quarta-feira, 29 de abril de 2015

EBD Editora Betel - Moisés, O Guia dos Filhos de Israel


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 03 de maio 2015
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Texto Áureo

“Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.” Sl 77:20

E este livramento deve ser considerado por todos os santos como a oferecer-lhes uma melhor disposição para que nutram a esperança de segurança e salvação. A comparação do povo com ovelhas tacitamente sugere que em si mesmos estavam inteiramente destituídos de sabedoria, poder e coragem, e que Deus, em sua grande bondade, se condescendeu em exercer o ofício de pastor guiando o povo pelo meio do mar e pelo deserto, bem como no meio de todos os demais impedimentos, seu pobre rebanho, o qual era destituído de todas as coisas, para que tomassem posse da herança prometida. Esta afirmação é confirmada quando se nos diz que Moisés e Arão eram pessoas empregadas em conduzir o povo. Seu serviço era sem dúvida nobre e digno de ser lembrado. O poder de Deus, pois, se fez ainda mais manifesto quando operou através de tais vasos de barro. Ao mesmo tempo, não nego que aqui se pretenda enaltecer esses servos de Deus, em quem depositara uma confiança tão honrosa.

                O Livro dos Salmos – João Calvino

Verdade Aplicada

Moisés teve o privilégio de guiar o Povo Hebreu, honra que seria lembrada de geração em geração.

Textos de Referência

Ex 16:4-7


Introdução

Guiar o povo de Deus em meio ao Deserto não foi uma tarefa fácil, mas Moisés pediu a ajuda do Eterno e, assim, foi capaz de prover as necessidades do povo. Suas virtudes, aliada à sua intimidade com Deus, foram essenciais para a condução dos filhos de Israel até a entrada da Terra Prometida.



1. Seu senso de orientação.

Todo o senso de orientação de Moisés procedeu de sua chamada e comunhão com Deus. Ele estava responsável não apenas em libertar do cativeiro os israelitas¹, mas conduzi-los pelo deserto até, finalmente, alcançarem a Canaã. De onde veio o senso de direção de Moisés? Como se comportou? É o que aprenderemos a seguir:
Moisés foi um dos maiores homens-instrumento de Deus em toda a história escrita na Bíblia. De guerreiro egípcio a protetor dos Hebreus, este grande líder guiou seu povo, repassou os ensinamentos e mandamentos do Senhor e consolidou o Monoteísmo, bem incomum em uma era de adoração a muitos e variadas divindades.
O Povo Judeu (também conhecido como Israelita, ou Hebreu pelos estrangeiros) foi guiado à Terra Santa por Abraão seguindo as Promessas de Deus para o seu povo (na verdade, em Abraão é que surge esta nação). A seca que castigou a Palestina (mostrada ao faraó da época de José), os hebreus migraram para o Egito, atrás de trabalho, moradia e alimentação. Com o tempo, os Hebreus se tornaram escravos do Faraó posterior a José (não conhecia a história do Povo Israelita e temia que este ficasse muito poderoso), sendo submetidos a trabalhos duros para conseguirem sobreviver.

¹ Nota MDA: Leia os artigos indicados abaixo para as definições “hebreu”, “israelita” e “judeu”.



1.1 A escolha da rota

Moisés dá uma nota de explicação quanto à rota tomada por eles e os filhos de Israel (Ex 13:17). Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra, porem Israel não estava, e esse era o grande problema caso se enfrentassem. Outro objetivo dessa rota era a necessidade de que os hebreus, e os que com eles estavam, fossem fortalecidos e cristalizassem uma fé definitiva no Deus de Israel. Isso fica claro à medida em que eles vão caminhando, pois demonstram volubilidade ao desejarem retornar ao Egito. O Senhor sempre nos conduzirá pelo melhor caminho, mesmo que, aos nossos olhos, este seja incômodo, difícil e demorado. Ele conhece nossa estrutura e nosso amanhã (Sl 139).
Deus enviou Seu povo pelo caminho mais longo para se dar a conhecer. Pouco a pouco, O senhor se manifestava; a cada desafio. Uma maneira de demonstrar Seu poder. Melhor que tentar descobrir o caminho seria deixar o senhor descortinar.

Em elaboração

1.2 Orientação e presença

A presença palpável de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (Ex 13:21; Nm 9:16). a nuvem representava a constante presença de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre variações, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refrigerá-los; à noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquecê-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabernáculo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo também parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provisão de Deus (Nm 9:18-23).

