação o corpo de Cristo. Na igreja primitiva vemos a função pasto­ral em ação. Há citações de vários pastores de igrejas no NT como: Timóteo, Tito, Pedro e Tiago, sendo Tiago o primeiro pastor da igreja de Jerusalém (I Pe 5:2 e 3).

Nota MDA: Concordamos plenamente com o entendimento de que Pastor é um dos muitos dons dados à Igreja contudo, só há tal especificação do verso 11 em diante! Do 1 ao 7 fala-se de modo geral sobre os dons (não apenas “pastor”). Em 7 e 8, vemos uma transição do dom de Cristo para dons aos homens. Entre 8-10, fala da tomada de um cativeiro e o cumprimento de coisas grandiosas. Lemos na revista “O Pastor é um dom de Deus a sua Igreja (Ef 4:8)”, neste trecho (v. 8) não há citação/alusão a “Pastor”, mas sim dons a todos os homens (que se disponham nas mãos divinas; vide citações acima).


1.2 São contra o sustento Pastoral

Conceitos orientadores:

Presbíteros. Em contraste com o vers. 1, aqui a referência é àqueles que estão à frente de uma igreja local como seus líderes. O verso seguinte esclarece que a honra que se lhes deve prestar inclui sustento material (cf. o vers. 3); outrossim, deve ser honra dobrada ou "ampla". Não só lhes deve ser prestada essa honra; também devem ser reconhecidos como de fato merecedores dela. No vers. 18 Paulo cita Dt 25:4, não para dar ênfase à letra da lei, mas para apelar ao princípio moral que essa lei ilustra. Note-se a ARA – "quando pisa" – isto é, enquanto está trabalhando. Alguns têm perguntado se a frase “A Escritura declara” abrange a segunda citação, visto encontrar-se em Lc 10.7. Em caso afirmativo, será uma referência notável ao terceiro Evangelho como Escritura. Mais provavelmente estas palavras são um provérbio muito conhecido então, citado por nosso Senhor, e aqui usado por Paulo para indicar o sentido da primeira citação do Velho Testamento.

I Timóteo – John Stott

Custear, sustentar, financiar ou mesmo assalariar os obreiros (principalmente o dirigente e/ou missionários) é recomendação bíblica (além de uma obviedade enorme: as corporações que não geram lucros em vendas e outros, possui despesas, gastos e até mesmo prejuízos a saldar) e não necessariamente uma “obrigação” irrestrita, visto que eles podem renunciar a isto (vide Paulo, II Co 11:9, 12:13, 14 e 16), especialmente se for um dirigente de grandes recursos ou que possua várias fontes ofertantes, chegando mesmo a ele próprio custear muitas coisas (o “não ser pesado” que Paulo diz). O próprio Paulo recebeu salário de algumas igrejas (II Co 11:8); se está ativo e frutificando, o obreiro é digno de seu salário (I Tm 5:18). Paulo ensinou a igreja de Corinto a sustentar pregadores do evangelho (I Co 9:4-14). Devemos ter cuidado quanto ao sustento dos ministros. Se trabalham nesta obra são dignos de dupla honra e estima. Seria a esperada recompensa de um trabalhador.
O Apóstolo João faz um registro de suma importância no que diz respeito ao sustento pas­toral. Em Jo 13.29 (veja também Jo 4.8), temos a informação de que Judas era o tesoureiro no ministério de Jesus e o responsável pelas compras dos suprimentos para os discípulos. Fica evidenciado que o próprio Jesus instituiu uma função, dentro do colegiado apostólico, para cuidar da área financeira, provando que existia. Em Mt 10.9-11, Jesus deu uma missão especial aos doze apóstolos, os quais receberam autoridade para curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os mortos e expulsar os demônios. Eles não podiam levar dinheiro, nem pão, nem roupa extra, nem alparcas, nem bordão; deveriam receber o sus­tento vindo das pessoas por que passavam. Em outra ocasião, Jesus criou uma comissão espe­cial composto por setenta discípulos. Eles saíram de dois em dois para alcançar somente os Judeus. Não podiam ir de casa em casa em busca de alimentos, mas deveriam ficar hospedados em uma única casa onde recebiam seu sustento (Lc 10.7). Je­sus criou outra grande comissão (Mc 16.15), que existe ate hoje e tem a incumbência de levar o Evangelho a todo mundo, e que pode ser sustentada da mesma forma que as comissões formadas anteriormente por Jesus. Alegar que não se deve sustentar os obreiros da Seara do Mestre é negar as evidencias bíblicas.

Salário do Pastor, Como poderia Ser? (I) (II)

1.3 São contra o Estudo da Bíblia Sagrada

Conceitos orientadores:

Sendo, pois, assim que os discípulos, apesar de toda cautela, precisam comparecer aos tribunais, eles podem ficar consolados pelo apoio do Espírito Santo.
O discípulo não está sozinho diante de seus juízes terrenos, mas vem acompanhado de um advogado de direito. Esse advogado é o Paracleto, o Espírito Santo (cf. Mt 6.25). Àquele que cisma, temeroso e preocupado, como deverá falar e o que deverá dizer porque afinal defende a causa mais importante e extraordinária e fala para defender sua vida, a esse Jesus diz: “Não se deixe levar a desvios, não tente usar artifícios especiais, não procure por meios auxiliares!”
É significativo que, nas palavras dos v. 19 e 20, em que o discípulo em perigo de vida confessa o seu Mestre, Jesus não diga: “Será o Espírito do meu Pai que falará através de vocês” mas: “Será o Espírito do vosso Pai que falará e testemunhará com vocês”.
Mais uma vez, expressa-se com clareza a enorme e singular diferença entre Jesus e nós na relação com o Pai nos céus.

Comentário Esperança – Fritz Rienecker

Por essa razão Paulo pretende “levar cativo todo pensamento para obedecer ao Cristo”, a fim de ajudá-lo a alcançar justamente assim a autêntica liberdade. Quando Paulo fala de “todo” pensamento, essa palavra não possui sentido estatístico. Paulo não pode contar com a possibilidade de derrotar intimamente todos os seus adversários em Corinto. Porém de forma alguma existe em Corinto algum pensamento, independentemente de que tipo seja, de cunho “judaísta” ou “gnóstico”, que não devesse nem pudesse ser subordinado a Jesus.

Comentário Esperança – Werner de Boor

Aprendamos a usar corretamente a paciência de nosso Senhor que ainda demora sua vinda. Homens soberbos, carnais e corruptos tratam de eliminar algumas coisas em uma aparente concordância com suas ímpias doutrinas. Mas não há razão pela qual as epístolas de Paulo ou qualquer outra parte das Escrituras devam ser deixadas de lado; porque os homens, livrados a seu próprio critério, pervertem toda dádiva de Deus. então, procuremos ter preparadas nossas mente para receber coisas difíceis de entender, e coloquemos em prática as coisas que são mais fáceis de entender. Todavia, deve haver negação de sim, suspeita de nós mesmos e submissão à autoridade de Cristo Jesus antes que possamos receber de todo coração todas as verdades do evangelho, portanto, estamos em grande perigo de rejeitar a verdade. o crente deve desconhecer e aborrecer todas as opiniões e os pensamentos dos homens que não concordem com a lei de Deus, nem sejam garantidos por ela.
Os que são descaminhados pelo erro, caem de sua própria constância. Para evitar sermos descaminhados, devemos tratar de crescer em toda graça, em fé, virtude e conhecimento. Esforcem-se por conhecer mais clara e plenamente a Cristo; conhecê-lo para ser mais como Ele e amá-lo mais. Este é o conhecimento de Cristo após o qual ia o apóstolo Paulo, desejando obtê-lo; e os que saboreiam este efeito do conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, darão graça, depois de receber tal graça, e o louvarão e se unirão para dar-lhe a glória agora, com a plena seguridade de fazer o mesmo no além, para sempre.

Comentário Bíblico Matthew Henry (conciso) – Matthew Henry

 (I Tm 4:13; João 14:26). Só é possível lembrar-se do que se sabe.

Se estudiosos não houvessem examinado atentamente s Profecias Messiânicas do AT, como poderiam as virgens de Israel esperar serem escolhidas? Como Maria poderia dar ouvidos a um anjo dizendo que ela teria um filho, sem ter relações com José, seu esposo? Como Jesus pode ler o rolo de Isaías no templo, sem ter estudado ou aprendido a ler (também estudo)? Como poderia ele ter entrando em profundos temas com os doutores?
A prática do estudo das Escrituras é tão clara, óbvia, indispensável e vital, que deixaremos uma série de passagens que se explicam por si mesmas: Is 34:16, Jo 7:51 e 14:26, Rm 1:28, 15:14, I Co 1:5, 8:7, 15:34, Fp 1:9, Cl 4:6 e I Tm 4:1.



2. Textos Bíblicos mal interpretados pela Congregação Cristã no Brasil

Alguns ensinos da Congregação Cristã no Brasil são fundamentados em versículos isolados das Escrituras.

Ao lado e alheio a tudo isso que se passa em círculos acadêmicos, segue firme a leitura popular fundamentalista, cada vez mais presente nos meios de comunicação social do Brasil. Textos são escolhidos a dedo, em função de seu caráter "comprobatório", ou seja, por confirmarem aquilo que se está querendo provar. Além disso, pratica-se uma exegese atomística, em que textos são isolados de seus contextos, resultando, muitas vezes, numa exegese de caráter duvidoso. Isto, no entanto, será objeto de análise nos capítulos seguintes.

Sintaxe

É preciso de todas as formas evitar a fragmentação do texto, que parece pressupor que o mesmo não passa de uma seqüência de vocábulos isolados. Neste passo, o intérprete procura entender como os diferentes termos se relacionam dentro do texto (coordenação e subordinação).
O intérprete precisa tentar entender a progressão lógica ou a seqüência do texto. Pode investigar o "movimento" do texto. Este pode ser visual, apresentando uma série de cenas. Pode ser narrativo, trazendo um pequeno enredo, com começo, meio e fim ou, então, conflito, complicação e resolução. Pode ainda ser argumentativo, feito de uma série de teses, com provas, etc.
Dessas observações resulta um esquema ou esboço. E alguém já disse, certa vez, falando a pregadores: "Dificilmente vocês conseguirão melhorar o esboço do Espírito Santo, embutido no próprio texto".

Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz (trechos)

2.1 O uso do véu nos cultos

Conceitos orientadores:

A mulher foi submetida ao homem porque foi criada como sua ajuda e consolo. Ela nada deve fazer nas assembléias cristãs que pareça uma pretensão de ser seu igual. Ela deve ter uma "potestade" sobre sua cabeça, isto é, um véu, devido aos anjos. A presença deles deve resguardar os cristãos de tudo o que é mau enquanto adorem a Deus. não obstante, o homem e a mulher foram feitos um para o outro. Seriam consolação e bênção mútua, não uma a escrava e o outro o tirano. Deus tem estabelecido as coisas no reino da providência e no da graça, de modo que a autoridade e a submissão de cada parte sejam para ajuda e proveito mútuo. Era costume nas igrejas que as mulheres se apresentassem veladas nas assembléias públicas, e assim ingressaram na adoração em público; e estava bem que assim fizessem. A religião cristã sanciona os costumes nacionais onde quer que estes não sejam contrários com os grandes princípios da verdade e da santidade; as peculiaridades afetadas não recebem consentimento de nada na Bíblia.

Comentário Bíblico Matthew Henry (conciso) – Matthew Henry

As mulheres, no momento do culto da Congregação Cristã no Brasil, usam um véu para cobrir a cabeça, conforme a interpretação equivocada de I Co 11:4-15. A prática do véu instituída por Paulo, foi aplicada somente para os corintos, como substituição aos cabelos, para as mulheres que anteriormente haviam sido sacerdotisas da deusa Afrodite, pois elas raspavam a cabeça para cumprir essa função. O uso do véu em si não é uma prática sustentada pelas Escrituras, pois não existem referências, além desta especificamente. Ao contrário, Paulo ensina que: "Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu" (I Co 11:15b).


2.2 O uso do "Ósculo Santo" nos cultos

Conceitos orientadores:

A ordem saudai-vos uns aos outros com ósculo santo (cons. I Co. 16:20; lI Co. 13:12; I Ts. 5:26) ou com ósculo de amor (I Pe. 5:14) mostra que uma fervorosa comunhão cristã era característica da igreja primitiva. Seja o que for que, na cultura moderna, seja característica de profunda afeição cristã – um beijo no rosto, um sincero aperto de mão, um segurar de ambas as mãos, etc. - é o equivalente da ordem apostólica.

Comentário Bíblico Moody – Moody Bible Institute of Chicago

O texto de Romanos 16.16 é mais um interpretado erradamente, visto que esta saudação, "Ósculo Santo" - o popular beijo - é praticado por eles so­mente nos cultos. Acontece que o ósculo é um costume entre os orientais (At 20.37), utilizado tanto no momento da chegada como na despedida entre as pessoas, costume que existe até hoje. Como exemplo disso, no Brasil, usa-se o aperto de mão na saudação; da mesma forma o ósculo santo, apenas um costume cultural e não uma doutrina. Por que eles não "beijam" uns aos outros fora de seus templos?


2.3. Oram somente ajoelhados

Conceitos orientadores:

O que é a oração?

Sabemos da dificuldade de alguns acerca do valor e da eficácia da oração; principalmente quando ouvimos, ou lemos, ensinamentos que distorcem o conteúdo das Escrituras. Estamos sempre a lidar com os extremos: Pessoas que oram, crendo que sua oração determina os atos de Deus, e pessoas que não oram, por acharem que de nada adiantará, devido às decisões divinas. O que fazer? Orar, não orar, orar muito, orar pouco, orar sentado, em pé, de joelhos, ... será que deitado vale? O que fazer?
Há grande quantidade de passagens bíblicas que tratam acerca da oração. Poderíamos nos ater a um único texto, sugando seus ensinamentos; no entanto, nenhum único texto seria completo. Assim, iremos nos basear em alguns textos, objetivamente, a fim de sermos despertados quanto ao valor e a necessidade de orarmos.

Distorções acerca da oração:

A oração, em si, não possui poder místico, sobrenatural.
Há pessoas que são consideradas poderosas por suas orações, a ponto de serem procuradas até por quem não as conhecem diretamente; o objetivo é o de conseguir da parte de Deus algo que satisfaça suas necessidades, por intermédio da pessoa que ora.
No entanto, a Bíblia nos apresenta um exemplo bem diferente no que diz respeito à oração eficaz - na parábola do fariseu e do publicano, proferida por Jesus em Lucas 18.10-14. Seguindo o modelo apresentado por Cristo, uma oração bem sucedida é aquela em que há humildade, disposição de ouvir, e prontidão em exaltá-lo.
A oração, em si, não amarra satanás e seus demônios. Não encontramos em nenhum texto das Escrituras a idéia de que satanás está à mercê das orações dos fiéis. Mas sim que devemos estar em comunhão com Deus, objetivando resistir ao inimigo a ponto de termos sua indesejável presença longe de nós (Ef. 6.10-18).
A oração não nos dá o direito de brincar com quem quer que seja, incluindo nosso inimigo espiritual. A ordem de Deus é "vigiar, orar, resistir ao diabo e ele fugirá".
A oração, sim, é um meio de expressar a simplicidade e limitação do crente e a grandiosidade e poder de Deus que usa ferramentas falhas para estabelecer Sua vontade.
A oração, em si, não nos torna deuses.
Há um adágio evangélico que diz: "a oração move a mão de Deus". No fundo, a idéia é a de que podemos direcionar nossa vida, fazendo com que o Senhor opere a nosso favor. O único problema, apesar da atraente proposta, é que a Bíblia não nos ensina assim

Realidade da Oração – Wagner Lima Amaral (http://www.ibe.org.br/estudo1.asp)

Os membros da Congregação Cristã no Brasil só oram ajoelhados. Na Bíblia há relatos de orações feitas em prisões, montes, em pé, deitados, amarrados, em covas, com posturas e em locais diferentes. Ezequias quando orou a Deus pedindo a cura, ele não estava no templo (II Rs 20:1-3; Is 38:1-8). Em que posição Jonas orou no ventre do peixe? (Jn 2:1). O próprio Jesus não seguia a regra de orar somente ajoelhado, Je­sus orou diante do túmulo de Lázaro (Jo 11:41). Jesus orou pendurado na cruz (Lc 23:46). O cego de Jericó orou "na beira da estrada" e recebeu o milagre (Mc 10:46-54). Paulo e Silas oraram na prisão (At 16:25). Oração é falar com Deus, e para conversar com o Pai, não importa a posição corporal, o que importa é a comunhão com Ele.
A mulher samaritana fez uma pergunta oportuna a Jesus: "Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar" (Jo 4.20), Jesus respondeu: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espirito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espirito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espirito e em verdade." (Jo 4.23,24). Nesse episódio, Jesus fala da atitude e da postura do adorador e não da importância do lugar. Na parábola do fariseu e do publicano, o publicano é apresentado orando "em pé" (Lc 18.13), e Jesus conclui dizendo que "este desceu justificado para sua casa" (Lc 18.14). Assim, se orar ajoelhado fosse uma regra, Cristo teria contado a referida parábola de modo a apresentar o personagem orando ajoelhado.



3. Doutrinas da Congregação Cristã no Brasil

Ensinos de suma importância para a vida cristã não são interpretados corretamente, como descritos a seguir:

...A doutrina oficial é idêntica a de outras igrejas evangélicas. Porém, na prática, a história é outra. O credo oral da CCB tem se tornado em outro evangelho, totalmente divorciado dos preceitos neotestamentários.
Podemos resumir o “outro evangelho” apregoado pela CCB da seguinte maneira:

·    A Salvação é pela graça, mas está atrelada ao pertencer à CCB;
·    Não é necessário estudar a Bíblia, pois a letra mata, o Espírito Santo dirige tudo;
·    O modo de batismo realizado pela CCB é o correto;
·    Somente na CCB se cumpre os mandamentos apostólicos de as mulheres usarem o véu e cumprimentarem-se com o ósculo santo;
·    É errado dar o Dízimo, este pertencia à Lei e nós estamos na Graça;
·    Só existe um pastor da igreja: Jesus Cristo; o cargo de pastor é coisa de homens;
·    Não devemos pregar o Evangelho nas praças, porque o Evangelho não pode ser escandalizado e só se deve pregar se Deus revelar;
·    Só podemos orar de joelhos;
·    O adultério é o pecado para a morte, etc...

3.1 O Batismo nas Águas como "Ato Regenerador"

Conceitos orientadores:

Rebatismo em nome de Jesus

Os adeptos da Congregação rebatizam aquele que vem de outra igreja evangélica, afirmando que ele não foi batizado “em nome de Jesus”. Afirmam que Pedro recebeu uma nova revelação no dia de Pentecostes (At 2.3 8). Obviamente, essa explicação dada por eles é absurda, visto que Jesus não seria capaz de mudar a posição sobre esse assunto, a respeito do qual se manifestara poucos dias antes (Mt 28.19). Além disso, o sentido do texto de Atos 2.38 é “seja batizado sobre o nome de Jesus”, ou seja, significa que, aos judeus, a quem a mensagem foi dirigida naquele momento, repousariam sua esperança e confiança na autoridade messiânica. A literatura da Igreja primitiva, tanto do primeiro século quanto do segundo, testemunha claramente de que a Igreja sempre manteve a ordenança de Jesus em Mateus 28.19, batizando “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Um dos exemplos clássicos é o Didaque, também chamado de O Ensino dos Doze Apóstolos, escrito no começo do segundo século. O capitulo 7 é um manual a respeito do batismo, onde se afirma claramente que a Igreja Cristã Primitiva batizava em nome da Trindade, assim como Jesus ensinou em Mateus 28.19. Ademais, rebatizar alguém nunca foi prática da Igreja Cristã. Não há em o Novo Testamento nem na história da Igreja Cristã registro de rebatismo feito ou aprovado pelo ramo oficial e tradicional da Igreja. Quem sempre rebatizou foram os grupos sectários e heréticos, como os montanistas e donatistas, por exemplo, mas nunca a Igreja oficial. O único caso de rebatismo encontrado é em Atos 19, mas naquele caso os que foram rebatizados haviam sido batizados antedormente com o batismo de João, o qual possuía significado e aspecto até certo ponto diferentes do batismo cristão, instituído por Jesus momentos antes de subir ás alturas. A Bíblia é clara quando fala de “uma só fé e um só batismo” (Ef 4.5). Além do mais, a circuncisão era um ato sem repetição no tempo da antiga aliança e, por analogia, serve de precedente para o batismo na Nova Aliança, visto que o batismo cristão é paralelo da circuncisão judaica, segundo se aprende em Colossenses 2.11,12

Congregação Cristã do Brasil – Igreja Trino Deus

A CCB diz não reconhecer o Batismo de outras denominações pelos seguintes argumentos: "o batismo de outras denominações cristãs está errado, porque utilizam a expressão "eu te batizo". A CCB entende que ao dizer "eu te batizo" é a carne que opera e o homem se coloca na frente de Deus. "O Batismo só é válido se efetuado com esta fórmula: Em nome do Senhor Jesus te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". "O Batismo da CCB purifica o homem do pecado". Parece que a CCB, além de não conhecer a Bíblia, desconhece também, a língua portuguesa. Que diferença há em dizer: "Eu te batizo" ou "Te Batizo". O sujeito não está oculto? Além do mais, se, pelo fato de utilizar a expressão "eu te batizo", estivermos aborrecendo a Deus , então João Batista teria ofendido a Deus, pois ele dizia "eu vos batizo com água..." Será que a CCB acha que João Batista era carnal e se colocava na frente de Deus?

Congregação Cristã no Brasil, [CCB seus erros] – Solascriptura-tt.org

Quando alguém se dispõe e se candidata ao Batismo, infere-se a necessidade de já estar salvo, lavado, purificado e devidamente com as dívidas saldadas! Também está aderida a crença (deveria sempre ser uma certeza) de que tal pessoa é de fato uma Nova Criatura: novos hábitos, idéias, atitudes, pensamentos, vocabulário e etc., possivelmente até mesmo dando testemunhos de maravilhas, milagres, experiências, gratidão e evangelizando, na medida do possível.
A CCB usa Atos 2.38 para afirmar que o Batismo purificar pecados. A Salvação é uma graça (favor) de Deus aos homens (Ef 2:8 e 9); é uma dadiva de Deus impagável, economicamente comparando-se (Tt 2:11). A Regeneração fica aos encargos do E. Santo (Tt 3:5); o Batismo em Águas, propriamente, é um sinal, um testemunho público, do arrependimento que acontece no ato da conversão a Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
O texto mais contundente acerca deste tema está na pergunta de Pedro: "Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espirito Santo?" (At 10.47). As pessoas que estavam reunidas na casa de Cornélio ao ouvirem a mensagem do Evangelho, e que deram crédito a mensagem pregada por Pedro, claramente receberam o Espirito Santo antes de serem batizados nas águas. Se o batismo é para a regeneração por que Jesus foi batizado? (Mt 3.16), visto que Jesus não precisava ser regenerado? Para o cristão o batismo nas águas é a identificação com Cristo em: Sua Morte (Rm 6.3); Seu sepultamento (Rm 6.4); Sua ressurreição (Rm 6.5). O batismo em águas é uma ordenança bíblica para os que são salvos.


3.2 A Doutrina da Transubstanciação

Conceitos orientadores:

As Escrituras declaram que a Ceia do Senhor é um memorial ao corpo e sangue de Cristo (Lucas 22:19; I Coríntios 11:24-25), não o verdadeiro ato de consumir Seu corpo físico e sangue. Quando Jesus falava, em João capítulo 6, Ele ainda não tinha tido a Última Ceia com Seus discípulos, na qual Ele instituiu a Ceia do Senhor. Compreender João capítulo 6 como sendo a Ceia do Senhor / Comunhão Cristã, portanto, não se justifica. Para uma discussão mais completa deste assunto, leia por favor nosso artigo sobre Santa Eucaristia.
O motivo mais sério por que a transubstanciação deva ser rejeitada é porque é vista pela Igreja Católica Romana como um “novo sacrifício” de Jesus Cristo por nossos pecados, ou como um “novo oferecimento” ou “nova apresentação” de Seu sacrifício. Isto está diretamente em contradição com o que dizem as Escrituras, que Jesus morreu “uma vez por todas” e não necessita ser novamente sacrificado (Hebreus 10:10; I Pedro 3:18). Hebreus 7:27 declara: “Que não necessitasse (Jesus), como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele (Jesus), UMA VEZ, oferecendo-se a si mesmo.”

O que é Transubstanciação? – gotquestions.org

Esta denominação prega a heresia católica da transubstanciação. Há, pelo menos, três doutrinas concernentes aos elementos da Santa Ceia: 1) Transubstanciação - ensina que os elementos da Santa Ceia, no ato da consagração, transformam-se literalmente em carne e sangue de Jesus Cristo; 2) Consubstanciação - ensina que as substâncias do Corpo e do Sangue de Cristo se unem a substância dos elemen­tos da Ceia, no instante que são consagrados; 3) Substanciação - ensina que a substância dos elementos da Ceia continuam sem alteração, apenas simbolizando o corpo e o sangue de Cristo. A doutrina ensinando que os elementos da Ceia são símbolos, e que tem apoio bíblico 1 Co 11.23-26).
Ensinam a doutrina da Transubstanciação baseados em uma interpretação literal de João 6.53. Esquecem eles que Jesus sempre utilizou em seus discursos metáforas e figuras de linguagem. Seria Jesus literalmente uma porta, conforme afirmação em João 10.9? Seria Jesus uma "videira", segundo João 15.1? Quando os discípulos de Jesus participaram da Ceia, não comeram "um pedaço do corpo de Jesus", e sim, um símbolo do corpo de Jesus, visto que Jesus ainda estava presente, fisicamente, no momento da celebração da referida Ceia. Ainda de acordo com as leis levíticas, a came humana não poderia ser consumida. Portanto a doutrina da Transubstanciação não tem respaldo bíblico.


3.3 O Ensino concernente ao Dízimo

Conceitos orientadores:

Esta Igreja ensina que o dízimo foi uma prática restrita ao tempo da lei, portanto, nada tendo a ver com os crentes da atualidade. É mais um erro de interpretação desta seita, visto que, como pode ser constatado em Gn 14.20 e Gn 28.22, a prática do dízimo é bem antes da instituição da Lei Mosaica. Em Mt 23.23, Jesus confirma o dever de dizimar.
Nosso ministério não opina em seus ensinos abertos sobre alguns temas (como fazemos constar em nossas apresentações). São eles: 1) Liturgia do Culto, 2) Política, 3) Ordenação Feminina, 4) Dízimos e Ofertas, 5) Costumes Locais e 6) Igrejismos (problemas e maus costumes institucionais). Sim, temos convicções formadas sobre todos eles, por meio de larga observação, estudos e considerações sobre os ensinos dos grandes mestres, principalmente dos brasileiros. Poderíamos laudar tratados e artigos, mas nem todos estão aptos a ouvir e comparar.
Seguindo a mesma linha de raciocínio quanto a assalariar obreiros, teceremos alguns comentários/entendimentos sobre ofertas obrigatórias. O tema é controverso e motivo de desentendimentos (todos estão cientes que os gastos da igreja local devem ser pagos). Iremos colocar a disposição alguns artigos que defendem pontos distintos, como: 1) Dízimo é da Lei, 2) É anterior à Lei logo, ultrapassa o cumprimento desta (em Cristo/NT) e continua válido, 3) Cristo ordenou o Dízimo, 4) Cristo falou do Dízimo exclusivamente ao Judaísmo, 5) Não se falou sobre ele nos textos (cartas) dos apóstolos (pós-evangelhos), 6) O Dízimo é um “recurso” forçado muito tempo depois dos dias da Igreja Primitiva (hoje, tornado culturalmente enraizado), 7)Por constar em estatutos, é “dívida” de um modo ou de outro, 8) Paulo ensinou que só se deve dá-lo alegremente (alguns destes pontos são inegáveis, independente de como se entenda “Dízimo”), 9) O pagamento não salva, como a dívida não condena e 10) Quem não paga é ladrão (“rouba a Deus”).
Existem entendimentos diversos quanto a muitas coisas. Existem exigências documentais extra-bíblicas (estatutos, regimentos e etc.), independentemente de sua posição pessoal ou da nossa. Há coisas que falamos, cumprimos e divulgamos mas, nem sempre temos posições pessoais tão unidas ao “que está valendo” ou sendo “decidido”. Até mesmo os defensores de que o dízimo cessou, concordam que 10% é um valor razoável de manutenção da Igreja Local. Devemos considerar também: 10% do salário de 800 pesa extremamente mais (chegando a ser insustentável, por vezes...) que 10% de quem ganha 3000; no AT havia o sustendo do Templo e do Sacerdócio; hoje pagamos impostos para que o Estado nos dê suportes.

Nota: O MDA (equipe) paga dízimos. Não estamos dando pareceres, apenas subsídios das várias opiniões.
Iremos indicar obras teológicas sérias onde se relata sobre o item 6 (AGUARDEM, mesmo que seja na semana que vem...).

Dízimo (I) (II) (III)


Conclusão

Pelo ensino de várias heresias, mesmo tendo como livro sagrado e manual de doutrinas a Bíblia, e que esta denominação é classificada como uma seita. Negam verdades bíblicas, interpretam erradamente vários textos das Escrituras Sagradas, torcendo Doutrinas de cunho fun­damental de uma Igreja verdadeiramente Cristã.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Religiões, Seitas e Heresias – Como identificar e refutar os Falsos Profetas e seus ensinos (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2014 – Lição 04
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
I Timóteo – John Stott (fonte?)
Seitas e Heresias – Diversos autores (Internet)
Seitas e Heresias, Um sinal dos tempos – Raimundo F. de Oliveira – CPAD
Manual de Apologética Cristã – Esequias Soares – CPAD
ICP http://www.icp.com.br
O que é Transubstanciação? (link)
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA

Bibliografia Indicada (estude mais)

Perigos Sutis ao Ministério Pastoral (link)
De Pastor para Pastor (link)

Questionário

1. Qual o nome do fundador da Congregação Cristã no Brasil?
R. Louis Francescon.
2. Qual texto bíblico, esta denominação ensina que o pregador não deve buscar maiores conhecimentos?
R. Mt 10.19,20.
3. Qual foi a recomendação de Paulo a Timóteo, conforme I Tm 4:13?
R. Até que eu vá, aplica-te à leitura, a exortação, e ao ensino.
4. O que ensina a Doutrina da Transubstanciação?
R. Que os elementos da Santa Ceia, no ato da consagração, transformam-se literalmente em came e sangue de Jesus Cristo.
5. O que ensina a Doutrina da Consubstanciação?
R. Que as substâncias do Corpo e do sangue de Cristo se unem a substância dos elementos da Ceia, no instante que são consagrados.