sábado, 4 de abril de 2015

EBD Editora Betel - Um Faraó que não conheceu José

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de abril 2015
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto áureo



“E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles”. Ex 1.7

Verdade Aplicada

Mesmo que tudo seja obscuro e sem sentido, não existe nada neste mundo que o Senhor não veja, não conheça ou não controle.


Textos de referência

Êx 1.13-16


Introdução

Neste trimestre, abordaremos profundos assuntos concernentes à vida de Moisés, um dos mais importantes personagens da Bíblia. Nesta lição, trataremos do princípio do cativeiro hebreu no Egito, a poderosa forma divina de administrar os acontecimentos e a maneira sobrenatural e profética do nascimento de Moisés.


1. O princípio do cativeiro hebreu.

O principal personagem dos últimos capítulos de Gênesis é José. Através dele, Jacó e toda sua família habitaram na magnífica terra fértil de Gosén. Porém, com a mudança de governante, uma nova lei foi estabelecida e o povo, que antes vivia em paz, agora enfrentaria o pior drama de sua vida: a escravidão.

1.1 Um povo pastoril.

José tinha provavelmente trinta e nove anos quando sua família foi morar no Egito. Ele viveu setenta e um anos depois disso e morreu (Gn 50.26). Quando José partiu, a vida cômoda dos hebreus no Egito também findou. Uma vez que José não podia mais interceder por seu povo, a população nativa passou a olhar Israel de modo intolerante e desconfiado. Os egípcios eram muito avançados em cultura e sofisticação e viam os pastores como parte da ralé da sociedade. Isso para eles, manchava a imagem imponente da classe nobre (Gn 46.31, 33, 34). Nesse tempo, a população de Israel já havia aumentado consideravelmente, tornando-se poderosa no Egito. Outro fato importante é que tanto José quanto suas realizações foram totalmente ignorados e o novo Faraó passou a desprezar aquela população crescente (Êx 1.8).
Explique aos seus alunos que a sociedade egípcia era regida pelo sistema de castas. Assim como a pirâmide se constitui de camadas, de igual modo funcionava aquela sociedade. Quem pertencia a uma casta permaneceria nela até morrer, diferentemente do capitalismo, em que há a chance de ascensão social. Naquela época, a sociedade se constituía piramidalmente em: Faraó e sua família; a seguir, os sacerdotes e a nobreza; depois os escribas constituíam uma única casta; em seguida, os coletores de impostos e militares; por último, na base da pirâmide, ficavam os camponeses e escravos vindos de outros povos.

1.2 Um povo numeroso.

Com o novo Faraó nasce uma nova política e um novo estilo de vida passa a vigorar para os hebreus no Egito (Êx 1.10, 11ª). Uma nova lei foi determinada para um povo que vivia de forma regalada e esplêndida, e, a partir dali, a vida para eles jamais seria como antes. É muito claro o discurso feito por Faraó; ele se sentiu ameaçado com o crescimento do povo e, como não era portador de nenhuma aliança com o falecido governador, apossou-se da fértil e bem localizada Gosén, humilhando o povo através da escravidão e da chibata. Porém, antes que fossem diluídos no pó do Egito, eles clamaram e, após quatrocentos e trinta anos, suas orações foram enfim atendidas (Êx 12.40).

1.3 Deus controla os eventos.

É inevitável não nos fascinarmos pela maneira como Deus, de forma majestosa e grande, domina todas as coisas. Embora saibamos que o sofrimento do povo hebreu tenha sido cruel e brutal, vemos também a poderosa mão de deus por trás de tudo, controlando os acontecimentos e usando os eventos para formar a identidade cultural e o caráter de uma grande nação. Séculos antes, o Senhor já havia falado a Abraão sobre o que aconteceria aos seus descendentes e como eles seriam libertos com mão poderosa (Gn 15.13, 14). O Senhor afirma para Seu servo o que ocorreria e também como julgaria seus opressores. Não existe nada debaixo do sol que o senhor não veja, não conheça ou não controle (Jó 28.24).
Destaque para seus alunos que Deus ouviu esse clamor anos após anos. Mas, atuou no tempo certo em que o fruto estava maduro pronto para colher. Às vezes, esquecemos –nos que Deus tem o controle de todas as coisas. Porém uma coisa é certa: “quando chega o tempo dEle agir, ninguém poderá impedir que o faça” (Is 43.13b).