Em elaboração

1.3 Ouvindo Deus

Atualmente existe uma grande quantidade de cristãos que está tomando decisões sem consultar o Espírito Santo. Muitos estão agindo com medo e desespero, sem fé nas promessas de Deus. Eles simplesmente decidem o que fazer por conta própria, baseados no que pensam ser o melhor para suas vidas. O que acontece quando os servos de Deus operam fora do completo governo divino? Quando planejam seus próprios planos, recusando render suas vidas à liderança e direção do Espírito Santo? Todos nós sabemos que o resultado é sempre sofrimento, dores e muita confusão. O senso de orientação de Moisés vinha pelo fato de ele ouvir Deus falar. Seus ouvidos estavam abertos e sua pessoa atenta a obedecer às orientações de Deus em meio aqueles desafios (Ex 15:26).
            Moisés entendeu a importância de ouvir a Deus e atendê-lo prontamente. Ele procurou ensinar isso aos filhos de Israel, mas eles não quiseram aprender (Ex 15:26; Lv 26:3 e 13; Dt 7:12, 13 e 15; 28.1-15). Veja a seriedade do assunto (Dt 15:7; Hb 3:7). Note que, como líder, Moisés não apenas guiava, mas ensinava os filhos de Israel a como atenderem a voz de Deus e Seus estatutos.

Em elaboração


2. O trabalho em busca da provisão

Moisés enfrentou um grande desfio ao guiar o povo através do deserto: a provisão de suas necessidades. Mais difícil que salvá-los das garras de Faraó era ter que alimentá-los. Apenas saber para onde iriam não era o suficiente, eles tinham de providenciar água e comida. Vejamos como ele resolveu essas questões.

Em elaboração

2.1 Mara e a transformação profética

Existe um paralelo perfeito entre a caminhada do povo de Israel até a terra prometida e a Igreja (Ex 15:22-27). O caminho de três dias nos fala profeticamente da morte e ressurreição do Senhor Jesus.  Após três dias de caminhada, o suprimento acabou e o Senhor orienta a Moisés para que tomasse o lenho e jogasse sobre as águas; e a água amarga se tornaria em água doce (Ex 15:25). Esse ato representa profeticamente a amargura do pecado do homem que estava sobre Jesus quando tomou o nosso lugar na Cruz do Calvário, levando sobre si a amargura da morte (Is 53:4). O Senhor mostrou a Moisés o lenho que seria usado para transformar a água amarga (figura da Morte) em doce (a Vida), mostrando a participação da Trindade no projeto da Salvação, ou seja, o Pai, na Eternidade, orienta a Moisés (Espírito Santo) para que usasse o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho, que é a figura de Jesus Cristo homem (o Filho). O lenho não tinha valor algum aos olhos da Razão Humana, era desprezível, mas trazia consigo o extraordinário poder da transformação (Is 53:20).

Em elaboração

2.2 Maná, o pão sobrenatural

A Escravidão produz um ritmo costumeiro no ser humano denominado de “institucionalização”. É muito comum um criminoso sair em condicional e tornar a cometer os mesmos erros. Em muitos casos, eles cometem um crime na presença da Polícia e, mesmo sabendo que há câmeras que possam captar sua imagem, eles não se incomodam em esconder o rosto. Isso parece loucura, mas a “instituição” mudou todos os seus hábitos e, por isso, eles não funcionam mais como pessoas livres na sociedade. De modo semelhante, o povo viveu quatrocentos e trinta anos no Egito e a “instituição” já dominava seus hábitos. No decorrer de toda sua caminhada, eles sempre estavam ameaçando voltar ao Egito e reclamavam por qualquer situação. Deus usou o método da dependência, o qual incluía uma dieta, onde a comida terrena deveria ser substituída pela celestial, trabalhando neles de dentro para fora. Todavia, nem eles nem seus pais jamais puderam compreender o privilégio daquela comida (Dt 8:3).

Em elaboração

2.3 Codornizes pela Providência Divina

Nada era por acaso no deserto e apesar de serem escravos no Egito havia nos israelitas uma arrogância misturada a acomodação. O Egito lhes havia doutrinado a uma forma de vida em nível de extinção, havia neles um misto de revolta e insubordinação que aflorou tremendamente no deserto. A liberdade de Israel findaria em Canaã, mas chegara terra exigia uma completa descontaminação e o deserto foi o meio utilizado por Deus para todo o ego de suas vidas fosse exposto e corrigido para se tornarem dignos da salvação recebida (Dt 8:2). Eles pediram carne e o Senhor lhes atendeu. O Senhor queria que entendessem que o mesmo poder demonstrado sobre as forças da natureza no Egito para libertá-los era o que também estava naquele deserto para supri-los.
O sonho de liberdade e de conquista jamais sai de graça, Deus queria um povo obediente e resignado, assim exigia fidelidade. Moisés foi um instrumento a conduzir os filhos de Israel a um autoconhecimento e, lamentavelmente, a maioria deles não entendeu isso. Por esse motivo, vieram a perecer no deserto, visto que não queriam largar o Egito internamente. Porém, para que eles fossem introduzidos em Canaã, precisavam receber tratamento de libertação do Egito que estava neles.

Em elaboração


3. Virtudes práticas

Observemos agora três virtudes práticas na vida de Moisés, essenciais para aquele momento. Tais atributos são fundamentais à vida cristã e para todo líder chamado por Deus. Vejamos sua importância.

Em elaboração

3.1 Senso de dependência

A vida prática de Moisés é uma eterna lição de dependência. O quebrantamento realizado por Deus na vida do libertador foi tão incisivo que Moisés não atuava sem antes perguntar ao Senhor o que fazer (Ex 33:12-15). É claro que, até mesmo para um homem de sua estirpe, era impossível estar diante de um povo obstinado como Israel sem cometer deslizes. Moisés estava consciente de que, sem a presença de Deus na sua vida, não poderia percorrer o caminho que o conduziria ao livramento (Ex 33:15). Este é o grande dilema dos cristãos hoje em dia: as pessoas querem andar à sua vontade, sozinhas, sem a presença de alguém que os comprometa ou controle os seus passos e suas ações. A presença do Senhor significa comunhão, segurança e descanso, mas também assegura-nos a vitória sobre os nossos inimigos (Ex 14:19).
Os sucessos alcançados por Moisés estão todos atrelados à sua dependência e obediência ao Senhor. Se essa observação fosse utilizada em nossos dias, muitos cristãos teriam não somente sucesso, como também uma vida de grandes feitos realizados pelo Senhor. Sabemos que a maior ausência de milagres em nossas vidas é o fato de viver de forma racional e não por fé.

Em elaboração

3.2 Paciência nas adversidades

Todos nós gostaríamos de um relacionamento com o Senhor isento de tribulações, mas essa sempre foi uma exigência da escolha formadora divina (Rm 5:3-5). As idas e vindas de Moisés diante de Faraó poderiam ter sido evitadas. Deus jamais precisou de tanto rodeio para operar. Havia a necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva para o ensino de todo o mundo através daqueles fatos. Isso exigiu de Moisés muita espera e paciência. Na relação descrita por Paulo (Rm 5:3-5), o que gera a paciência é a tribulação, ou seja, não existirão pessoas pacientes que não sejam antes submetidas ao terror. Essa paciência vai gerar experiência. Entenda que não é o tempo que gera experiência, a paciência é gerada pela tribulação. Por fim, o resultado do sofrimento não é a incredulidade ou o desânimo, mas sim a esperança. Para acreditar naquilo que não se vê, é necessário trilhar um caminho de tribulação.

Em elaboração

3.3 Sensibilidade para a situação

Na jornada de Moisés com os filhos de Israel pelo deserto quase nada se repetia. Cada situação tinha um modo peculiar de ser resolvido e isso exigia uma sensibilidade bem apurada para cada uma delas, tanto em relação às provisões, da organização da adoração, quanto às questões jurídicas, etc. Moisés tinha como função principal ser profeta do senhor, mas esse encargo se desdobrava em vários outros. Tudo isso porque, em vez de cooperar com ele, o povo era totalmente dependente de seu agir. Deus sempre apresentou coisas novas a Moisés. Devemos tomar como lição que certas coisas na obra de deus não devem ser como carimbos com imagem fixa. Existem coisas que utilizamos em nosso tempo que foram apenas uma figura do que passou. Sendo assim, estejamos sensíveis para entender que não podemos acender a fogueira de hoje com as cinzas de ontem.

Em elaboração


Conclusão

Guiar o povo segundo a vontade de Deus no deserto foi uma tarefa hercúlea para Moisés, o deserto foi o melhor lugar para que os filhos de Israel fossem reeducados para um autoconhecimento, conhecimento da vontade de Deus e a cristalização de uma adoração exclusiva ao Deus vivo.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 05
O Livro dos Salmos – João Calvino – Edições Parakletos
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida

Bibliografia Indicada

As Três Etapas da Vida de Moisés (vídeo)

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