segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

EBD Editora Betel - A Fidelidade de Jesus Cristo

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 11 de janeiro 2015
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” Fp 2:5

As próximas palavras de Paulo aos crentes de Filipos contêm uma das passagens mais profundas do Novo Testamento. Muitas vezes os biblicistas referem-se a ela como a "passagem do kenosis". A palavra kenosis no Grego significa "esvaziar-se". Paulo escreveu aqui sobre a maneira em que Cristo se esvaziou ao encarnar-se. Estes versículos, por si mesmos, podiam ser a base para um capítulo inteiro – ou, melhor, um livro inteiro.
Porém, envolver-se com todos os intricados aspectos da encarnação pode facilmente interferir em nossa capacidade de compreender a razão básica de Paulo ter escrito sobre este acontecimento – isto é, dar um exemplo aos Filipenses de como cada um deles devia relacionar-se com os outros membros do corpo de Cristo. Assim, Paulo escreveu: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (2:5). Nosso Salvador, disse Paulo, é o exemplo supremo da atitude que contribui para o desenvolvimento da unidade e da harmonia do Corpo de Cristo.

A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz

Verdade Aplicada

A Fidelidade é uma característica requerida àqueles que almejam viver a Eternidade com Jesus.

Objetivos da Lição

Mostrar a fidelidade que Jesus manteve aqui na Terra enquanto desenvolveu sua missão;
Ensinar a importância de agirmos com fidelidade em todos os aspectos desta vida, se quisermos ser verdadeiros discípulos de Cristo;
Informar à Igreja Peregrina que Jesus manterá suas promessas de capacitação, companhia e proteção enquanto espera sua volta.

Textos de Referência

Fp 2:5-8

Introdução

A maneira de viver que Jesus partilhou com os que estavam à sua volta foi suficiente para influenciar as demais gerações que sucederam depois dele (Tg 1:18). Mesmo ainda jovem ocupou a sua mente e seu tempo em cumprir estritamente os propósitos do Pai que o enviou para uma obra incomparável (Lc 2:52).

Ele cresceu em idade. Algumas traduções trazem “estatura corporal”. O termo grego helikia (cf. Lc 19:3) pode significar ambas as coisas, idade e estatura corporal. O termo refere-se ao crescimento exterior, físico. O Filho de Deus certamente também poderia ter entrado na vida humana como o primeiro Adão, já adulto. Mas para que adquirisse a nossa natureza, Jesus percorreu todas as faixas etárias. Consequentemente, temos de imaginar Jesus como aprendiz de seu pai, como oficial artesão e talvez até mesmo como mestre e arrimo de família, após a provável morte precoce de José.
Ele cresceu em sabedoria. A Mãe, a Natureza, a Escritura Sagrada, a Vida e a Oração representaram os ricos recursos que haviam sido proporcionados ao menino Jesus para amadurecer em direção de um saber claro e saudável.
Há algo admiravelmente grandioso em uma vida conduzida com sabedoria, na qual tudo é aquilatado e praticado à luz da Eternidade, onde se aprende a incluir a totalidade da Vida Terrena - com suas preocupações, sofrimentos e alegrias, suas necessidades e demandas diárias, seus constrangimentos e tentações - de forma cada vez mais completa no grande acorde básico do “Uma coisa só importa” [hino de J. H. Schröder, † 1699, HPD, nº 171, cf. Lc 10.42], perguntando em todas as situações: Como o Senhor no Céu pensa a esse respeito, e como você pensará a respeito disso um dia, quando a terra estiver a seus pés e você se escontrar na Luz da Eternidade? Isso é sabedoria. Posicionar-se dessa maneira aqui na terra a partir do mirante da Eternidade - isso é sabedoria. Adquirir nela cada vez mais treino, experiência e agilidade - isso significa “crescer em sabedoria”.
Ele cresceu em graça diante de Deus e das pessoas. Aqui temos de pensar em um crescimento da graça da aprovação divina e da benignidade paterna sobre esse menino Jesus. Desde o começo ele foi objeto da Graça, porém quanto mais ele crescia e o poder de Deus se disseminava nele, quanto mais ele superava todas as tentações com fé e sabedoria, aprendendo a obediência, tanto mais também se avolumava a Graça de Deus sobre ele. Novamente deparamo-nos aqui com uma parte de sua humilhação, que é inegavelmente a maior e mais misteriosa. Ele despojou-se até mesmo de seu relacionamento original com o Pai. O Criador se rebaixou até sua criatura, que cresce e amadurece interiormente por meio da Obediência.

Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança (editado)

Nesta lição veremos o exemplo-mor de como servir a Deus: Jesus Cristo. Ele foi o homem, servo, missionário, profeta, sacerdote e líder perfeito! Meditando em tudo o que nós já vimos, escutamos, vivenciamos e experimentamos dele e com ele, perguntamos: os ensinos de Jesus causaram impacto no Mundo todo em todas as eras? Outra meditação: Os ensinamentos de Cristo têm alguma influência efetiva em minha vida?”.
Os ensinos do Mestre abrangeram uma enormidade de assuntos. São lições incomparáveis e simples (sem serem simplórias ou simplistas) valiosas que afetar cada aspecto de sua vida. Sua influência está até nos modelos legais da maioria das nações, até mesmo naquelas que estão promovendo e estimulando o Aborto, Homossexualismo, Divórcio, Idolatria e tantas outras abominações e permissividades. Baseado no que Jesus ensinou, estabeleçamos prioridades, amizade com Deus, bom relacionamento com os homens, resolução de problemas e não agir com violência.



1. A fidelidade de Jesus Cristo ao Pai

Os passos do Mestre neste mundo foram marcados pela maneira fiel com que se relacionou com o Altíssimo. Na sua particularidade, mesmo sendo a segunda pessoa da Trindade Divina (Lc 3:22), procurou portar-se com afinco na missão de desenvolver o caminho de salvação através da sua morte na Cruz (Fp 2:8) e ressurreição do túmulo (Mt 28:5 e 6). Sendo a Fiel Testemunha (Ap 1:5) e primogênito dos mortos (I Co 15:20), mudou a história de todos aqueles que não tinham mais esperança de vida eterna (I Jo 1:2; 5:11).