2. Guardado de forma sobrenatural.

O tempo da liberdade chegou; um libertador viria, um homem escolhido pela mão de deus, um líder preparado especialmente para lidar com os israelitas e confrontar o Faraó. Embora houvesse planos terrestres para impedir a ação divina, o nosso Deus começou a agir da forma como Ele é: Grande.

2.1 Quem poderia impedir o futuro?

Com o passar dos tempos, os hebreus se tornaram tão numerosos que passaram a assustar tremendamente os egípcios. E, por medo de perder a terra, os egípcios foram impelidos a agir de forma brutal e selvagem contra os hebreus. A insegurança e ódio dos egípcios tinham uma explicação; o medo (Êx 1.13, 14). Felizmente, o plano de Faraó não obteve resultado, pois quanto mais o povo de Deus era afligido, mais cresciam e aumentavam. Ao perceber que seus fins não eram alcançados, Faraó aumentou a dose de sofrimento e partiu para o infanticídio (Êx 1.15, 16). Uma inspiração maligna que daria fim ao nascimento do libertador. No entanto, o que está determinado nos céus jamais poderá ser sequer abalado por nada terreno.
Explique aos seus alunos que tal como aconteceu com Israel no Egito, quanto mais a Igreja é perseguida neste mundo, mais ela cresce e avança. Embora vejamos maldade e perversidade de forma descontrolada, injustiça social e opressão agindo em lugar da paz, deveríamos pensar no que Deus está fazendo ao preparar Sua Igreja para um grande livramento.

2.2 Sifrá e Puá

Sifrá e Puá são duas mulheres extremamente importantes no plano divino para o nascimento do libertador Moisés. O nome Sifrá significa “beleza” e Puá “esplêndida”. Elas, com certeza deixaram um lindo e esplêndido exemplo para nossos dias; temer a Deus acima de qualquer circunstância. Elas eram as parteiras das hebreias, uma tarefa melindrosa, porém gratificante. Essas duas mulheres receberam um edito muito cruel da parte de Faraó. A ordem era matar os meninos e deixar viver as meninas. Não cumprir a ordem de Faraó era arriscar a própria vida. Mas elas decidiram temer somente a Deus e não ser coniventes com o erro, evitando derramar sangue inocente. A bravura dessas duas mulheres teve influência direta no nascimento de Moisés.

2.3 A Morte deu lugar à Vida.
A maldade e a crueldade de Faraó não terminaram quando as parteiras recusaram lhe atender. Ele não conhecia limites para o terror e, assim, expediu outro decreto ordenando a morte de todos os meninos (Êx 1.22). No mesmo tempo de Moisés, era impossível não identificar uma casa onde houvesse um recém-nascido. A sabedoria de Joquebede durou três meses e o Nilo, que deveria ser o lugar da morte dos machos, tornou-se o lugar da Salvação de Moisés. Naquele cesto, estava a esperança de uma nação e o próprio Egito, que tentara matar o libertador, foi o lugar onde ele foi cuidado, instruído e qualificado. Não devemos pensar que Deus está dormindo ou que o inimigo anda vagando pelo mundo a fazer o que bem entende. Lembremos que o Senhor está acima de todas as coisas, até mesmo de nossos pensamentos (Is 55.8, 9).
As parteiras obedeceram a Deus e não a Faraó. Por sua coragem e por optarem pela justiça, o Senhor resolveu recompensá-las. Nem sempre o que é certo é o mais fácil. Como elas não foram coniventes com o erro, veio sobre elas a benção de Deus (Êx 1.20, 21).


