terça-feira, 14 de abril de 2015

EBD Editora Betel - O Comissionamento de Moisés

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de abril 2015
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Texto áureo

“Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.” At 7.34.

Verdade aplicada

O processo utilizado por Deus para nosso amadurecimento pode incluir um deserto, um tempo de anonimato e um período de solidão. Nesse tempo, descansar nEle é o mais aconselhável.

Textos de Referência.

Êx 3.6, 10-12.


Introdução

O mundo atual está marcado por uma cultura de micro-ondas. A vida atual é apressada e uma palavra não foge de nosso vocabulário: instantâneo. Porém, na escola do deserto não é assim, nada lá é instantâneo, porque deus não produz santos em massa.


1. Solidão e anonimato: preparos fundamentais

Moisés era um homem importante e também muito atrativo, e o deserto foi o caminho usado por deus para fazê-lo relaxar. O processo era lento, mas tinha o propósito de moldar Moisés e depois usá-lo como homem algum jamais havia sido. Durante quarenta anos, Deus usou o deserto e a solidão para alcançar Seu objetivo. Vejamos.

1.1 Vivendo atrás do deserto

O deserto para principiantes soa como o sentimento de uma angústia implacável por um ente querido que partiu sem a esperança de retorno. Estar em Midiã para Moisés era estar num lugar diferente de tudo. Moisés foi viver num lugar sem privilégios, lugar de escassez, lugar onde ninguém o conhecia e nem mesmo sua profissão era atraente. Midiã era um lugar de total anonimato e não havia como fugir da solidão porque ali era a sua casa. Parece difícil de acreditar que um homem da capacidade de Moisés formado em literatura, ciências e táticas militares, prolongasse sua existência na “parte de trás” do deserto (ÊX 3.1), vivendo com um sogro, criando dois meninos e cuidando de ovelhas. É preciso entender que o tempo não é obstáculo para Deus. Ele exige qualidade e ela não nasce do dia para a noite.
No deserto, Moisés encontrou a fé monoteísta através de seu sogro Reuel. Era evidente que, no Egito, Moisés já tinha algum conhecimento, mas não teve ambiente para exercê-lo por causa da sua vida de nobreza e o comprometimento que isso traria. Todavia, em Midiã, Moisés pôde desenvolver uma família temente a Deus, que lhe acompanharia nas suas peregrinações. Esses quarenta anos de aprendizado o habilitaram a enfrentar dificuldades posteriores quando saiu do Egito com o povo hebreu.

1.2 Aprendendo com a obscuridade

Para chegar aos níveis interiores de nossa alma, Deus precisa quebrar as camadas sólidas e externas de nossas vidas (Sl 51.6). O primeiro passo dado por Deus é encontrar o nosso orgulho e, ao localizar, passar a lixa da obscuridade para removê-lo paulatinamente. O deserto ajuda a libertar-nos do medo e da ansiedade e o tempo será o elemento fundamental para essa cura. No deserto, aprendemos que nada está fora de controle, tudo está nas mãos do nosso Mestre. O desconforto e a dificuldade que vivemos no deserto existem para remover o nosso “eu” interior. Moisés não era qualquer um, todos nós sabemos que a faculdade egípcia era muito mais poderosa que uma “Harvard” de nossos dias. No entanto, Deus usou de método da humilhação para depois usar a exaltação.