O Evangelho, as boas notícias, revela a Justiça de Deus, e isto é para todos que tem pistis, Fé, ou Fidelidade (Rm 1:16), porque pistis é como Deus “justiça-fica” (Rm 1:17). Mas este estilo de vida, a vida de pistis, nunca apareceu de modo puro e completo antes de Jesus.
Todos eram e são injustos (isto é, falta de fé no sentido de Fidelidade), os não-judeus (Rm 1:18-2:16), e também os judeus, mesmo tendo a lei, são injustos (Rm 2:17-3.8), isto é, todos tudinho (Rm 3:9-20)! Entretanto, não nos desesperemos, pois um novo tempo já chegou quando a justiça de Deus se manifestou, conforme as Escrituras, mas não como você imagina, seguindo as regras da Lei como a circuncisão e tais coisas (Rm 3:21).
Finalmente a vida de fidelidade é possível porque Jesus já se mostrou fiel, fiel em tudo até mesmo morte na Cruz. E porque ele morreu numa cruz, que era feito de madeira, ele morreu com uma condenação no seu pescoço, porque a Lei diz “maldito seja todo aquele que for pendurado (morreu) em madeiro”.
Assim, a justiça de Deus se manifestou na morte e ressurreição de Jesus que foi fiel até a morte, mas isto aconteceu tanto independentemente da Lei (que condenava esta forma de morte) quanto em cumprimento da Lei ou das Escrituras que previa que Deus endireitaria, faria justiça, tanto os judeus quanto os não judeus. Como faria isto? Por Deus mesmo se encarnar em Jesus para nos mostrar como podemos viver de modo fiel, isto é, pela Fé.

A Fidelidade de Jesus Prova a Justiça de Deus... e a nossa? – Timóteo Carriker


1.1 Na encarnação de Cristo

Para muitos adoradores dedicados do Deus Jeová, é a própria essência da blasfêmia dizer que houve uma época em que ele se revestiu de um corpo humano e viveu aqui na terra como homem por um período de tempo. No entanto, existem profecias específicas no Velho Testamento que indicam que muitas coisas aconteceriam quando o Messias viesse à Terra.
O Salmo 40 é uma dessas passagens proféticas as quais aludem à Encarnação, dizendo que Deus não tem alegria real em holocaustos e sacrifícios, mesmo que eles tenham sido os meios ordenados por ele para tratar com o Pecado e suas conseqüências na época do Velho Testamento. O Salmista predisse que haveria uma época quando Deus não exigiria mais sacrifícios. Haveria uma época quando Deus prepararia um corpo para o seu Prometido que haveria de vir e fazer a vontade de Deus na Terra. Já temos visto através de muitas profecias que aquele que haveria de vir não é ninguém, senão o próprio divino Messias de Israel.
Uma interpretação judaica muito antiga no Midrash sobre a genealogia do Messias faz uma referência ao Salmo 40, e diz que o próprio Messias está falando através do salmista. O Escritor da Epístola aos Hebreus cita da Septuaginta Grega o texto do Salmo 40:6-8, e o usa como base para o clímax do seu argumento a fim de convencer os seguidores hebreus de Jesus de que a sua morte sacrificial cumpriu e, portanto, anulou o Sistema Mosaico de sacrifícios de animais.

Jesus, O Cordeiro – Hal Lindsay

Cristo procedeu de homens, mas de modo milagroso; de outro modo não poderia eximir-se da Lei que, sem exceção, inclui toda a descendência de Adão debaixo do Pecado (Gl 3:22). Notemos que “debaixo do Pecado” é totalmente diferente de “cometendo pecados” ou “em pecados”: significa que puramente em nascer, alguém já estava condenado! Este impedimento é explicado por Paulo: “... assim também por um só ato de justiça (sacrifíco de Cristo) veio a Graça sobre todos os homens (de Adão até hoje)" (Rm 5:12-18). Como pode ser isso? O Apóstolo responde: “O primeiro homem, da terra, é terreno (Adão); o segundo homem, o Senhor, é do Céu (Cristo)” (I Co 15:47). Em Romanos 8:34, ainda Paulo, ensina que o Senhor foi enviado (Is 6:8) em semelhança da carne de pecado (isto é, sem pecado) para satisfazer à Lei. O mesmo Apóstolo o separa expressamente da condição geral da Humanidade: o verdadeiro homem sem imperfeição e corrupção, o Cordeiro Pascal (Jo 1:9-14).


1.2 Em comunicar a verdade do Pai

Pilatos ficou perplexo. Aí estava um homem que tinha falado no seu reino três vezes em rápida sucessão, mas não tinha nenhum sinal externo de realeza.
Logo tu és rei? Pilatos dificilmente creria que alguém pudesse tomar por rei a figura que estava diante dele.
Tu dizes que sou rei. Jesus hesitava em afirmar que era rei, para que Pilatos não entendesse mal a natureza do seu reino, o qual Ele agora explicou em termos de verdade. Cristo viera para testemunhar dele. Ouve a minha voz (cons. 10:3, 16).
Pilatos viu que Jesus não se interessava em política ou negócios de estado e estava longe de ter um espírito belicoso, por isso encerrou a entrevista, comentando um tanto desdenhoso, ao que parece, Que é a verdade? Ele não era filósofo nem um homem religioso, mas um homem de ação. Satisfeito em ver que o prisioneiro não apresentava perigo a Roma, informou disso os judeus que esperavam do lado de fora.
Não acho nele crime algum. Ele não se referia à ausência de pecado, mas à inocência diante das coisas pelas quais os judeus o acusavam.

