quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

EBD Editora Betel - O Caminho da Fidelidade Conjugal

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 07 de fevereiro 2015
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Texto Áureo

“Não obstante, vós, cada um em particular também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido” Ef 5:33

A responsabilidade matrimonial é mútua, mas o Apóstolo coloca cada um dos cônjuges nos seus devidos lugares. Ao marido é ordenado o amor legítimo e total à mulher; a ela, o respeito devido ao marido. As palavras "amor" e "reverência" tomam lugar no Matrimônio como sendo a essência das responsabilidades inerentes ao Casamento. O amor do marido deve ter sentido amplo, isto é, não só físico, mas também espiritual e moral. A "reverência" da mulher ao marido diz respeito à submissão amorável e espontânea. Reverenciar não significa adorar o marido como se fosse Deus, nem submeter-se a ele com subserviência, mas com o sentido de respeito e reconhecimento de sua autoridade como chefe espiritual e material da família. O marido que ama sua esposa como ama seu próprio corpo jamais terá uma conduta escravizadora e humilhante para com ela, mas agirá com dignidade e amor.

Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral

Verdade Aplicada

A Fidelidade Conjugal é uma decisão que se toma com consciência, regada e movida pelo Amor.

Objetivos da Lição

Demonstrar que a fidelidade é um princípio bíblico;
Fortalecer a relação conjugal, entendendo que a mutualidade é o desenvolvimento de uma realidade partilhada entre o casal;
Desenvolver o amor incondicional, evidente na própria natureza de Deus.

Textos de referência

Ef 5:22-25


Introdução

Vivemos um tempo de escassez de fidelidade na área dos relacionamentos. A Cultura do Descartável prega cada vez mais a superficialidade, frieza e distância (Mt 24:12). A Fidelidade Conjugal é um caminho estabelecido pelo próprio Deus. É uma decisão movida pelo amor que se toma com consciência, liberdade e antecedência.

O Amor exige compromisso, promessa e fidelidade. Essas qualidades estão-se desvanecendo em nossa sociedade. Os casais, no altar das igrejas, fazem promessas que nunca pretendem cumprir. Talvez você esteja dizendo: "Mas Jaime, esta pesquisa foi realizada principalmente entre não-cristãos". E eu digo: "Isto é verdade, mas tenho verificado que muitas das atitudes e procedimentos do jovem que não conhece a Cristo têm sutilmente entrado na Igreja e, pouco a pouco, estão tomando conta da Juventude Evangélica".

Antes de Dizer Sim – Jaime Kemp



1. O compromisso de fidelidade no casamento

O Casamento não é meramente um acordo sexual que se mantém inviolável, mas um compromisso santo diante de Deus. Por meio desse compromisso, o homem aceita a responsabilidade de agir com fidelidade em relação à sua esposa. O Senhor considera esses votos como uma prova do desejo do homem de amar a esposa assim como Cristo amou a Igreja (Ef 5:25). Quando o homem viola a Lei do Amor, quebra seus votos e enfraquece a aliança com sua mulher. As evidências desse compromisso de amor são o Altruísmo, a vontade de fazer o bem à pessoa amada e o desejo de viver em unidade.

Os pretendentes têm amplas oportunidades de se conhecer antes da decisão final. Teoricamente suas possibilidades de fazer um bom casamento, de estabelecer uma união harmônica e duradoura são bem maiores. Mas isso não tem acontecido porque eles têm feito deste sentimento emocional subjetivo, denominado amor, a base do seu casamento. E um sentimento, sujeito a muitas vicissitudes, não pode garantir o êxito de uma instituição tão importante.
Para transformar o casamento que você tem no casamento que você quer, o ponto de partida é a conscientização de que o verdadeiro fundamento do matrimónio é o compromisso. O amor é importante, mas até ele deve estar baseado no compromisso. Pois, como disse Erich Fromm: "Amar alguém não é apenas um sentimento forte. É uma decisão, um julgamento, uma promessa".
Casamento que tem como base o amor não tem futuro. Waylon Ward escreveu: "Um dos fatores mais significativos que afetam o casamento parece ser a ideia de que o amor se tornou o fundamento sobre o qual os casais tentam construir em lugar do compromisso. A maioria dos casais tem uma compreensão do amor emocional e superficial. Eles se apaixonam, se casam, deixam de amar e pedem divórcio".

Oficina de Casamentos – Adão Carlos Nascimento



1.1 Amor e mutualidade entre homem e mulher

A segunda palavra é "une". No Hebraico significa "cimentar". O plano original de Deus é que duas pessoas casadas expressem o seu amor mútuo e desfrutem dele através do ato sexual. O plano de Deus não é separação ou divórcio. O relacionamento é para sempre, até que a morte os separe. Foi isso que Jesus Cristo quis deixar claro em Mateus 19, quando alguns fariseus vieram a Ele e o experimentaram.
Primeiramente, o sexo é restrito ao relacionamento do casamento. Eu não posso ser enfático demais neste ponto, porque o jovem crente está sendo bombardeado diariamente por idéias que parecem bonitas e lógicas a respeito do sexo pré-conjugal. Também relacionamentos extramaritais parecem ser moda nos dias atuais.

Antes de Dizer Sim – Jaime Kemp

Para que uma relação perdure deve haver mutualidade, o que implica no envolvimento comum numa história de vida, no desenvolvimento de uma realidade partilhada entre o casal, na compreensão das semelhanças e diferenças entre eles e em um esforço mútuo para equilibrar a relação. Por isso a Palavra de Deus afirma que o marido deve amar sua esposa e a esposa deve, em uma missão conjunta, sujeitar-se a seu marido (Ef 5:22,25).
Amar e cultivar o Romantismo, é investir no cônjuge, é buscar a sua felicidade e fazer do Casamento não o cenário cinzento de uma vida monótona de rotina, mas um lugar de vida plena, radiante e cheia de conquistas. (Hernandes Dias Lopes em “Casados e Felizes”).


1.2 Fidelidade dos cônjuges

A ignorância contribui para esta falha porque homens e mulheres têm grande dificuldade em compreender e valorizar a importância das necessidades do outro. Os homens tendem a satisfazer as necessidades que eles próprios valorizam, e assim fazem também as mulheres. O problema é que as necessidades masculinas em geral são muito diferentes das necessidades femininas e desperdiçamos esforços tentando satisfazer necessidades erradas.
As necessidades reais são tão fortes que, quando não atendidas no casamento, as pessoas são tentadas a satisfazê-las fora do pacto conjugal. A maioria das pessoas que tenho aconselhado cedeu à tentação de violar os seus votos sagrados de fidelidade no casamento.
Além do risco de uma relação extraconjugal, essas necessidades emocionais importantes precisam ser supridas em nome do próprio cuidado mútuo. O Casamento é um relacionamento muito especial, no qual se promete ao cônjuge o direito exclusivo de satisfazer algumas dessas aspirações importantes. Quando elas não são satisfeitas, o cônjuge se vê injustamente sem alternativas éticas para supri-las.

Ela Precisa Ele Deseja – Willard F. Harley, Jr

A Fidelidade Conjugal é uma decisão que se toma com consciência regada e movida pelo Amor. Ninguém é forte o suficiente para lidar com as paixões da carne sem ter se preparado para isso (Pv 4:23). Um cônjuge fiel fecha os olhos, tampa os ouvidos, evita lugares, pensamentos e momentos que o levarão ao Pecado. O Casamento precisa ser um jardim regado e cuidado todos os dias pela Palavra de Deus. Por conseguinte, a prática do amor sacrificial levará à compreensão, comunhão e respeito e culminará na Fidelidade (Ct 6:3). A cama do Adultério pode ser macia e cheia de encantos, mas ela deixa espinhos no coração, peso na consciência e tormentos na alma. Somente o temor do Senhor, o compromisso de fidelidade e o amor altruísta podem livrar os cônjuges da sedução, das propostas fáceis e das ofertas tentadoras.


1.3 As necessidades sexuais de cada um

No caso de Israel, o desequilíbrio demográfico (mais mulheres do que homens), por diversas razões, não somente punha em perigo a sobrevivência do povo eleito, a quem Deus tinha reservado um propósito histórico, mas terminaria por levar ao desrespeito da proibição aos casamentos mistos, com conseqüente enfraquecimento da vida religiosa. Além disso, possibilitou, não apenas a reprodução, mas a satisfação das necessidades afetivas e sexuais básicas, já que a mera repressão dessas necessidades, sem uma vocação ou um propósito, nunca foi considerada pelo povo de Deus e por seu Criador como virtude em si mesma.
Muitos jovens ficam "presos" a outro por dependência emocional, carência afetiva ou necessidade de satisfação libidinosa. O outro, sabendo disso, manobra-os a seu belprazer, como se fossem escravos. O restinho de ética desaparece, e toda a maldade aflora. Aos que assim procedem, a condenação de Deus a seu erro, até que se arrependam e mudem de atitude. Aos que estão escravizados a tais situações, o desafio para uma fé libertadora. O rompimento da situação resulta em recompensa.

Uma Benção Chamada Sexo – Robinson Cavalcanti

O Apóstolo Paulo fala sem reservas e com clareza a respeito da importância e das realidades das relações sexuais no casamento (I Co 7:3-5). Em uma época em que a esposa era considerada legalmente propriedade do marido. Paulo faz uma declaração muito a frente do seu tempo. Essa declaração instrui os casais sobre a responsabilidade de se relacionarem sexualmente de forma fiel. O sábio Salomão também registrou essa importância dando a clara evidência de que homem e mulher têm o direito a relações sexuais mútuas no casamento (Ct 2:16).
Paulo diz aos cristãos casados que as relações sexuais proporcionam prazer a ambos e constituem uma parte importante da vida conjunta. Indica, portanto, que o sexo deve ser frequente e recíproco¹. Um cônjuge não têm permissão de negar o sexo ao outro. A Palavra de Deus é específica nesse sentido (I Co 7). A grande preocupação de cada cônjuge não deve ser de obter prazer sexual, mas de proporcioná-lo. O maior prazer sexual deve ser o de ver o cônjuge sentir prazer. O casamento é uma aliança estabelecida pela Palavra de Deus (Hb 13:4).

¹ Nota: “Recíproco” aqui não é sobre o Sexo propriamente (ela fez sexo com ele e ele com ela). Segundo a Palavra de Deus, o ato sexual sempre envolveria duas pessoas. O comentário quis referir-se a proporcionar prazer mutuamente.



2. Os desafios da fidelidade

Fidelidade significa um compromisso duradouro com o bem-estar e o crescimento do outro. É comprometer-se com integridade e felicidade para que cada dom, talento e capacidade tenha a oportunidade de desabrochar e florescer. Tanto o marido quanto a esposa são chamados a sacrificar-se pelo progresso do outro. Fidelidade significa que nos recusamos a tomar atitudes superiores um para com o outro. Devemos rejeitar os jogos pelo poder, a falsa superioridade e a hierarquia artificial nos relacionamentos. A fidelidade está intimamente ligada à honestidade e à transparência de ambas as partes.

Muitos casais se consideram bem sucedidos em conseguir evitar qualquer confronto com um conflito no casamento. A frase "deixe prá lá" dá a idéia de que o problema não é significante o suficiente para ser resolvido. Ou, também, a pessoa envolvida tem medo de criar desagrados ou encrencas no relacionamento. Portanto, ao surgirem conflitos, um ou ambos usam um meio de evitarem um confronto direto, esperando que o problema desapareça. Pode até desaparecer, mas em geral não é isso que acontece. É inevitável ter maior abertura, sinceridade, honestidade e coragem para enfrentar e procurar resolver o conflito.

Antes de Dizer Sim – Jaime Kemp


2.1 O amor incondicional do esposo

Maridos, amai vossa mulher. As obrigações não são simplesmente unilaterais. A responsabilidade do marido é tão constrangedora quanto a da esposa. Esta não é uma referência ao amor normal do marido, que não necessitaria ser ordenado, mas ao amor volitivo que brota de Deus e assemelha-se ao seu próprio amor. Em contraste com o desejo sexual normal, que por sua natureza é egoísta, este amor é altruísta. Como também Cristo amou a Igreja. Embora os maridos humanos jamais possam alcançar esse grau de amor que Cristo manifestou, são exortados a demonstrarem o mesmo tipo de amor, que assim se prova, a si mesmo se entregou por ela.
Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Isto é, como se fosse seu próprio corpo. Amor natural, não simplesmente senso de dever. Deus disse. "Tornando-se os dois uma só carne" (Gn. 2: 24).

Comentário Bíblico Moody

Quando Deus diz em sua Palavra que o homem deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja, cabe a ele descobrir como Cristo o fez, para que saiba a maneira correta de agir (Ef 5:25). As evidências do Amor são altruísmo, a vontade de fazer o bem à pessoa amada e o desejo de viver em unidade. Geralmente o amor entre os cônjuges é associado de forma romântica e apaixonada, pois a vida de encantamento. No entanto, a afirmativa de Paulo leva ao amor que se fundamenta na disposição de sacrificar, sem vantagens, sem benefícios, em favor da esposa. O amor que nivela as diferenças é o amor sacrificial, o amor de renúncia, de doação e de entrega.
O amor do esposo pela esposa é manifesto quando se perde vantagens em favor da esposa. É abrir mão do seu direito, é abrir mão do seu direito, é abrir mão da razão para ser feliz. É o amor do sacrifício. É dar a vida por ela como Cristo nos amou (I Jo 3:16).


2.2 Submissão da mulher

Dignidade, não igualdade

A Bíblia define a posição da mulher em relação ao homem e a coloca não em superioridade, mas em certa posição inferior ao homem. Não há posição de igualdade entre ambos. E uma ques­tão bíblica e divina. Entretanto, a Bíblia não diminui o valor moral e espiritual da mulher, mas coloca-a no seu devido lugar. Deus não dá o direito ao homem de desrespeitar a sua mulher nem de desmerecê-la.
A sujeição das esposas deve ser espontânea, porque é uma sujeição baseada no amor e no temor do Senhor. O apóstolo diz que a sujeição deve ser "como ao Senhor".

Sujeição no Senhor

Essa sujeição não é cega, mas consciente. O apóstolo Paulo, ao falar do assunto na carta aos Colossenses 3.18, diz às casadas: "... estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém ao Senhor". O final da frase explica o tipo de sujeição das casadas a seus maridos — "como convém no Senhor". A sujeição da mu­lher ao marido tem um sentido espiritual. Na criação, o homem foi feito cabeça da mulher, isto é, o líder da família, mas essa sujeição da mulher não anula a sua personalidade.

Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral

É a esse Senhor que a igreja deve se subordinar. Se ela se “emancipasse” dele, perderia seu “Salvador” e conseqüentemente também a base de sua existência. Se outros “senhores” empurrassem o cabeça Jesus Cristo para segundo plano, ocupando o seu lugar, a igreja seria destruída. No curso da história da igreja repetidamente ocorreram tais descaminhos. Houve épocas em que a “imagem” do corpo de Cristo estava tão desfigurada que era quase impossível reconhecê-la como tal. Não obstante, seria uma atitude sumamente superficial avaliar a natureza da igreja apenas a partir do aspecto exterior. Em Ef 4.4s Paulo lembrou: “um só corpo e um só Espírito… um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” Apesar de todas as tentativas de “inovação” e “mudança” Cristo continua sendo o cabeça de seu corpo, a igreja. Em cada época todos os membros do corpo precisam ser repetidamente chamados de volta para o senhorio de Cristo, retornando de seus múltiplos descaminhos. Somente assim a igreja é renovada como um todo e permanece por todos os tempos.
Quando as esposas são desafiadas a se “submeter aos maridos” “em tudo”, isso deve ser entendido com base no fato de que a igreja deve tudo a seu cabeça, Cristo, razão pela qual também está sujeita a ele em tudo.

Comentário Bíblico Esperança NT

O Apóstolo Paulo ordena que a mulher seja submissa a seu marido (Ef 5:22-24). Infelizmente, uma das maiores artimanhas do Inimigo é esvaziar o sentido das palavras. Nenhuma palavra foi mais distorcida do que “submissão”. Precisamos, então, compreender o significado deste termo. Para isso, vejamos o que não é submissão. Submissão não é inferioridade. Devemos desinfetar a palavra “submissão” de seus sentidos adulterados. A Mulher não é inferior ao Homem. Ela é tão imagem de Deus quanto o Homem. A Mulher, de acordo com a Palavra de Deus, é auxiliadora, do marido e não uma escrava. Os homens devem coabitar com as mulheres com honra (I Pe 3:7), isso é tão imperativo que está sob pena de suas orações serem impedidas. Nunca foi propósito de Deus que a mulher fosse hostilizada, como aconteceu ao longo da História, a ponto de serem mutiladas e impedidas em seus direitos civis e sociais. Muito pelo contrário, a mulher é vista na Bíblia como alguém tão digna de ser amada a ponto do homem ter que deixar pai e mãe para unir-se a ela, formando com ela uma só carne (Gn 2:24).
Sem as mulheres e suas virtudes naturais dadas por Deus, os homens tornam-se seres dedicados apenas ao trabalho, à matéria, ao concreto e aos resultados estatísticos e financeiros. As mulheres são aquelas que convidam o homem a enxergar um lado da Vida que sozinho não poderia enxergar. Mulheres são mais intuitivas, relacionais, afetivas e amorosas. O desejo de Deus não é que ela esteja nem abaixo, nem acima do homem. Ela foi criada para estar ao lado do homem.


2.3 Promiscuidade e pornografia

Jesus ensinou que a infidelidade conjugal pode ocorrer também na mente das pessoas: Ele disse: "Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela" (Mt 5:27 e 28). O cônjuge encantado com outra pessoa está cometendo infidelidade mental. Isto pode ocorrer com o marido, que corre o risco de ficar encantado com as mulheres que encontra em seu local de trabalho, nos bancos, nas lojas comerciais ou em outros locais. Ou com a esposa, que pode ficar encantada com os artistas da televisão ou do cinema, com os cantores, com os atletas ou com qualquer outro homem. A afeição dividida mata o amor. Marido e esposa devem dedicar toda a sua afeição ao cônjuge; e não permitir que, em seu coração ou em sua mente, se desenvolva qualquer atração romântica por outra pessoa.

Oficina de Casamentos – Adão Carlos Nascimento

As duras realidades da violência, estupro, tráfico sexual, pornografia infantil e dos crimes passionais exigem que controlemos com firmeza os abusos de poder que permeiam a política do sexo. A poética do sexo, porém, muitas vezes é politicamente incorreta, adorando jogos de poder, inversão de papéis, vantagens injustas, exigências imperiosas, manipulações para seduzir e crueldades sutis. Os americanos e as americanas, moldados pelo movimento feminista e seus ideais igualitários, muitas vezes se vêem desafiados por essas contradições. Tememos que, se brincarmos com os desequilíbrios de poder no campo sexual, mesmo numa relação consensual entre adultos maduros, corremos o risco de derrubar o respeito que é essencial para as relações humanas.

Sexo no Cativeiro – Esther Perel

O Pecado distorceu o sexo de muitas formas. A Pornografia, seja por meio de revistas, da Televisão ou da tela do Computador, foi criada especificamente para alimentar pensamentos lascivos. Quanto mais os estimulamos, menos controle temos sobre eles. A Pornografia é uma distorção da Sexualidade, pois nela vemos uma sexualidade incompleta, voltada somente para o aspecto físico, uma atividade lasciva e um exercício manipulador sobre ouros. Somente com a ajuda do Espírito Santo podemos vencer a Lascívia. Mesmo que os desejos da velha natureza guerreiem contra os membros do corpo, querendo que eles façam aquilo de que gostavam antes, nossa força vem da palavra de Deus (Gl 5:16).



3. Os benefícios da fidelidade

Deus valoriza a Fidelidade e prometeu bênçãos transformadoras ao povo de Israel se fosse obediente e fiel a ele (Lv 26:3-13). Na vida conjugal, quando nos comprometemos com o nosso cônjuge, desfrutamos das bênçãos que uma relação a dois pode proporcionar.
À medida que estudamos as dez necessidades básicas mais importantes para os homens e para as mulheres, você começará a perceber que elas estão intimamente relacionadas. Por esta razão, se você fracassar em satisfazer uma das necessidades do seu cônjuge, isto poderá influenciar sua capacidade de satisfazer outra. Por exemplo: imagine você tentando satisfazer, com sucesso, a necessidade sexual de seu cônjuge sem usar a comunicação verbal. Sem diálogo, você nunca conseguirá manter aquele clima de carinho e de profunda relação física de que seu parceiro precisa!
Algumas pessoas pensam, erroneamente, que podem separar a realização dessas necessidades básicas. A esposa cujo marido não conversa pode achar que ter uma boa amiga com quem conversar - delegando à outra pessoa a tarefa de satisfazer a sua necessidade, mas permanecendo sexualmente fiel ao seu marido pode parecer uma boa solução em princípio. O problema é que, inadvertidamente, isso enfraquece o seu casamento com a perda do elo de intimidade que é cultivado com os momentos de conversa com seu marido. E é ainda mais grave se a esposa tiver consciência de que, se quiser sentir-se unida a ele, os dois precisam conversar.
"Jonas, vamos conversar", ela diz. "Sobre o que você gostaria de conversar?" Esta pergunta inocente de Jonas provocaria a ira na maior parte das mulheres, se viesse da boca de seus maridos, porque isto demonstra que o homem pouco entende do diálogo como uma necessidade real da mulher.

Ela Precisa Ele Deseja – Willard F. Harley, Jr


3.1 Segurança no casamento

No meio da libertinagem do nosso mundo, a idéia de fidelidade matrimonial parece antiquada. Filmes, novelas, revistas e jornais sugerem que a paixão é incontrolável e a traição inevitável. O mesmo antigo mentiroso que enganou Eva no Jardim do Éden continua enganando milhões com essas mentiras. O privilégio de ter relações sexuais é uma das melhores coisas que Deus deu para o prazer do homem e da mulher, mas pessoas pecaminosas procuram estragar esse dom de Deus. A intenção de Deus é que, logo depois de assumir o compromisso de casamento, o homem e sua mulher começarão uma vida de relações íntimas que trarão prazer para os dois. O bom marido vai se preocupar com a satisfação sexual de sua esposa, e ela, por sua vez, vai responder aos desejos naturais dele. Pessoas que respeitam a vontade de Deus não admitem a possibilidade de se envolver sexualmente com outras pessoas (I Co 7:3-5; Pv 5:1-23; Mt 5:27-28; Hb 13:4; I Co 6:9-11; Rm 7:1-3). As pessoas que encontram mais prazer sexual na vida são as pessoas que se dedicam ao desenvolvimento do relacionamento íntimo com seu legítimo parceiro. Essas pessoas não sofrem da culpa que vem com lembranças de pecados cometidos no passado, nem da insegurança que a infidelidade traz para a vida de muitos. No casamento lícito, o sexo se torna uma parte especial do amor verdadeiro e completo entre duas pessoas.

Segurança no Lar – Dennis Allan

A honestidade nos relacionamentos precisa ser examinada para prover sabedoria e apoio para assegurar força e estabilidade. Ter firmeza positiva internamente cria um oásis de recursos espirituais, dando segurança para nos basearmos na nossa autoestima.
Honestidade é falar aquilo que se pensa e fazer aquilo que se fala. Não pode haver discrepâncias em pensamentos, palavras ou ações. Tal integração provê clareza e exemplo para outros. Alguns pensam: “eu sou honesto, mas ninguém me entende”.
Isso não é ser honesto. A Honestidade é tão nítida quanto um diamante sem falhas que jamais pode permanecer escondido. O valor torna-se visível nas ações das pessoas.

Honestidade no Casamento – Pedro Luiz De Almeida

A Fidelidade traz segurança e estabilidade para o Casamento. A Bíblia declara que no temor do Senhor há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos (Pv 14:26). A Fidelidade proporciona segurança espiritual e emocional que é indispensável ao bom relacionamento conjugal. Fator indispensável à estabilidade no Casamento. Sem fidelidade, o Casamento desaba, As estruturas do Matrimônio não foram preparadas para suportar o peso da Infidelidade, cujos efeitos sobre toda a Família são devastadores. A Fidelidade estabelece confiança e segurança no Casamento, que por sua vez cria um ambiente de estabilidade, um relacionamento seguro e duradouro em alicerces sólidos. É através da Fidelidade que se cumpre em nossas vidas a Palavra de Deus (Mt 19:6).


3.2 Prosperidade no lar

Quando falamos de casamento entre pessoas cheias de defeitos e de culturas diferentes, no sentido da sua formação social, psicológica, religiosa e familiar, lidamos com muitos fatores. Não podemos iniciar um estudo sobre a Teologia do Casamento sem um alicerce sólido, e que alicerce seria esse? Comumente jovens casais responderiam: Uma vida financeira estável, ou uma casa própria, ou compatibilidade de gênios. Podemos afirmar que esse alicerce é o primeiro botão na casa certa da camisa, a Bíblia.
Um casamento cristão saudável deve estar pautado na Palavra de Deus, não somente numa tradição cristã dos noivos. A teologia adotada no Casamento é de extrema importância, para que os restantes dos botões estejam nos seus devidos lugares. Esses botões são os conflitos, problemas financeiros, dificuldades, enfermidades etc. Quando o casal tem esse entendimento bíblico de sua posição, isso é um fator determinante para a prosperidade do Casamento.

O Alicerce Para um Casamento Próspero – Thomas Magnum

A Fidelidade é o princípio da verdadeira prosperidade entre casais e na família, e só é possível através do amor a Deus. Quem ama verdadeiramente é fiel. Se quisermos viver em prosperidade, precisamos buscar incessantemente a Fidelidade. Ela traz em si a honra tanto para o Senhor quanto para o servo (Pv 8:17, 18). Aplicando em nossos corações o amor incondicional, o amor de Deus, experimentaremos a verdadeira prosperidade em nossas vidas.

Não é um pecado ou pura vaidade ser fisicamente atraente, ter uma cerimônia ou uma lua-de-mel agradabilíssima ou até mesmo economizar dinheiro para ter um padrão de vida mais alto. Cada uma destas coisas pode ser uma bênção, se bem administradas e no Temor do Senhor. Contudo, não resultam diretamente em um bom casamento. As relações satisfatórias não são vindas nem mantidas com soluções e valores de sabedoria humana.
Acumular bens antes de casar (ou após casar), procurar um conjuge rico ou ter várias fontes de renda (ainda que altas), não traz segurança real. As finanças não são o alicerce de um bom casamento. Devemos cuidar para que tais preparativos financeiros (ou condições) não nos ceguem. O melhor manual de casamento e de vida foi escrito pelo criador do Casamento. Na Bíblia temos toda a informação que precisamos para construir casamentos vitoriosos.


3.3 Paz com Deus

A Bíblia nos ensina que a paz deve ser o árbitro do nosso coração. Isso não quer dizer que se você sentir paz na sua decisão está agindo de acordo com a vontade de Deus, não! Isso é um engano! Na verdade, quer dizer que se atitude “x” não for promover a Paz, não deve prosseguir com ela. Como bons seguidores de Cristo, antes de falarmos ou agirmos devemos sempre pensar: “Isso vai trazer paz ou discórdia? Vai despertar a ira do meu cônjuge?” Se a resposta for sim, então não deve prosseguir. As suas ações, palavras e pensamentos devem revelar o caráter do Cristo que habita em você.
Este é o desafio que deixo a você: escolha a Paz como árbitro das suas decisões, para que a harmonia reine no “jogo” do seu casamento.
Lembrando que estamos falando aqui de situações rotineiras. É preciso deixar claro que em casos mais críticos e delicados a sua obediência a Deus custará a paz do seu relacionamento – como no caso de uma esposa que não aceita o comportamento agressivo do esposo, por exemplo. Entre aceitar um comportamento agressivo e exigir uma mudança de comportamento do cônjuge, você deve optar pela obediência a Deus, que neste caso, seria não se submeter a qualquer tipo de agressão.

Quem Apita o Jogo no Seu Casamento: A Paz ou a Discórdia?

O princípio da paz em Cristo rege-se pela Fidelidade a ele e à sua Palavra. Quando nosso coração se aplica à fidelidade no relacionamento, podemos deitar em nossa cama e com mente tranquila ter paz com Deus e com nossa família. Paulo, ao escrever aos Filipenses (Fp 4:6-8), fala de uma paz que excede todo o entendimento que guarda nossos corações e sentimentos. Vale a pena ser fiel, o resultado será traduzido no lar com o cônjuge e os filhos, e, consequentemente, em toda nossa maneira de viver.



Conclusão

O voto solene de fidelidade no Casamento não é uma mera formalidade, é um compromisso diante de Deus (Ml 2:14). A Fidelidade deve ser praticada para preservação do Casamento, da Família e da comunhão com Deus.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 06
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
Antes de Dizer Sim – Jaime Kemp – Mundo Cristão
Oficina de Casamentos – Adão Carlos Nascimento – Apoio Pastoral Editora
Sexo no Cativeiro – Esther Perel – Ed. Objetiva
Ela Precisa Ele Deseja – Willard F. Harley, Jr – Candeia
Uma Benção Chamada Sexo – Robinson Cavalcanti – ABU Editora
Quais são as Funções do Marido e da Esposa em uma Família? (link)


Bibliografia Indicada

Aprendendo a Submissão (vídeo)
Lealdade e Deslealdade – Dag Herward-Mills – Ed. Central Gospel
Sua Perfeita Fidelidade – Eric e Leslie Ludy – Ed. UDF
3 Passos para Ter um Casamento Próspero e uma Vida Sexual Fantástica (link)
Corte: Namoro à Maneira de Deus (link)
Tópicos para Conversação quando um Homem e uma Mulher estão Considerando Casar (link)

Questionário

1. Como Deus considera os votos do Casamento?
R: Como uma prova do desejo do homem de amar a esposa, assim como Cristo amou a Igreja (Ef 5:25).
2. De acordo com a Palavra de Deus, quem é a mulher?
R: Ela é tão imagem de Deus quanto o Homem. É auxiliadora e aquela que está mais próxima do marido e não uma escrava (Gn 1:26; 2:18).
3. O que acontece com a mente desocupada?
R: Ela concretiza o Pecado (II Sm 11).
4. O que a Fidelidade traz para o Casamento?
R: Segurança e estabilidade (Pv 14:26).
5. Quais são os benefícios da Fidelidade?

R: Segurança no casamento, prosperidade no lar e paz com Deus (Fp 4:6-8).

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