terça-feira, 10 de março de 2015

EBD Editora Betel - Amor: Fundamento da Fidelidade

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 11 – 08 de março 2015
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Texto Áureo

“Sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.” Jo 13:1

Pouco antes da festa da Páscoa (13:1), Jesus encontrou-Se com os discípulos para fazerem juntos uma refeição. A viagem saindo de Betânia naquele mesmo dia tinha sido por estradas empoeiradas e acompanhada de uma pequena discussão.¹
Ao se reclinarem à mesa para comer naquela noite, não haviam lavado os pés. Numa cultura em que se come deitado ao chão, apoiando-se num cotovelo, os pés sujos da pessoa ao seu lado eram um sério incômodo! Havia na sala uma bacia e uma toalha para se lavarem, mas nenhum servo para realizar a tarefa. Consequentemente, começaram a refeição com a poeira do dia ainda nos pés. Durante a refeição, Jesus se levantou, enrolou-se na toalha, derramou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e secá-los com a toalha. Com certeza, um silêncio desconcertante tomou conta do recinto enquanto Jesus ia de um discípulo ao outro. Dentre todos que estavam ali, por que Jesus foi quem lavou os pés de cada um?
Jesus estava fazendo muito mais do que limpar pés sujos através daquele ato naquela noite. Ele estava preparando seus discípulos para a sua morte e para a missão que eles deveriam realizar. Lavar os pés dos discípulos era um prenúncio do sacrifício que ele logo faria na Cruz, da purificação viabilizada pelo sangue de Jesus e dos valores completamente novos do Reino de Deus. Jesus estava usando a ilustração física de lavar os pés para ensinar aos discípulos a natureza do serviço cristão.

Jesus Lavou-lhes os Pés, “João: A Jornada da Fé”, Bruce McLarty

¹ Nota: Mateus 20:20–28 e Marcos 10:35–45 indicam que a discussão sobre quem era “maior” entre os discípulos aconteceu quando Jesus e seus seguidores iam para Jerusalém.

Verdade Aplicada

O crente desenvolve uma vida espiritual baseada no Amor. Isso implica em fidelidade duradoura como uma resposta à salvação recebida de Cristo pela sua maravilhosa graça.

Textos de Referência

I Co 13:4-7

Introdução

Diferente da lógica do Mundo (I Co 1:27 e 28), o Amor, um dos princípios do Reino de Deus, norteou todas as decisões e atitudes de Jesus. Sendo ele nosso mestre por excelência, aprendemos que esse preceito deve fundamentar nossas ações e decisões em todos os aspectos da nossa vida (Mt 22:37). Sendo o Amor a base, nossa fidelidade só terá valor se estiver embasada nele. É o que estudaremos nessa lição.




1. Vivenciando as qualidades do Amor

O amor é uma virtude pura e inspirada por Deus, de entrega, de dedicação, sem a obrigação da reciprocidade. O amor genuíno não exige nada em troca. É dessa forma que somos amados por Deus. Avaliemos então algumas das qualidades do amor:

Em elaboração

1.1 A paciência do Amor

É a capacidade de suportar todas as pressões que podem se abater sobre os fiéis, aceitando confiantemente as adversidades sem ressentimentos. Paulo ensinou que aqueles que quiserem servir a Cristo com fidelidade sofrerão tribulações na carne (2Tm 3.12). Esse amor nos ajuda a lançar sobre Cristo todas as nossas ansiedades (1Pe 5.7). O amor capacita o crente a suportar os danos causados por alguém, sem buscar a retaliação e não permitindo que a amargura se aloje em seu coração. Essa virtude do amor gera no crente, através do Espírito Santo, o domínio próprio patente em Jesus, o nosso Mestre, que não abriu a Sua boca, mas caminhou resoluto e fiel até o fim (Is 53.7; Mt 26.62).

Em elaboração

1.2 A confiança do Amor

É uma dependência plena de Deus, que gera no crente uma capacidade de acreditar nos Seus propósitos, levando-o a buscar uma vida de fidelidade. Significa ajustar nossa vida ao que cremos e defendemos, ou seja, ao nosso Senhor Jesus e Sua missão para nós. O ponto mais profundo da fidelidade é viver de acordo com o que cremos e confiar no chamado de Deus. O amor nos leva a confiar plenamente em Deus e não na capacidade humana (Jr 17.5, 7). Essa confiança é a concretização da fé genuína em Deus, essencial à vida cristã. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). A confiança embasada no amor é também manifesta nas nossas relações interpessoais. Paulo, quando envia o escravo Onésimo ao seu senhor Filemom, apela para o amor que nutria o coração de ambos (Fm 8.9).

Em elaboração

1.3 A tolerância do Amor

O amor tudo espera e tudo suporta porque é benigno. O agir do Espírito Santo na vida do cristão dignifica possuir atitudes de bondade e misericórdia (Gl 5.22). Ao ensinar à igreja de Corinto sobre a liberdade do amor, Paulo nos faz entender que o crente fiel é tolerante, no sentido de ajudar seu irmão no convívio dentro da Igreja de Deus (Rm 14.15). O Evangelho nos ensina a ser tolerantes uns com os outros. O ambiente da Igreja do Senhor deve propiciar a confiança de ouvir, ponderar, pensar e tolerar (Rm 15.1). Afinal, como o Senhor nos amou e nos aceitou em Sua casa, devemos fazer o mesmo (1Jo 4.11).
O Amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo que todos os membros funcionem de maneira saudável e harmoniosa. É preciso amar honestamente e não de forma hipócrita: buscando a humildade e não o orgulho (Rm 12:9 e 10). Isso se refere a tratar os outros como mais importantes do que nós. A vida de fidelidade e do servir a Cristo normalmente traz a oposição do inimigo e muitas vezes o desânimo. O conselho é para não permitir que o zelo e a fidelidade esfriem quando a vida fica difícil. O apostolo orienta a dividir os fardos e as bênçãos para que todos cresçam e glorifiquem a Deus juntos, e isso só é possível na base do amor. (WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico: Novo Testamento. Santo André, Geográfica, 2006)

Em elaboração


2. O comportamento do Amor

A fidelidade de um crente tem a ver com sua postura e seu procedimento em relação à Igreja, a Deus e às pessoas em geral. O amor dirige o crente a um caminhar de equilíbrio em todas as áreas da vida. Avaliemos o comportamento do amor:

Em elaboração

2.1 A conduta do Amor

O amor não se porta com inconveniência. É bondoso, cortês e busca o caminho da retidão e das boas maneiras. Essa qualidade do amor deve ser o alvo do crente fiel diante da sublimidade do nome que carrega, ou seja, o de cristão. Davi é um exemplo de vida conduzida pelo amor de Deus (1Sm 18.5, 14). O amor dirige o crente a trilhar o caminho da fidelidade em quaisquer circunstâncias, pois, o caminho do amor é sobremodo excelente e também surpreendente (1Co 12.31b). A conduta do amor deve ser notada no proceder do crente que anda em fidelidade, tanto na igreja como fora dela (1Ts 2.10).

Em elaboração

2.2 O desprendimento do Amor

O amor é altruísta, não busca seus próprios interesses. Nossa vida de fidelidade precisa estar inserida em Romanos 12.10. A palavra “preferir”, usada por Paulo, significa abrir caminho, mostrar respeito para com os outros. Esse comportamento do amor leva o crente à alegria e à benção de doar ao próximo sem querer nada em troca; foi o que Paulo ensinou aos presbíteros da igreja em Éfeso (At 20.35). O amor leva o crente a um padrão humilde de vida, sempre considerando os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Jesus mostrou grande desprendimento quando veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e não a Sua (Jo 6.38).

Em elaboração

2.3 A tranquilidade do Amor

O amor não se irrita ou exaspera porque sempre leva à paz e à serenidade. O crente dominado por essa virtude, perante as ofensas sempre mostrará a presença do amor, que o leva a resolver criativamente os conflitos. Os que andam pela trilha do amor gozam de uma paz diferenciada, que os tornam vencedores e referências para outros (Sl 119.165). Jesus, no momento da crucificação, mesmo diante da dor, estava tão sereno que orou por Seus inimigos. Ele é o Mestre e nós, Seus discípulos, devemos seguir as Suas pisadas (1Pe 2.21-23). José, outro exemplo de vida, não trilhou o caminho da vingança, mas sim o da reconciliação (Gn 45.1-4). A vida de um crente fiel deve ser norteada pelo princípio do amor, porque só assim agradaremos a Deus.
A conduta daquele que é dirigido pelo Espírito Santo reflete nas suas boas maneiras e respeito aos outros. Não busca vantagens, não é oportunista, não tem como preocupação primária o lucro pessoal, mas preocupa-se com a vontade de Deus. Esse é um padrão cristocêntrico. O servo entrega sua vida a Cristo para ser um servo, a fim de que sua vida e seus talentos sejam usados para glória de Deus e para o bem estar dos outros. Os olhos do cristão não podem estar voltados para si mesmo e sim para os outros. (Donald Stamps).

Em elaboração


3. A supremacia e a permanência do Amor

A supremacia e a permanência do amor são destacadas por Paulo quando conclui o capítulo treze de 1Coríntios. Vejamos essas qualidades do amor:

Em elaboração

3.1 Em amor, as obras e os serviços são válidos e se aproveitam

Segundo o apóstolo Paulo, o amor nunca acaba, pois permanece para dar consistência a todas as obras e serviços praticados pelos homens. Tudo que realizamos no Reino de Deus deve estar embasado no princípio do amor. Ele também ensina que todas as nossas ações devem ser sem fingimento e fundamentadas na verdade plena do amor para serem validadas por Deus (Rm 12.9a). O amor conduz o cristão a praticar o bem como um estilo de vida. A expressão “apegando-se ao bem” (Rm 12.9b) pode ser entendida pela vitória de toda maldade com o bem (Rm 12.21). Jesus disse que as práticas da oração, do jejum e das esmolas não seriam aceitas quando praticadas por qualquer outro motivo que não fosse o amor (Mt 6.1-4). Que Deus nos dê graça de caminharmos nesse caminho excelente.

Em elaboração

3.2 O Amor supre as limitações humanas e temporais

O amor é indispensável na prática da nossa vida crista porque somos limitados. Por isso, o conselho de Paulo é estarmos sob a força do amor (1Co 14.1b). Em função das nossas limitações, todas as nossas ações, quer por palavras ou obras, precisam passar pelo crivo do amor (1Co 16.14). A igreja da Macedônia, vivenciando o amor de Deus, superou todos os seus limites na intenção de ajudar outros, mesmo vivendo em profunda pobreza financeira (1Co 8.1-8). Outro exemplo foi Abraão, que arriscou a vida superando seus limites, ao enfrentar um grande exército com 318 servos da sua casa para libertar seu sobrinho Ló, levado cativo junto com os moradores de Sodoma (Gn 14). Quando permitimos ser dirigidos pelo amor, a nossa capacidade de superação se torna extraordinária, porque nada pode resistir ao amor, ele é forte como a morte (Ct 6.8).

Em elaboração

3.3 Em amor desenvolvemos nossa maturidade até a plenitude de Cristo

Paulo descreve duas fases na nossa vida (1Co 13.11): a de criança, o tempo da imaturidade, e a de adulto, a fase da maturidade. O apóstolo faz uma analogia: a primeira fase representa a nossa imperfeição, o período em que vivemos aqui na terra, e a segunda representa a perfeição, quando seremos transformados e conheceremos a plenitude de Cristo, pois o veremos face a face (v 12; 1Jo 3.2). É o amor que nos dá a capacidade de crescer em todas as áreas da vida cristã, até alcançarmos a maturidade espiritual. Enquanto a Igreja espera a vinda do Senhor, o amor nos conduzirá em crescimento e maturidade espiritual até o dia da nossa reunião com Ele, quando alcançaremos a plenitude.
O Amor é superior e permanente, os outros dons são temporais. Paulo deixa claro que todos findarão, porém, o amor é eterno, proveniente de Deus e “Deus é amor” (1Jo 4.8). Em função dessa verdade, Paulo queria ensinar aos coríntios e a nós que todos os dons, serviços e habilidades devem ser exercidos na base do amor, porque só assim serão aproveitados e terão utilidades no Reino de Deus.

Em elaboração


Conclusão

O amor com suas qualidades, seu comportamento e a sua permanência é a condição para uma vida de fidelidade. Esse amor extraordinário foi ensinado e demonstrado por Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre, o amor de Deus entre os homens. Ele nos instruiu a caminhar mais uma milha (Mt 5.41), a abençoar quem nos amaldiçoa (Mt 5.44) e perdoar quando somos traídos (Lc 23.34, At 7.60). O maior desafio do verdadeiro cristão não é só agir como Jesus agia, mas também reagir como Ele reagia.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH

Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 11

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