Comentário Bíblico Moody

Qualquer um que chega aos ensinamentos de Jesus depois de ter lido o Velho Testamento, percebe de cara que os ensinamentos sobre Deus são paralelos. Jesus ensinou que Deus é o Criador que se preocupa com a sua criação e cuida dela desde as menores criaturas como o pardal (Mateus 10:29). Não a um suporte nos ensinamentos de Jesus para a visão que diz que Deus não se importa com o mundo que ele criou. Jesus nos lembra que ele é um Deus de detalhes - intimamente preocupado com a nossa vida. Um dos títulos mais característicos que Jesus usou para Deus foi Pai. Isso não era novidade, pois essa idéia ocorre no Velho Testamento, aonde Deus é visto como o Pai de seu povo. Esse tipo de paternidade era nacional ao invés de pessoal. No período entre o Velho Testamento e o Novo Testamento, os judeus consideravam Deus tão santo que ele foi removido do contato imediato com os compromissos humanos. Na verdade, eles acreditavam que tinha que haver um mediador entre Deus e o Povo. Essa noção exaltada de Deus contradizia a idéia de Deus como um Pai pessoal e amoroso. É por causa disso que os ensinamentos de Jesus quanto à paternidade pessoal é tão única. Há alguma evidência nos ensinamentos judaicos dizendo para orar a Deus como "Nosso Pai". No entanto, o que distingue Jesus de seus contemporâneos é que a paternidade de Deus era o centro de seus ensinamentos. A relação pai e filho é particularmente vívida no Evangelho de João, aonde Jesus como o Filho é visto como tendo uma comunhão íntima com o Deus Pai. Isso aparece fortemente na oração de Jesus em João 17 e nas afirmações freqüentes que o Pai tinha mandado o Filho e que o Filho estava cumprindo a vontade do Pai. É esse forte relacionamento entre Deus e Jesus em termos de Pai e Filho que fez Jesus ensinar as pessoas a se aproximarem de Deus da mesma maneira. 

Enciclopédia Ilúmina Gold Edition

Jesus exerceu seu ministério em meio a mentes influenciadas pela Filosofia Grega. Isso fica evidente na pergunta cética de Pilatos para Jesus acerca do que é a verdade (Jo 18:37 e 38). O Evangelho de João diz que a Lei foi dada por Moisés; a Graça e a Verdade nos vieram por Cristo (Jo 1:17). Os grupos religiosos da época eram detentores do conhecimento, interpretação, e ensino da Lei em Israel (Lc 5:17), entretanto sentiam dificuldade em abandonar conceitos humanos para reconhecer que Cristo era o Messias prometido (Jo 4:25). Este era o cenário onde o Senhor pregava e ensinava os ensinos divinos: trouxe e comunicou a Doutrina do Pai (Jo 7:16; Jo 14:24) a todos os povos, tribos e nações.
Portanto, todos aqueles que procuram entender e aceitar a verdade do Eterno naturalmente são libertos por ela, alcançando uma nova vida através da ação poderosa da palavra viva (Hb 4:12; I Pe 1:23).

Continua...

1.3 Em submeter-se à vontade do Pai

O Amor é preferível aos dons em que se orgulhavam os coríntios. Por sua permanência, é uma graça que dura como a Eternidade. O estado presente é um estado infantil, o Futuro é o do adulto. Tal é a diferença entre a Terra e o Céu. Que pontos de vista estreitos, que noções confusas das coisas têm as crianças, quando são comparados com os adultos! assim pensaremos de nossos dons mais valorados neste mundo, quando cheguemos ao Céu.
Todas as coisas são escuras e confusas agora, comparadas com o que serão depois. Elas somente podem ser vistas como pelo reflexo de um espelho, ou como descrição de uma charada; mas no além nosso conhecimento será livre de toda escuridão e erro. É a luz do Céu unicamente a que eliminará todas as nuvens e trevas que nos ocultam a face de Deus.
Para resumir, a Excelência do Amor é preferível não somente aos dons, senão às outras graças, a Fé e a Esperança. A Fé se fixa na Revelação Divina, e ali se assenta, confiando no Redentor Divino. A Esperança se aferra à felicidade futura, e a espera, porém, no Céu, a Fé será absorvida pela Realidade, e a Esperança pela Felicidade. Não há lugar para crer e ter esperança quando vemos e desfrutamos. Porém lá, o Amor será aperfeiçoado. Lá amaremos perfeitamente a Deus. lá nos amaremos perfeitamente uns a outros. Bendito estado! Quanto supera ao melhor daqui embaixo! Deus é amor (I João 4:8,16). Onde Deus se vê como é, e face a face, ali está o amor em sua maior elevação; somente ali será aperfeiçoado.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

No Reino de Deus está implícita a Dependência. Dependência a tudo que o Senhor determina, isto é, sendo-lhe completamente submisso. Jesus prega o Evangelho do Reino porque conhece o problema principal do homem: a sua independência para com Deus. Na independência está implícita a Rebeldia. E o evangelho do reino ataca a causa, levando o homem à dependência do Senhor e, conseqüentemente, a torná-lo salvo e regenerado. O evangelho do reino é a única maneira de recuperar um rebelde.
Sempre que alguém peca contra a autoridade de Deus, peca diretamente contra o Senhor. Não podemos permitir espaço para rebeldia em nossas vidas. Temos que vivê-las em completa santidade, assim como Jesus, que em nada foi rebelde ao Pai. Ele vivia, como vive, para agradar ao Pai e em tudo lhe ser submisso.
Há uma tendência de se pensar que se submeter é ser inferior. Jesus nunca foi inferior ou menor que o Pai pelo simples fato de lhe ser submisso. Pelo contrário, Jesus Cristo tem o nome que está acima de todo nome (Fp 2:9). Temos que entender que entre iguais há uma relação de autoridade e submissão. Isto faz parte da ordem divina. As autoridades delegadas estão em todas as áreas de nossas vidas. Um discípulo do Senhor deve, onde estiver, procurar saber quem é a autoridade delegada para a ela se submeter.

Submissão, Um Princípio de Deus – www.odiscipulo.com

O escritor Edgar Yong Mullins descreve que a personagem humana é o único meio adequado para a auto-revelação de um Deus pessoal. Assim, podemos contemplar a revelação do Pai na pessoa de Cristo.


Continua...


2. A fidelidade de Jesus Cristo à sua missão

A encarnação do Filho do Homem entre nós teve como objetivo principal expiar os pecados da Humanidade na Cruz, reconciliando os pecadores e salvando todos os que haviam se perdido (Jo 1:14). Portanto, enfatizaremos a seguir o teor da fidelidade de Jesus no cumprimento dessa incumbência intransferível.

Para o Apóstolo Paulo é clara a relação entre a entrega de Jesus Cristo na Cruz e sua própria experiência como missionário. Nessa direção aponta um texto cuja interpretação sempre motivou muita reflexão entre os estudiosos: “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:24). Não se trata de que Paulo considere que os sofrimentos de Cristo tenham sido insuficientes para cumprir cabalmente seu propósito redentor. Trata-se, na verdade, de que o Apóstolo considera que seu próprio sofrimento torna possível que a Igreja chegue a ser o que Deus se propôs a fazer dela e ser aquilo pelo que Jesus Cristo deu sua vida. Se a igreja quer ser fiel ao seu chamado de prolongar a missão de Jesus Cristo ao longo da História, toda ela e, mais ainda, seus líderes, não podem esquivar-se do sacrifício que implica seguir o caminho de Jesus como o Servo Sofredor do Senhor.

A Missão de Jesus – C. René Padilla (Traduzido por Wagner Guimarães)



2.1 Expiar os pecados

O Sangue do Cristo é sangue sacrificial, o qual ele ofereceu a Deus em obediência perfeita (Rm 5:19; Fp 2:8; Hb 5:8), por ocasião de sua auto-entrega na cruz. Com seu sofrimento e morte Jesus realizou o verdadeiro sacrifício para o aniquilamento dos pecados e erigiu, no lugar de todos os sacrifícios oferecidos pelas pessoas, o sacrifício perfeito de sua vida. Desta forma concretizou a reconciliação do ser humano com Deus. Por meio de seu sangue sacrificial Cristo redimiu e libertou o novo povo de Deus, a comunhão dos fiéis, do poder do diabo e de todas as forças malignas (At 20:28; Ef 1:7; I Pe 1:19; Ap 5:9). O sangue de Jesus efetua a justificação diante de Deus para todo aquele que pela fé aceita para si pessoalmente a morte sacrificial de Jesus (Rm 3:25; 5:1,9). Quem rende sua vida a Jesus Cristo pela fé, quem se torna propriedade de Jesus, obtém, pela força do sangue, a purificação dos pecados. Deus extingue toda a culpa na vida da pessoa que lhe confessa seus pecados na confiança da fé (I Jo 1:7-10; Ap 1:5; 7:14). Visto que o sangue de Cristo é eficaz por todo o tempo para a sua igreja, é possível, ao que crê, ter uma consciência limpa perante Deus (cf. Hb 9:14 com 10:22; 13:18). No AT a reconciliação e a purificação eram dois atos distintos, porém interiormente relacionados. A reconciliação acontecia através do sangue sacrificial no Santíssimo uma vez por ano na grande festa da reconciliação. A purificação podia ser realizada seguidamente durante o ano fora do Santíssimo. Ambos os atos foram reunidos no NT na redenção por meio do sangue de Jesus Cristo.
Contudo, através do sangue de Jesus não somente obtemos o perdão de nossa culpa e a libertação do poder coercitivo do pecado (I Pe 1:18,19). No sangue de Jesus também reside o poder da santificação (Hb 13:12) e a superação de todos os poderes hostis a Deus (Ap 12:11). Uma força transformadora e renovadora jorra para dentro de nossa vida da morte propiciatória de Jesus quando aceitamos a sua libertação pela fé. Em decorrência, seu santo sangue também nos possibilita uma vida na presença de Deus. Ele nos abre o acesso a Deus (Hb 10:19; Ef 2:13,18). Temos ingresso direto até sua glória. Tudo isto nos é concedido pelo sangue de Jesus, mais precisamente apenas pelo seu sangue. O sangue de Jesus não somente é sinal e expressão de sua morte sacrificial na cruz. Não se pode trocar sem mais os conceito “sangue de Cristo” e “morte”. O sangue de Cristo significa mais. Compete-lhe uma realidade espiritual própria. Moisés não somente sacrificou o animal (cf. Hb 9:19- 21), mas ele também aspergiu o povo com o sangue do sacrifício, de maneira que o poder reconciliador e purificador foi concedido a cada membro do povo de Deus pessoalmente. A aspersão com sangue também é importante no novo povo de Deus como realidade espiritual (Hb 10:22).

Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança (editado)

O Missionário e Apóstolo Jesus Cristo (Hb 3:1) veio a Terra com o objetivo maior de nos resgatar. Veio revelar Deus-Pai? Sim, ele próprio é Deus. Veio nos ensinar? Sim (Mt 4:23; 9:35; Jo 4:25, 29 e 39, 41 e 42; 8:28; 18:20). Veio operar milagres e maravilhas? Sim, mas a prioridade era receber sobre si a nossa punição e julgamento, para nos resgatar e pagar a punição que merecíamos.
A Humanidade perece de fome e sede tendo diante de si água e alimento. Necessita de resgate pela clara e bíblica realidade do Pecado. Está impura, doente, condenada a Perdição Eterna e afastada de Deus, como nos ensina o Apóstolo Paulo em Romanos 3:23. A Natureza Humana estava corrompida, degenerada e completamente fora do plano original do Criador.
Havia a necessidade de uma solução permanente e que atendesse adequadamente aos requisitos da Justiça e do Juízo Divino. Ao enviar seu filho para realizar a Obra Expiatória na Cuz (Fp 2:8), Deus preparou o Sacrifício Perfeito (Hb 7:26), o Advogado Fiel (I Jo 2:1), o Caminho Reto pelo qual todos os que creem em seu nome possam ser reconciliados.
Os sacrifícios do Antigo Testamento eram ao mesmo tempo expiatórios (pois apagavam os pecados, tornando o pecador remido de seu delito, restaurando-o à comunhão com o Criador) e vicários (pois outra vida era oferecida pelo pecado em lugar do transgressor), dessa forma assegurando a plena salvação. Assim, Cristo, o Sumo Sacerdote dos bens futuros, conforme descreve o autor da epístola aos Hebreus (Hb 9:11), se ofereceu uma vez para redimir a humanidade, realizando uma eterna redenção.


2.2 Reconciliar os pecadores

Deus é o Autor de tudo (cons. Rm. 11:36; Ap. 4:11). Leia assim: "que nos reconciliou...e nos deu"; as duas atitudes são de Deus. A reconciliação precede a doação. Os pecadores são reconciliados pela morte de Cristo (cons. Rm. 5:10). A palavra ministério (diakonia) foi usada com frequência nesta epístola (II Co 3:7 e segs.; 4:1; 5:18; 6:3; 8:4; 9:1, 12, 13; 11:18).

Comentário Bíblico Moody

O termo “mediador” (no original grego mesites) transmite a idéia de “alguém que fica no meio, unindo duas pessoas com mãos fortes”. Portanto, a “Nova Aliança” (um nome ainda melhor para Novo Testamento), da qual Jesus Cristo é o nosso único e suficiente mediador, é superior à “Velha Aliança” (ou Antigo Testamento), estabelecida por Deus mediante Moisés no deserto do Sinai (Hb 9:15; 12:24; Ex 24:7,8; 25.40; I Tm 2:5).

Introdução aos Hebreus

Transformar vidas faz parte da missão do Senhor Jesus. Temos que reconhecer e aceitar seu sacrifício como único, imcomparável, imerecido e gratuito para nós, já que o preço que ele pagou na Cruz nos era, é e sempre será impossível de alcançar (Sl 49:6-9)! No ato e momento que recebemos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, a Palavra nos assegura que o Espírito de Deus habita em nós, nascemos de novo e nos tornamos novas criaturas!
A transformação que ocorre então, muda nossa condição natural ou caráter, e nos faz retornar a a situação de quando Deus criou o homem a sua imagem e semelhança (Pv 4:18; Ef 4:13 e 14). Tal transformacão caracteriza-se por : Sabedoria, Paciência, Persistência, Precisão, Poder e Ousadia. Todos que tiveram tal experiência com o Senhor são diferentes do que costumavam ser e passam a também ser diferentes dos que os cercam que não conhecem Jesus.
A Cruz nos deu acesso direto ao Pai. Temos a Vida Eterna, somos livres e transformados de Glória em Glória pelo Espírito Santo de Deus (II Co 3:18), que passou a habitar em nós. Temos vida plena e também uma missão: Irmos por todo o Mundo e falar dessas boas novas a todos, ensinando-os a guardar tudo que ele ensinou (Mt 28:18-20; Mc 16:15-20).
O ministério da reconciliação que Paulo escreveu para a Igreja (II Co 5:18) é um dever que Cristo atribuiu a Seus discípulos para ser desenvolvido fielmente através da pregação do Evangelho da Graça, onde todos são chamados à Luz (Jo 8:12).

Continua...

2.3 Salvar os perdidos

A promessa de Zaqueu, porém, representa igualmente um sinal da seriedade com que ele não apenas se arrepende de suas faltas do passado, mas também se empenha para compensar o dano causado a outros por meio delas. O relato extremamente sucinto não permite depreender quanto dessa mentalidade já estava operando nele antes do encontro com Jesus e o que foi produzido e transformado nele apenas sob o impacto da pessoa e fala de Jesus. O Senhor Jesus declara: “Hoje foi concedida salvação a esta casa, visto que também ele é um filho de Abraão; porque o Filho do Homem veio para procurar e salvar aquilo que está perdido.” Jesus não fala da elevada dignidade de sua visita, mas de um grato episódio de sua obra de busca e redenção. Por ora ela se restringe a Israel. Mas ela abarca todos os membros desse povo, incluindo os publicanos desprezados e odiados por seus concidadãos, como aliás todos os que decaíram nas profundezas e se desgarraram do rebanho. A aplicação a estes é até mesmo proeminente, porque os mais carentes são em geral também os mais receptivos (Lc 5:32; 6:20; 15:1-32) e, quando se deixam encontrar e resgatar por ele, os mais agradecidos, o que foi novamente comprovado pelo exemplo de Zaqueu (cf. Lc 7:36-50).
O pecador e “salteador” Zaqueu, como a multidão o via, de fato havia sido transformado em outra pessoa. Por meio de sua conversão tornara-se um verdadeiro israelita. Os críticos desdenhosos haviam desconsiderado que esse desprezado e indigno, sendo filho de Abraão, continuava sendo seu parente segundo a carne. Jesus concedeu-lhe o elogio de que agora também pertencia à descendência do amigo de Deus (cf. Lc 13:16) segundo o Espírito. A declaração do Senhor de que hoje acontecera salvação à “casa” dele contém uma alusão à circunstância de que toda a sua família experimenta essa salvação. Existe aqui uma referência à casa ou família como fundamento da igreja a ser construída. Já durante sua atuação vocacional Jesus mostra a família e a comunhão domiciliar como meio e caminho para a expansão da fé redentora. Deparamo-nos várias vezes com esse fato no NT (cf. Jo 4.53; Lc 10.5). As duplas de irmãos entre os apóstolos, a mãe dos filhos de Zebedeu e a família do próprio Jesus (At 1.14) são provas de como a mensagem da salvação se disseminou inicialmente na família. Na história da evangelização realizada pelos apóstolos (At 16:15,31s; 18:8) a família exerce um importante papel nesse aspecto. Por exemplo, citam-se expressamente nesse sentido as famílias de Timóteo, Filemom, Onesíforo e Estéfanas.

Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança (editado)

A expiação na Cruz deu-nos a libertação do Pecado e de seu poder destrutivo. Todos os que creem no nome de Jesus estão livres disto (Lc 19:10), como também a descendência de Abraão (Mt 1:21). Vivificados em Cristo. Todos os alcançados pela Graça estão em novidade de vida (ensinada e promovida diariamente pelo Espírito Santo - Ef 2:5). Cristo deu sua vida pelas ovelhas (Jo 10:11) Ele nos guia e protege com seu olhar e desde o Céu busca pelos campos, desertos e vales procurando as ovelhas que se perderam pelo caminho do engano (Mt 18:12). Nenhum daqueles que o Pai deu a Cristo, exceto o Filho da Perdição, ficou (nem ficará) abandonado e sem resgate enquanto Jesus cumpria fielmente seu ministério aqui na terra, porque o Mestre os guardava (Jo 17:12).
A manifestação do Reino de Deus é a revelação de Seu amor, presença, comunhão e misericórdia a toda a humanidade, revelados na bendita pessoa de Seu filho Jesus (Mc 1:11).

