quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

EBD Editora Betel - Fidelidade na Aplicação dos Talentos

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 09 – 1º de março 2015
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Texto Áureo

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” Ec 9:10

Verdade Aplicada

O Senhor não tem nenhum servo desocupado ou inábil. Ele deu talentos a cada um conforme sua capacidade, que devem ser aplicados com sabedoria.

Objetivos da Lição

Conscientizar sobre o privilégio de servir ao Reino de Deus;
Enfatizar que somos responsáveis diante de Deus por todas as nossas capacidades;
Elencar as implicações do serviço ou do desserviço ao Reino de Deus.

Textos de Referência

Mt 25:16-19


Introdução

A parábola dos talentos nos arremete para a responsabilidade nos negócios do Reino. O talento representa a oportunidade e o aproveitamento de nossa capacidade no desenvolvimento do Reino de Deus (Mt 25:14-30). Ao contar essa parábola, Jesus prepara os discípulos para o momento em que eles terão que trabalhar em sua ausência física, e fazendo-os saber que ao retornar Ele pedirá conta.


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1. Princípio da motivação

No Reino de Deus não basta fazer, mas também o porquê fazer. Conforme Provérbios 16:2, Deus observa e conhece os princípios de todas as ações. Ele sabe com precisão as intenções do coração.


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1.1 Movidos pelo valor dos talentos

Percebe-se que nada na parábola é irrelevante. Os valores dos talentos nos levam a compreender a importância das habilidades dadas por Deus, tanto naturais como espirituais, com as quais podemos servir aos homens e glorificar a Deus, dando assim continuidade ao Seu Reino. Nenhum homem tem qualquer coisa de sua autoria, exceto seus pecados (Rm 3:23). Assim sendo, o valor inestimável de nossas capacidades deve nos motivar a maximizar nossos esforços no Reino de Deus, procurando em cada ação e reação dar o nosso melhor (Ec 9:10).

Valores do Serviço Cristão [I] [II] – (vídeo)

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1.2 Movidos pelo privilégio de servir

Não há nada mais grandioso nessa terra do que o Reino que Jesus implantou. Nada merece mais a nossa atenção (Mt 6:33). Servir no Reino de Deus é um dos maiores privilégios que o homem pode ter, pois atrai a atenção até mesmo de anjos (I Pe 1:12). A partir do momento em que o homem se engaja na excelência da obra de cristo, tudo mais se torna pueril (Fp 3:7-8). Não merecíamos participar do planejamento divino, mas por Sua condescendência fazemos parte desse grande projeto. Fomos chamados pela graça de Deus (Gl 1:15); engajamos em Seu Reino pela graça (I Co 15:10); contribuímos em Seu Reino pela graça (II Co 8:1-4). Portanto, nada merecemos, mas Deus nos abarcou em Sua obra e, por conseguinte, não deve ser vista como uma obrigação ou constrangimento, pelo contrário, deve ser encarada como um privilégio.

O Privilégio de Servir [I] [II] – (vídeo)

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1.3 Movidos pelos resultados

As implicações da desenvoltura de nossos talentos são as mais diversas, vai desde causar mudanças temporais na vida das pessoas, até mesmo a conduzi-las à salvação eterna de suas almas, e isso não tem preço (Sl 49:8). O apóstolo Paulo tinha como motivação maior do seu ministério o bem-estar da Igreja e, nesse sentido ele não media esforços e sacrifícios (II Co 12:15; At 20:24). Não devemos esquecer que somos resultados do que os outros fizeram. Aqueles que se habilitam a trabalhar no Reino que Jesus implantou se envolvem com pessoas procurando melhorar suas vidas, mas a mentalidade do servo inútil é marcada pela indiferença com o bem-estar dos outros. A aplicação dos talentos permite que o melhor homem se torne um homem ainda melhor (Jó 42:5 e 6). Portanto devemos dar o nosso melhor para que o que é bom fique ainda melhor.
O talento, originalmente uma unidade de peso, que passou a ser uma unidade monetária, representava seis mil denários. Um denário equivalia ao trabalho de um dia, portanto um talento valia o trabalho de um indivíduo por mais ou menos 18 a 19 anos. Posteriormente o talento passou a indicar as habilidades ou dons naturais. Cada talento recebido é passível de melhorias. Eles podem e devem ser aperfeiçoados, e desse modo, as pessoas com quem convivemos também são favorecidas. Com os talentos em exercício, estaremos contribuindo para o desenvolvimento de seres humanos mais integro, colaborando para famílias coesas e cooperando para uma sociedade melhor.


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2. Princípio da responsabilidade

Todos nós temos capacidades e oportunidades diferentes, mas também temos algo em comum: a responsabilidade de permanecer fiel a Deus e à sua Palavra.



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2.1 Responsabilidade de acordo com a capacidade

O Senhor não dá talentos indiscriminadamente, mas dá a cada um segundo suas capacidades (I Co 12:7). É manifesto na parábola que, na distribuição de talentos, o mesmo não foi dado a todos, cada um recebeu conforme sua envergadura (Mt 25:15). O Senhor não comete erros na atribuição de tarefas, tampouco pedirá conta além dos potenciais de cada um. Ele tão somente requer fidelidade (I Co 4:2). Em cada lugar, posição ou situação em que a providência divina nos colocar, nossa fidelidade estará sendo posta à prova (Rm 14:12). Somos responsáveis diante de Deus por todas as nossas capacidades, quer sejam pessoais, produtivas, cognitivas ou relacionais.

2.2 Responsabilidade no investimento

Podemos ser tentados a pensar que os talentos a nós confiados são para nosso próprio benefício e alegria, mas a verdade é que a parábola nos leva a compreender que os talentos são para alegria e “enriquecimento” do Senhor (Mt 25:20-23). O Mestre nos confia uma parcela de Suas riquezas não para gastarmos com nós mesmos, nem para enterrarmos, mas para “negociarmos” com ela. Aprendemos que o uso correto dos talentos a nós creditados fará ampliá-los. O caminho certo para aumentar nossas capacidades em Cristo é o exercício dos talentos que ele nos deu. Sementes amontoadas e trancadas em um celeiro não se multiplicam (Ec 11:1) Façamos dos desdobramentos de nossos talentos uma espécie de investimento e, como todo investimento, os benefícios advindos desse alastramento do bem serão obtidos no amanhã (Cl 3:23 e 24).

2.3 Responsabilidade no tempo confiado

Nenhum homem jamais alcançou lugares ou resultados elevados sem que tenha empregado sabiamente seu tempo. O estudante que aplica bem o seu tempo, o atleta que valoriza cada minuto e o agricultor que prepara o terreno no tempo adequado são mais bem-sucedidos. Isso não pode e nem deve ser diferente na vida do servo de Deus. Qualquer dia que se passe sem abraçar novas compreensões ou sem aproveitar as oportunidades, incorrerá em perdas irreparáveis. Provérbios 10:4 lança uma luz para quem objetiva alcançar êxito no que empreende fazer: “O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se”. O trabalho no Senhor não pode esperar, pois afluirá consequências eternas em dar ou não valor ao tempo. Paulo, ao advertir os cristãos de Éfeso e de Colossos sobre a necessidade de remir o tempo, nos faz compreender que o tempo tem seu “preço” (Ef 5:16; Cl 4:5). Ou seja, “remir o tempo” pode significar “comprar” o tempo, ser o dono dele. Portanto, quem se engaja nos “negócios” do Reino de Deus deve aproveitar as oportunidades, pois o Senhor não tem servos desocupados.
Na perícope do texto da parábola percebemos que não nos é permitido viver apenas contemplando o Reino, mas devemos instrumentalizar nosso corpo. Se vivermos ativamente aplicando nossas competências, as abstrações tornar-se-ão concreções. Deus nos concede tempo e habilidades e espera que usemos para benefício da humanidade e progresso de Seu Reino. Tanto os homens com habilidades comuns, como os com habilidades extraordinárias têm as mesmas oportunidades e serão avaliados e recompensados conforme suas competências (Jó 34:10-12). O nosso receio e acomodação poderão acarretar em censura e ainda impedir a nossa admissão no Reino de Deus (Mt 25:24-25).


3. Princípio das consequências

É certo que haverá o momento da prestação de contas, na qual cada indivíduo será recompensado ou punido, conforme agiu em relação aos talentos confiados. Os homens têm oportunidades e cada um pode agir de modo muito diferente em relação a elas.

3.1 O julgamento será inevitável

Embora possamos perder nossa capacidade de obedecer, Deus jamais perde a habilidade e o direito de comandar e exigir fidelidade de Seus servos (Sl 82:1). O nosso comparecimento diante de Deus para prestação de contas não é uma possibilidade, mas uma certeza (Mt 25:19). O Senhor há de trazer à tona todas as oportunidades aproveitadas ou perdidas. Cada “centavo” de talento será cobrado. O anonimato, a insignificância, a fraqueza, a imaturidade e outras desculpas, tantas vezes usadas como álibi para não assumir responsabilidades aqui, não nos manterão fora da apreciação divina. Portanto, a inevitabilidade do julgamento deve servir como incentivo para nossa diligência na aplicabilidade dos talentos que nos foram confiados.

3.2 Repreensão e condenação

A severa repreensão do Senhor ao servo descuidado (Mt 25:26) é uma evidência de que Deus julgará as pessoas não apenas por fazerem o mal, mas também por não fazerem o bem. Deixar de fazer o bem é uma das facetas do mal (Tg 4:17). A maldade do servo repreendido é demonstrada, não só por sua infidelidade, mas também por suas desculpas falsas e caluniosas (Mt 25.24). É notório que o acerto de contas não haverá como reivindicar a justiça, pois a própria justiça é quem condena. No dia do julgamento, a distinção entre o bem e o mal será rigorosamente desenhada, pois todos os véus e disfarces serão arrancados (Ml 3.18). “Senhor, Senhor”, naquele dia, será um grito de desespero vazio, já que não haverá mais oportunidade de remissão, pois a condenação já estará decretada (Mt 7.21, 23; 25.11, 12).

3.3 Reconhecimento e aprovação

Compreende-se pelo texto que os servos zelosos perceberam suas responsabilidades e logo começaram a aplicar os seus talentos. O desfecho não poderia ser diferente: a aprovação foi imediata (Mt 25.21, 23). Ser admitido à presença do Senhor e participar de Sua alegria é uma honra além da nossa compreensão. Esse reconhecimento de “bom” e “fiel” também pode referir-se à conduta e ao caráter. A cooperação entre a fé e as obras ocasionará o aperfeiçoamento do indivíduo que se habilita a servir no Reino de Deus (Tg 2.22, 26). Cada ser humano imbuído da fé em Jesus que canalizar suas habilidades em fazer o bem incondicionalmente, receberá aprovação e será recompensado (Mt 25.34).
O futuro só é incógnito para quem não se adequar ao Evangelho, pois para quem se amoldar a ele e se entregar aos afazeres do Reino, haverá recompensas.


Conclusão

Aprendemos nessa parábola que trabalhando para Deus cresceremos fortes nele. O futuro para quem se adequar ao Evangelho e se entregar ao serviço do Reino será de recompensas, pois ouvirá do próprio Jesus Cristo: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” (Mt 25.21).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 09
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida

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