1.3 Entendendo os tempos sombrios

Quando deus nos conduz a uma grande provação, Ele não age com nossa permissão. Ninguém vai dormir, ou orar a Deus, pedindo uma provação. Ele nos leva por Sua soberana vontade. Deus vai nos manter certo período por lá, mas nos suprirá de graça para que suportemos. Por fim, Ele tornará a provação em bênção, ensinando-nos a lição desejada e operando em nossas vidas a graça que precisa conceder. E tanto o tempo em que tirará da situação imposta por Ele quanto o como e o quando somente Ele o sabe. Precisamos entender que quem está no deserto fica por determinação divina, sendo guardado por Ele, treinado por Ele e para o tempo dEle. No deserto, é fácil discernir a resposta de nosso orgulho: “eu não preciso disso” pois parece que todos precisam menos nós. Também é fácil identificar a resposta da nossa falta de visão: “não aguento mais”. Todavia, a resposta que Deus gostaria de ouvir de nossos lábios é: “eu aceito”.
Uma das coisas que Moisés aprendeu e que marcou profundamente sua experiência de vida foi que, por mais preparo que tivesse, não poderia enfrentar o Faraó para libertar os hebreus. Isso porque, naquele momento, não havia poder humano que pudesse abater o Egito, apenas o poder de e Deus.


2. Deus se apresenta a Seu servo Moisés.

Após quarenta anos de obscuridade e total anonimato, quando Moisés ainda se recuperava dos destroços e sem imaginar que deus ainda contava com ele para ser o libertador, um arbusto chama a sua atenção e, a partir daquele momento, nada mais foi normal em sua vida.

2.1 Deus fala na brisa mansa

Durante quarenta anos, é a primeira vez que há um registro de Deus falando a Moisés. Após tantos anos de obscuridade, sem qualquer aviso ou sinal, o Senhor resolve quebrar o silêncio e mudar a sua vida para sempre. Às vezes, somos levados a pensar que, para Deus falar, será necessário um terremoto, um estrondo ou um movimento que anuncie a Sua presença (1Rs 19.12). Mas é assim que opera o Senhor, Ele fala a pessoas comuns, em dias comuns e em locais pouco apreciáveis. Devemos estar atentos, pois num dia rotineiro como outro qualquer, de repente indo para o trabalho, dentro ônibus ou metrô, Deus decida falar como nunca falou e comunicar ao nosso coração as diretrizes da nossa missão e o porquê de tanto preparo.
O rebanho forçava que o pastor sempre buscasse novas pastagens e Moisés estava próximo ao Monte Horebe. Ali, foi atraído por uma visão inusitada: um arbusto que pegava fogo e não se consumia (Êx 3.3) Aquele ambiente tornou-se muito especial por causa da presença de deus, manifesta pelo anjo do Senhor (Êx 3.5).

2.2 Diante de uma sarça que não se consumia

A palavra hebraica dá à sarça o nome de “arbusto espinhoso”. Ela era um arbusto comum, o que acontecia com ela é que era incomum e admirável (Êx 3.2, 3). Algo chamou a atenção de Moisés naquele dia, ele estava acostumado a ver arbustos, mas jamais havia visto um que queimava e não se consumia. Diante de Moisés estava o símbolo de algo inútil e sem vida, sendo movido por algo sobrenatural. Aquela sarça ardente era o fogo do Espírito Santo, movendo-se através de um objetivo natural. Deus tomou um arbusto inútil e fez com que incríveis mudanças ocorressem através dele.

2.3 A mensagem da sarça

Quando para Moisés, se tornar o pastor das ovelhas de seu sogro já era uma fatura liquidada. Deus reacende as esperanças de sua vida como reacendeu o velho arbusto. Deus estava dizendo que para Ele não existe limite de idade, aparência ou lugar especial para que se revele. Não podemos esquecer que, embora Moisés soubesse a respeito de seu futuro, essa é a primeira vez que Deus lhe aparece e lhe faz ouvir Sua voz. Esse foi o maior momento da vida de Moisés desde o dia em que nasceu, porque aqui se unem tanto o objetivo pelo qual nasceu quanto quem o alistou para a missão de sua vida. E o que deus usou para chamar a atenção de Moisés? Um deserto. O local que muitos de nós sequer desejamos passar por perto. Após quarenta anos de silêncio, Deus aparece e diz a Moisés: “Vem agora, pois, e eu te enviarei” (Êx 3.10). A palavra chave é “agora”. A sarça foi o meio utilizado por Deus para atrair Moisés, mas o propósito da sarça não é nos surpreender, e sim, nos enviar.


3. O envio de Deus.

Deus tinha pressa que Moisés saísse de seu repouso e de pronto O atendesse. Aquele arbusto que não se consumia também era uma figura do sofrimento hebreu. Pois, quanto mais ardiam sob a intensidade do fogo da provação, o Senhor não permitia que se consumisse. Já estavam sem aparência e sem vida e suas orações deveriam ser respondidas a partir daquele momento.

3.1 Moisés é chamado de maneira pessoal

A reação de Moisés ao reconhecer a voz do Senhor demonstra que suas raízes estavam familiarizadas com o Senhor, pois, tanto na infância, através dos ensinos de sua mãe, quanto o que aprendeu com seu sogro e sua nova família lhe prepararam para esse momento. O que é mais impressionante em seu chamado pessoal é que Deus revela ter “visto a aflição” e “ouvido o clamor” de Seu povo, ou seja, o que se passava com os hebreus e o que estava sendo vivido por Moisés estavam dia a dia sendo monitorados pelo Senhor. Enquanto Moisés sofria de um lado para aprendizado, o povo sofria de outro até o momento em, que Deus se revelaria ao Seu homem escolhido. Ao apresentar-se, o Senhor logo revela a Moisés o que deve fazer. Deus o chamou para o trabalho, não para a fama. Os grandes homens de Deus são encontrados no deserto, ao som do silêncio e vivendo na obscuridade.
Em Midiã, no deserto, permaneceu Moisés por quarenta anos depois que fugiu do Egito. Ali ele desassimilou a vida egípcia em razão de sua sobrevivência. Nessa condição, perdeu o seu jovial visual nobre e citadino. De certa forma, ele morreu para a vida egípcia para que pudesse se tornar um instrumento eficiente nas poderosas mãos de Deus. Assim nós devemos morrer para todo secularismo e mundanismo de nossos dias para que possamos ser utilizados nas mãos de Deus.

3.2 Quem fez a boca do homem?

A reação de Moisés diante do comissionamento era normal (Êx 3.11). Ele era um pastor de ovelhas e o que Deus estava lhe propondo era algo humanamente impossível e irrealizável em sua ótica humana. O medo e a incredulidade eram fatores favoráveis a tal questionamento, mas a verdade é que Moisés tem uma nova vida, tem filhos, família e, mesmo sabendo que aquela era a voz de Deus, ele se considera indigno e incapaz para semelhante tarefa. Suas desculpas não são as de um homem qualquer, mas de alguém que foi marcado pela tragédia e que precisava de um impacto sobrenatural. Moisés apresenta várias desculpas diante de Deus, sendo quase obrigado a ter que atender ao chamado (Êx 4.14). Por fim, depois de muitos sinais sobrenaturais e a certeza de que o Senhor o guiaria, Moisés retorna a família e conta sobre a missão divina (Êx 4.18.19).

3.3 A quem Deus chama também capacita

Aquele encontro foi tão revigorante para Moisés que, mesmo sem saber o que viria a acontecer em sua vida, ele assume a postura do líder que levou oitenta anos para ser preparado por Deus (Êx 4.12-17). Ele não saiu da presença de Deus sem alvo, sem armas nem munição para o ataque. O tempo passou e o que Deus preparou para ser aconteceu. Moisés volta ao Egito, mas não como um fugitivo e sim como libertador e representante legal de Deus na Terra (Êx 4.16).


Conclusão

Para iniciar seu ministério libertador, Moisés recebe de Deus autoridade. Essa autoridade está representada pelo seu bordão através do qual ele faria os sinais da parte de Deus (Êx 4.17). Esse poder foi demonstrado através dos grandiosos sinais diante dos filhos de Israel e de Faraó como uma forma de legitimá-lo (Êx 4.21). Deus não somente preparou Moisés, mas lhe deu suporte suficiente para o cumprimento da sua missão.



Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 03

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