Continua...


3. A fidelidade de Jesus Cristo à sua igreja

A Igreja é a única organização instituída por Jesus para representá-lo na Terra. É um organismo vivo e ativo para agir no Mundo como corpo de Cristo, reunindo pessoas de todas as classes sociais, etnias e culturas (I Co 12:13), revelando os propósitos divinos e as verdades das Escrituras, apregoando o amor de Jesus e seu ministério salvívico.

Jesus foi submisso ao Pai (Hb 5:7-8)
Ele orava ao Pai, pedindo livramento da morte; seu pedido foi atendido por causa de sua própria piedade.
Ele aprendeu obediência pelo sofrimento (cf. Mt 26:39,42)
Jesus cumpriu sua missão, e foi nomeado sumo sacerdote (9-10)
Foi aperfeiçoado – completamente equipado para seu papel – pela sua experiência na Terra
Tornou-se Autor da Salvação para os obedientes – Jesus teve que se mostrar obediente (5:8) para assumir seu papel na Casa de Deus. Nós, também, precisamos ser obedientes para alcançar o Descanso Celestial (cf. 3:18; 4:11).
Juntando as informações bíblicas sobre a Salvação, aprendemos que o Homem não pode se salvar por obras de mérito (cf. Efésios 2:8-9), mas, ao mesmo tempo, percebemos o erro das doutrinas muito difundidas que excluem do Plano da Salvação a obediência do Homem, dizendo que a Salvação vem por crer e confessar, sem a necessidade do Arrependimento e Batismo (cf. Atos 2:38; 22:16; etc.). Jesus fez tudo que o Pai determinou. Nós devemos imitar seu exemplo
Foi nomeado por Deus Sumo sacerdote
a) Não tomou esta honra para si (cf. 5:4)
b) Cumpriu as exigências de Deus antes de ser nomeado

O Filho de Deus: O Grande Sumo Sacerdote – Dennis Allan

O que dizer da comunidade de cristãos? O que a Fidelidade significa para a Igreja? Primeiro, temos de lembrar que nosso conceito de fidelidade é tirado da aliança de Deus com seu povo, logo, de Jesus Cristo com sua igreja. Ao usarmos esse modelo, evitamos pensar em fidelidade apenas como a ausência de adultério, e sim como a manifestação de amor criativo pelo cônjuge.
Fidelidade para igreja significa responsabilidade para com toda a Família. Para que esse con­ceito não permaneça teórico, a Igreja é chamada a um ministério de oração e orientação espiritual. Quando Paulo compara o relacionamento conjugal com o relacionamento entre Cristo e a Igreja (Ef 5:32), ele nos dá a possibilidade de envolvermos diretamente a comunidade de salvos, de maneira geral, na vida da família.

O Voto de Fidelidade – Walace Juliare


3.1 Revestindo a Igreja com poder

Ao descer sobre vós o Espírito Santo: A expressão grega aqui pode ser traduzida de duas maneiras. O caso genitivo do Espírito Santo pode relacionar-se a poder, dando o sentido de "vós recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós" (cp. Lucas 4:14; Romanos 15:13, 19), ou pode ser tomado como genitivo absoluto com sentido temporal. NIV preferiu esta última alternativa, que é a melhor.
E sereis minhas testemunhas: Aqui o caso genitivo do pronome pessoal nos apresenta duas possibilidades (alguns textos trazem o caso dativo, que nos daria opções semelhantes). Ou se trata do genitivo objetivo, expressando o pensamen­to de que o Senhor é aquele a respeito de quem eles seriam testemunhas, ou se trata do genitivo possessivo, indicando o relacionamento pessoal dos discípulos com o Senhor — eles são testemunhas dele. Ambas as opções são reais, sendo a ambiguidade intencional.

Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – David J. Williams

A participação comum no Espírito, pela qual os crentes são batizados em um só corpo, deveria determinar a morte de toda desavença e espírito de partidarismo. F. F. Bruce diz que o Espírito trouxe os cristãos de Filipos à comunhão uns com os outros. Aquele que os uniu em Cristo, também os uniu uns aos outros. É o Espírito Santo que produz a nossa comunhão com Deus e a nossa comunhão com o próximo. É o Espírito que nos une a Deus e ao próximo de tal maneira que todo aquele que vive em desunião com seus semelhantes dá provas de não possuir o dom do Espírito. Bruce Barton afirma: “Porque só há um Espírito, há um só corpo (Ef 4:4); facções ou divisões não têm lugar no corpo de Cristo”.
O Espírito Santo é o princípio unificador na Igreja Local (I Co 12:4-11). Somente ele pode dar ordem ao caos e preservar a harmonia no corpo de Cristo. A não ser que o Espírito Santo reine, haverá na igreja confusão. Sem o Espírito Santo não há vida nem poder na igreja, diz Robertson. Onde reina o Espírito Santo, existe amor, porque o amor é fruto do Espírito.

A Importância Vital da Unidade Cristã – Hernandes Dias Lopes

O revestimento de poder se deu inicialmente quando Jesus Cristo ordenou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém para que recebessem a virtude do Espírito Santo (At 1:8). A partir de então, toda a Igreja recebeu esse poder que lhe torna capaz de pregar, testemunhar e anunciar o Reino de Deus, e leva o crente a defender dinamicamente a fé que uma vez lhe foi entregue (Jd 3). Necessitamos de qualificações espirituais para servir o Mestre e Sua obra para qual fomos chamados. O apóstolo Paulo descreve que os dons do Espírito Santo são dispensados àqueles que propõem em sua mente viver para Deus e vencer o pecado a cada dia (I Co 12). Assim, o poder de Deus dispensado à sua Igreja sempre terá como alvo o aperfeiçoamento e fortalecimento daqueles que aceitarem o desafio de seguir o Cordeiro em comunhão e fidelidade a seus mandamentos (Mc 16:15-18).
Ao ler os escritos de Paulo à igreja de Éfeso, entendemos a importância de todo servo de Jesus vestir a armadura de combate (Ef 6:11-18). Portanto, jamais poderemos entrar em ação na propagação do Evangelho sem orar, jejuar e meditar nas Escrituras. Devemos vigiar em todo o tempo, pois sabemos do perigo iminente que corremos diante do inimigo de nossas almas.