3. Lições práticas.

Tudo o que é grandioso passa por sérios tratamentos antes de existir. Não foi fácil para os hebreus ver a liberdade sucumbir e, do dia para a noite, tornar-se escravo. Seu clamor durou quatrocentos anos, mas, quando chegou o tempo de ser livre outra vez. Deus agiu com mão forte e não houve quem pudesse impedir o que por Ele mesmo foi determinado.

3.1 Deus está no controle.

Nos momentos de grandes provações, é comum esquecermos do que o nosso Deus é capaz. Ele sempre sabe tudo o que acontece conosco (Êx 3.7, 8ª). Seu livramento pode não chegar de acordo com o nosso horário ou no momento em que pensamos, mas chegará na hora certa. Por mais severa e dura que seja a provação que estivermos enfrentando, elas não diminuirão o interesse de deus. O futuro pode parecer sombrio e podemos nos perguntar: onde Deus está? Se bem O conhecermos, entenderemos que Ele está a caminho e, quando chegar, tudo o que parecia ser absurdo se tornará real e palpável para cada um de nós.
Explique aos seus alunos que o agir de Deus em favor daqueles que nEle esperam é sempre poderoso e gratificante. Os capítulos sete e oito de Êxodo, revelam como Ele já poderia ter liquidado a fatura. Mas Ele é tão poderoso que se revela passo a passo para que, a cada dia, venhamos descobrir como é belo e maravilhoso.

3.2 Todos nós nascemos com uma finalidade.

Moisés passou por tantos preparos, expectativas e desilusões que, ao deparar-se com Deus, já não acreditava que poderia ser o homem para o objetivo pelo qual nasceu (Êx 3.10, 11). Ele sempre soube desde o pequeno que sua missão era libertar seu povo. É muito importante quando sabemos para qual finalidade vivemos neste mundo. Não foi por acidente que nascemos nesta era específica, na atual conjuntura da história, em determinado país e neste mundo. Sabia que Deus está buscando homens e mulheres que obedeçam a Seu propósito. Podemos até nos sentir incultos, incapazes e até mesmo desqualificados, talvez cheguemos até a usar as mesmas desculpas de Moisés diante de deus. Mas Deus chamou as coisas loucas, vis e desprezíveis; o que não é para confundir o que é (1Co 1.28).

3.3 Operando Deus quem impedirá?

Mais que libertar os hebreus ou punir os egípcios, Deus queria tornar aquele momento inesquecível em toda a história da humanidade. De uma só vez, o Senhor riscou para sempre a memória daquela geração de egípcios. Retirando os hebreus do Egito, o Senhor sabiamente estava pondo um fim na economia daquela nação. É por isso que Faraó não os queria libertar, pois eles eram os responsáveis por toda a mão de obra do Egito. Deus, em um só golpe, exterminou os primogênitos do Egito, que simbolizavam o futuro da nação e, em seguida, libertou Seu povo, deixando de uma só vez o Egito, sem futuro e sem presente. O último golpe foi a destruição de todo o exército no Mar Vermelho, mostrando que quando Ele opera não há quem possa impedir o Seu agir (Is 43.13).
Devemos pensar muito bem sobre nossas vocações. Deus, quando nos chama, não está vendo o que vemos hoje, Ele já sabe o que vai acontecer. Abrace seu chamado, alegre-se, você pode ser a esperança de salvação de uma nação.


Conclusão

A aflição pode durar um tempo, mas ela possui prazo de validade. Embora a situação dos hebreus fosse de total calamidade, Deus estava acompanhando tudo de perto sem perder um detalhe sequer. Por fim, Moisés nasceu, o povo foi liberto e Faraó morreu. Nada pôde impedir o agir de Deus. Em tempos difíceis, coloquemos nossa confiança no Senhor.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 01

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho