quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EBD Editora Betel - A Crise de Fidelidade na Igreja

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 1º de fevereiro 2015
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Amado amigo, mestre e leitor:

Obrigado pela preferência, paciência e propaganda. Estamos prestes a romper a barreira dos 300.000 acessos. Glórias ao Senhor! 
Apesar de alguns votarem "fraco" em algumas postagens, muitos votam "excelente" em mais de 98% do total. Cremos que temos mais a entregar, mas não temos mais mãos. Poucos se prontificam. Mas é compreensível: ser professor usando nosso suor e garimpos é puro mel, assim como reclamar ou ser omisso ou mesquinho é mais cômodo... 
Deus não irá dar galardão por suas aulas magistrais devido ao trabalho do MDA. Não mesmo! Mas certamente dará aqueles que dão o real melhor de si.

Bom fim de semana e boa aula!

Shalom

R.S. Costa

Texto Áureo

“Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” Ef 1:4

A natureza de Deus o dispôs a expressar o seu amor para com os outros e a partilhar suas riquezas com eles. Deus decidiu por livre vontade e escolha criar filhos e filhas à sua própria imagem. Ele lhes deu a capacidade de ter prazer em estar com ele, amá-lo, partilhar do seu lar e louvar o seu nome. A descrição de W. Phillip Keller nos ajuda a imaginar a reação do Reino Celestial quando Deus permitiu-lhe tomar ciência do seu plano:

Até onde os humanos podem saber, é possível que aquela tenha sido uma das idéias mais ousadas já geradas nas câmaras do Concílio Divino. E pode-se afirmar que quando o plano tornou-se conhecido, uma onda de empolgação varreu a vastidão da eternidade. Nem um anjo sequer nem outro espírito ministrador jamais sonhara com tal projeto surpreendente.
Deus estava decidido a reproduzir-se.
Ele traria à existência, como filhos, outros seres como ele.
Ele pretendia popular o Seu lar celestial com seres dotados de livre arbítrio e feitos à imagem do seu próprio caráter.
Eles seriam herdeiros e co-herdeiros com Cristo, o seu Filho, empossados para desfrutar da Eternidade em êxtase.
A idéia deve ter causado uma tremenda comoção no Deus Filho. Agora Ele teria irmãos e irmãs com quem dividir as alegrias da Eternidade. Já não seria o filho único. Era um empreendimento desafiador. Para ele cairia a responsabilidade de levar a cabo a consumação desse plano.

Deus decidiu livremente nos fazer filhos e filhas. O que devemos fazer com a idéia de que Deus nos escolheu para sermos Seus filhos em Cristo? Podemos nos contentar com menos. Podemos descartar a idéia de que Deus quer que sejamos os Seus filhos. A maioria das pessoas, de fato, faz isto.

Os Escolhidos, “Efésios”, Rusty Peterman

Verdade Aplicada

A crise de fidelidade tem afetado vários setores da Igreja, ocasionando a perda da Unidade, dificuldades na adoração e a perda de sua identidade ética e missionária.

Objetivos da Lição

Apresentar as principais áreas afetadas pela crise de fidelidade na Igreja;
Compreender a dimensão da crise que se instaurou na tríplice missão da Igreja;
Conhecer as três características de uma Igreja fiel.

Textos de Referência

Ef 4:20, 21, 25 e 32


Introdução

Ultimamente, a Igreja vive dias difíceis, pois estamos passando por um momento dramático e angustiante. Alguns acontecimentos se abateram sobre o Corpo de Cristo e alteraram seu conceito diante da Sociedade. Sua visão ficou ofuscada, sua missão comprometida, sua unidade abalada e sua comunhão fragmentada. É bem certo que enfrentamos crises em várias dimensões, porém, a área mais atingida é a da Fidelidade.

Estamos vivendo uma época em que a infidelidade ganha muito espaço. Quais seriam as causas? Parece-nos que são muitas, tais como:
Interesses pessoais calcados acima de valores éticos. Posição social por desinformações, falta de aprofundamento da Palavra, e incapacidade de avaliação de seus próprios valores.
Cremos que é de hora resgatar os valores da Fidelidade. Ela é a mais nobre das virtudes. Talvez você ache que seja o Amor.
Muito bem, mas até a beleza do Amor desaparece com a Infidelidade. Nenhuma virtude prospera sem a Fidelidade.
A Fidelidade é uma virtude tão alta que Jesus é chamado de “fiel e verdadeiro” Ap 19:11.
A Infidelidade é alma gêmea da Mentira, caminham sempre juntas. Caro irmão fique atento: o infiel Satanás procura de todo modo nos arrastar para a infidelidade a Deus, à Igreja, e à Família.

Crise de Fidelidade – Josebias

Vemos que nas décadas recentes há um apelo, ensino e cobrança para que sejamos alegres em todo o lugar. A qualquer momento. Sempre. É a Era dos Vitoriosos! Consequentemente, uma ministração, oração ou adoração com quebrantamento ou é tida como incômoda, embusteira, depressiva ou vinda de alguém problemático, desequilibrado ou em pecado. É necessário aguardarmos males, problemas ou grandes perdas para expressarmos nossos sentimentos em Cristo? O que isso tem a ver com fidelidade? Tudo, já que precisamos [devemos] estar atentos aos momentos do Corpo de Cristo, como nos orienta Tiago 5:13.
A Fidelidade não provém de medidas administrativas, manuais, estatutos e nem de tratamentos medicamentosos, psicológicos, terapêuticos ou psquiátricos como também não é uma expressão de gratidão devido a uma vida financeira bem arrumada. A Igreja enfiou-se em muitas coisas nocivas (I Tm 6:6-11). Lembremos que Davi não clamou para não perder o Trono, fama, dinheiro ou mesmo filho, mas clamou para não perder a comunhão e a presença do E. Santo (Sl 51:8-13). Ele possuia fidelidade!


1. As dimensões da crise de fidelidade na Igreja

Atualmente, percebe-se que a Igreja enfrenta crise em várias áreas e os princípios mais prejudicados são: a Unidade, a Comunhão e a Ética.

A Grandeza Insondável de Deus é a base para a nossa adoração.
A Santidade Puríssima de Deus é a base para a nossa santidade.
A Santidade Divina deve ser o nosso padrão absoluto.
A Longanimidade do Senhor é a base para a nossa longanimidade.
A Benignidade do Senhor é a base para a nossa benignidade.
A Bondade de Deus é a base para a nossa bondade.
A Misericórdia de Deus é a base para a nossa misericórdia.
O Amor de Deus é a base para o nosso amor.
A Fidelidade de Deus é a base para a nossa fidelidade.

Deus é fiel. Por isso nós devemos ser fieis.
O que Deus espera de nos? Fidelidade!

A Fidelidade de Deus: A Base Para a Nossa Fidelidade – David Bennett


1.1 A crise de unidade

Havia algo, entretanto, a que poderiam devotar vantajosamente suas energias.
Novo mandamento... Que vos ameis uns aos outros. Era novo no sentido de que o amor devia ser exercido na direção dos outros não porque pertencessem à mesma nação, mas porque pertenciam a Cristo. E era novo porque devia ser a expressão do amor sem-par de Cristo, o qual os discípulos viram na vida e veriam também na morte.
Como eu vos amei. Era, ao mesmo tempo, o padrão e o poder motivador do amor que devia se manifestar.
Tal amor tinha de inevitavelmente ser um testemunho ao Mundo. Perpetuaria a memória de Cristo e apontaria para a continuação de sua vida, pois essa qualidade de amor só fora vista nele. Os homens reconhecem a bênção que há em tal amor ainda que eles mesmos não sejam capazes de produzi-lo.

Comentário Bíblico Moody

A partir do vs. 4, Paulo resolve um dilema, um problema filosófico: O problema do “um” e dos “muitos”. (Cp. o velho problema da galinha e do ovo--O que veio primeiro?) Como o Corpo de Cristo pode ser unido apesar da sua diversidade? Unidade nâo implica em uniformidade?  Nâo acaba com nossa individualidade? Significa que todos nos temos que ser iguais?  O que é mais importante? Unidade? Diversidade?
A resposta? Ambos! Na Igreja, o Corpo de Cristo, somos UM, mas também somos MUITOS. Como vamos descobrir, unidade e diversidade andam de mãos dadas. Unidade depende de diversidade. Diversidade saudável contribui para unidade. É quase impossível ter unidade sem diversidade.
Esse é um princípio claramente visto em muitas áreas: um time de futebol... uma orquestra... uma equipe médica... o Corpo Humano . . . a Igreja.
Unidade e Diversidade. Um Espirito, um Corpo, muitos indivíduos, muitos dons. COMO? Como pode haver unidade apesar da grande diversidade no Corpo de Cristo? Nâo só no contexto de dons, mas raça e classe social também (12:13). Como pode um grupo tâo diversificado, tâo hererogêneo, composto de tantos indivíduos diferentes, ser UM? Nâo seria melhor promover mais conformidade? conformidade? Acabar com tanta individualidade? Cada um, individualmente, no lugar certo! Deus não faz a obra da igreja como produção de linha, de fábrica, em massa.  Cada crente (note, até os crentes carnais de Corinto) recebia seu dom espiritual).  Mas o alvo é um fim proveitoso . . .  ou seja, a edificação da igreja, NÃO de idivíduos.  Não é um “show”.  Não é para exaltar homens.  O alvo é a saúde do Corpo e a glorificação do Senhor.  Quem prostitui seu dom espiritual para fins pessoais vai contra o propósito dos dons!

Unidade e Diversidade no Corpo de Cristo (1 Co 12.1-27) – Davi Merkh

Muito já ouvimos sobre estarmos unidos e afinados; todos os “membros” em prol do corpo do Cabeça (que também é a cabeça). Possivelmente você pouco (ou nada) tenha ouvido sobre sermos membros uns dos outros (Rm 12:5)! Ou seja, fazer e estar unidos não pelo motivo de obedecer e ajudar [apenas] ao Senhor, mas para uma obediência de uns para com os outros (Fp 2:4).
O que nos assegura (e constrange) sobre a fidelidade de Deus? A que ele demonstrou a seu Filho (I Co 1:9). O Concerto fala que Cristo teria companheiros (Hb 1:9). O Pai chamou-o (o chamado eficaz: A Palavra de Deus nos trazendo seu Filho, a Palavra Encarnada) para nos pastorear. Não apenas como subalternos, mas como iguais (Jo 15:15).
No Senhor da Igreja fomos primeiramente admitidos na comunhão com o Eterno, objetivando nossa presença com ele na Glória. Se ele nos confirmará no fim (I Co 1:8), os que ele chamou e justificou estão seguros (enquanto Deus for fiel). Devemos, ao menos como paga, ser fiéis ao que nos outorgou tamanhas promessas e bençãos já no tempo presente, não em palavras ou cânticos, mas em ações e sentimentos com seu povo e para com todos os homens (I Tm 2:1-4). Sirvamos unidos não apenas para nos livrar da correção/condenação. Tudo isto depende da boa conduta do crente, mas a certeza da glória se baseia na fidelidade de Deus para com seu Filho (Sl 115:1; Hb 2:3).


1.2 A crise de comunhão

Igreja bem estruturada não é sinônimo de comunhão. A crítica à Igreja de Laodicéia é de que ela era rica e abastada e não precisava de coisa alguma. Inclusive de Deus. A tecnologia vem se tornando um substituto para a fé. Mas essa eficiência não substitui o poder transformador do Evangelho. Precisamos perguntar: é possível discernir o que Deus está fazendo? O primeiro risco que a Igreja enfrenta hoje é o da negação de Deus. Não a negação de sua existência, mas do seu poder.

Crescimento das Igrejas: Três Armadilhas – Ricardo Barbosa de Sousa

Nem sempre conseguimos ser fiéis ao Senhor, a nossa fidelidade é falha e de forma lamentável nem sempre Deus pode contar conosco. Isto é refletido hoje na Igreja de Jesus Cristo, pois se todos os cristãos fossem fiéis, com certeza a nossa vida seria outra e também as nossas igrejas seriam diferentes. Mas sempre há nas igrejas os que vivem na fidelidade e são extremamente leais ao Senhor em tudo. E isto começa na própria vida, uma vida de oração, de comunhão com o Senhor, de prática da Palavra de Deus, passa pela dedicação da vida, do tempo e dos bens. Esta é uma das partes mais complicadas para alguns, mesmo porque existem crentes com discursos inflamados, com uma boa eloquência ao falar sobre a sua fidelidade, porém a prática mostra o contrário. Mesmo sendo crentes abençoados e até aconselhando outros, na hora de mostrar isso, principalmente na parte financeira são pessoas mesquinhas e avarentas. Eis a razão porque algumas igrejas não conseguem realizar grandes obras. Cristãos que recebem bônus, indenizações, vendem propriedades, mas sem fidelidade ao Senhor suas igrejas nunca são abençoadas por eles neste sentido.

A Fidelidade a Deus Faz Toda a Diferença – Epaminondas José Cristovão de Souza

A palavra grega “Koinonia” significa comunhão. A ideia básica inserida aqui é compartilhar. As escrituras sempre enfatizam a necessidade da Igreja ser um espaço de vivência comunitária, fraterna e amiga. Essa prática foi entendida pelos primeiros cristãos como de importância tal que faz parte do indispensável Credo Apostólico Luterano – “Creio na comunhão dos santos”. Essa comunhão envolve o no Corpo de Cristo os salvos de todos os lugares e de todas as épocas. O sentido básico de “Koinonia” é compartilhar alegrias e tristezas (Rm 12:15). Associada a essa noção está a ideia de responsabilidade, isto é, membros do Corpo de Cristo que têm compromisso uns para com os outros viverão a comunhão dos santos.
É comum vermos as igrejas serem marcadas por divisões tolas, quase sempre por motivos fúteis. Muitas sofrem prejuízos de todos os tipos quando os membros não vivem em harmonia e união. Precisamos viver intensamente a comunhão, pois ela também faz parte da razão de ser da Igreja no Mundo.


1.3 A crise ética

É triste, mas, em nossos dias, estamos vendo um número incontável de pessoas despreparadas e de dúbio caráter. É muito sério eleger alguém como um líder; está comprovado que o candidato ao ministério ainda precisa passar pelo fogo depurador da experiência com Deus. Um chamado não acontece da noite para o dia. Moisés passou longos anos, e, mesmo sabendo que era o escolhido para a função, quase se perde por sair antes do tempo. Quando Deus o chamou ele já tinha oitenta anos, todavia, tudo foi mais fácil, porque Deus estava com ele, e era chegado seu tempo de agir.

Caráter Atestado, lição 01 da Revista EBD Liderança (professores), 2º Trim 2014

Para o pastor da 1ª Igreja Batista em Penópolis (SP), Fernando Fernandes, a raiz do problema começa com o desconhecimento até do significado da palavra. Ele tem percebido que as pessoas decidem de acordo com a situação vivenciada. Não levam em consideração um conceito definido como certo ou errado. Ou seja, prevalece o interesse pessoal.
O escritor John Maxwell no livro Ética é o Melhor Negócio, da Editora Mundo Cristão, escreve que as pessoas fazem uma opção antiética por três razões. A primeira é porque agem de acordo com a conveniência. Se uma mentira favorece, a tendência é optar por esse caminho. A segunda é que nunca jogam para perder. “Poucas pessoas se sentem confortáveis com a idéia de serem desonestas, mas ninguém gosta de sair perdendo”, afirma o autor.
Por último, as pessoas relativizam as escolhas. Optam em fazer aquilo que é certo de acordo com as circunstâncias. Maxwell continua: “Cada um segue seu próprio padrão ético. Enquanto, no passado, nossas decisões eram baseadas na ética, hoje é nossa ética que se baseia nas decisões que tomamos. Se é bom para mim, então é bom."
O curioso é que nem sempre o ser humano age de acordo com a integridade que exige de outras pessoas. Um estudo citado no livro Ética é o Melhor Negócio revela que, entre estudantes universitários, 84% acreditam que os Estados Unidos estão passando por uma crise no mundo dos negócios e 77% acham que os mais altos executivos das empresas devem ser responsabilizados por este problema. Contudo, 59% dos mesmos estudantes admitem já ter colado em provas. No ambiente de trabalho, 43% das pessoas admitem ter se envolvido em pelo menos uma situação antiética no ano anterior, e 75% já assistiram a algo assim sem fazer nada a respeito. O escritor Maxwel adverte que a mesma pessoa que sonega impostos ou rouba material de escritório quer ver honestidade e integridade na empresa de quem compra ações, no político no qual vota e no cliente com o qual negocia.

A Falta que a Ética Está Fazendo – Rose Guglielminetti

Onde mais vemos falta de ética são nas pregações. Promessas de “mundos e fundos” para as ovelhas; ministros (ou palestrantes de vendas?) estão “vendendo” ilusões; muitos seguem a falsa esperança de eliminar miséria e desemprego com correntes e campanhas de oração (uma boa política econômica e distribuição da riqueza seria um início). Eles não são proféticos em chamar o povo para alterar a realidade social, mas para os “receba”, os “tome posse” e etc., andam aos bandos.
Milagres existem, sabemos. Mas não é sempre que cai maná por quarenta anos! Se for a todo momento e até agendado, não é mais milagre. É mais possivel de ser até engano ou fraude.
Enganações, falta de escrúpulos no que se prega, levedos de cinismo, carnalidades várias e cruéis (não digo de sexo) que chegam até nas finanças e pactos com criminosos.
O Mundo vive no meio de uma crise de moralidade. A influência da Igreja na Sociedade ocidental anda escassa e desacreditada por falta de sigilo pastoral, uso excessivo (não apenas usam, mas abusam) de benefícios da Igreja (chegando enriquecimento ilícito). Assédios de todos os tipos, autoritarismo e uso da Bíblia de maneira distorcida.
Poder, sexo e dinheiro são as duas áreas mais perigosas para os pastores. Estamos vendo (e deixando) a Luz do Mundo se apagar e o Sal do Mundo ser pisado, por estar se estragando.
Será que Deus está satisfeito com crentes mentirosos e desonestos? Que compram diplomas e títulos? Com servos que se aproveitam de políticos desonestos para tirarem vantagens pessoais? Com líderes que contribuem para que a Igreja do Senhor vá para a Justiça e até para a Imprensa por negócios escusos? Com pessoas que negociam até os votos da Igreja em campanha eleitorais? Estará o dono da obra, o Senhor da seara, satisfeito conosco?



2. A crise de fidelidade na missão da Igreja

A missão da Igreja é tríplice: ela deve ministrar a Deus, aos seus membros e ao Mundo. Compreendemos então sua missão para com Deus, sua missão para consigo mesma e sua missão para com o Mundo.

“O chamado cristão não termina nos limites da Igreja, mas inclui também uma missão ética no Mundo”.
Stanley Grenz, “A Busca da Moral”, Editora Vida


2.1 Sua missão com Deus

Tal autoridade “foi eficaz em Cristo”, mostrando-se de múltiplas maneiras: Deus o ressuscitou dentre os mortos e o assentou à sua direita (v. 20); ele sujeitou tudo a seus pés e o instituiu como cabeça da Igreja (v. 22).
Muitas passagens do NT atestam que Deus “ressuscitou” Jesus “dentre os mortos”. Essa ação de Deus possui relevância fundamental para a fé cristã. Sem a demonstração de poder da parte de Deus todo o falar de fé, perdão dos pecados e esperança eterna seriam nulos e vazios (I Co 15:17ss).
A ascensão de Cristo torna explícito que Deus o assentou “à sua direita nos céus”. Dessa forma cumpre-se o Sl 110.1, um trecho da Escritura muitas vezes citado no NT e relacionado com a exaltação de Jesus e com o Filho de Davi.
A posição à direita de Deus mostra que Deus lhe transferiu o poder no Céu e que isso fundamenta sua posição duradoura como Senhor.

Comentário Bíblico Esperança NT

A Paz de Cristo. Aquela paz que Cristo concede àqueles em união com Ele (cons. Jo 14:27; Rm 5:1). O domine é no sentido de arbitrar diferenças que possam surgir no corpo (Bruce). Semelhantemente, a palavra de Cristo que habita no crente, isto é, seus ensinamentos, exerce uma influência transformadora na vida do crente.
Cristãos dos tempos passados têm dado o seu testemunho dizendo que "Cristo colocou uma canção em meu coração". E não é exagero dizer que cânticos têm ensinado mais teologia aos novos convertidos do que os livros de texto. Na igreja paulina os pronunciamentos orais às vezes aconteciam na forma de um hino (I Co 14:15), e algumas passagens do N.T. refletem que tiveram origem em um hino (cons. Fp 2: 5-11; Ef 5:14; E. G. Selwyn, The First Epistle of Peter, pág. 273 e segs.). Gratidão. A Graça de Deus (Lightfoot) ou a atitude grata do cristão (Moule).

Comentário Bíblico Moody

A Adoração é um dos principais fundamentos da existência da igreja. Quando a igreja presta culto a Deus, ela se oferece em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,  que o Apóstolo Paulo disse tratar-se do culto racional (Rom 12:1). A Igreja não deve se conformar com o Mundo, mas deve transformar-se a cada dia pela renovação do entendimento, de modo que possa experimentar como é boa, agradável e perfeita a vontade de Deus. (Rom 12:2). De modo que a  Adoração é uma das razões da própria existência da Igreja. Segundo a Bíblia Deus criou o Homem para o louvor da sua glória, contudo o Pecado afastou o Homem de Deus, frustrando os propósitos do Criador no Jardim do Éden.
Em Cristo, o Homem se reconcilia novamente com Deus, e uma vez restaurado e reconciliado, o Homem deve glorificar ao Senhor e somente a ele prestar um verdadeiro, e sincero louvor. É preciso que os verdadeiros adoradores, adorem ao Senhor em Espírito e em verdade. Adorar e prestar culto racional ao Senhor é a mais fundamental das missões. Quando dizemos que a Igreja está cultuando ao Senhor, equivale dizer que o Corpo de Cristo está glorificando a Deus “o Pai”. “Portanto ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é o fruto dos lábios que confessam o Seu nome” (Heb 13:15).  

A Missão e os Ministérios da Igreja – Augusto Bello de Souza Filho

Lembramos incansavelmente que adorar não é cantar, música, louvores nem instrumentos. Até mesmo por que louvar é prestar gratidão por feitos e bênção recebidas. O que é adoração? Poderíamos dizer que é uma honra que se presta a Deus, em virtude do que Deus é e do que significa para os que o adoram.


2.2 Sua missão para consigo mesma

Este grupo de companheiros, amigos e irmãos também exerciam a função de treinadores e entrosadores. Como isso se dava:

(1) Era ensinado aos novos convertidos que eles deveriam perseverar na doutrina dos apóstolos.
(2) Os novos convertidos eram incentivados a partilhar da comunhão da Igreja.
(3) Os novos convertidos eram incentivados a partir o pão, provavelmente, uma referência à ceia do Senhor (I Co 11:23 e 24).
(4) Os novos convertidos eram ensinados na disciplina da oração.

Mas eles não apenas realizavam ações e trabalhos sociais ou de resgate. Isso sempre existiu. O que os diferenciava como verdadeiros servos do Homem-Deus (Cristo) era que muitas maravilhas e sinais eram concedidos aos apóstolos pelo Senhor para validar-los como ministros ordenados por Deus e comprovar a veracidade do testemunho deles, para o estabelecimento da Igreja primitiva (Hb 2:3 e 4). Diante disto, como negar-se a se render aos pés do Senhor?

A Igreja é um grupo de companheiros, “A Igreja de Cristo Vencendo os Desafios”, R.S. Costa

Corrigir os que erram: A responsabilidade de corrigir e repreender mostra que pregar o Evangelho envolve a correção daqueles que estão no erro. O positivismo "Eu estou bem, você está bem" não tem lugar na pregação de Cristo. Quando uma pessoa está em pecado, ninguém tem o direito de dizer "Você está bem assim como está." A mensagem do Evangelho é diferente: os pecadores não estão bem, mas podem ser transformados pelo amor e a graça de Deus para se tornarem íntegros novamente.
Esta necessidade de corrigir os pecadores inclui a responsabilidade de corrigir os irmãos que recaem no pecado (Gálatas 6:1; Tiago 5:19-20). Uma igreja que verdadeiramente entende sua missão espiritual corrigirá os irmãos em erro para tentar salvar suas almas e manter a pureza do corpo (Mateus 18:15-17; 1 Coríntios 5:1-13). Ler estes textos mostra que às vezes é desagradável obedecer a Cristo. Uma igreja que segue Jesus removerá os pecadores impenitentes do seu meio. Podemos não gostar da linguagem forte que Paulo usa em 1 Coríntios 5:13, mas precisamos lembrar que era o próprio Deus que dava estas instruções para "expulsar" da congregação aqueles que retornavam a uma vida de pecado. Se vamos pregar a verdade, precisamos pregar toda a verdade!

A Missão Espiritual da Igreja – Dennis Allan

Fomos batizados num corpo (mesmo)? Somos propriedade exclusiva de Deus (só dele mesmo)? Podemos estar com a visão de Geazi (II Re 6:15-17), vendo apenas o visível; vendo apenas centímetros e metros. Mesmo estando vinculados a uma comunidade local, não estamos impedidos de interagir com outros irmãos (resguardadas as questões de doutrinas, ensinos, usos e costumes).
Seja seu grupo grande ou pequeno, o Deus que adoramos fez uma aliança com este povo. Os outros irmãos e igrejas possuem dentro de si eleitos, lavados e remidos a custo de sangue! Somos parte de um tesouro guardado em vaso de barro. Grande e inovador, ou pequeno e ‘irrelevante’, olhemos para o tesouro dentro dele, sempre. A relevância é do vaso, do tesouro ou do Senhor do tesouro? Se relevarmos o alvo errado, será negado à Humanidade tal tesouro.

Alvos e realizações do ministério da Igreja a seus membros:

- Fortalecimento espiritual e da edificação
- Chegar à unidade da Fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus
- Apresentar “todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1:28).
- Os líderes com dons na Igreja foram dados para o aperfeiçoamento dos santos
- Os próprios líderes são dons à Igreja
- Resgatar os enfraquecidos, caídos ou desviados
- Amparos sociais, econômicos e afetivos
- Ensinar, Exortar, corrigir e repreender (I Tm 4:13; 6:2;Tt 2:15; II Pe 1:12)
- Orar com os tristes e cantar com os alegres (


2.3 Sua missão para com o Mundo

Deus chama Sua Igreja de modo coletivo. Quem busca um relacionamento pessoal com Deus sem se comprometer com o fator comunitário está cometendo um grave erro. Deus não nos escolheu para mostrarmos sua glória apenas individualmente, mas também de maneira coletiva, isto é, como a Família de Deus na terra (Ef 2:19-20). Quando nos reunimos com os irmãos, damos “expressão visível e audível daquilo que somos, membros de um corpo peculiar, separados do Mundo, o povo de Deus”.
O conceito de koinonia, no grego original, expressa a participação em comum, como membros de uma família participam da vida familiar. Muito mais que simplesmente fazer parte de uma organização, koinonia destaca contribuição de cada pessoa, dando e recebendo de seus companheiros o que elas têm para dar e o que necessitam receber (At 2:44). Desta forma, a comunhão é um antídoto à autossuficiência da Natureza Adâmica, e significa que os cristãos mantêm “relacionamentos interativos”, compartilhando suas próprias vidas – incluindo seus bens materiais – uns com os outros. Quando os crentes experimenam a koinonia, o Mundo vê neles a Glória de Cristo.

A Igreja é Comunhão Koinonia – www.ipeniel.com

O que envolve a prioridade da missão da Igreja? A Centralidade do Evangelho, pregar aos de fora, como também o esforço para ser relevante no contexto social e cultural. Ela está crescendo? A preocupação com o crescimento é legítimo e necessário. Para um crescimento sadio (cumprindo sua missão), deve-se estabelecer alvos objetivos, descobrir a importância de estratégias e usar as ferramentas sociais e tecnológicas sem extremismos.
Vemos tal preocupação em toda a história cristã. Estamos diante de novas realidades, que precisam ser analisadas critica e devocionalmente, levando os julgamentos a Deus (II Co 10:5).
Império Romano, Missão Integral, Igreja Local, luta por transformação política e social... São vários os focos durante as décadas. O foco hoje é com a Igreja Local: Ela cresce? Qual e como é a sua presença na Sociedade? Antes a esfera pública; agora, a privada; a vida comunitária: as células e etc. Mudou-se de "revolução" para "relevância"!
Somos fiéis aos novos desafios e possibilidades, ou estamos cedendo aos fluxos, como bois na manada? O que é modernizar e inovar, na essência? Há o risco de a igreja se comprometer, mesmo sem perceber, com o espírito desta era. Se a “letra” mata (radicalismos cegos e insensíveis), a falta desta traz a inanição e queda em marcha. Conheçamos os riscos que tais ações representam para o futuro do Cristianismo.



3. As características de uma Igreja fiel

A Igreja que supera as crises de unidade, comunhão e ética, e tudo aquilo que compromete sua missão, certamente possui características de uma Igreja fiel, que vence as influências mundanas.


3.1 Uma Igreja frutífera

Como “imitadores” os tessalonicenses por sua vez se tornam “modelo”. De fato existe uma certa “sucessão apostólica”, uma “corrente” que vem do próprio Senhor, que passa pelos apóstolos e que se estende cada vez mais pa-ra o mundo. Contudo não é uma corrente de sacramentos, mas uma corrente de efeitos vivos do Espírito, chamada de modelo-imitador. O alcance desses efeitos tem amplitude diversa, dependendo da força espiritual viva em uma igreja. Os tessalonicenses se tornaram “um modelo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia”. O que aconteceu e continuava acontecendo em Tessalônica, esse poderoso despertar, essa alegria constante em todas as tribulações, havia atraído muitos olhares para ela. A igreja em Tessalônica era realmente “uma cidade sobre o monte que não pode permanecer escondida” [Mt 5:14]. Onde quer que haja cristãos, na própria Macedônia e até ao Sul, na Acaia, cristãos falavam de Tessalônica, fortalecendo-se com o exemplo dessa igreja.
Porém, evidentemente muito além do âmbito cristão “destacou-se vossa fé em Deus”. Naquela época, com o tráfego intenso nas grandes estradas imperiais romanas – a própria Tessalônica estava localizada à beira de uma delas, a “via Egnatia” – e pelo mar era possível que a notícia dos acontecimentos se alastrasse para longe a partir de uma cidade comercial e portuária como justamente Saloniki. De qualquer modo os três homens devem ter experimentado muitas vezes: ao tentar relatar acerca de suas grandiosas experiências em Tessalônica, eram interrompidos: “O quê? Vocês são Paulo, Silvano e Timóteo?! Foram vocês que tiveram acolhida lá e realizaram coisas tão marcantes?! Já ouvimos muito a esse respeito!” “Portanto, não temos necessidade de acrescentar coisa alguma”, escrevem eles aos amigos.

Comentário Bíblico Esperança NT

O Senhor Jesus Cristo afirmou: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Esse fluir é a vida intensa e frutífera do cristão verdadeiro que utiliza todos os recursos espirituais para o crescimento sadio durante todos os dias de sua vida. A Palavra do Senhor é um dos recursos usados pelos cristãos, e o próprio Cristo faz uso da Palavra. Quando foi levado pelo Espírito Santo para ser tentado no deserto por Satanás, Jesus o enfrenta usando o livro de Deuteronônimo. Quando precisou socorrer dois discípulos que haviam perdido a esperança no Messias, Jesus os confronta com as Escrituras Sagradas (Lc 24:13-35). E, uma grande mudança no discurso do Antigo Testamento para o Novo é também significativo.
Enquanto no Antigo Testamento os profetas diziam “assim diz o Senhor”, Jesus inaugura uma nova expressão, dizendo “está escrito”, autenticando assim, a importância da Revelação Especial que é a Palavra do Senhor.
Para ser um cristão frutífero precisaremos de alimento especial. Precisaremos de santa provisão. A Palavra do Senhor é o nosso celeiro celestial. Na Bíblia, encontraremos orientação para todos os momentos da vida. Seremos ensinados, confrontados, exortados e consolados pelas palavras benditas da Palavra do Senhor. Seremos ensinados até mesmo em como sentir e pensar sobre tudo e sobre todos (Fl 4: 8-9).

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Em algum locais na África não existe mais as quatro estações bem definidas. Queremos fazer super-atletas e super-soldados com meninos de menos de 16 anos. Queremos que nossas crianças saibam fazer de tudo e estejam aptas para o mercado antes dos 10! Estamos vivendo dias nos quais não há mais “fruta da época”...
O Criador procura árvores frutíferas entre Homens e Mulheres. Ele quer encontrar frutos dignos principalmente entre os crentes, ainda que ninguem seja digno do Senhor (Sl 8:4). Quem é aquele que produz o Fruto do Espírito? O próprio Deus, dirão muitos. Mas ele quer que brote Amor, Fidelidade, Mansidão, Temperança, Longaminidade, Benignidade, Bondade, Paz e Gozo em homens, não em árvores, nuvens, anjos ou templos. Se as igrejas locais estão muito abaixo do mínimo esperado, não é honesto culparmos somente os dirigentes, os tempos, a Cultura ou mesmo apenas o Diabo (sic)! Se ele está operando é por achar lugar nos corações. Que frutos você dá e o que há em seu coração?


3.2 Uma Igreja solidária

A solidariedade cristã é descrita em muitas passagens da Bíblia. Você sabia que há dons espirituais especificamente ligados à prática de atos sociais generosos? (Leia Romanos 12:8b). Além disso, a Bíblia utiliza várias palavras relacionadas à solidariedade: misericórdia, afeto, compaixão, amor etc. Mas, o que significa solidariedade? Vez ou outra, através da televisão, rádio, jornais e até mesmo em nossa igreja, ouvimos acerca de campanhas para arrecadar alimentos, vestuário e brinquedos para crianças carentes. Solidariedade é isso: interessarmo-nos pelas necessidades de nossos semelhantes e fazermos alguma coisa para diminuir sua dor.
Talvez você ache que nada pode fazer a respeito disso, ou que ainda é cedo para pensar nesse assunto. Pode ser também que esteja ocupado demais para prestar atenção no número de adolescentes que não tem sequer com que se alimentar. Passe a ser sensível às necessidades das pessoas menos favorecidas, pois a Bíblia diz: "Quem recusar ouvir o grito do pobre também gritará e não será ouvido" (Pv 21:13).

A Solidariedade Cristã – lideradosporcristo.blogspot.com.br

A Igreja é um enorme celeiro e um grande depositário de vocações, talentos, recursos e potenciais. Neste sentido, seu papel deve ser o de orientar os membros para o serviço à Sociedade. Refletindo o nosso chamado para sermos sal e luz. Temos de avançar na questão da solidariedade através da conscientização. Como no sentido original da palavra “igreja” (que vem do grego “ekklesía” e significa “assembleia de santos”), precisamos recuperar a nossa vocação histórica de agentes de transformação e esperança.
O testemunho social da Igreja deve invadir as feiras e praças da cidade, o ambiente de trabalho, a escola, a universidade, entre outros. A Fé cristã não cabe entre quatro paredes. Quando seguimos a Cristo devemos contextualizar a Verdade, refletindo a imagem de Deus no serviço, na proclamação, na compaixão e no amor (Jo 13:15; I Pe 2:21).


3.3 Uma Igreja missionária

A obrigação dos discípulos era a de serem testemu­nhas (v. 8). Tal comissão obviamente representou uma referência espe­cial aos apóstolos que autenticariam de modo singular os fatos principais do Evangelho — a Vida, a Morte, a Ressurreição e a Ascensão de Jesus. Neste sentido eles eram os alicerces e pilares da Igreja (cp. Mateus 16:18; Gálatas 2:9). Mas a Igreja edificada sobre tais alicerces se tornaria em si mesma "a coluna e esteio da verdade" (1 Timóteo 3:15). É aqui que se aplica a referência secundária das palavras de Jesus. Nem todos são apóstolos, mas todos estão comissionados para testemunhar a Verdade que estabeleceram. A todos, pois, é feita a promessa: recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo (v. 8). As declarações deste versículo devem ser entendidas como causa e efeito. Só pode haver testemunho eficaz onde estiver o Espírito e, onde estiver o Espírito, seguir-se-á testemunho eficaz em palavras, em obras (milagres), e na qualidade de vida daqueles que o receberam.
A ordem do Senhor tem um escopo universal. Partindo de Jerusalém, os discípulos deveriam sair até os confins da terra (v. 8). Estas palavras contêm o corretivo para a pergunta individualista dos apóstolos no v. 6, embora se possa duvidar que eles tenham entendido dessa maneira na época. No máximo talvez entendessem que Jesus lhes estaria ordenando que testemunhassem aos judeus da diáspora (veja as notas sobre 2:9ss.) e apenas nesse sentido é que pregariam "o arrependimento e a remissão de pecados, a todas as nações" (Lucas 24:47; veja a disc. acerca de Atos 10:10ss.). A idéia de incluir os gentios jamais lhes passaria pela cabeça, e só foi aceita mais tarde com grande dificuldade. O nacionalismo judaico da igreja primitiva demorou muito a morrer.

Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Comentário Atos – David J. Williams

Motivos do sucesso das missões da Igreja Primitiva:

- A partida de Paulo e Barnabé (At 13:2) estava de acordo com o chamado e vontade de Deus, e não de homens. Foi motivada e direcionada pelo Espírito Santo
- A Igreja confiou os dois obreiros a Deus e os encarregou e os proveu de tudo o que ela podia. Eles estavam debaixo de cobertura espiritual (At 13:3).
- A Igreja cedeu de boa vontade seus dois melhores homens (At 13:4). Não foi mesquinha nem individualista; não reteve ou limitou a obra de Deus na vida dos seus servos. Ela foi ao Campo através deles!
- Creram na direção do caminho a ser trilhado; inclui o Evangelismo Local e às nações (At 1:8), não é o título, nem cargo. É trabalho sério. Ela creu no Mestre.
- Entendeu pelo E. Santo o “ide” para pregarmos a Palavra a todo o Mundo (Mc 16:15), a tempo e fora de tempo (II Tm 4:2).

Temos que conhecer quem é Jesus. Você tem que conhece-Lo e permitir que Ele perdoe seu pecado e que derrame amor de deus em seu coração. Então você poderá perguntar a Ele: “Senhor. O que quer que eu faça?”. Não pense que Cristo imporá uma lista enorme de coisas que não pode fazer. Quando se caminha com Cristo, você pode fazer o que quiser, pois Cristo fará você querer a vontade de Deus. E hoje a vontade de Deus para a Igreja é que estendamos nossa mão para o próximo. A Bíblia nos ensina que temos de nos tornar pessoas que se importam com os outros. Nossa prioridade é para com os membros do Corpo de Cristo, particularmente com a Igreja Perseguida. Quando nos dirigimos a eles, nós os encontramos abertos para receber o amor de Deus, a única resposta à perseguição. A batalha não será ganha com tanques ou com armas no campo de batalha. A batalha real será travada por aqueles que estão cheios do Espírito Santo de Deus. Pessoas que se disponham a ir e proclamar Jesus Cristo. Que levem a Palavra de Deus. (Irmão André, fundador das Portas Abertas).



Conclusão

Para vencermos a crise de fidelidade instaurada na Igreja, precisamos repensar nossa espiritualidade, nossa ética e nossa unidade. Devemos redescobrir a vontade de Deus através de Sua Palavra e sermos uma Igreja verdadeira, capaz de superar todos os seus desafios e vencer seus dilemas contemporâneos.

1. Eu quero confiar neste Deus.
2. Quero confiar e cou confiar nele.
3. Quero ser fiel com Deus
a. No lar.
b. Na igreja.
c. No devocional.
d. Na oração.
e. No ministério.
f. No serviço.
4. Quero produzir fruto para ele.

A Fidelidade de Deus: A Base Para a Nossa Fidelidade – David Bennett

Vemos que o Senhor Jesus nunca deixou seu povo às traças. No meio de igrejas de variados tipos de cultura, nível social, econômico, espiritual e até mesmo mornidão e farisaísmo excludente e soberba, sabe ele diferenciar os reais adoradores dos costumeiros frequentadores de reuniões. Nos faz pensar em quantas vezes participamos apenas com "a carcaça" presente, como vemos nas vitrines dos açougues. É sabido que mesmo aquele sangue que pinga não é real, é um produto para conservar.
Notemos que das igrejas, apenas uma fora elogiada de fato (Filadélfia) e uma outra mostrava real intenção de melhora e indignaçao consigo e com o que acontecia ao redor. Que nunca nos esqueçamos de tais alertas de nosso Salvador! Hoje não é diferente e, pior, há novas variantes de cada uma daquelas igrejas não apenas dentro desta ou daquela denominação, mas já no Altar entre os ministros, percebemos diferenças e falta de acordo, de propósitos e alvos. Dentro de cada um de nós, possam estar existindo, também, várias 'igrejinhas' problemáticas que deixamos ou não transparecer, de acordo com a temperatura, pressão, umidade do ar ou estação do ano. Reflitamos em que crentes temos sido e como continuamos a ser e como iremos ser. As bençãos reais e eternas não são pegas na Terra...

Comentários de R.S. Costa em “A Mensagem de Cristo às Sete Igrejas”


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 05
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
Efésios – Rusty Peterman (link)
A Fidelidade de Deus: A Base Para a Nossa Fidelidade (link)
A Mensagem de Cristo às Sete Igrejas (link)
A Fidelidade a Deus Faz Toda a Diferença (link)
Qual a Missão da Igreja de Cristo aqui na Terra? (link)
Abundância nos Tempos de Crise (link)


Bibliografia Indicada

Número de Divórcios no Brasil é Recorde e Problema Atinge a Igreja (link)
Jeremias um Exemplo de Fidelidade (link)
Ética Social Cristã (link)
O Neopentecostalismo e a Ética Crista (link)

O Que é uma Igreja Saudável? – Mark Dever (ebook)

O que é um Membro de Igreja Saudável? – Thabiti Anyabwile – Ed. Fiel
Qual a Missão da Igreja? – Kevin DeYoung & Greg Gilbert – Ed. Fiel

Questionário

1. Quais são as três principais crises que prejudicam a Igreja?
R: Unidade, comunhão e ética (I Tm 4).
2. Como podemos identificar a crise ética na Igreja?
R: Ela é manifesta em toda sorte de ações que não evidenciam a Igreja como Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5:13-16).
3. Quais são as três missões da Igreja?
R: Missão com Deus, missão consigo mesma e missão com o Mundo (Ef 1:20).
4. Quais são as características de uma Igreja fiel?
R: Frutífera, solitária e missionária (I Ts 1:5-8).
5. O que é preciso para vencermos a crise de fidelidade instaurada na Igreja?

R: Repensar nossa espiritualidade, nossa ética e nossa unidade (Jo 17:20-23).

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