3.2 Preservando a sua Igreja

Cristo agrega que o chama Pedro, aludindo a sua estabilidade ou firmeza para professar a verdade. A palavra traduzida como "pedra" não é a mesma palavra "Pedro", senão uma de significado similar. Nada pode ser mais errôneo que supor que Cristo significou que a pessoa de Pedro era a Rocha. Sem dúvida que o próprio Cristo é a Rocha, o fundamento provado da Igreja; e aí daquele que tentar colocar outro! A confissão de Pedro é esta rocha enquanto doutrina. Se Jesus não for o Cristo, os que ele possui não são da Igreja, mas enganadores e enganados. Nosso Senhor declara depois a autoridade com que Pedro seria investido. Ele falou em nome de seus irmãos e isto o relacionava a eles com ele. Eles não tinham conhecimento certeiro do caráter dos homens, e eram propensos a erros e a pecados em sua conduta; porém eles foram guardados livres de erro ao estabelecer o caminho de aceitação e de salvação, a regra da obediência, o caráter e a experiência do crente, e a condenação final dos incrédulos e hipócritas. Em tais matérias sua decisão era reta e confirmada no Céu. Mas todas as pretensões de qualquer homem, sejam de desatar ou de amarrar os pecados dos homens, são blasfemas e absurdas. Ninguém pode perdoar pecados, senão somente Deus. E este amarrar e desamarrar na linguagem corriqueira dos judeus significava proibir e permitir, ou ensinar o que é legal ou ilegal.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

1. Para uma igreja perseguida pelos falsos mestres, JESUS se apresenta como o SANTO e o Verdadeiro – Ap 3:7
• JESUS não apenas se apresenta como DEUS, mas destaca que ele é separado, possui santidade absoluta em contraste com os que vivem em pecado. CRISTO é santo em seu caráter, obras e propósitos. Ele não é a sombra da verdade, é sua essência. Ele é DEUS confiável, real em contraste com os que mentem (v. 9). Ele não é uma cópia de DEUS. Ele é o DEUS verdadeiro. Havia centenas de divindades naqueles dias, mas somente JESUS poderia reivindicar o título de verdadeiro DEUS.
• Ainda hoje há seitas que se consideram os únicos salvos e os únicos fiéis que servem a DEUS e não ousam atacar os crentes. Mas esses mestres mentem. Com eles não está a verdade. Devemos olhar não para suas palavras insolentes, mas para o Senhor JESUS que é santo e verdadeiro.

2. Para uma igreja sem forças aos olhos do mundo, JESUS a parabeniza pela sua fidelidade - Ap 3:8
• A igreja tem pouca força, talvez por ser pequena; talvez por ser formada de crentes pobres e escravos; talvez por não ter influência política e social na cidade, mas ela tem guardado a Palavra de CRISTO e não tem negado o seu nome.
• A igreja era pequena em tamanho e em força, mas grande em poder e fidelidade. DEUS na verdade escolhe as coisas fracas para envergonhar as fortes. Sardes tinha nome e fama, mas não vida. Filadélfia não tinha fama, mas tinha vida e poder.
• A igreja tinha pouca força, mas JESUS colocou diante dela uma porta aberta, que ninguém pode fechar. A igreja é fraca, mas seu DEUS é onipotente. A nossa força não vem de fora nem de dentro, mas do alto.

3. Para uma igreja perseguida e odiada pelo mundo, JESUS diz que ela é a sua amada - Ap 3: 9
• Os judeus diziam que os crentes não eram salvos, porque não eram descendentes de Abraão, e por isso, não tinham parte na herança de DEUS (v. 9). Mas JESUS diz que não é a igreja que vai se dobrar ao judaísmo, mas os judeus é que reconhecerão que JESUS é o Messias e virão e reconhecerão que a igreja é o povo de DEUS e verão que JESUS ama a sua igreja.
• A igreja será honrada. Aqui CRISTO está com ela. No céu nós reinaremos com ele e nos assentaremos em tronos para julgarmos o mundo.
• Nós somos o povo amado de DEUS, seu rebanho, sua vinha, sua noiva, a sua delícia, a menina dos seus olhos.

4. Para uma igreja que guardou a Palavra de CRISTO nas provações. CRISTO promete guardá-la das provações que sobrevirão - Ap 3:10
• A igreja foi fiel a CRISTO, CRISTO a guardará na tribulação. A igreja guardou a Palavra, CRISTO guardará a igreja.
• A igreja de Filadélfia não transigiu nem cedeu às pressões. Ele preferiu ser pequena e fiel a ser grande e mundana.
• Hoje muitas igrejas têm abandonado o Antigo Evangelho por outro evangelho, mais palatável, mais popular, mais adocicado; um evangelho centrado no homem, não em DEUS.
• CRISTO é o protetor da igreja. As portas do inferno não prevalecerão contra ela. Ele é um muro de fogo ao seu redor. Ela é o povo selado de DEUS e maligno nem seus terríveis agentes podem tocar na igreja de CRISTO. Ela está segura nas mãos do Senhor.
• Castelo Forte: "Se nos quisessem devorar/Demônios não contador/Não nos iriam derrotar/Nem ver-nos assustados".
• JESUS usa nesta carta três símbolos que regem toda a mensagem: uma porta aberta, a chave de Davi, coluna no santuário de DEUS. É colocada diante da igreja uma porta aberta que ninguém pode fechar (v. 8). CRISTO é chamado como aquele que tem a chave de Davi (v. 7), enquanto o vencedor é feito uma coluna no santuário de DEUS (v. 12). Essas três figuras sugerem os três próximos pontos dessa mensagem.

