quarta-feira, 4 de março de 2015

EBD Editora Betel - Dimensões da Fidelidade



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 10 – 8 de março 2015
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Texto Áureo

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” I Ts 5:23

A carta chegou ao fim. Mas todo autor de uma carta tem a necessidade natural de mais uma vez expressar, no final, os desejos que traz no coração em favor do outro, depois de dizer tudo o que havia para dizer, agradecer, exortar e comunicar. Esse voto final dos três é: “santificação e preservação”. Há pouco lembraram os perigos que ameaçam a igreja, assim como falaram (I Ts 3:1-5) das preocupações que tiveram por essa igreja sob a cruz. A história da igreja em Tessalônica na verdade segue, e com ela segue a história de cada cristão individualmente. Como será ela? Sempre adiante e mais cabalmente santificada e preservada inteiramente em Espírito, alma e corpo – se esse fosse o grande fio condutor dessa história!

Comentário Bíblico Esperança NT

Verdade Aplicada

Como cidadão do Céu, o cristão tem obrigações para com Deus e os homens, que se evidenciam no viver fiel em todas as dimensões.

Objetivos da Lição

Explicar o que é fidelidade;
Estabelecer a diferença entre fidelidade espiritual e social;
Mostrar os benefícios para quem vive uma vida de fidelidade.

Textos de Referência

I Co 4:2; Ap 2:10; Mt 25:21


Introdução

Fidelidade, do latim “fidelitate”, significa qualidade ou atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. Nesta lição, estudaremos sobre as duas dimensões da fidelidade: a espiritual e a social. Ambas são importantes e necessárias ao crente, pois a Bíblia diz que o salvo deve viver de maneira fiel e digna diante de Deus e dos homens (Rm 14:18).

Do Latim fidelitas, de fidelis (fiel, verdadeiro), vocábulos oriundos do substantivo fides (com fé). A palavra fides designava, nos primórdios da língua latina, a "adesão [do devoto aos preceitos de sua religião]". Na evolução desse idioma, o sentido da palavra se alargou, embora conservando o conceito inicial da adesão positiva a um princípio religioso, sendo ela empregada em diversos sentidos, como, por exemplo, "sinceridade", "retidão", "honestidade", "responsabilidade", "confiança".

A Fidelidade de Deus – doutoresdealmas.org 

Continua...


1. Dimensão espiritual

O Homem foi criado um ser racional, moral e espiritual, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26 e 27). Ele foi dotado de intelecto, emoções e vontades, para que pudesse conhecer, amar e obedecer a Deus. A Fidelidade, na dimensão espiritual, se evidencia em atitudes que expressam nosso relacionamento e comunhão com o Senhor.


Continua...

1.1 Crer e obedecer a Deus

Crer não é um mero assentimento intelectual (Ef 2:8). É uma operação do Espírito Santo mediante a qual a pessoa tem certeza na existência de Deus, o criador e sustentador do universo (Gn 1:1). Mas apenas crer em Deus não é suficiente (Tg 2:19), é necessário responder a ele em ação de obediência e fidelidade, ou seja, a atitude de crer precisa acompanhada da obediência. A nossa maior ação para com Deus é a obediência, um aspecto fundamental da fé cristã (I Sm 15:22). Fé e obediência são inseparáveis entre si (Rm 1:5; 16:26). Qualquer forma exterior de culto a Deus sem obediência não passa de hipocrisia e de ritual religioso vazio (Is  1:11-17).

Em elaboração

1.2 Amar a Deus

A fidelidade de Deus é uma forma positiva de demonstrarmos o nosso amor a Ele. O amor a Deus é a base do nosso relacionamento com Ele. A verdadeira fidelidade a Deus somente é possível quando brota de uma fé genuína em Deus e de um coração que O ama (Mt 10:37). Amar a Deus implica em amar também ao próximo e guardar Seus mandamentos (Mt 22:39; Jo 14:15, 23 e 24). Esse amor deve abranger a totalidade do nosso ser e tudo o que possuímos e deve também nos capacitar a buscar a glorificação do seu nome e a realização da sua vontade aqui na terra (Jo 21:17).

Em elaboração

1.3 Confiar nas promessas de Deus

A verdadeira fidelidade não se caracteriza apenas pela fé na existência de Deus, mas também pela fé que Ele cumpre as Suas promessas. Nestes tempos de tantas incertezas e instabilidade, nós temos uma esperança que brota de uma fé vital no Cristo ressurreto (I Pe 1:3). O cristão deve andar por fé e não pelo que vê (II Co 5:7; Hb 11:1). Deus, por Sua própria natureza, é fiel às Suas promessas e tem poder para cumprir integralmente tudo aquilo que prometeu.SE alguém crê na existência de Deus, mas ao mesmo tempo duvida de Sua Palavra, O imputa como mentiroso (Nm 23.19; Tg 1:6, 7). Portanto para alcançarmos as Bençãos de Deus é necessário crer que ele é fiel para cumprir as suas promessas (Hb 10:23; 11:6: Jó 13:15).

Em elaboração


2. Dimensão social

A Bíblia diz que tudo o que fizermos, devemos fazê-lo para a glória de Deus (I Co 10:31). Partindo dessa premissa, entendemos a dimensão social da fidelidade, caracterizada como fruto da obediência às leis e normas humanas, como atitudes que qualquer pessoa pode realizar. Para o cristão, entretanto, essa dimensão da fidelidade é também expressão de espiritualidade, pois, se evidencia em práticas que têm fundamentação bíblica. Existem muitas ações, contidas dentro dos princípios ético-cristãos, que devem ser praticadas pelo crente, pois são compatíveis com a dignidade da vida cristã: a obediência às autoridades constituídas, preocupação com o bem-estar do próximo, cuidado com o meio ambiente, etc.

Em elaboração

2.1 O cristão e a obediência ao governo humano

A base de toda autoridade humana procede de Deus, de modo que o cristão deve prestar obediência às autoridades constituídas (Rm 13:1). Assim sendo, desobedecer às autoridades constitui-se desobediência ao próprio Deus, visto que foi Ele quem as estabeleceu (Rm 13:2). O próprio Senhor Jesus Cristo, como perfeito homem, submeteu-se ao poder do estado (Mt 17:24-27). As escrituras Sagradas nos levam a compreender que a presença da autoridade secular é necessária e indispensável na ordem das coisas aqui na Terra (Pv 8:15 e 16). O único limite dessa obediência está na sujeição absoluta que o cristão tem com Deus, pois a lealdade a Ele é sempre prioritária sobre qualquer autoridade humana (At 5:29). A sujeição às autoridades legais faz parte de um elenco de princípios que devem ornar o caráter do crente como reflexo de sua obediência ao Senhor. Adoremos, pois, a Deus e sujeitemo-nos às autoridades constituídas por Ele (I Pe 2:13-17).

Em elaboração

2.2 O cristão e a Solidariedade

O cristão é também chamado a ter solicitude e responsabilidade social. O descuido com as necessidades sociais representa o abandono de inúmeras recomendações bíblicas dirigidas ao povo de Deus. A Bíblia declara que a salvação do homem é dádiva de Deus mediante a fé, e não fruto de obras meritórias (Ef 2:8 e 9), mas as boas obras são uma consequência natural da salvação (II Co 9:8; Ef 2:10). A dimensão da fidelidade do autêntico cristão não se esgota na verticalidade espiritual, mas se estende na horizontalidade que alcança seus semelhantes em atitudes que tenham como base o pulsar de um coração transformado pela Palavra de Deus e enriquecido pela presença do Espírito Santo. Quem usa a preocupação vertical como meio de esquivar de suas responsabilidades está negando o amor de Deus pelo mundo. A solidariedade não é outra coisa senão o cumprimento da lei do amor. Aliás, todas as obrigações morais da Lei cumprem-se na lei do amor (Rm 13:10). O cristão, como ser social, deve denunciar as injustiças sociais, bem como agir com sabedoria, buscando cooperação e bom relacionamento com todos, sempre objetivando servir ao próximo, usando inclusive dos seus próprios recursos, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas, principalmente os domésticos da fé (Gl 6:10; Tg 2:17).
“Cristo instrui a agir com preocupação social. Aqui estão os princípios pelos quais os homens serão julgados: como tratam os famintos, os sem lar, os pobres, os doentes e os presos. A preocupação social não pode ser biblicamente separada da vida cristã. Jesus iguala a forma como tratamos os desprovidos com a forma como tratamos a Ele. O que fazemos por eles, fazemos por Ele. Não devemos permitir que a vida cristã seja apenas um empreendimento espiritual, sem ligação com o serviço da humanidade”. (Bíblia de Estudo Plenitude- Sociedade Bíblica do Brasil – 2001. P. 986. Comentário de Mt 25:37. 40).

Em elaboração

2.3 O cristão e o Meio Ambiente

A primeira ordem de Deus ao homem foi para cuidar da natureza (Gn 2:15). Essa incumbência retrata não só a necessidade do homem preservar o objeto do seu usufruto próprio, mas também a criação de Deus. Embora o homem seja coroa da criação (Gn 1:26-28). Deus não lhe deu o direito de abusar da natureza e nem dos animais. Pelo contrário, Ele atribuiu ao homem a responsabilidade pela utilização adequada dos recursos naturais e pela preservação das espécies. A Bíblia apresenta várias passagens nas quais vemos Deus instruindo o homem a lidar adequadamente com a Sua criação (Ex 22:6; Lv 25:1-7; Dt 22:6; Is 45:18). Nessa perspectiva, o cuidado com o meio ambiente é uma exigência divina, sendo responsabilidade de cada Cristão o cuidado com a manutenção da vida na Terra (Gn 1:26). Para o crente, preservar a natureza não é apenas uma questão de sobrevivência. É também reconhecer que Deus é o Senhor da criação, pois, só Ele é soberano sobre todas as coisas (Sl 24:1). A visão bíblica de como devemos nos relacionar com a natureza é uma visão equilibrada, ou seja, não devemos deificá-la, como os panteístas o fazem (Rm 1:15), agentes de destruição daquilo que Deus criou.
“Quando desrespeitamos a natureza e não utilizamos de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta, demonstramos a falta de importância dada as gerações futuras. Essa é uma visão completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza”. (Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente).

Em elaboração


3. Resultados provenientes da fidelidade

Fidelidade é mais do que uma virtude humana, é fruto do Espírito Santo. Mesmo em seu aspecto social, onde a Fidelidade está mais relacionada à observância de regras e preceitos humanos, para o cristão, ser fiel é sempre uma questão de espiritualidade e motivo de recompensa da parte de Deus (Sl 58:11).

Em elaboração

3.1 Na dimensão espiritual

A recompensa de Deus para os fiéis diz respeito à vida neste tempo e à vida eterna (Mt 19:27-30; Mc 10:28-30). Aliás, a suprema recompensa que o cristão receberá pela vida de fidelidade a Deus é a vida eterna. Quem tiver deixado “tudo” por amor a Cristo, receberá já no presente também tudo, mas com perseguições; e no futuro, a vida eterna (Mc 10:30). Na expressão: “com perseguições” fica claro que a nossa fidelidade a Deus não nos isenta das perseguições e aflições neste mundo, mas, sem dúvida alguma, nos dá certeza de vitória (Jo 16:33).

Em elaboração

3.2 Na dimensão social

Demonstramos nossa espiritualidade ao sermos fieis em todas as dimensões da nossa vida. Quando assim procedemos, estamos obedecendo à Palavra de Deus, como resultado da nossa obediência, Deus nos abençoa com paz e alegria no nosso homem interior (Sl 119:165; Rm 7:22).

Em elaboração

3.3 Na dimensão natural

As recompensas de uma vida de fidelidade a Deus podem ser compreendidas no sentido de que colheremos, na dimensão social da nossa vida, mais estabilidade e justiça social, minimização dos sofrimentos humanos e vida mais saudável, dentre muitos outros benefícios. Servir a Deus e ao próximo com amor é certeza de que seremos galardoados aqui e no porvir.

Em elaboração


Conclusão

As leis universais da colheita e da semeadura valem para todas as situações e aspectos da vida humana (Gl 6:7b). Ninguém deve brincar com as leis de Deus; pois Ele não as alterará em nosso benefício. O que um homem colhe é o resultado inevitável do que ele semeia. Assim sendo, devemos ser fiéis em toda a nossa maneira de viver para que possamos colher os bons frutos dessa semeadura aqui na Terra e na Eternidade.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 10
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
A Fidelidade de Deus (link)
A Fidelidade como Dom do Espírito Santo (link)

Bibliografia Indicada

As Quatro Dimensões da Relação Homem-Meio Ambiente (link)

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