Estudos no Livro de Apocalipse – Hernandes Dias Lopes

A Igreja cristã é perseguida desde seu início em Jerusalém. Entretanto ela é fundamentada em Cristo e por isso é capaz de suportar as tempestades que se levantam contra ela (Mt 16:18). Jamais os representantes políticos e movimentos socioculturais de uma nação poderão inserir normas que venham desfazer a Igreja, que está pautada na Palavra de Deus (Cl 3:16). A Igreja gloriosa, invisível e inumerável de Jesus está muito além das paredes de tijolos feitas por mãos humanas, pois a sua posição não é alcançada pelo homem natural (I Co 2:14) e sim espiritual.
É nessa posição sobrenatural que a Igreja de Cristo tem sido preparada (Jo 16:13), preservada (Jo 14:17) e guiada pelo Espírito Santo fielmente nas regiões celestiais em Cristo durante a dispensação da graça (Ef 2:6).

O Que é a Igreja? (com áudio)

3.3 A certeza da sua presença

A marca das obras das mãos de Deus é a Diversidade, e não a Uiformidade. Na comunidade cristã há muitos homens e mulheres das mais diversas espécies de origens, ambientes, temperamentos e capacidades. Os cristãos são dotados por Deus de uma grande variedade de dons espirituais. Entretanto graças a essa diversidade e por meio dela, todos podem cooperar para o bem do todo. Seja qual for a espécie de serviço que deve prestar na Igreja, quer seja feito de coração e com fidelidade pelos que são qualificados por Deus, quer seja a Profecia, o Ensino, a Exortação, a Administração, as contribuições materiais, a visitação aos enfermos, ou a realização de qualquer outra classe de ministério.
Para ilustrar suas palavras, Paulo usa a figura do Corpo Humano, como já fizera em I Co 12:12-27. Cada parte do corpo tem sua função características a desempenhar. Todas as partes devem trabalhar harmoniosamente para o bem do corpo. Assim deve ser a Igreja que é o Corpo de Cristo (Rm 12:5).

Análise no Livro de Romanos – Carmo Antonio Reis

A experiência humana de Cristo é a que está descrita aqui. Foi uma experiência de aprendizado e imitações. Esta humilhação (Fp 2:7) foi a sua hora de aprender a obedecer dentro da esfera do Homem. Com isto ele tornou-se completo. Foi a sua hora de estar na Carne. A referência específica em Hb 5:7,8 é às horas de agonia no Getsêmani. A passagem descreve angústia nas palavras forte clamor e lágrimas, orações e súplicas. O inimigo que ele enfrentava era a Morte - tanto a física como a espiritual, porque Ele foi o substituto que assumiu toda a Ira de Deus reservada para os pecadores. Seu pedido de livramento foi plenamente garantido na ressurreição, com sua proclamação de vitória sobre a Morte. Por meio desta experiência Cristo aprendeu a obedecer, o que de outro modo não aprenderia. Literalmente, ele aprendeu das coisas que sofreu (v. 8), que é um jogo de palavras extraído do provérbio grego emathen – epathen.
Agora perfeitamente qualificado como sumo sacerdote, Cristo fornece a salvação eterna (soterias aioniou, v. 9), cujo aspecto eterno relaciona-se com o sacerdócio de Melquisedeque. Contrastando com Arão, Melquisedeque é um sacerdote de Deus para sempre, assunto inteiramente desenvolvido no capítulo 7.

Comentário Bíblico Moody

A Noiva do Cordeiro tem a alegria de contar com a companhia fiel e ininterrupta de seu noivo mesmo antes do casamento, uma vez que Cristo é onisciente, onipotente e onipresente (Jr 23:24). Pois a fidelidade de Jesus transcende o nosso entendimento e mesmo que sua Igreja possa se sentir fragilizada diante dos obstáculos, não está só. O Apóstolo Paulo, ao escrever à Igreja que estava em Corinto (I Co 6:19), lembrou-os de que cada crente é habitação do Espírito Santo, dessa forma somos ensinados como proceder em todos os instantes em nossa vida cristã.
O nosso Senhor está conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mt 28:20b), mas, para sentirmos Sua presença, é necessário intimidade, que alcançaremos através do tempo que reservarmos para ficar a sós com ele em consagração (Mt 26:38).



Conclusão

A fidelidade de Jesus está pautada no compromisso com o Pai de se oferecer para vir ao mundo, de levar ao Calvário os pecados da Humanidade, ser fiel ao cumprir sua missão e apresentar ao Mundo a certeza de Seu amor incondicional para com sua Igreja amada.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 02
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
A Quinta Palavra da Cruz: Fidelidade (link)
Análise no Livro de Romanos – Carmo Antonio Reis (link)
Jesus, O Cordeiro (link)
O Ensinos de Jesus (link)
Introdução aos Hebreus (link)
O Voto de Fidelidade (link)
O Filho de Deus: O Grande Sumo Sacerdote (link)
Estudos no Livro de Apocalipse – Hernandes Dias Lopes – Ed. Hagnos
Ninguém Te Resistirá (link)

Bibliografia Sugerida

Profecias Acerca do Messias (no AT) Cumpridas em Jesus (no NT) (link)
O Apostolado de Cristo e A Missão dea Igreja (link)
O Poder da Fidelidade de Jesus (vídeo)
A Missão de Jesus (link)
Qual o Propósito da Igreja? (link)
A Natureza da Igreja e a Oração Corporativa (link)

Questionário

1. Como aconteceu a encarnação de Cristo conforme descrito em Gálatas 4:4?
R. Através do Envio do Filho na plenitude dos tempos, nascido de mulher e nascido sob a Lei (Gl 4:4).
2. Segundo João 7:16, a verdade apresentada por Jesus foi extraída de qual fonte?
R.A doutrina de Jesus originou-se do próprio Deus (Jo 7:16).
3. Qual é o alvo do poder de Deus dispensado a nós?
R. Aperfeiçoamento e fortalecimento dos crentes em Cristo (At 1:8).
4. O que o apóstolo Paulo lembrou aos crentes em I Coríntios 6:19?
R. Que nós somos moradas do Espírito Santo (I Co 6:19).
5. Quais os três aspectos que distingue a fidelidade de Cristo à Sua missão?

R. Expiar os pecados, reconciliar os pecadores e salvar os perdidos (I Jo 1:14).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho